Aula 08
O PERIGO DO ARDIL GIBEONITA
Leitura Bíblica: 9: 1-27
22/02/2009
“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar”(1 Pedro 5:8)
Gostaram da aula anterior? Pois é, quando nos dispomos a obedecer ao Senhor e à sua lei moral certamente teremos vitória contra os nossos inimigos e o cumprimento da promessa de Deus: a Terra Prometida. Aprendemos que o cumprimento das promessas de Deus está condicionado à nossa obediência ao Senhor e aos seus mandamentos. Israel quase sucumbiu por causa de um pecado cometido por um homem que contaminou a sua família e todo o povo de Israel, envergonhando o seu líder. Mas quando o mal foi extirpado e o povo voltou a depender exclusivamente do Senhor e a obedecer-lhe, o cumprimento da promessa voltou à tona.
E agora, com a vitória em nossas mãos a vida fica mais fácil e confortável? A Bíblia denota que não. Muito pelo contrário, pois Satanás só fica mais furioso e até arranja inimigos para se unirem contra o povo de Deus. Satanás muda suas táticas. No capítulo 7(quando estudamos os efeitos maléficos do pecado e Acã), vimos Satanás atacando de dentro da congregação, de seus desejos. Nesta aula vamos aprender que o ardil de Satanás vem de fora. Por isso temos que vigiar de noite e de dia, e nunca esquecer de consultar ao Senhor nos momentos de decisão em nossa vida.
Josué deixou de consultar o Senhor e caiu na mais sutil estratagema de Satanás. Josué e os demais lideres de Israel não oraram, nem buscaram a vontade de Deus no tocante aos gibeonitas. Entraram presunçosamente num concerto irrevogável com os gibeonitas(9:18; 2 Sm 21:1,2). Essa decisão imprudente trouxe os cananeus ímpios para dentro de Israel (ato este proibido em Dt 7). Josué deixou de procurar a direção de Deus, mas confiou na evidência disponível para os seus sentidos: a roupa usada, os odres rotos, os sapatos velhos e o pão bolorento. Isso serve para nós como advertência para que não confiemos em nosso próprio entendimento, mas para que procuremos a direção do Senhor. Em todas as decisões da vida devemos buscar a vontade de Deus e orar pedindo sua sabedoria e orientação. Isso nos poupará de tristezas e de tragédias.
Satanás sempre usou duas táticas para combater o Povo de Deus e cada crente, individualmente. Ora ele lança mão do ataque externo, pelo emprego da força, ora ele usa o ataque interno, através de suas sutilezas. Pela força, quase sempre é seu método preferido. Através das perseguições, lutas, dificuldades. Ele gosta de ver um crente sofrer. Porém, ele sabe que esse processo não leva a muitos bons resultados. Então ele procura usar a inteligência, e ele é mestre na arte das sutilezas. Com estas, para ele, tem dado melhores resultados, porque sendo a sutiliza a arte de agir sem ser notado, ou de conseguir um objetivo sem ter que revelar a verdadeira intenção basta apenas uma insinuação ou despertamento da curiosidade da possível vitima, principalmente àqueles crentes incautos, que não estudam a Palavra de Deus. É no momento da distração, como aconteceu com Eva no Jardim do Éden, como aconteceu com Josué e os príncipes de Israel no episódio com os gibeonitas, ou na fraqueza quando intentou contra Jesus no deserto da Judéia, ou mesmo quando os fiéis da Igreja estão imaturos no conhecimento da Palavra de Deus, como aconteceu com a Igreja de Colossos, que ele mais opera para introduzir seus ardis. O Povo que quer, realmente, servir a Deus, as igrejas “Evangélicas” que querem ser Evangélicas por dentro, não apenas ter uma placa por fora com o nome de Evangélica, e estarem preparadas para as sutilezas de Satanás, precisam, hoje, como nunca do conhecimento da Palavra de Deus.
I – A CONFEDERAÇÃO DOS REIS DE CANAÃ (9:1, 2)
1. O pavor e a reação dos reis cananeus. O pavor dos cananeus está bem descrito nos versículos 1 e 2 do capitulo 9: “Depois sucedeu que, ouvindo isto todos os reis que estavam além do Jordão, na região montanhosa, na baixada e em toda a costa do grande mar, defronte do Líbano, os heteus, os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus, e os jebuseus; se ajuntaram de comum acordo para pelejar contra Josué e contra Israel”.
O temor dos israelitas, que tinha imobilizado os cananeus, conforme mostra o texto em Josué 5:1, aqui os une contra Josué e contra Israel. Essas nações estavam apavoradas e formaram uma confederação para atacar o povo de Israel. Ao invés de reconhecerem o Deus de Israel como o Deus único e Onipotente, tentam enfrenta-lo. Só que os gibeonitas, os quais ocupavam quatro cidades: Gibeão, e Cefira, e Beerote, e Quiriate-Jearim(9: 17), confiam na astúcia de um desesperado esforço de sobrevivência. Aparentando virem de uma grande distância, delegados oferecem-se para tornar um povo submisso sem consideração pelo Deus de Israel(9:3-13). Os israelitas falham em não procurar a direção divina. Eles iniciaram e concluíram um tratado de paz – sabendo somente três dias depois que os gibeonitas eram vizinhos próximos(9:14-17) – cerca de 9 quilômetros de Jerusalém e 53 de Gilgal.
Quando Deus está com o seu povo, o inimigo não tem vez, mesmo que se vanglorie do seu aparente poderio. Se Deus é por nós quem será contra nós?(Rm 8:31)
2. O respeito pelo nome de Josué. Após os eventos ocorridos em Jericó e Ai, as nações em Canaã se reuniram para enfrentar os hebreus. Era uma reação natural a um povo que representava para essas nações uma ameaça comum, que deveria ser combatida. Isso não deve ser visto apenas como uma história que reflete um momento de conquistas na Palestina, mas também que a pessoa de Josué, e o que ele representava diante de Deus, do povo e diante de seus inimigos, era resultado de sua obediência a Deus e aos seus mandamentos. Diante das vitórias que eram notórias em toda Canaã, Josué tornara-se um líder estrategista e reconhecido com temor em toda aquela terra. Pelas estratégias empregadas denota-se que as vitórias vinham do Senhor dos Exércitos, por isso Josué atribuía a glória e a honra somente a Deus.
II – O ARDIL DOS GIBEONITAS (9:3-15)
Todo ser humano, principalmente os servos de Deus, está sujeito às investidas de satanás. Desde que ele conseguiu uma vitória sobre Adão, a porta se abriu e o homem tornou-se vulnerável. Não há mente humana que não esteja sujeita às insinuações malignas, por mais bem intencionadas que sejam. Também não há lugar, por consagrado que seja, que esteja livre da presença do maligno. Exemplo: Jesus no seu retiro espiritual no deserto. Por isso Jesus nos advertiu da necessidade de vigiarmos, além de orarmos. Mesmo o crente considerado espiritual está sujeito a sua influência - Exemplo típico é o de Pedro, que logo após ter siso sido usado pelo Espírito Santo, foi insinuado pelo próprio diabo (Mt.16:17, 22 e 23). Por isso, nunca devemos deixar de vigiar e orar, e pedir a Deus discernimento espiritual para que não venhamos a cair nos ardis de Satanás.
1. O perigo da astúcia do inimigo. A astúcia é a marca registrada do diabo (Jo.8:44) e, portanto, tudo quanto se referir a tal comportamento tem como mentor e inspirador o inimigo das nossas almas. As Escrituras registram ser ele o mais sutil de todos os seres criados por Deus e não há coisa alguma sutil que não esteja, de modo direto ou indireto, relacionado a ele. Usando de astúcia ele enganou Eva no Paraíso. Observamos, no relato da queda do primeiro casal, que o diabo surge como uma serpente, ou seja, de forma quase imperceptível, quase sem ser notada, apresentando-se à mulher de repente, de surpresa, num momento em que a mulher não esperava e que, o texto nos leva a crer, estava solitária, sem a companhia de seu marido, diríamos que num instante de distração. O diabo apareceu como uma serpente no Éden e, ante a distração do primeiro casal, conseguiu entrar no jardim para efetuar a sua tarefa destruidora. O inimigo começa a sua operação sempre nos instantes de distração e de descuido dos servos de Deus.
A distração, o “cochilo espiritual”, é fatal para a saúde espiritual do povo de Deus. O caminho da vigilância está relacionado com a meditação diuturna da Palavra de Deus. Quando meditamos nas Escrituras, quando as estudamos ininterruptamente, o adversário não encontra brecha para agir.
Josué e os príncipes de Israel estavam distraídos, ou seja, “cochilando espiritualmente”, quando foram ludibriados pelos gibeonitas. Após uma vitória espetacular contra Ai, Satanás não iria deixar de utilizar a sua grande arma: a sutileza, a astúcia. O perigo estava à espreita, e no momento de distração os líderes do povo de Israel caíram na armadilha de Satanás. Por isso, nunca é demais estarmos sempre vigilantes quanto às sutis investidas de Satanás contra a nossa vida cristã.
2. Os ardis ocupam males destruidores(9:3,4). Os gibeonitas descendentes de Cão(Gn 10:6-20) moravam a poucas horas de Ai. Sua astúcia foi bem elaborada. Eles usaram roupas, odres e sandálias velhas, dando a entender que fizeram uma viagem desgastante e que seus provimentos não tinham mais condição de serem consumidos, devido à passagem de tempo entre a saída deles de sua terra e o encontro com os hebreus. Isso comoveu o coração de Josué e dos príncipes dos filhos de Israel, pois os “viajantes” disseram que vinham por causa do nome do Senhor e das notícias que haviam recebido sobre os acontecimentos no Egito, e também aos reinos que ficaram do outro lado do Jordão. Eles sabiam que o mesmo lhes sucederia e queriam uma aliança com os hebreus.
Os israelitas não enxergaram a trapaça. Depois da promessa ter sido feita e o tratado ratificado, surgiram os fatos: os lideres de Israel foram enganados. Deus dera instruções especificas para que os israelitas não fizessem tratado algum com os habitantes de Canaã( Ex 23:32; 34:12; Nm 33:55; Dt 7:2; 20:17,18). Como estrategista, Josué sempre buscou a Deus antes de conduzir suas tropas a qualquer batalha. Mas aquele tratado de paz com os gibeonitas pareceu inocente, e Josué e os lideres tomaram esta decisão sem consultar ao Senhor. Ao deixarem de buscar a direção a direção de Deus e apressar-se com seus próprios planos, tiveram que lidar com pessoas desonestas e uma aliança desajeitada. Cremos que Deus permitiu tal situação para mostrar a Josué e ao povo que não tomassem determinadas decisões sem que antes consultassem a Ele.
3. A estratégia dolosa dos gibeonitas (9:4,5). Após a conquista de Ai, um grupo de gibeonitas vai ao acampamento dos hebreus e pede que lhes seja feito um tratado de paz. Os gibeonitas sabiam perfeitamente que jamais derrotariam Israel, então a única alternativa era dolosamente esconderem sua identidade e tentar um concerto com os israelitas. Deu certo para eles. Foi péssimo para o povo de Israel, pois infringiu uma determinação do Senhor: lançar fora da terra prometida todos os moradores de Canaã(Dt 7:1-6), inclusive os gibeonitas, que eram heveus(9:1,7).
1ª estratégia: astúcia - mentira, falsidade, imitação - Fingiram ser de muito longe(vv 4,6). Gibeom estava a apenas algumas milhas de Ai e menos que um dia de jornada (53 quilômetros) de Gilgal. Aquelas pessoas eram sorrateiras e procuravam se proteger. Eles não se importavam com o Senhor, apenas usaram o Seu nome no versículo 9 para causar uma boa impressão. Sendo visinhos de Gilgal, onde Israel estava acampado, os gibeonitas vestiram-se como se viessem de uma terra muito distante. Agiram com verdadeiros hipócritas. A palavra “hipócrita” designa as pessoas que representam um papel, fingem ser alguém que não são.
Considera-se hipocrisia a ação praticada pelos gibeonitas. Jesus atribuiu, também, aos fariseus este termo. Por isso não podemos julgar as pessoas segundo a aparência, mas tão somente segundo a reta justiça, ou seja, de acordo com a Palavra de Deus(João 7:24). Os hipócritas têm aparência de piedade. Externamente, a um olhar superficial, eles parecem ser verdadeiros servos de Deus, pessoas dedicadas à obra do Senhor, verdadeiros adoradores de Deus, pessoas que estão a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos. Quando os vemos superficialmente, somente pela aparência, notamos que são verdadeiras “ovelhinhas de Jesus Cristo”, mas que não passam de lobos cruéis e devoradores, que não perdoam o rebanho do Senhor.
2ª estratégia: massagearam o “ego” de Josué e dos demais líderes de Israel - “Josué, somos de muito longe e de lá de longe ouvimos da FAMA de tudo que vocês fizeram no Egito”(v. 9). Eles foram espertos o suficiente para mencionar as vitórias no Egito e as conquistas do outro lado do Jordão. Não mencionaram sobre as conquistas recentes: Jericó e Aí.
3ª estratégia: dissimularam uma falsa humildade - “Seremos vossos servos; fazei, pois, agora aliança conosco!” (v. 11). "Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao Senhor"(9:14).
Passados três dias souberam que era uma farsa. Ou seja, aquele território dos gibeonitas era herança prometida por Deus a eles. Mas agora eles estavam presos a uma aliança. Todas as vezes que o povo de Deus fez o que “achava que deveria fazer” e não o que Deus mandava fazer, caia nas estratégias do diabo.
Hoje, todas as vezes que você e eu fazemos o que achamos(é o famoso achômetro), sem o conselho de Deus, caímos nas estratégias do inimigo. E temos que arcar com as conseqüências de decisões e atitudes erradas.
Qual foi o principal erro de Israel nesse episódio? A liderança de Israel não consultou a Deus sobre o problema. Estamos ou não ouvindo o conselho do Senhor? Estamos ou não colocando diante dEle nossos problemas e decisões? Somos auto-suficientes ou dependentes de Deus?
4. O perigo da convivência com o engano. Deus prometera ao povo de Israel a terra de Canaã. Agora, após diversos desafios enfrentados, já com os pés na terra prometida, e com os projetos já delineados para a futura nação, que se instalaria na terra prometida, agora surge um obstáculo à unidade e o cumprimento da promessa em sua forma plena: a indigesta e perigosa convivência com povos que Deus mandou destruir. A falta de vigilância e de discernimento espiritual levou o povo de Israel a dividir espaços com os seus inimigos. Desta feita, o perigo da convivência com essas nações idólatras, mesmo efetivando serviços, sob vigilância, para a casa de Deus (9:23), Israel corria perigo, face que os gibeonitas certamente induziriam o povo de Israel às práticas condenáveis na Lei de Deus. Embora nem todos os gibeonitas voltassem às suas origens idolátricas, mesmo assim eles seriam como fermento numa massa. E Paulo foi bastante instrutivo ao dizer que “... um pouco de fermento faz levedar toda a massa”(1 Co 5:6). É o que se verifica na história de Israel no livro de Juizes – o povo simplesmente sucumbiu diante das idolatrias e pecados terríveis, motivados pelos povos que viviam em Canaã, que o povo de Israel não pode extingui-los. E Josué, antes de falecer instruiu ao povo a obedecer ao Senhor e depender somente dEle: “Porque se de algum modo vos desviardes, e vos apegardes ao resto destas nações que ainda ficam entre vós, e com elas contrairdes matrimônio, e entrardes a elas, e elas a vós, sabei com certeza que o Senhor vosso Deus não continuará a expulsar estas nações de diante de vós; porém elas vos serão por laço e rede, e açoite às vossas ilhargas, e espinhos aos vossos olhos, até que pereçais desta boa terra que o Senhor vosso Deus vos deu”(Josué 23:12,13). Iisto aconteceu ao longo da história de Israel, até hoje.
III – A FARSA DESCOBERTA (9:16-22)
1. Israel descobre o erro cometido (9:16 - Três dias depois de terem feito pacto com eles, ouviram que eram vizinhos e que moravam no meio deles). Aquele povo, que dizia ter vindo de terras distantes era vizinho de Israel morava em quatro cidades: Gibeão, Cefira, Beerote e Quiriate-Jearir(9:17). Bastaria ter aguardado um pouco na presença do Senhor para terem tudo esclarecido.
O povo não aceitou a falha cometida por parte de Josué e dos demais lideres, por isso murmuravam contra eles (9:18). Não adiantava mais chorar pelo “leite derramado”, o prejuízo era irreversível. ”Mas os príncipes disseram a toda a congregação: Nós lhes prestamos juramento pelo Senhor, o Deus de Israel, e agora não lhes podemos tocar. Isso cumpriremos para com eles, poupando-lhes a vida, para que não haja ira sobre nós, por causa do juramento que lhes fizemos”(9:19,20). Não houve mais jeito. Os lideres de Israel tinham firmado um pacto de paz com os gibeonitas. A conquista da terra prometida estava agora comprometida, pois não havia mais a possibilidade de unidade e exclusividade do povo de Israel naquela terra. Tendo descoberto o engano depois de haver firmado um pacto de paz com os gibeonitas, Josué teve de honrar sua palavra, mesmo obrigando-os a rachar lenha e tirar água para os israelitas (9:23).
Este fato nos encoraja a não negligenciarmos as nossas promessas. O cumprimento das promessas está condicionado à nossa obediência e fidelidade ao Senhor. Então sejamos vigilantes para que não venhamos a ser engodado nos ardis de Satanás.
2. Josué teve de honrar o acordo com os enganadores(9:18-20). Josué e seus conselheiros cometeram um engano. Mas manteriam sua palavra por terem jurado proteção aos gibeonitas. O juramento não fora invalidado pelo ato enganoso dos gibeonitas. Deus mandou que o mesmo fosse mantido(Lv 5:4; 27:2,28), pois a quebra de um juramento constituía uma transgressão.
Josué firmou uma aliança de paz e de lhes preservar a vida (9:15). Ou seja, isso significava que Israel não poderia conquistar aquelas terras, não guerreariam contra eles e sempre lhes preservaria a vida, ainda que eles os servissem pele resto de seus dias, porque Israel havia estabelecido uma aliança com aquele povo inimigo (ficou impedido de conquistar. Esta é a estratégia do diabo contra o servo de Deus).
No reino de Deus, uma aliança é inegociável e inquebrável. O povo de Deus teria que honrar sua aliança com os gibeonitas. Tinha que pagar pelo seu erro. As alianças que estabelecemos são inegociáveis e inquebráveis. Devemos honrá-las. Portanto, devemos ter cuidado com as alianças que formamos – Ex.: Casamento, negócios, contratos, sociedade, aliança com igrejas locais, etc.
Nos dias de Davi houve uma grande fome na terra de Israel(2 Samuel 21:1), e não se sabia o porquê. Quando Deus foi consultado, Ele disse que Saul havia quebrado a aliança que Israel havia feito com os gibeonitas, matando-os. A quebra de aliança, muito tempo depois, trouxe maldição para o povo de Deus.
3. Os gibeonitas atuais na igreja. Em nossos dias, muitas pessoas nas igrejas têm sido enganadas por “falsos embaixadores”, que contam histórias miraculosas e impressionantes, mas que não podem ser provadas. Muitos deles apresentam-se como pregadores e ensinadores, mas na verdade, não passam de falsários, promotores do engano, da confusão e da discórdia. Eles têm trazido para a igreja toda a sorte de contaminação, por meio de ensinos heréticos, falsa unção, pseudo-espiritualidade e costumes mundanos. Utilizam-se de todo tipo de trapaça, astúcia, a fim de ludibriar o povo de Deus(Tt 1:16). Assim como os israelitas ficaram impedidos de conquistar plenamente a terra prometida, por causa dos ardis dos gibeonitas, também, se não vigiarmos, poderemos cair no mesmo erro. Como cristãos, utilizamos o princípio de que as pessoas podem falar a verdade, mas isso não tira de nós a responsabilidade de consultar ao Senhor. Josué recebeu uma ordem de Deus e, no meio do cumprimento dessa ordem, recebeu a visita de pessoas que desejavam fazer paz, usando o nome do Senhor. Caso consultasse ao Senhor, Josué não teria sido enganado.
A sutileza sempre tem por objetivo o engano, o roubo da bênção. Não é por outro motivo que o apóstolo Paulo recomenda que devamos ter cuidado com as vãs sutilezas (Cl.2:8), porque a sutileza sempre é engenhosa, é “bem produzida”, para usarmos uma expressão muito comum nos nossos dias, feita sob medida para nos trilhar do rumo da verdade, da vida espiritual, porque, como diz o apóstolo, ela é feita segundo as tradições dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo. Satanás sempre usará de artifícios para enganar o povo de Deus, com o intuito de impedi-lo de chegar à “Terra Prometida”. Por isso, não ignoremos os ardis de Satanás(2 Co 2:11). Estejamos sempre na dependência de Deus com oração e vigilância. O apóstolo Pedro foi contundente quando disse: “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar”(1Pedro 5:8).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de Estudo Genebra. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia - Livro de Josué.