Aula 13

A DESPEDIDA DE UM LÍDER

Texto Base: 24:1-18

29/03/2009

 

Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”(Josué 24:15).

 

INTRODUÇÃO

Esta é a última aula do trimestre, e o último capítulo do livro de Josué que estudaremos. Foram momentos inesquecíveis, em que destacamos grandiosos aspectos do caráter e virtudes do grande líder de Israel, Josué. Indubitavelmente, o seu legado nos fascina e nos induz a cada dia a amarmos e seguirmos ao Senhor com fé, obediência e confiança. Diante da grande trajetória que cumpriu com o povo na conquista e ocupação da terra de Canaã, ele sentia a necessidade de despedir-se, alertando-o para o futuro. Todo o texto do capítulo 24 é uma palavra de advertência e cuidados desse grande líder, que via chegar o seu momento de despedir-se do povo.

É muito afável relatar as qualidades de um grande líder, pois são inconfundíveis. A máscara da hipocrisia não tem lugar quando se quer falar bem de um grande líder no momento de sua despedida. Durante este trimestre vivenciamos e destacamos como paradigma o caráter e as virtudes do grande homem de Deus e líder do povo de Israel, Josué. Inúmeros adjetivos poderão ser atribuídos a ele, pois o seu legado nos dá um elenco superlativo de qualidades que esse grande homem de Deus nos deixa de exemplo a ser imitado e seguido. Não há dúvida que o seu maior legado foi a fidelidade a Deus, a obediência à sua Palavra e a sua total dependência de Deus.

Josué foi um homem íntegro, de bom caráter, honesto e corajoso. Um guerreiro notável, disciplinado e zeloso. Um homem que em tudo procurava honrar o seu compromisso com Deus. Ele serviu ao Senhor com fidelidade, obediência e confiança. Foi um exemplo a ser seguido por todos, em todas as gerações. Cumpriu com suas obrigações diante de Deus e diante dos homens. Por isso ele poderia dizer: Servir ao Senhor com fidelidade. O que caracteriza a vida do servo de Deus é a fidelidade. Os olhos do Senhor estão atentos àqueles que o serve com fidelidade – “Os meus olhos estão sobre os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda no caminho perfeito, esse me servirá”(Salmo 101:6). Caberia muito bem no final do livro de Josué conter as seguintes palavras: “Sede meus imitadores...”.

 

I – JOSUÉ FAZ O POVO RECORDAR A FIDELIDADE DE DEUS

1. Uma retrospectiva histórica(24:1-13). Em sua última reunião, já no ocaso de sua vida, Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, juntamente com os anciãos, e os seus juizes, e os seus oficiais; não para fazer um relatório sobre a sua atuação como líder, ou sobre as estratégias empregadas para vencer os inimigos, mas para relembrá-los da bondade de Deus e seu cuidado para com Israel no passado, como se observa nos versículos 2 a 13. Pelo texto sagrado nota-se Josué fazendo uma retrospectiva histórica do grande amor e fidelidade de Deus para com o povo de Israel, desde o seu nascedouro até aquele momento. Apesar da idade avançada, ele demonstrou lucidez para rememorar todos os fatos passados da história de Israel, começando pelo pai de todos eles: Abraão. Naquele momento histórico, o seu maior desejo era que o povo de Israel se posicionasse diante de Deus como nação santa e demonstrasse compromisso em servi-lo com fidelidade e dedicação, o que o povo assim o fez como se vê no versículo 21. Repetidas vezes Josué admoestou aqueles israelitas a permanecerem leais ao Senhor, como se pode ver nos versículos 14 a 28. Ele temia pelo futuro espiritual do povo de Israel, pois sabia que o povo era fraco, pois presenciara isso ao longo da jornada no deserto.

Os autênticos líderes do povo de Deus precisam ter o mesmo zelo que Josué teve pelo nome de Deus. Devem exortar os fiéis a amarem ao Senhor, a servirem somente a Ele e se separarem das práticas e do viver do mundo.

Se formos fiéis ao Senhor em nossa jornada rumo à nossa Terra Prometida, certamente Deus nunca nos abandonará.

2. A fidelidade de Deus(24:6-10). Qualquer cidadão de Israel, naquele momento, não poderia negar os grandes feitos do Senhor e a sua fidelidade em cumprir tudo o que prometera ao seu povo: proteção, provisão, vitórias e a terra Prometida. Nos versículos 3 a 13 é demonstrada uma seqüência de fatos realizados por Deus em favor de Israel, ao longo de sua história, que resume a sua bondade e fidelidade para com o seu povo: “Eu tomei a Abraão”(v.3), “Eu dei-lhe Isaque”(v.3), “Eu enviei Moisés e Arão”(v.5), “Eu feri os egípcios”(v.5), “vos tirei de lá”(v.5), “Eu vos trouxe à terra”(v.8), “os entreguei na vossa mão”(v.11), “E eu vos dei uma terra”(v.13). Essa sequência de “Eu” mostra o quanto Deus era tão próximo e o quanto Ele tinha feito pelo seu povo escolhido. Nunca um povo teve um relacionamento tão íntimo com Deus como o povo de Israel. A base para qualquer relacionamento com Deus é encontrada no que Ele tem feito por nós, não no que nós supostamente podemos fazer por Ele. Para nós também, o relacionamento com Deus é baseado no que Ele tem feito por nós, em Cristo.

O texto sagrado resume muito bem a fidelidade de Deus para com Israel: “Desta maneira deu o Senhor a Israel toda a terra que, com juramento, prometera dar a seus pais; e eles a possuíram e habitaram nela. E o Senhor lhes deu repouso de todos os lados, conforme tudo quanto jurara a seus pais; nenhum de todos os seus inimigos pôde ficar de pé diante deles, mas a todos o Senhor lhes entregou nas mãos. Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor prometera à casa de Israel; tudo se cumpriu(Josué 21:43-45).

Se propusermos em nosso coração em servimos ao Senhor e segui-lo de todo o nosso coração, sem desviar-nos nem para esquerda e nem para a direita, certamente o Senhor cumprirá tudo o que nos prometeu, pois Ele é fiel no cumprimento de sua Palavra – “Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos(Dt 7:9). “retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu”(Hb 10:23).

 

II – A RENOVAÇÃO DO CONCERTO

1. “Escolhei hoje”(24:14,15 – Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; deitai fora os deuses a que serviram vossos pais dalém do Rio, e no Egito, e servi ao Senhor. Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”). Todos os dias temos de tomar decisões pequenas ou grandes. A maior delas é a de servir ao Senhor, e esta decisão, naquele instante, ficou a cargo do povo. Nestes textos, o imperativo é forte e inconfundível:

Temei ao Senhor”. Temer ao Senhor significa ter reverência e amor por Ele e guardar os Seus mandamentos.

Servi-o com sinceridade e verdade”. Servir ao Senhor é demonstrado pela maneira como vivemos os mandamentos que recebemos de Deus; pelo trabalho que fazemos para ajudar a estabelecer o reino de Deus na Terra; e pela forma como agimos para com o nosso próximo.

Deitai fora os deuses”. Deitar fora os deuses do mundo significa colocar fora de nossa mente os pensamentos impuros; tirar de nosso coração todo sentimento de ódio, toda mágoa e todo ressentimento; e tirar de nossa vida tudo aquilo que possa impedir o Espírito Santo de estar sempre conosco. Para alguns, deitar fora os deuses do mundo pode significar abandonar pequenos hábitos e costumes. Para outros, pode significar abandonar grandes pecados que estejam praticando. Para outros, pode significar esquecerem-se de acontecimentos tristes em sua vida passada. Qualquer que seja a situação, em cada um de nós existe o poder para mudar nossa vida; o poder para mudar a forma como pensamos; o poder para transformar os sentimentos ruins que temos em nosso coração; o poder para mudar a forma como estamos agindo. O Senhor Jesus Cristo nos dará esse poder e irá nos ajudar. Tudo o que Ele pede é que nós tenhamos fé nEle, sigamos o seu exemplo e obedeçamos aos seus mandamentos. Quando amamos a Deus, quando servimos ao Senhor com sinceridade e verdade, e quando abandonamos as coisas do sistema mundano, nós nos tornamos verdadeiros seguidores de Cristo.

Escolhei hoje a quem haveis de servir”. Naquele último momento como líder do povo de Israel, Josué conclama o povo a tomar uma decisão acertada e pública; não havia lugar para indecisão, por isso foi tão enfático: “Escolhei hoje”. A decisão tinha que ser “hoje”. A Bíblia diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”(Hb 4:7).

Josué conhecia aquele povo há muito tempo, e vendo agora como cada uma das tribos, em separado, se comportava na ocupação da terra, sente a necessidade de desafiá-las a uma vida na presença do Senhor. Sabe que as influências estrangeiras estão presentes e, mais do que nunca, sabe da importância de chamar o povo à sua responsabilidade como a nação escolhida. Então ele desafia as tribos a fazerem a decisão necessária. Para aquele povo, dado o seu passado e a construção de sua história, só havia uma opção a tomar. Porém, diante das influências estranhas que se faziam presentes, oriundas dos povos vizinhos que eles permitiram que co-habitassem na terra prometida, tinham que agora tomar uma decisão corajosa. No entanto, para ele, não havia escolha: “Escolhei hoje a quem haveis de servir... Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

Diante de tantas influências que recebemos do mundo para o nosso viver, a nossa decisão deve ser tal qual à de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Qual tem sido a decisão de vida para cada um de nós, pessoalmente, e para a nossa família? Corajosa e resoluta como a do grande líder? Não espere ficar velho para tomar essa decisão, pois o Senhor virá como um ladrão, ou seja, não hora em que nós não esperamos(1 Tess 5:2; 2Pe 3:10).

2. Um compromisso solene. Após relembrar aos israelitas como foram abençoados a partir de Abraão, recebendo sem esforço a sua herança, pois fora o Senhor quem derrotara os seus inimigos, Josué conclamou-os a temer ao Senhor e servi-lo com integridade e fidelidade. Para isso era necessário que tomassem uma decisão definitiva: ou servir ao Senhor ou servir aos falsos deuses da região, pois era impossível servir ao Senhor e ao mesmo tempo aos falsos deuses. O povo respondeu que, em vista do que o Senhor havia feito por eles, eles O serviriam também –“Então respondeu o povo, e disse: Longe esteja de nós o abandonarmos ao Senhor para servirmos a outros deuses”(24:16). Mas Josué ponderou que, se não tomassem essa decisão, corriam o risco de serem consumidos pelo Senhor se mais tarde eles O deixassem para servir a deuses estranhos. Ele é um Deus santo e zeloso que não perdoaria a sua transgressão nem os seus pecados. Mas o povo confirmou a sua decisão, e Josué mandou que jogassem fora os deuses estranhos que havia entre eles e se dedicassem ao Senhor Deus de Israel(cf 24:20). E o povo novamente disse: “...ao Senhor serviremos”(24:21). E para confirmar o compromisso que o povo estava fazendo naquele momento solene, Josué lhes falou: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que vós escolhestes o Senhor, para o servir. E disseram: Somos testemunhas”(24:22). E disseram mais ainda: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e obedeceremos à sua voz”(24:24). Tudo isto foi então escrito e juntado aos cinco livros de Moisés (24:26).

Conquanto o povo tenha declarado por três vezes o compromisso de servir ao Senhor, não cumpriu o que prometeu. Logo Deus os acusaria de quebrar seu pacto com Ele(Juizes 2:2,3). É fácil dizer: seguiremos ao Senhor Deus, mas é muito mais importante viver isto. Infelizmente, a nação de Israel só seguiu a Deus durante a liderança de Josué.

 

III – UM MEMORIAL LEVANTADO

1. A pedra do testemunho. O esquecimento é comum ao ser humano. Facilmente esquecemos-nos das bênçãos que Deus bondosamente nos concede ao longo da nossa vida. Israel jamais poderia esquecer-se dos feitos sobrenaturais de Deus operados em seu favor, e, também, dos pactos firmados com Ele, ao longo de sua jornada. Desta feita, Josué sela o pacto que Israel naquele momento solene de sua despedida do povo e da vida, com um memorial de pedra – “e disse a todo o povo: Eis que esta pedra será por testemunho contra nós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor nos falou; pelo que será por testemunho contra vós, para que não negueis o vosso Deus”(24:27). Isso tinha a finalidade de deixar o povo de Israel cônscio de sua responsabilidade quanto ao pacto firmado naquele momento. O pacto entre Israel e Deus era que as pessoas adorariam e obedeceriam somente ao Senhor. Seu propósito era que eles se tornassem uma nação santa que influenciaria o resto do mundo para Deus. A conquista de Canaã era o meio para alcançar este objetivo, mas Israel ficou preocupado com a terra (o meio) e deixou de buscar ao Senhor (o objetivo). O mesmo pode acontecer em nossas vidas. Podemos gastar tanto tempo com o meio em que vivemos que esquecemos o fim (objetivo): glorificar a Deus.

2. A despedida de um líder (24:29 a 31 - “Depois destas coisas Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu, tendo cento e dez anos de idade; e o sepultaram no território da sua herança, em Timnate-Sera, que está na região montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gaás. Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que sobreviveram a Josué e que sabiam toda a obra que o Senhor tinha feito a favor de Israel”). Josué se despediu do povo e faleceu, mas não antes de colocar diante do povo os princípios do significado da fé em Deus. Ele conclamou o povo a temer e a servir ao Senhor com sinceridade e com verdade, bem como se livrar de todos os falsos deuses(24:14). Escolher Deus como Senhor significava fazer uma aliança com Ele(24:25). Essa aliança exigia renúncia aos princípios e práticas da cultura que cercava o povo de Israel e que eram hostis ao plano de Deus(24:23).

Tendo Josué firmado uma aliança com o povo, dando-lhe leis e ordenanças(24:25), ele encerra a sua carreira. Que bela carreira! Ele a iniciou como “servo de Moisés(Josué 1:1) e concluiu-a como “servo de Deus(Josué 24:29). Nos dias em que vivemos, os dias finais da Igreja do Senhor, são poucos os que querem ser servos. Mas, para entrar na Terra Prometida é necessário ter o passaporte de servo do Senhor. Ser crente significa ser servo, e isto não implica em algo depreciativo, mas, honroso, considerando que somos servos daquele que a Bíblia denomina de “...Rei dos Reis e Senhor dos senhores”(Ap 19:16).

Os maiores homens de Deus, na Bíblia, são chamados de servos. Abraão foi chamado de servo pelo Senhor, quando falava sobre ele, com Isaque – “...e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo”(Gn 26:24). Moisés foi chamado de servo – “... pois, ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra meu servo Moisés?” (Nm 12:8). Davi foi chamado de servo – “Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi”(II Cr 19:34). O Apóstolo João, conhecido como o apóstolo do amor, foi chamado de servo – “Revelação de Jesus Cristo... e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo”(Ap 1:1). Paulo, o grande apóstolo dos gentios, ele mesmo se auto-intitulou como sendo servo – “Paulo, servo de Deus e Apóstolo de Jesus Cristo...”(Tito 1:1). 

Vê-se, pois, que para todos os grandes homens de Deus, Profetas, Reis, líderes, Apóstolos, ser chamado de servo de Deus era considerado uma benção, um privilégio especial. Nós, pela grande misericórdia de Deus, também alcançamos este privilégio de podermos dizer como disse Paulo, de podermos afirmar que somos servos de Deus. Estamos entre aqueles aos quais o Senhor antes de partir “para fora da terra chamou os servos, e entregou-lhes os seus bens”(Mateus 25:14).

Ser servo de Deus é algo de que devemos nos gloriar. Humilhante, pejorativo, depreciativo, desonroso, vergonhoso, é ser servo do pecado, ser servo de Satanás, pois é um inimigo vencido, um pobre miserável “sem terra e sem nada”, porque todas as coisas pertencem a Deus por direito de criação, porque só ele é o Criador.

Ser servo do Rei dos Reis e do Senhor dos Senhores; daquele que disse “...toda a terra é minha”; “minha é a prata, e meu é o ouro”; daquele do qual a sua Palavra diz que “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”; daquele que nos amou “...e se entregou a si mesmo por nós”(Gl 2:20), é uma coisa que deve nos encher de júbilo.

 

CONCLUSÃO

Neste precioso livro sagrado que acabamos de estudar, e que nos trouxe grandes lições para a nossa vida espiritual ao longo deste trimestre, o livro de Josué, observamos a trajetória virtuosa da liderança desse grande homem de Deus. Em toda a historia de Josué você não o encontra se lamentando, se lastimando, desanimado, cabisbaixo ou coisa parecida. Desde Êxodo 17, quando ele é mencionado pela primeira vez, nós o vemos lutando, e no final de sua carreira o encontramos dizendo: Eu e minha casa serviremos ao Senhor!

Josué tornou-se o líder de seu povo por longos anos até à sua morte aos 110 anos, no entanto, antes de ser um líder, Josué passou diversos anos sendo um simples servo. Não existe liderança sem que o líder compreenda que ele, entre todos os liderados, é o maior servo. Muitas pessoas se encontram confusas no momento da liderança porque ainda não compreenderam que ser líder é ser servo de todos. Segundo o evangelho de João 13:15 – “Porque Eu vos dei o exemplo, para que como eu vos fiz, façais-vos também”, Jesus é o maior de todos os lideres. O Senhor dos senhores servia a todos os seus servos, e Ele mesmo concluiu: “Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes”(João 13:17). Segundo o ensinamento de Jesus, um líder só será bem sucedido se compreender que ele é um servo de todos. Assim procedendo, o progresso e o sucesso serão sempre realidades na carreira que está proposta. Que o Senhor constitua lideres, nestes últimos dias, igual a Josué.

E para finalizar, transcrevo as seguintes palavras de Moisés, quando da sua despedida da liderança do povo de Israel: “Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos, e de guardar os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos, então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres. Mas se o teu coração se desviar, e não quiseres ouvir, e fores seduzido para adorares outros deuses, e os servires, declaro-te hoje que certamente perecerás; não prolongarás os dias na terra para entrar na qual estás passando o Jordão, a fim de a possuíres. O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,  amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz, e te apegando a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; e para que habites na terra que o Senhor prometeu com juramento a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó, que lhes havia de dar”(Dt 30:15-20).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de Estudo Genebra. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia - Livro de Josué.   Servir ao Senhor - Élder Adhemar Damiani. A despedida de um líder - R David Jones.