Aula 09

O SENHOR PELEJA POR SEU POVO

Leitura Bíblica: Josué 10:1-43; 11:1-15

01/03/2009

"E de uma só vez tomou Josué todos esses reis e a sua terra, porquanto o Senhor, o Deus de Israel, pelejava por Israel”(Josué 10:42)

INTRODUÇÃO

Na lição anterior estudamos sobre o ardil dos gibeonitas, quando eles dissimularam ser de uma região distante, e por ter Josué e os príncipes de Israel não consultado ao Senhor caíram na astúcia e na mentira dos heveus gibeonitas, inimigos de Deus e de seu povo. A Palavra de Deus relata que Josué fez um pacto de paz com os mensageiros gibeonitas, pensando que eram embaixadores de uma terra distante (9:15).  Somente três dias depois, conta a Bíblia, “ouviram que eram vizinhos e que moravam no meio deles” (9:16). Josué e todos os israelitas foram enganados e não havia como voltar atrás!  Igualmente, hoje, há crentes caindo em ciladas e atraindo para si prejuízos que muitas vezes são irremediáveis. O verso 14 do capítulo 9 resume o erro de Josué: “então os homens de Israel tomaram da provisão deles, e não pediram conselho ao Senhor”. Longe de nós agirmos com tanta presunção! Lembre-se do alerta que o Senhor Jesus nos deu em Lucas 16:8: “… os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz”.

Contudo, Deus transformou esse deslize espiritual de Josué e dos demais líderes de Israel em uma grande bênção: atraiu todas as nações do sul de Canaã (doze nações) para uma batalha contra o povo de Israel. Deus interveio de uma forma extraordinária em favor do seu povo, usando até mesmo de meios naturais e sobrenaturais para dar vitória ao povo de Israel em suas lutas.“O Senhor é varão de guerra; Senhor é o seu nome”(Ex 15:3). Portanto, Ele peleja pelo seu povo: “E de uma só vez tomou Josué todos esses reis e a sua terra, porquanto o Senhor, o Deus de Israel, pelejava por Israel”(10:42). Quando dispomos obedecer ao Senhor e a confiar nEle, nada nos impedirá de conquistar aquilo que o Senhor tem nos prometido. Fé, obediência e confiança em Deus são o trinômio que nos levará à conquista da terra prometida.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Eu disse na aula anterior que a astúcia é a marca registrada do diabo (Jo.8:44) e, portanto, tudo quanto se referir a tal comportamento tem como mentor e inspirador o inimigo das nossas almas. As Escrituras registram ser ele o mais sutil de todos os seres criados por Deus e não há coisa alguma sutil que não esteja, de modo direto ou indireto, relacionado a ele. Usando de astúcia ele enganou Eva no Paraíso, quando ela estava distraída e descuidada. O inimigo começa a sua operação sempre nos instantes de distração e de descuido dos servos de Deus.

A distração, o “cochilo espiritual”, é fatal para a saúde espiritual do povo de Deus. O caminho da vigilância está relacionado com a meditação diuturna da Palavra de Deus. Quando meditamos nas Escrituras, quando as estudamos ininterruptamente, o adversário não encontra brecha para agir.

Josué e os príncipes de Israel estavam distraídos, ou seja, “cochilando espiritualmente”, quando foram ludibriados pelos gibeonitas. Após uma vitória espetacular contra Ai, Satanás não iria deixar de utilizar a sua grande arma: a sutileza, a astúcia. O perigo estava à espreita, e no momento de distração os líderes do povo de Israel caíram na armadilha de Satanás. Por isso, nunca é demais estarmos sempre vigilantes quanto às sutis investidas de Satanás contra a nossa vida cristã.

Josué deixou de consultar o Senhor e caiu na mais sutil estratagema de Satanás. Josué e os demais líderes de Israel não oraram, nem buscaram a vontade de Deus. Entraram presunçosamente num concerto irrevogável com os gibeonitas(9:18; 2 Sm 21:1,2). Essa decisão imprudente trouxe os cananeus ímpios para dentro de Israel (ato este proibido em Dt 7). Josué deixou de procurar a direção de Deus, mas confiou na evidência disponível para os seus sentidos: a roupa usada, os odres rotos, os sapatos velhos e o pão bolorento. Isso serve para nós como advertência para que não confiemos em nosso próprio entendimento, mas para que procuremos a direção do Senhor. Em todas as decisões da vida devemos buscar a vontade de Deus e orar pedindo sua sabedoria e orientação. Isso nos poupará de tristezas e de tragédias.

Conseqüência do acordo precipitado: Os filhos de Israel não puderam guerrear contra os moradores das cidades gibeonitas(Gibeon, Cefira, Beerote e Quiriate-Gearim – Josué 9:17), que em Josué 9:7 são chamados de heveus. Josué deu-lhes a garantia de amizade e prometeu de preservar-lhes a vida. O acordo se tornou ainda mais sério, porque além da palavra empenhada, alguns dos principais de Israel prestaram juramento pelo Senhor Deus de Israel que assim procederiam com eles. A astúcia só foi descoberta três dias depois, quando chegaram em Gibeom (9:17). Quando perceberam que foram enganados por moradores de quatro cidades dentro do território Cananeu ficaram decepcionados e o povo não deixou de reclamar o erro cometido (9:17).

Josué amaldiçoa os gibeonitas – “Agora, pois, sois malditos, e dentre vós nunca deixará de haver servos, rachadores de lenha e tiradores de água para a casa do meu Deus”(Js 9:23). Josué amaldiçoou os gibeonitas e os colocou sob a condição de trabalho servil para a casa de Deus, perante o altar. Considerando o contexto da época, a condição era humilhante aos homens. Em vez de serviços pesados e carregar armas, deveriam rachar lenha e tirar água.

O Senhor transformou a maldição em bênção. Por sua infinita misericórdia, o Senhor transformou a maldição em bênção e do mal tirou o bem, tanto para os gibeonitas como para o povo de Israel. Há diversos acontecimentos, resultantes deste episódio, que não devemos deixar de ressaltar. Eles falam do poder, da sabedoria, da justiça, da fidelidade e da graça de Deus:

1) Quanto a Gibeom:

a)     Amaldiçoados por Josué com trabalho servil na Casa do Senhor, os gibeonitas receberam a bênção mencionada no Salmo 84:4, 10 – “Quão amável são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos! Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil”.

b)     Tempo depois, o tabernáculo feito por Moisés no deserto foi colocado em Gibeom(2Cr 1:3);

c)      Ismaías, um gibeonita, foi um dos valentes de Davi(1 Cr 12:4);

d)     Melatias, também gibeonita, e outros de Gibeom participaram da edificação dos muros de Jerusalém no retorno do exílio babilônico(Neemias 3:7);

e)     Quando os levitas se mostraram infiéis e relutaram em voltar para Jerusalém, foram substituídos por gibeonitas no serviço do templo, identificados como netineus(ou netinins) (Esdras 2:43; 8:15-20).

2) Quanto a Israel:

A submissão de Gibeom a Israel favoreceu a entrada dos israelitas do interior de Canaã. Sabendo da rendição de Gibeom a Israel, cinco reis se uniram e atacaram os gibeonitas, que logo pediram socorro a Josué. Honrando o acordo feito de preservar-lhes a vida, Josué seguiu para Gibeom, levando com ele os soldados de Israel e a promessa de Deus de uma vitória completa, conforme Josué 10:8. Foi o início de uma sucessão de vitórias sobre diversos reis e suas cidades. Primeiro a conquista do sul de Canaã, alcançada de uma só vez, conforme é explicitado em Josué 10:42 – “E de uma só vez tomou Josué todos esses reis e a sua terra, porquanto o Senhor, o Deus de Israel, pelejava por Israel”. Depois, a conquista do norte, em que de igual modo Josué venceu a outros diversos reis e tomou suas cidades, porque “o Senhor os deu na mão de Israel”(Josué 11:8).

Assim com Deus esteve com Josué na batalha anterior, contra a confederação dos cinco reis, Ele esteve com Josué nesta batalha contra a confederação do norte. Deus diz a Josué que entregará todos eles nas suas mãos: “Disse o Senhor a Josué: Não os temas, pois amanhã a esta hora eu os entregarei todos mortos diante de Israel. Os seus cavalos jarretarás, e os seus carros queimarás a fogo”(Josué 11:6). E assim se cumpriu.

Vencida as batalhas, “a terra repousou das guerras”(Josué 11:23). Estas batalhas duraram cinco anos. No entanto, até aqui essas guerras foram apenas de destruição e extermínio do povo cananeu. A ocupação da terra pelos filhos de Israel ainda não tinha acontecido. Eles permaneciam acampados em Gilgal e ainda havia parte do território de Canaã a ser conquistado. A esta altura, Josué estava envelhecido, com 90 anos, aproximadamente. Mesmo assim, Deus determinou a Josué a distribuição da terra prometida - “Reparte, pois, agora esta terra por herança às nove tribos, e à meia tribo de Manasses”(Josué 13:7).

A conquista do território restante ficou para o futuro, sob a responsabilidade das diversas tribos de Israel. Notemos que a expressão “muitíssima terra ficou para possuir”, dita pelo Senhor a Josué(Js 13:1), aponta para o futuro, e indica que o território ainda não conquistado está incluído na promessa feita e ecoa como garantia de vitória e certeza de conquista. Um exemplo disso é a cidade de Jerusalém, terra dos Jebuzeus, que só veio a ser tomada plenamente no reinado de Davi(2 Sm 5:6-10).

A chave do triunfo de Josué está no capítulo 11 verso 15a obediência: “Como o Senhor ordenara a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué, e assim Josué o fez; não deixou de fazer coisa alguma de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés”. A obediência ao Senhor é o caminho da vitória. Foi para Moisés e Josué; é para mim e você, também. Como falei na introdução da aula passada, a vitória contra os inimigos decorre de 03(três) armas poderosas: a Fé em Deus, a Obediência à Palavra de Deus e a Confiança em Deus. Elas formam um triângulo de três lados iguais - estão interligados. Com essas três armas é difícil o inimigo prevalecer.

I – AS VITÓRIAS DE ISRAEL AO SUL DA PALESTINA (Josué 10)

A fama sobre os feitos de Josué estava lastreando a terra de Canaã. A passagem de Israel de forma sobrenatural pelo rio Jordão, a derrota de Jericó e Ai e a aliança firmada com os moradores da região de Gibeão, motivaram a formação de uma confederação de nações (Jerusalém, Hebrom, Jarmute, Laquis e Eglom) para atacar Gibeão. Mas Josué, por força da aliança firmada de boa-fé com os gibeonitas, teve de defendê-los dos seus inimigos, em atenção ao seu desesperado pedido de socorro: “sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos”(10:6).

1. Josué socorre os gibeonitas(Js 10:5,6 – “Então se ajuntaram, e subiram cinco reis dos amorreus, o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis, o rei de Eglom, eles e todos os seus exércitos, e sitiaram a Gibeão e pelejaram contra ela. Enviaram, pois, os homens de Gibeão a Josué, ao arraial em Gilgal, a dizer-lhe: Não retires de teus servos a tua mão; sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos, porquanto se ajuntaram contra nós todos os reis dos amorreus, que habitam na região montanhosa”).

A aliança de Josué com os gibeonitas acarretou no principal motivo para que uma confederação de nações atacasse a região de Gibeão. Flavio Josefo comenta sobre os gibeonitas: “Assim, por uma estranha circunstância, quando tudo tinham a temer dos habitantes de seu próprio país, a sua única esperança de salvação estava no auxílio daqueles que tinham vindo para destruí-los”(História dos Hebreus, CPAD, pg 243).

Embora Josué e os principais de Israel tenham sido ludibriados pelos gibeonitas, eles não poderiam deixar de ajudar esse povo, que agora estava sob a proteção do principal líder de Israel. Josué como um homem íntegro e que cumpria os pactos firmados, atendeu imediatamente o pedido desse povo: reuniu seu exército e partiu em socorro a Gibeão(10:7). Partiu sabendo com absoluta certeza de que o Senhor estava com ele; é o que se depreende no seguinte texto: “o Senhor disse a Josué: Não os temas, porque os entreguei na tua mão; nenhum deles te poderá resistir”(10:8).

Esta aliança dos reis do Sul ajudou o exército de Israel. Josué não precisou gastar tempo e recursos exigidos para empreender campanhas separadas contra cada cidade fortificada representada na coalizão. Ele confiantemente enfrentou esta coalizão dos exércitos inimigos e derrotou-os em uma única batalha, porque confiou em Deus, que sempre concedeu vitória a Israel. Sua certeza de vitória era a mesma do profeta Jeremias diante de seus inimigos: “Mas o Senhor está comigo como um guerreiro valente; por isso tropeçarão os meus perseguidores, e não prevalecerão; ficarão muito confundidos, porque não alcançarão êxito...”(Jr 20:11).

A disposição de Josué para salvar os gibeonitas demonstra sua integridade. Após ser enganado por eles, poderia ter sido lento em sua tentativa pra salva-los. A invés disso, respondeu prontamente ao seu pedido de ajuda. Qual é o seu interesse para ajudar alguém que o enganou, embora o tenha perdoado? Assim como Josué, devemos honrar a nossa palavra.

2. Deus peleja a favor de seu povo(Js 10:10,11 – “e o Senhor os pôs em desordem diante de Israel, que os desbaratou com grande matança em Gibeão, e os perseguiu pelo caminho que sobe a Bete-Horom, ferindo-os até Azeca e Maqueda. Pois, quando eles iam fugindo de diante de Israel, à descida de Bete-Horom, o Senhor lançou sobre eles, do céu, grandes pedras até Azeca, e eles morreram; e foram mais os que morreram das pedras da saraiva do que os que os filhos de Israel mataram à espada”).

Deus providenciou a vitória. Apesar de Josué ter sido enganado pelos gibeontias, ele os socorreu quando atacados e lutou contra seus inimigos, perseguindo-os pelo caminho. Mas ainda sobraram muitos inimigos dos israelitas, e Deus mandou uma chuva de pedras (saraiva) contra eles, de forma que mais homens morreram pela chuva de pedras do que pela espada dos soldados de Israel, demonstrando que Deus utiliza a própria natureza para punir seus inimigos.

Deus é fiel em suas promessas. Josué sabia que, mesmo não tendo consultado ao Senhor, deveria honrar sua Palavra, e Deus utilizou aquela situação para acelerar as vitórias de Josué. Ele sabia desde o começo que seria vitorioso contra aqueles reis: “E o Senhor disse a Josué: Não os temas, porque eu os tenho dado na tua mão”(Js 10:8). Com a ajuda do Senhor Deus, Israel venceu aquela confederação inimiga de uma só vez. Isso foi bom para Josué, pois acelerou a conquista da terra.

Embora Israel tivesse falhado ao fazer um pacto com os gibeonitas, Deus ajudou seu povo a defendê-los. Muitas vezes, falhas que nos afastam da perfeita vontade de Deus são por Ele usadas como oportunidade para demonstrar sua fidelidade e amor por nós.

II – O DIA MAIS LONGO DA HISTÓRIA(Js 10:12-14)

E não houve dia semelhante a esse, nem antes nem depois dele, atendendo o Senhor assim à voz dum homem; pois o Senhor pelejava por Israel”(10:14).

Os povos vizinhos consideraram traição os gibeonitas se aliarem aos israelitas. Por isso, resolveram lhes dar uma lição. Os reis das cidades de Jerusalém, Hebrom, Jarmute, Laquis e Eglom uniram suas forças para atacar a cidade de Gibeão. O pedido de socorro logo chegou a Josué e aos israelitas. Eles precisavam ajudá-los porque a cidade não possuía defesa suficiente para combater reis tão poderosos. Depois de consultar a Deus e obter Sua aprovação, Josué reuniu imediatamente seus homens e marchou a noite toda. Gibeão ficava a uns 38 km do acampamento israelita e, pela manhã, os exércitos de Israel chegaram à cidade, que já estava cercada. Os inimigos não esperavam aquele ataque-surpresa e ficaram tão atrapalhados que fugiram. Quando estavam descendo um precipício, Deus enviou uma chuva de pedras tão forte que matou mais soldados do que a espada dos israelitas.

O dia já estava quase acabando e Josué percebeu que ainda faltava muito para fazer. Se não derrotassem completamente os inimigos naquele dia, eles poderiam se reorganizar e tentar vencer os israelitas no dia seguinte. Por isso, o líder de Israel fez um pedido ousado a Deus: que o Sol parasse sobre Gibeão, e a Lua se detivesse no vale de Aijalom. O Criador e Mantenedor do Universo atendeu ao pedido de Josué. O dia se prolongou até que os inimigos foram completamente derrotados.

Apesar de falarmos em nascer e pôr-do-sol, hoje sabemos que é a Terra que gira em torno do Sol. Humanamente falando, não conseguimos imaginar como foi possível o dia se prolongar. Mas isso nos mostra uma coisa muito importante. Foi Deus quem criou as leis que regem o Universo – e também o Sol, a Lua e o movimento dos planetas. Por isso, todas as coisas feitas por Suas mãos Lhe obedecem. Não há limites para o poder de Deus. Ele sempre está disposto a usar Seu poder para ajudar as pessoas que confiam nEle.

1. A discussão leviana dos críticos da Bíblia. Muitos são os críticos dos milagres descritos na Bíblia Sagrada, dentre eles está o milagre do “dia longo” descrito em Josué 10:14, ocasionado pela oração do homem de Deus, Josué. Em Josué 10:12 está escrito que “Josué falou ao Senhor”, ou seja, Josué orou pedindo um milagre, e Deus atendeu a sua oração. A luta era renhida e Josué precisava de uma dilatação do dia para que todos os inimigos não se dissipassem na escuridão e nas florestas. Por isso orou ao Senhor e Ele prontamente atendeu o seu servo. E o sol ficou parado no meio do céu e atrasou sua descida por quase um dia inteiro. Nunca tinha havido e nunca mais houve um dia como este.

Alguns rejeitam a descrição tratando-a como uma hipérbole (exageração) poética. Muitos têm debatido o que o texto realmente descreve:

a) Alguns sugerem que um eclipse dividiu o dia normal e assim pareceu dobra-lo;

b) Alguns acreditam que a luz foi prolongada por uma “miraculosa suspensão da rotação da terra em seu eixo”;

c) Alguns opinam que um cometa passou perto da terra, diminuindo a rotação da terra, ou derramando luz inesperada.

Entretanto, o texto é claro que o que aconteceu foi um milagre, uma intervenção de Deus em favor de Israel como resposta à oração de Josué. Os meios físicos que Deus empregou são irrelevantes para retratar a passagem do pessoal envolvimento de Deus na luta de Israel pela terra prometida.

Como o sistema solar parou? É claro que em relação à terra o sol está sempre imóvel – é a terra que gira em torno do sol. Mas a terminologia usada em Josué não deveria causar-nos dúvidas quanto ao milagre. Afinal, não ficamos confusos quando alguém diz que o sol nasce ou se põe. A questão é que o dia foi prolongado, não que Deus tenha usado um método particular para prolongá-lo. Duas explicações têm sido dadas sobre como isto aconteceu: (1) a diminuição da velocidade da rotação normal da terra deu a Josué mais tempo, como o idioma original hebraico parece indicar; e (2) alguma refração incomum dos raios solares forneceu horas adicionais de luz. Não importa o método escolhido por Deus; a Bíblia é clara ao afirmar que o dia foi prolongado por um milagre, e que a intervenção de Deus direcionou a batalha em favor de seu povo.

2. O “dia prolongado” é uma fato incontestável(Js 10:13 – “E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no Livro do Reto? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”).

Não se sabe o método exato que Deus usou para prolongar a luz do dia. Deus podia ter reduzido a rotação da terra, inclinado a terra no seu eixo, como acontece nos pólos, onde o sol não se põe, ou produzido uma refração nos raios solares. Seja qual tenha sido a opção empregada por Deus, o prolongamento daquele dia foi uma resposta excepcional à oração de Josué. O Deus que criou o mundo e os corpos celestes com suas respectivas funções pode também suspender seus movimentos naturais, visando a seus próprios propósitos. Foi o que ocorreu, também, com o relógio de Acaz, quando o sol recuou dez graus(Is 38:7,8). Não se sabe exatamente como a sombra recuou dez graus no relógio de sol; o que está claro é que assim aconteceu, mediante a palavra poderosa de Deus como um sinal profético a Ezequias, de que Deus ouvira a sua oração e visto as suas lágrimas, e de que Ele o curaria.

Segue um episódio que comprova como a Bíblia sempre está adiante da ciência.

DESCOBERTA DA NASA  - Junho 27,2006 - Postado por  Rodrigo Venancio in Ciência. http://cronicasdovena.wordpress.com/2006/06/27/descoberta-da-nasa Acesso em 15 mar. 2007.

Um programa especial da NASA nos Estados Unidos, recentemente provou a veracidade de um fato na BÍBLIA o qual até sempre se considerou como um mito. Harold Hill, presidente da Companhia Curtis de Baltimore - Maryland - e conselheiros do programa espacial, refere o seguinte achado: Uma das coisas mais incríveis que Deus fez entre nós, sucedeu recentemente com nossos astronautas e pesquisadores científicos em Green Belt - Maryland. Estavam verificando a posição do Sol, a Lua e dos Planetas para saberem onde se encontrariam dentro de cem anos e também nos próximos mil anos. Estes dados tornam-se indispensáveis para poder-se enviar satélites ao espaço e evitar que choquem com alguma coisa uma vez que estejam em órbita. Deve-se projetar a órbita levando em consideração o tempo de vida do satélite ao mesmo tempo se conhecer às posições dos planetas para que os satélites não venham a ser destruídos. Foram feitos os computadores percorrerem, através dos séculos e de repente pararam. O computador principiou a emitir um sinal vermelho de alerta, indicando que existia algum erro nas informações que lhe haviam sido fornecidas e com os resultados comparativos com as normas estabelecidas. Resolveram chamar o departamento de manutenção para fazer-se uma revisão geral e os técnicos chamados comprovaram que a aparelhagem encontrava-se em perfeitas condições. O diretor operacional da IBM indagou qual seria o problema e para sua surpresa a resposta foi: “Encontramos que falta um dia nos dados do universo do tempo transcorrido na história”. Ficaram matutando e por mais que procurasse não encontravam resposta. Na equipe de pesquisadores havia um cristão que disse: “Uma vez, num estudo que fiz da bíblia, ouvi que o Sol parou”. Os demais presentes não o acreditaram, mas como não tinham nenhuma resposta disseram-lhe: - Mostre-nos, onde isso está escrito. Ele pegou a Bíblia e leu no Livro de Josué 10:12-14, algo verdadeiramente inacreditável para qualquer pessoa com “senso comum”. Nesse trecho DEUS disse a Josué: “Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus na mão dos filhos de Israel, e disse na presença de Israel: Sol, detém-se sobre Gibeom, e tu, lua, sobre o vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no livro de Jasar? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. E não houve dia semelhante a esse, nem antes nem depois dele, atendendo o Senhor assim à voz dum homem; pois o Senhor pelejava por Israel.” Os engenheiros do Programa Espacial exclamaram: “É esse o dia que nos faltava”. Rapidamente verificaram nos computadores, retrocedendo no tempo chegando a época descrita na Bíblia e descobriram que se aproximavam, porém não era todo o tempo exato. O lapso que faltava na época de Josué era de 23 horas e 20 minutos e não de um dia completo. Leram novamente a Bíblia e ali dizia “Quase um dia inteiro” (Josué 10-13) essas pequenas palavras na Bíblia são muito importantes. Parte do problema fora resolvido. Entretanto faltavam 40 minutos. Isto ocasionava um grande problema. Se não se encontrassem esses 40 minutos, havia discrepâncias nos cálculos espaciais devido a que os minutos se multiplicavam muitas vezes nas órbitas. O mesmo cristão lembrou que há um trecho na Bíblia onde se menciona que o Sol RETROCEDEU. Seus companheiros de trabalho disseram-lhe que ele estava ficando louco, entretanto, permitiram que lhes mostrasse no Segundo Livro dos Reis 20:8-10 onde a Bíblia diz que Ezequias, que estava moribundo, foi visitado pelo profeta Isaias, o que lhe disse que ele não morreria. Ezequias não acreditou e pediu-lhe por uma prova dizendo-lhe: Adiante a sombra dez graus ou retrocederás dez graus, mas que a sombra não volte os dez graus. Dez graus são exatamente 40 minutos. Assim 23 horas e 20 minutos, mais os 40 minutos em Segundo dos Reis, completam às 24 horas que os homens do Programa Espacial tiveram de complementar a história como o dia que falava no Universo. Definitivamente a Bíblia não é um livro, mas Deus manifesta novamente sua veracidade nas palavras que estão escritas na BÍBLIA.( Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco).

III – NOVAS CONQUISTAS MILITARES DE ISRAEL(Js 10:28 – 11:1-23)

O sucesso da campanha do sul motivou todo o norte a unir-se, e um enorme e bem equipado exército mobiliza-se contra os israelitas(11:1-6). Outra vez, Josué ataca subitamente. O exército inimigo é destruído e ele marcha contra as cidades fortificadas do norte(vv 7-15). Apesar de as batalhas serem travadas por “um longo período”(11:18), que levou uns cinco anos(cf 14:10), a campanha foi um sucesso e finalmente “ a terra repousou da guerra”(11:16-23).

A campanha militar invalidou a resistência organizada Cananéia, mas o controle de Israel foi largamente limitado à região montanhosa de Canaã. Ainda faltou muita terra a ser conquistada com se observa Josué 13:1. Notemos que a expressão “muitíssima terra ficou para possuir”, aponta para o futuro, e indica que o território ainda não conquistado está incluído na promessa feita e ecoa como garantia de vitória e certeza de conquista.

1. O ânimo de Josué após a vitória em Gibeão(Js 10:25 – “Então Josué lhes disse: Não temais, nem vos atemorizeis; esforçai-vos e tende bom ânimo, porque assim fará o Senhor a todos os vossos inimigos, contra os quais haveis de pelejar”). Josué pronunciou estas palavras no momento que alguns de seus soldados estavam com os pés sobre o pescoço dos cinco reis vencidos (o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis, e o rei de Eglom) - (10:24). Colocar o pé no pescoço de um preso de guerra era uma prática militar comum no antigo oriente próximo. Era um símbolo da dominação do vencedor sobre seus vencidos. Estes orgulhosos reis haviam se gabado de seu poder. Agora todo o Israel podia ver que Deus era superior a qualquer exército da terra.

Após a espetacular vitória contra a confederação do sul (cinco reis), Josué estava tão animado e destemido que usou palavras que costumeiramente era pronunciada pelo Senhor nos momentos de medo e pavor dos líderes de Israel: “não temais”. Ele não tinha mais dúvida de que o Senhor pelejava por Israel. Nada mais o amedrontaria e criaria óbice à conquista da terra prometida, pois ele sabia que o Senhor peleja por Israel(Js 10:42). Com a ajuda de Deus, Israel venceu a batalha contra cinco exércitos inimigos. Tal triunfo era parte do compromisso do Senhor para com o seu povo, afim de que os israelitas sempre desfrutassem a vitória. Josué disse a seus homens para nunca temerem porque Deus lhes daria conquistas semelhantes sobre todos os seus inimigos.

O Senhor sempre nos protegeu e nos concedeu bênçãos. O mesmo Deus que escolheu os hebreus e os guiou no passado suprirá nossas necessidades presentes e futuras. Relembrarmos a sua ajuda no passado nos transmite esperança para as lutas vindouras.

2. O Senhor dá a vitória a Josué contra outros reis (Josué 10:28-43). Após a grande vitória contra a coligação dos cinco reis, Josué não deixa escapar a grande oportunidade que o Senhor lhe dá para destruir mais sete reinos que se levantaram contra Israel.  São eles: Maqueda(10:28), Libna(10:29), Laquis(10:31), Gezer(10:33), Eglon(10:34), Hebron(10:36) e Debir(10:38).  Observe como Deus foi tão bom com Israel a ponto de transformar um erro do seu líder, no tocante aos gibeonitas, em bênção para o seu povo, que foi a conquista de doze reinos, evitando com isso o desgaste de elaboração de estratégias para conquistá-los. A Bíblia é convincente de que a conquista desses reinos foi de uma só vez: “E de uma só vez tomou Josué todos esses reis e a sua terra, porquanto o Senhor, o Deus de Israel, pelejava por Israel”(10:42).

Todas as conquistas de Israel vieram de Deus. Note que em cada vitória israelita, o texto dá crédito ao Senhor – “O Senhor entregou também a...”(10:32). Quando alcançamos o sucesso, somos tentados a tomar todo o crédito e a glória como se nós tivéssemos realizado isto sozinhos, através de nossas próprias forças. Na verdade, o Senhor nos concede a vitória, e somente Ele nos livra de nossos inimigos. Deveríamos dar a Ele o crédito e o louvarmos por sua bondade.

3. Josué destrói a coalizão de reis inimigos(Js 11:1-5). Mais uma coalizão se levanta contra o povo de Deus. Agora uma coalizão do reino do norte. Satanás é assim mesmo, ele não se conforma com a vitória do povo de Deus. Ele usa as armas mais mortais para inibir as conquistas e o cumprimento das promessas de Deus aos seus filhos.

Sob a liderança do rei Jabim, de Hazor, os reis nortistas uniram-se na tentativa de impedir o avanço dos israelitas. A Bíblia diz que era uma multidão como areia do mar e muitíssimos carros. Era um arsenal capaz de amedrontar os mais preparados exércitos. Diz o texto sagrado: “Saíram pois eles, com todos os seus exércitos, muito povo, em multidão como a areia que está na praia do mar, e muitíssimos cavalos e carros”(11:4).

Flavio Josefo comenta que “... vieram todos juntos, com trezentos mil soldados de infantaria, dez mil cavalheiros e vinte mil carros pra acampar perto de Berote, cidade da Galiléia, pouco distante de uma outra do mesmo país, de nome Alta Cades. Tão terrível exército deixou os israelitas assustados, de tal modo que o próprio Josué parecia ter perdido a coragem”(História dos Hebreus, CPAD, pg 243).

Todos esses reis, reunindo-se, vieram e juntos se acamparam às águas de Merom, para pelejarem contra Israel (11:5). Denota-se pelo versículo seis que Josué estava temeroso diante do poderio militar e da pavorosa multidão de soldados inimigos. Então Deus diz pra ele: “Não os temas, pois amanhã a esta hora eu os entregarei todos mortos diante de Israel. Os seus cavalos jarretarás, e os seus carros queimarás a fogo”(11:6). Cortar o tendão de uma das pernas traseiras de um cavalo torna-o inútil para a guerra. A ordem de Deus para jarretar os cavalos dos carros inimigos e queimar os carros capturados teve o propósito de fazer transmitir uma mensagem importante. A vitória não dependia de armamento superior, mas do socorro de Deus.

Josué foi obediente às diretrizes do Senhor e, por conseguinte, a vitória foi total e completa, pois Deus sempre cumpre suas promessas. A coalizão se acampou próximo das águas de Merom, mas Josué a atacou de surpresa – as carruagens dos inimigos foram inúteis nas densas florestas. Hazor, o maior centro cananeu da Galiléia, ficou destruído.

Observe: Houve dois reis em Hazor chamado Jabim. O outro, aparentemente um fraco governante, é mencionado em Juizes 4:2,3. O Jabim desta historia era muito poderoso porque pôde construir uma aliança com dezenas de reis. Pelo que parece, ele possuía uma grande vantagem sobre Josué, em virtude de seu enorme poderio militar. Mas os que honram a Deus podem ser vitoriosos a despeito de suas poucas chances.

Josué cuidadosamente obedeceu a todas as instruções dadas por Deus. A obediência é um aspecto da vida que o crente deve exercer individualmente. Não podemos controlar nossa compreensão, pois é possível que não conheçamos todos os fatos. É impossível dominarmos as atitudes que as outras pessoas tomam ou o modo como elas nos tratam. Porém, podemos controlar nossa escolha para obedecer a Deus. Para quaisquer novos desafios que possamos enfrentar, a Bíblia contém instruções relevantes, as quais podemos ignorar ou seguir.

CONCLUSÃO

Deus mandara Josué assumir a liderança para libertar a terra do pecado, para que o seu povo pudesse ocupá-la. Josué fez a sua parte com dedicação, ao conduzir o exército unido para debilitar os inimigos. Quando o Senhor manda que coloquemos um fim ao pecado, não devemos debater, considerar as opções, negociar um compromisso ou racionalizar. Ao contrário, como Josué, nossa resposta deve ser rápida e completa. Precisamos ser implacáveis em evitar relacionamentos e atividades que possam nos conduzir ao pecado.

Deus sempre lutará pelo seu povo à medida que nós andemos pela fé e em obediência à sua Palavra – “O Senhor é varão de guerra; Senhor é o seu nome”(Ex 15:3).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de Estudo Genebra. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia - Livro de Josué.