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- Pr. José Maria Padilha Matos
Artigo:
Quando a liderança provém de Deus
Todo aquele que teve a felicidade de receber a Cristo como único e suficiente Salvador, e tendo permanecido fiel aos preceitos divinos, indiscutivelmente há de almejar, também com fidelidade, o ministério episcopal. Em sendo assim, o nosso Deus, segundo a sua vontade, abrir-lhe-á as portas para esse mister. Daí, para chagar-se à condição de Líder, isto é, galgar o patamar da Liderança, são necessárias duas condições: a primeira é pessoal e bíblica: “apresentar-se a Deus aprovado como obreiro que não tem do que se envergonhar...” E a Segunda é graciosa e carismática: ter o privilégio de receber o dom da graça divina que, eventualmente, é chamado de carisma!
Paulo, divinamente inspirado, escreve a Timóteo: “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. (I Tm.3.1) Entretanto, é indispensável que o ministro, e futuro líder, seja portador dessa qualidade ímpar: “Ser irrepreensível”! Sim, porque no interior desse poço de moral e ética residem virtudes outras determinadas por Deus, tais como: fidelidade conjugal, honestidade, vigilância, eximir-se da ganância e avareza, ter aptidão e autoridade para ensinar, ser manso e humilde decoração... em sendo assim, estamos fundamentados nos preceitos divinos.
Vigilância e Oração são armas que Jesus nos ordenou manuseá-las. Mas Satanás sabe disso e sempre procura ocasião para debilitar essas armas! Hoje, dois mil anos depois, seus ataques sempre visam aos crentes, mormente se têm função definida como o ministro, e, sobretudo, o Líder! Suas armas são as mesmas com que investiu sobre Jesus no deserto... Uma que se chama VAIDADE: “...Transforma estas pedras em pães”. Outra, que conduz à PREPOTÊNCIA: estando o ministro no pináculo da sua Liderança, fá-lo considerar-se invulnerável, intocável, incapaz de tropeço, e isso é tentar ao Senhor! A terceira arma é o PODER.
É óbvio que toda Liderança tem poder. Um poder racional, mas provindo de Deus. O perigo é deixar que esse Poder desça ao coração. Aí, Satanás investe com palavras persuasivas em relação à contaminação do mundo: “Tudo isso te darei...” Ora, quantos exemplos negativos já vimos através da Mídia! É constrangedor! Entretanto, gostaríamos de insistir que a ausência da Vigilância e da Oração enfraquece qualquer crente, debilita qualquer Liderança, mesmo provinda de Deus. Na verdade, Deus nos dá tudo de bom. Mas, por favor, “NÃO DEIS LUGAR AO DIABO” (Ef.4.27).
Artigo:
“Simão Pedro, mais do que um apascentador”
Como leitura básica para a presente explanação, precisamos usar, pelo menos, este versículo na 1ºCarta Universal de Pedro: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de boa vontade” (1ºPe.5.2).
Só um autêntico apascentador, como Simão Pedro, teria condições de escrever semelhantes palavras doutrinárias àqueles que haveriam de pastorear o rebanho do Senhor, àqueles que já presidem igrejas ou, ainda, àqueles que pretendem dirigir congregações.
É óbvio que nenhum escritor dos tempos bíblicos (ou mesmo dos tempos atuais) teria condições de ministrar semelhante doutrina se não já fosse um apascentador, e se não o fizesse conforme inspiração do Espírito Santo! E Simão Pedro o fizera com sabedoria, com conhecimento da Palavra, e com muita unção, pois, tendo ele recebido o revestimento de poder no dia de Pentecostes, pôde, a partir dali, pregar o evangelho do reino com autoridade, curando os enfermos, libertando os oprimidos, ressuscitando os mortos, evangelizando os gentios...
Quando afirmamos que Simão Pedro foi mais do que um apascentador, é exatamente porque, desde o início, tornou-se um apóstolo importante no ministério de Jesus, e, ainda, com muita capacidade de decisão entre seus companheiros. Portanto, toda a verdade tem que ser dita: E sendo Jesus a personificação da verdade, não poderia ser diferente. Por isso, logo no início do seu ministério, e tendo já escolhido os doze apóstolos, certa vez proferiu essa verdade: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo.6.63e54). E tais palavras foram estas, entre outras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (v.54).
Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com Jesus. Por isso, disse Ele aos doze: “Quereis vós também retirar-vos?” (v.67). Mas Simão Pedro, tomando a Palavra, respondeu com fidelidade: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (v.68).
Tal como a Bíblia nos informa, Pedro sempre participou dos eventos patrocinados por Jesus...No alto monte, assistiu à transfiguração. E em Cafarnaum, viu a ressurreição da filha de Jairo, quando Jesus pronunciou: “Talita cumi”. Juntamente com João, fez os preparativos para a última páscoa. E, ainda, no Cenáculo, Jesus lavou-lhes os pés....Simão Pedro foi resoluto e decidido pois, entre todos os discípulos e apóstolos, foi o único “a andar sobre as águas”, “a confessar que era pecador”, e “a proclamar que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus Vivo!”. No Getsêmane, foi o único a defender Jesus com espada. Mas, naquela mesma noite, no pátio do Sinédrio, negou por três vezes o nome de Jesus. Por isso mesmo, ressuscitando ao terceiro dia, foi Pedro o primeiro apóstolo a quem Jesus se apresentou ressurrecto!
Indiscutivelmente, foi Simão Pedro o mais importante dos apóstolos, não apenas por ser o primeiro da lista nos evangelhos sinópticos, não apenas por ter participado de todos os eventos do ministério terreno de Jesus, mas, exatamente, por causa de um detalhe: Pedro foi o discípulo que mais amou a Jesus! Então, podemos refletir no último diálogo entre o divino Mestre e o apóstolo Pedro... Os discípulos estavam presentes. Jesus estava prestes a subir aos céus. E pergunta a Pedro: “Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes?”. E Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Jesus então determinou: “Apascenta os meus cordeiros”. Jesus ainda lhe pergunta por duas vezes: “Amas-me?”. A resposta de Simão Pedro foi sempre a mesma: “Tu sabes que te amo”. “Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo”. E Cristo Jesus, também por duas vezes lhe determina: “apascenta as minhas ovelhas”.
Definitivamente, o apóstolo Pedro foi eleito “apascentador do rebanho de Deus”, e até mesmo muito mais do que um apascentador, tudo, porque foi o que mais amou a Jesus!
José Maria Padilha Matos Pastor do Ministério de Bela Vista.
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