Aula 07

DA DERROTA À VITÓRIA

Leitura Bíblica: Josué 8:1-35

15/02/2009

 

O cavalo prepara-se para o dia da batalha; mas do Senhor vem a vitória”(Pv 21:31)

 

INTRODUÇÃO

Vimos na lição 05 que a vitória contra a cidade-fortaleza de Jericó decorreu de 03(três) armas poderosas: a Fé em Deus, a Obediência à Palavra de Deus e a Confiança em Deus. Elas formam um triângulo de três lados iguais - estão interligados. Com essas três armas é difícil o inimigo prevalecer. Já na lição 06 vimos o contraste de tudo isso: a desobediência de um homem, Acã, trouxe pavor, humilhação, vulnerabilidade, desfavor de Deus, desânimo, maldição - derrota. Deus foi enfático com o povo de Israel:  “Israel não poderá ter-se diante dos seus inimigos e fugirá deles, porque se manchou com o anátema; eu não serei mais convosco enquanto não exterminardes aquele que é réu desta maldade” ( 7: 12). Josué jamais esperava essa derrota. Nem ele e nem o povo. Diante da vitória sobrenatural contra a cidade-fortaleza de Jericó, era de se esperar que as vitórias seguintes seriam fáceis. Mas não foi isso que aconteceu a seguir. A cidade de Ai, menor em importância que Jericó, venceu os israelitas. Com isso, Deus mostrou aos israelitas que suas vitórias militares estariam subordinadas à dependência e à obediência ao Senhor. Todavia, extirpado o pecado e outra vez animado pelo Senhor e submisso aos seus ditames, Josué e os seus, usando de um estratagema, conquistaram a cidade de Ai e se apropriaram dos despojos. Podemos dizer que Israel surgiu da derrota à vitória, porque estava na dependência de Deus.

 

I – JOSUÉ REANIMADO POR DEUS(Js 8:1-17)

1. O Senhor assume o comando da conquista(Js 8:1). Após a lição aprendida com a derrota militar em Ai, Deus proporciona outra experiência de vitória para o seu povo. É interessante perceber como Deus luta pelo seu povo quando o mesmo se dispõe a obedece-lo e a confiar nEle. O salmista sabia muito bem disso, por isso expressou-se desta maneira: “Aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre”(Sl 125:1). “Em Deus ponho a minha confiança, e não terei medo; que me pode fazer o homem?”(Sl 56:11). “Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança”(Sl 27:3). Jeremias, homem de Deus, que cofiava e obedecia a Deus ardentemente instrui: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”(Jr 17:7).

2. O Senhor restaura a confiança de Josué(Js 8:1 – “Então disse o Senhor a Josué: Não temas, e não te espantes; toma contigo toda a gente de guerra, levanta-te, e sobe a Ai. Olha que te entreguei na tua mão o rei de Ai, o seu povo, a sua cidade e a sua terra”). Com estas palavras vindas de Deus, o ânimo de Josué foi recuperado. Uma derrota faz com que nos sintamos desanimados e desorientados, e o mesmo aconteceu com Josué. Ele lamentou a derrota sofrida em Ai(Js 7:7-9), mas Deus o confortou, primeiro dizendo o motivo daquela derrota, depois indicando quem foi o responsável e punindo o delito cometido. Uma vez cumprida a ordem do Senhor, ou seja, o pecado removido e o autor exemplarmente punido, o Senhor se encarregou de animar Josué a que continuasse na campanha. As derrotas que experimentamos na vida nos ensinam a depender sempre de Deus(Rm 8:37).

3. Deus dá a estratégia da conquista(8:2-8). Toda a estratégia da batalha partiu do Senhor dos Exércitos. Como foi feito em Jericó, agora estava sendo feito em Ai. Deus disse: ”Põe emboscadas à cidade, por detrás dela”(Js: 8:2). Deus não apenas confirma seus planos para Josué, como também lhe fornece a estratégia para derrotar aquela cidade: fazer emboscadas. Enquanto em Jericó o povo teve de rodear a cidade por seis dias, em Ai as emboscadas seriam a forma de entrar na cidade. Enquanto os habitantes correriam atrás dos israelitas uma segunda vez, a cidade ficaria sem defesas e seria facilmente dominada e destruída. Não houve registro de baixas entre os israelitas por usarem essa estratégia.

Quando as estratégias vêm do Senhor a vitória é certa e garantida. Podemos ir para a batalha seguros porque Deus já foi na frente. Antes, a derrota; agora, a vitória. A luta será inglória e extremamente cansativa e sem resultados se quisermos fazer por nós mesmos sem a orientação de Deus.

 

II – JOSUÉ ENTRA EM AÇÃO

1. A estratégia da conquista(8:9-13). Uma vez que o pecado foi removido, o exército de Israel voltou à batalha. A segunda batalha foi bem diferente. Deus acompanhou o povo e entregou aquela cidade, com todos os seus 12.000 moradores (8:25), nas mãos dos israelitas. A estratégia usada, sob a orientação divina foi a seguinte: Durante a noite, Josué enviou um grupo de soldados para o oeste de Ai, a fim de aguardar o momento do ataque. Na manhã seguinte, levou um segundo grupo para o norte da cidade. Quando o exército de Ai atacou, os israelitas que se encontravam na frente dispersaram-se, apenas para distrair o inimigo, enquanto os homens que aguardavam em uma emboscada entraram na cidade e a queimaram.

O povo de Ai não teve conhecimento de que havia 30 mil homens escondidos atrás da cidade. Iludidos, os guerreiros de Ai correram atrás dos israelitas. A cidade ficou desguarnecida (“... todo o povo, que estava na cidade, foi convocado para os seguir; e seguiram Josué e foram atraídos da cidade” - Js 8:16), e os guerreiros escondidos de Israel atacaram-na, pondo-lhe fogo. Quando os moradores de Ai viram a fumaça do incêndio da cidade, ficaram desorientados e, depois, cercados de ambos os lados, foram derrotados.

Desta vez, diferente de como aconteceu em Jericó, que nenhum despojo deveria ser tomado, em Ai foi permitido aos israelitas pegarem o gado e os despojos da cidade, conforme o Senhor ordenara a Josué (8:27). Obedecendo a Deus, o povo obteve a vitória sobre seu inimigo e recebeu os despojos da cidade.

Por meio dessas duas batalhas, Deus deixou bem claro que as conquistas em Canaã não seriam alcançadas por causa da força militar do povo, mas através da fidelidade espiritual. Deus entregaria os inimigos aos israelitas fiéis, ou entregaria os israelitas infiéis aos inimigos. Tudo dependia da obediência do povo.

2. O Senhor assegurou a Josué a vitória(Js 8:18-27). O Senhor entregou a cidade de Ai a Josué. A derrota anterior transformou-se em vitória posterior. Uma vez que o pecado é confessado, o perdão e a vitória são conseqüência. Com a direção de Deus não precisamos ficar desencorajados ou sobrecarregados pela culpa. Não importa o custo que um pecado pode trazer, devemos renovar nossos esforços para realizar a vontade do Senhor.

 

III – OS MEMORIAIS NO VALE DE ACOR E DO MONTE EBAL

1. O memorial no vale de Acor(Js 7:26 – “E levantaram sobre ele um grande montão de pedras, que permanece até o dia de hoje. E o Senhor se apartou do ardor da sua ira. Por isso se chama aquele lugar até hoje o vale de Açor”). O significado de Acor é “desgraça” ou “tribulação”. Foi neste vale que Acã, juntamente com toda a sua família e seus bens, foi morto e sepultado sob um montão de pedras, por causa do seu pecado que causou a morte de 36 soldados e a derrota inesperada do exército de Israel, como estudamos na aula anterior.

A justiça de Deus, bem como seu perdão para aqueles que se arrependem de seus pecados, encontram um símbolo no Vale de Acor. A Bíblia refere-se a ele três vezes. A primeira vez, quando Acã foi punido pelo seu pecado e ali, naquele vale, ele com toda a sua família foram apedrejados a fim de que a ordem moral de Deus fosse restabelecida (Js 7:20-26). Deparamos com o Vale de Acor pela segunda vez na Bíblia, quando Isaías o apresenta como lugar de refúgio e repouso para o gado, símbolo das providências divinas e uma alegoria da paz e da fartura (Is 65:9, 10). A terceira vez encontra-se na profecia de Oséias (Os 2:14, 15), quando ele recebe de volta, para uma vida nova, a esposa infiel que o abandonara, mas que o seu amor a salvou.

O Vale de Acor nos recorda: (1) o pecado, a desobediência e o castigo daqueles que não deram ouvidos às ordens de Deus; (2) a perpétua vigilância e cuidado de Deus sobre Seus filhos; (3) a bem-aventurança para o pecador que, por mais fundo que tenha ido, sempre encontrará uma “porta de esperança” aberta para ele, quando se arrepende.

O Vale de Acor pode estar, hoje, em toda parte inclusive em muitas vidas individualmente. E pode ser que, em nossa experiência cristã, tenhamos que passar pelos três aspectos desse vale para chegar à “porta da esperança”: primeiro, pelo castigo; depois, pelo perdão e as bênçãos; para, finalmente, alcançar a redenção - “Lá, eu lhe darei de volta os vinhedos e transformarei o Vale da Desgraça [Vale de Açor] em uma Porta de Esperança” (Os 2:15).

2. O memorial do monte Ebal(Js 8:30,31 – “Então Josué edificou um altar ao Senhor Deus de Israel, no monte Ebal,  como Moisés, servo do Senhor, ordenara aos filhos de Israel, conforme o que está escrito no livro da lei de Moisés, a saber: um altar de pedras brutas, sobre as quais não se levantara ferramenta; e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, e sacrificaram ofertas pacíficas”.

Josué ergueu o memorial no monte Ebal em cumprimento à ordem de Moisés(Dt 27:11, Js 8:31), conforme Deuteronômio 11:29 – “Quando, porém, o SENHOR, teu Deus, te introduzir na terra a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal”.  Em Deuteronômio 27:12, 13, Moisés estabelece quais as tribos pronunciariam as palavras de bênçãos no monte Gerizim, bem como as que pronunciariam as maldições no Monte Ebal – “Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim; e estes estarão sobre o monte Ebal para pronunciarem a maldição: Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali”.

Então Josué, logo após a conquista da cidade de Ai, cumpriu esta ordem (Josué 8:33 – “ Todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus príncipes, e os seus juízes estavam de um e de outro lado da arca, perante os levitas sacerdotes que levavam a arca da Aliança do SENHOR, tanto estrangeiros como naturais; metade deles, em frente do monte Gerizim, e a outra metade, em frente do monte Ebal; como Moisés, servo do SENHOR, outrora, ordenara que fosse abençoado o povo de Israel”.

Observe:

O monte Ebal é uma das duas montanhas situada na parte norte da Cisjordânia, próxima da cidade bíblica de Siquém, atualmente Nablus. A montanha é um dos picos mais altos da Cisjordânia, 940 metros acima do nível do mar, 59 metros mais alto que o monte Gerizim, sendo separado deste por um vale. Na base deste monte existem diversos túmulos arqueológicos, além de cavernas formadas pela extração de calcário.

Ebal e Gerizim são montes gêmeos, próximos um do outro, estando apenas separados por um profundo vale, em que ficava situada a cidade de Siquém, a moderna Nablus (Jz 9.7). Os dois montes são muito semelhantes em altura e forma. Mas o monte Ebal é desprovido de vegetação, ao passo que o monte Gerizim se acha coberto de belo verde. Os samaritanos sustentavam que o altar levantado por Josué no Monte Ebal, após a conquista de Ai, fora elevado no monte Gerizim - e mais tarde edificaram ali um templo, cujas ruínas ainda hoje se podem ver. A observação da mulher samaritana em Siquém diz respeito a este fato (Jo 4:20). O monte Ebal chama-se atualmente Jebel et-Tor. Duas aldeias estão situadas no cume do monte: Kiryat Luza (samaritana) e Har Bracha (judaica).

3. O altar e a cópia da lei em pedras(Js 8:30-35). Também o altar de pedras foi erguido em cumprimenta a uma ordem pré-estabelecida – “ Quando, pois, houverdes passado o Jordão, levantareis no monte Ebal estas pedras, como eu hoje vos ordeno, e as caiareis. Também ali edificarás um altar ao Senhor teu Deus, um altar de pedras; não alçarás ferramenta sobre elas. De pedras brutas edificarás o altar do Senhor teu Deus, e sobre ele oferecerás holocaustos ao Senhor teu Deus. Também sacrificarás ofertas pacíficas, e ali comerás, e te alegrarás perante o Senhor teu Deus. Naquelas pedras escreverás todas as palavras desta lei, gravando-as bem nitidamente(Dt 27:4-8).  “Então, Josué edificou um altar ao SENHOR, Deus de Israel, no monte Ebal”(Js 8:30).

Este altar de pedras tinha um significado muito especial. Além de servir de “memorial” deveria ser feito com pedras brutas (não lavradas), em cumprimento ao mandamento estabelecido em Êxodo 20:25. Isso tipificava o modo de adoração que Deus requeria do seu povo: simples, natural, sem inovações humanas.

Além do altar Josué esculpiu uma cópia da lei de Moisés em tábuas de pedra (8:32) e depois leu em voz alta todas as palavras da Lei, a bênção e a maldição (8:34, 35). A edificação desse altar no monte Ebal e a leitura da Lei, revela quatro princípios para a compreensão do livro de Josué:

a) O direito de possuir a terra prometida dependia do reconhecimento do concerto de Deus, e da lealdade a este(Dt 30:15-18);

b) O acesso de Israel a Deus era sempre pela fé, mediante o sacrifício e a expiação pelo sangue(8:30,31);

c) A continuação das bênçãos de Deus dependia dos israelitas se dedicarem a Ele com fé e amor sinceros(Dt 28 –29; 30:11-20). A vida, a bênção, a paz e a salvação em Canaã não eram incondicionais. A fé nas promessas de Deus, evidenciada no altar, na expiação pelo sangue e nos mandamentos, era essencial para a manutenção de um relacionamento pactual com Deus(Dt 29:18-21);

d) A Palavra de Deus escrita era a autoridade suprema para seu povo e o fundamento para terem a bênção de Deus, ou a sua maldição(vv 31,32,34).

 

IV - LIÇÕES PARA A NOSSA VIDA ESPIRITUAL

1. Não subestime o inimigo

As muralhas de Jericó haviam caído ao chão. A base da muralha era constituída de pedras gigantescas, e aquela muralha caiu, por causa do poder de Deus. Israel estava regozijante com a vitória, mas havia uma cidadezinha que se interpunha entre Canaã e o povo de Deus: a cidade de Ai.

Josué falou aos espias que fossem analisar o povo e caso oferecessem resistência, seriam destruídos. Os espias foram e voltaram dizendo que Ai era uma cidade com um povo muito fraco e que três mil homens dariam conta do recado. Israel desceu para rechaçar o povo daquela cidadezinha, só que não aconteceu como eles imaginavam. O povo de Ai matou 36 soldados de Israel e se levantaram contra eles com valentia, pondo-os pra correr. A noticia chegou para Josué – Como pode depois de uma grande vitória, o exército de Israel passar por uma vergonha dessa? E Josué se põe a lamentar: “Por quê, aconteceu isso Senhor, por quê?”(veja Josué 7:7-9).

Irmão, depois de uma grande vitória, não podemos relaxar a nossa guarda, abaixar a nossa vigilância. Não podemos pensar que os inimigos já estão vencidos e tratá-los com menosprezo, subestimá-los. Quando compreendermos isso, seremos bem sucedidos. É preciso dobrar a vigilância. Não se deve brincar com o inimigo.

 

2. Mantenha-se dependente da orientação de Deus

Js 5:14b-15: “Então, Josué se prostrou com o rosto em terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? Respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim”. Js 7:3: “E voltaram a Josué e lhe disseram: Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos”.

• Antes da batalha de Jericó vemos Josué orando e pedindo orientação ao Senhor. Aqui ele estava na dependência de Deus.

• Antes da batalha contra Ai vemos Josué seguindo o conselho dos homens, e não de Deus. Aqui Josué não estava na dependência de Deus, por isso fracassou.

 

3. Busque a orientação de Deus sobre “como” agir

• Antes da batalha de Jericó, Josué recebe do Senhor a “estratégia”, e não apenas a aprovação da batalha. Era uma estratégia completamente sem lógica (aos olhos humano), rodear a cidade treze vezes em sete dias, mas era a estratégia dada por Deus.

• Antes da batalha de Ai, Josué apenas disse “guerreiem”, mas não lhes mostrou “como” deviam guerrear.

Na vida espiritual muitas derrotas acontecem porque vamos a batalha baseados em uma fé cega e, sob total falta de sabedoria. Não apenas deixamos de alcançar objetivos como muitas vezes temos perdas significativas e, até, definitivas (evangelização etc.).

 

4. Não esconda nada de Deus

Js 7.24-26: “Então, Josué e todo o Israel com ele tomaram Acã, filho de Zera, e a prata, e a capa, e a barra de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, e suas ovelhas, e sua tenda, e tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor. Disse Josué: Por que nos conturbaste? O Senhor, hoje, te conturbará. E todo o Israel o apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os. E levantaram sobre ele um montão de pedras, que permanece até ao dia de hoje; assim, o Senhor apagou o furor da sua ira; pelo que aquele lugar se chama o vale de Acor até ao dia de hoje”.

• Israel perdeu a batalha, pois um de seus “guerreiros” era infiel a Deus. Tinha um pecado oculto.

• Queremos que Deus nos dê vitórias, nos abençoe, nos capacite, mas no íntimo escondemos aquilo que é proibido. Debaixo de nossas tendas, onde ninguém está vendo, escondemos a capa, a prata e o ouro daquilo que não nos pertence. Mantemos as aparências fora da tenda, mas dentro da tenda somos o que somos. Entretanto, Deus revela o oculto, e conhece o nosso íntimo.

 

5. Batalhe com seus irmãos sempre em unidade

• Na batalha contra Jericó, todo o povo marchou.

• Na batalha contra Ai, “apenas três mil homens” foram guerrear.

Na igreja todos devem batalhar, todos devem se envolver, todos devem entender a grande responsabilidade que têm para a conquista de vitórias.

Muitos na igreja apenas “assistem” a luta de alguns irmãos, tornam-se, comodamente, “comentaristas”. Não evangelizam, não intercedem, não se disponibilizam para uma simples escala de serviço, menosprezam a Escola Bíblica Dominical - reclamam dos que trabalham. A batalha não é para os “três mil”, mas para todo o povo. Todos têm responsabilidades na Obra de Deus.

 

6. Se reanime no Senhor, se levante, e volte para derrotar o inimigo que te humilhou

Js 8.1, 28: “Disse o Senhor a Josué: Não temas, não te atemorizes; toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai; olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra... (v.28) Então, Josué pôs fogo a Ai e a reduziu, para sempre, a um montão, a ruínas até ao dia de hoje”.

• A derrota de Ai foi um fato para toda a vida, mas não foi o fim da história. Deus ordenou ao mesmo povo derrotado para que se dispusesse e retornasse àquele local para lutar.

Não deixe que os traumas desviem seu caminho de uma vida de vitórias. A batalha de Ai não foi o fim de Israel, mas o começo de uma nova caminhada de conquistas.

Deus quer que você destrua de vez, reduzindo a cinzas, o inimigo que uma vez te derrotou. Não fuja nem desanime, pois como o Senhor disse a Josué “não temas, nem te atemorizes... dispõe-te e sobe a Ai”, assim também agirá conosco.

 

7. Após a batalha edifique um altar ao Senhor

Js 8:30:Então, Josué edificou um altar ao Senhor, Deus de Israel, no monte Ebal”.

• A ingratidão e a falta de reconhecimento de que Deus nos leva às vitórias deve ser substituído pela construção de altares à glória do Senhor após cada batalha.

• Só a Ele devemos dar glória e honra – “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém”(1 Tm 1:17).

 

CONCLUSÃO

Você que ser vitorioso? Você quer obter sucesso na sua vida espiritual e material? Você está cansado de ser envergonhado pelo inimigo? Tenha Fé em Deus, Obedeça a Deus, Confie em Deus.

Antes de entrar na terra de Canaã, Deus colocou diante de Israel duas escolhas: a bênção e a maldição. A Palavra de Deus a Israel foi: escolha a bênção para que vivas. A bênção era decorrente da obediência, a maldição da desobediência. Todas as vezes que Israel desobedeceu, fracassou e foi humilhado pelo inimigo a ponto de ser posto para fora da terra que Deus havia lhe dado.

Não se esqueça que o Deus eterno tem todo o conhecimento e sabe o que é melhor para sua vida. Por isso, não faça nada sem consultar o Senhor. Porém só consultar o Senhor e não confiar nele é inútil. Não confie na suas forças. O nosso fracasso decorre de acharmos que podemos conseguir por nós mesmos. Por isso confie no Senhor e não nas suas forças e possibilidades. Não subestime os inimigos. A nossa luta não é contra a carne e o sangue em todas as instâncias da vida, mas contra os principados e potestades e dominadores do mal. Em toda a estrutura da sociedade há um poder maligno que opera e você precisa estar revestido da armadura de Deus para vencer(ver Efésios 6: 10-18). Deus o abençoe sobremaneira!

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de Estudo Genebra. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia - Livro de Josué. Lições de uma Batalha perdida - por Dennis Allan. A tomada de Ai - R David Jones. Da derrota para a vitória - Hélio José S. Ferreira .  Wikipédia – Enciclopédia livre.