Aula 12
AJUDA AOS NECESSITADOS
Leitura Bíblica: 1 Coríntios 16:1-4. 2 Co 9:6-8
21 de Junho de 2009
“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade”(1 João 3:17,18).
Estudamos na lição nº 10 sobre os Dons Espirituais, que são concedidos, conforme a vontade do Espírito Santo, para edificação, exortação e consolação da Igreja. Nesta aula, estudaremos sobre a Ajuda aos Necessitados, que também é um Dom, chamado Dom de repartir. Ele pertence ao grupo dos Dons assistenciais elencados em Rm 12:6-8. Ajudar aos necessitados, tanto do ponto-de-vista material quanto espiritual, é um dos elementos do serviço cristão. Quando Jesus disse que Seus discípulos deveriam dar fruto permanente, também mandou que eles se amassem uns aos outros (Jo.15:17), repetindo assim o que é chamado de “o novo mandamento”: “Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei” (Jo.15:12). Este amor não é comprovado por palavras, mas, sim, por gestos, atos, ações (I Jo.3:18). Podemos fazer muitas declarações ao Senhor e prometer-lhe obediência e amor. No entanto, é diante do nosso próximo que vamos mostrar se há mesmo amor, benignidade, bondade, etc, em nossos corações. De nada vale o nosso discurso se não há a prática de boas obras palpáveis(Tg 2:14-17). Os irmãos pobres estão na igreja em grande maioria, e Jesus disse que sempre haveria pobres sobre a face da Terra (Jo.12:8), não fugindo desta realidade nem mesmo aqueles que pertencem à igreja, como nos mostra o episódio que levou à criação do diaconato (At.6:1-3).
Desde o início da história da igreja, havia aqueles que padeciam de necessidades para sobreviver (cf. At.2:45; 4:35). Se é verdade que Deus tem promessa de que o justo não será desamparado e que sua descendência não mendigará o pão (Sl.37:25), isto se deve, em grande parte, ao fato de que o Senhor, na igreja, proporciona aqueles que repartem o que têm com quem tem necessidade. A igreja primitiva compartilhava desta prática largamente (At. 4.32-37). Porque será que os pregadores da prosperidade ignoram estes textos? A função de assistência social na Igreja é uma das suas pedras de toque e, sem dúvida, uma das formas mais poderosas de demonstrarmos ao mundo a nossa diferença e o amor de Deus que está em nossos corações.
Por que ajudar aos necessitados é importante? Em primeiro lugar, porque é um ato pelo qual demonstramos nosso Amor ao Próximo. Por isso, não pode o salvo se isentar de toda e qualquer ação que venha a promover o bem-estar da coletividade, a bênção de Deus sobre as pessoas, que venha mitigar o sofrimento daquele que está ao nosso redor. Na parábola do bom samaritano (Lc.10:25-27), Jesus mostrou que próximo é qualquer um que esteja em nosso caminho e, em algumas oportunidades, o apóstolo Paulo ensinou que fazer o bem a outrem é uma qualidade que não pode faltar àqueles que dizem servir a Deus (Rm.12:13-21; Gl.4:31,32; Cl.3:12-14; I Ts.4:9-12).
Em segundo lugar, porque é um Mandamento Divino. Este mandamento é dito tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, ou seja, ele foi dado para Israel e para Igreja. Deus reconheceu a existência dos pobres no meio do seu povo e ordenou providência a respeito deles: “Pois nunca cessará o pobre do meio da terra”(Dt 15: 11a). Esta é a frase que mais contraria a pregação contemporânea da teologia da prosperidade. Pretende-se, exterminar a pobreza no meio da igreja. No entanto, o texto declara: "Pois nunca cessará o pobre do meio da terra". E Jesus ratifica: "Porque os pobres sempre os tendes convosco"(João 12:8). Compete àqueles que tem recursos, minimizar a situação.
Deus não prometeu riquezas para todos, porém, daqueles a quem ele deu e dá riqueza, no exercício da Mordomia Cristã das Finanças ele quer que os pobres não sejam esquecidos, tal como aconteceu na Igreja de Jerusalém - “Não havia entre eles necessitado algum...”(Atos 4: 34). Pobres, sim. Necessitados, não. Esta é a regra a ser seguida pela Igreja, hoje.
Deus não prometeu que todos os pobres ficariam ricos. O que Deus queria, e quer, é que os necessitados não fossem abandonados - “... pelo que te ordeno, dizendo; livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado e para o teu pobre da tua terra” (Dt 15: 11). Não se está falando de estrangeiros, não se está referindo aos que estão lá fora. Lá no passado está se referindo aos filhos de Israel, e hoje, está se referindo à Igreja. Fala-se em “teu irmão”, “teu necessitado”, “teu pobre”, “tua terra”. Jesus disse: “Porque sempre tendes os pobres convosco...”(Mc 14:7; Mt 26:11; João 12:8). Assim, os crentes ricos que procuram ignorar os necessitados, seus irmãos, estão falhando no exercício da Mordomia Cristã das Finanças, são maus Mordomos e responderão diante do Tribunal de Cristo.
Nos textos de Deuteronômio 15:7-11, Deus manda que para os necessitados devamos ser: receptível, sensível, generoso, misericordioso e benigno.
a) devemos ser receptíveis – "Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos” (Dt 15:7a). Estamos tão acostumados com as nossas saudações vazias de significado, que quando passamos pelo irmão, perguntamos num tom ritualístico: "vai tudo bem, meu irmão?" E seguimos adiante sem esperar resposta. Temos receio que o irmão nos peça alguma coisa. Neemias fez este tipo de pergunta e esperou a resposta, assumiu compromisso e fez tudo o que estava ao seu alcance para solucionar o problema(Ne. 1.1-6). Não há necessidade de sair procurando os pobres no meio da igreja, mas devemos recebê-los quando vierem a nós.
b) devemos ser sensíveis – "Não endureça o teu coração" (Dt 15:7b). Deus sempre colocará diante de nós alguém necessitado, não somente de oração, mas de bens materiais. Neste momento não se faça de surdo. Escute o que o teu próximo tem a dizer. Não lhe pregue um sermão porque discurso não enche barriga. Abra o teu coração e reconheça que tens a grande oportunidade de abençoar alguém e, consequentemente ser também abençoado por Deus.
c) devemos ser generosos – "Lhe abrirás de todo a tua mão... quanto lhe baste para a sua necessidade" (Dt 15: 8). Não dê esmolas para o teu irmão, compartilhe com ele os teus recursos. Isto é justo diante de Deus (Sl 112:9). Dê o que ele precisa receber e não aquilo que você precisa se desfazer. Faça ao teu semelhante aquilo que gostaria que outros lhe fizessem(Lc 6:31). "Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe empreste”(Mt 5:42).
d) devemos ser misericordiosos – "Guarda-te que não haja palavra de Belial no teu coração"(Dt 15: 9). Não fira o irmão perguntando-lhe que tipo de pecado cometeu para estar em tal situação. Não pesquise a sua vida para saber se é um gastador ou pidão. A ordem do Senhor é simplesmente para que você abra o teu coração ao pobre e lhe dê o quanto precisa. Seja misericordioso para com o teu próximo como Deus é misericordioso para contigo(Lc 6:36). Não arrume desculpas tais como: "Hoje o mundo está cheio de explorador". "A Bíblia diz que não devemos sustentar preguiçoso". "Quem não trabalha, também não coma". Lembra-te: o diabo é muito "esperto" em arrumar desculpas para impedir que a Palavra de Deus se cumpra.
e) devemos ser benignos – "Que o teu coração não seja maligno, quando lhe deres"(Dt 15: 10a). Socorra teu próximo, porque o Senhor te deu bastante, não para acumular como o louco da parábola de Lucas 12:13-21, mas para repartir com os necessitados (Lc 18:22). Pobreza não é maldição, é consequência do sistema controlado por homens gananciosos. Os pobres estão no nosso meio para que tenhamos oportunidade de exercitar amor - " Livremente lhe darás, e não fique pesaroso o teu coração quando lhe deres; pois por esta causa te abençoará o Senhor teu Deus em toda a tua obra, e em tudo no que puseres a mão"(Dt 15:10). Não se arrependa de haver dado, nem sinta dor no coração. O Apóstolo João é enfático: quem vir a seu irmão padecer necessidade e não suprir essa necessidade não é cristão: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus?”(1 João 3:17).
Os cristãos em Jerusalém estavam sofrendo de pobreza e escassez. Por essa razão, Paulo estava coletando dinheiro para eles(Rm 15:25-31; 2Co 8:4; 9:1ss). Ele sugeriu que os crentes economizassem uma certa quantia cada semana e a dessem para a igreja até que ele chegasse para levar a oferta a Jerusalém.
A doação era para o povo de Deus. A doação tinha como finalidade aliviar os crentes que estavam sofrendo fome ou alguma calamidade natural, em determinados locais do império. Naqueles dias, a Judéia enfrentava tempos difíceis em virtude de uma escassez, que deixou muitos dos santos em grande aflição (At 11.28,29). Conforme a passagem aqui citada, esse flagelo ocorreu nos dias do imperador Cláudio César, que reinara de 41 a 54 d. C., isto é, na época do ministério de Paulo na província da Ásia Menor.
A coleta era feita no primeiro dia da semana (domingo) quando os cristãos se reuniam. A contribuição derivava conforme a prosperidade, ou seja, os que tinham mais, contribuíam com mais, mas todos deveriam partilhar da graça de doar.
A vida é difícil para todos, porém alguns têm mais dificuldade que outros. Não entendemos bem o porquê disso. Talvez Deus permita essa diferença para que haja oportunidade de crescimento espiritual no serviço cristão - “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo”(Gl 6:2).
Aliviar os sofrimentos e as angústias de outras pessoas é dever Cristão. Muitas vezes podemos fazer muito com pouco.Esse tipo de serviço é também um testemunho de amor cristão. Provavelmente Tiago tenha falado que a fé sem as obras seja morta, nos exortando ao serviço para o bem comum. Está escrito: “Aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”(Tg 4:17). Jesus declarou o seguinte: “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulos, em verdade vos digo, que de modo algum perderá sua recompensa” (Mt 10:42).
Todavia, para uma contribuição organizada e profícua é necessário que haja princípios a serem seguidos. O texto de 1 Corintios 16:2 traz instruções para uma coleta especifica, mas os princípios envolvidos são perenes: ” No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar”. Observa-se que a coleta devia ser realizada de forma sistemática. No primeiro dia da semana, cada um devia por de parte algum dinheiro e ir juntando. A oferta não devia ser aleatória ou associada apenas a ocasiões especiais, mas separada do restante do dinheiro e dedicada a um fim especifico, de acordo com as necessidades do momento.
1. Contribuir com regularidade. Os irmãos ofertavam no "primeiro dia da semana" (1 Co 16:2a). Era o "Dia do Senhor", dia principal de culto em Corinto e nas igrejas da Galácia. Encontramos aqui uma indicação clara de que os cristãos primitivos não consideravam mais o sábado ou sétimo dia uma observância obrigatória. O Senhor havia ressuscitado no primeiro dia da semana, no qual os discípulos se reuniam para partir o pão(At 20:7). Os cristãos de Corinto deviam, portanto, por de parte algum dinheiro no primeiro dia da semana. Assim deve ser nossas reuniões hoje. Um autêntico cristão deve contribuir sistemática e consistentemente com a obra de Deus.
2. Contribuir individualmente. "Cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar" (16:2b). As instruções foram dirigidas a cada um. Ricos e pobres, escravos e livres deviam participar do sacrifício de ofertar parte de seus bens. Na obra de Deus, todos dando um pouco, consegue-se mais recursos do que apenas alguns dando muito.
3. As contribuições conforme a prosperidade individual. "(...) conforme a sua prosperidade" (16:2c). A coleta devia ser feita conforme a prosperidade de cada um. Há crentes que ao serem aumentados em seus salários ou negócios, não contribuem na mesma proporção.
4. Os recursos do Senhor devem ser bem cuidados (16: 3,4 - “E, quando tiver chegado, mandarei os que por carta aprovardes para levar a vossa dádiva a Jerusalém; mas, se valer a pena que eu também vá, irão comigo”). Os versículos 3-4 mostram como é importante ter cuidado com os recursos angariados nas igrejas locais. Primeiro, os fundos não deviam ser confiados a apenas uma pessoa. Nem mesmo Paulo devia ser o único recebedor. Segundo, observamos que as providencias tomadas pelo apóstolo em relação aos portadores da oferta não foram arbitrárias. Ele deixou a decisão ao encargo da congregação. Quando os mensageiros tivessem sido selecionados, Paulo os enviaria a Jerusalém. Paulo declarou que se necessário fosse, ele iria pessoalmente a Jerusalém supervisionar a entrega e a aplicação da oferta arrecadada para os santos.
Para tratar dos recursos financeiros da igreja, não basta que o obreiro seja competente. Ele também precisa ser fiel. Portanto, contribuir com regularidade e individualmente, conforme a prosperidade pessoal e cuidar bem dos recursos do Senhor são princípios gerais acerca da contribuição ensinados por Paulo.
1. Devemos contribuir com abundância. "O que semeia pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará" (2 Co 9:6). Certo fazendeiro estava a reclamar que sua colheita não produzia tanto quanto a de seus vizinhos. Ao testar o solo descobriu que não havia nenhuma diferença entre suas terras e as deles. A questão é que ele semeava a metade da quantidade de sementes dos vizinhos.
Na agricultura, sabe-se que é preciso semear generosamente a fim de obter uma colheita abundante. Podemos imaginar um agricultor preparando-se para a semeadura. Ele deve semear com liberalidade ou guardar parte do cereal para servir de alimento nos meses seguintes? Se ele semear com fartura, ceifará na mesma proporção.
Devemos lembrar, porém, que o agricultor não colhe exatamente a mesma quantidade de grãos que semeou, mas, sim, uma proporção bem maior. O mesmo acontece com a contribuição cristã; não se trata de receber de volta exatamente o que foi dado, mas de receber uma proporção muito maior. É claro que esse retorno se refere mais a bênçãos espirituais do que a bens materiais. “Semear é esperar uma colheita. O mundo enriquece tirando dos outros; o cristão enriquece dando aos outros”(Comentário Beacon do Novo Testamento, CPAD, pág 455-456). Deus nos recompensará por nossa generosidade amorosa (Pv 11.25; Gl 6.7).
2. Devemos contribuir com alegria. "Não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" (2 Co 9:7). Cada um deve contribuir segundo tiver proposto no coração, depois de levar em consideração suas necessidades imediatas. Feito isso, porém, deverá lembrar as necessidades de seus companheiros cristãos e o fato de que sua própria vida pertence a Cristo. Depois dessas considerações, deverá ofertar não com tristeza ou por necessidade. É possível contribuir sob a pressão de apelos emocionais ou sob constrangimento público. Nenhuma dessas motivações é válida, porque Deus ama a quem dá com alegria.
Deus precisa mesmo do nosso dinheiro? Não. Toda Terra pertence ao Senhor e tudo o que nela há(Sl 24:1). O que importa para Ele é a atitude do nosso coração. Deus tem prazer em ver o cristão repleto da alegria do Senhor que deseja compartilhar seus bens com os outros. Dar é a linguagem do amor; aliás, é sua única forma de expressão. “Deus amou de tal maneira que deu”.
3. Devemos contribuir com fé, renúncia e desprendimento. Tomemos como exemplo o que fez a viúva pobre no templo (Mc 12.41-44). O importante para Deus não é a quantia da oferta, mas o grau de sacrifício e desprendimento.
Observando as pessoas ricas depositarem ofertas relativamente grandes no baú para o tesouro do templo, Jesus sabia que o que davam não representava sacrifício. Deram do que lhes sobrava. Sabendo também que as duas moedas de valor diminuto que a viúva dera era todo o seu sustento, ele anunciou que ela dera mais do que todos os outros reunidos. Quanto ao valor monetário, ela deu bem pouco, mas o Senhor avalia o ato de dar pela motivação, pelos recursos e por quanto sobrou. Isso é um grande encorajamento aos que tem poucas posses materiais, mas um grande desejo de dar a ele.
Veja o caso dos crentes da Macedônia que agiram deliberadamente e com muito amor exercia o Dom de repartir. Eles realmente tinham o Dom da caridade. O apóstolo Paulo assim relata a generosa ação desses irmãos amados: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; Como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos”(2Co 8:1-4). O que faz com que um grupo de crentes pobres, carentes de ajuda, abra mão do pouco ou quase nada que possuem, para ajudar os outros? A resposta está em 2Co 8:5: “... a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor...”. Aqueles que se dão ao Senhor, mesmo tendo poucos recursos, têm mãos abertas não apenas para dar, mas também para receber. O segredo para ser despojado das coisas materiais, seja rico ou pobre, é se dar ao Senhor.
4. Devemos contribuir confiantes no Senhor. "Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra" (2 Co 9.8; cf. Rm 8.32). Encontramos aqui a promessa de que, se uma pessoa deseja ser de fato generosa, Deus lhe dará oportunidades de exercer sua generosidade. No versículo de 2Co 9:8, o termo graça é usado como sinônimo de recursos. Deus é poderoso para nos dar recursos a fim de que tenhamos não apenas ampla suficiência para nós mesmos, mas também possamos compartilhar com outros e, desse modo, transbordar em toda boa obra.
Os pobres existem e continuarão existindo, para que os cristãos generosos exerçam a caridade, a maior expressão do cristianismo verdadeiro. Você tem ajudado a quem necessita? Você se preocupa em saber quem precisa da sua ajuda? A generosidade para com os necessitados é considerada não como um mérito à salvação, mas apenas como “um teste de caráter” (Jamieson, Fausset e Brawn). Ajudando aos necessitados, estaremos rompendo com nossos próprios interesses egoístas, para acumular “tesouros no Céu” (Mt 6:19-21; Lc 12:33-34). O maior tesouro é, sem dúvida, a salvação eterna, pela graça de Cristo (Ef 2:8-10), daqueles que são levados a glorificar a Deus por nossas boas obras de generosidade (ver Mt 5:16).
Nunca nos esqueçamos que ter misericórdia é sentir a infelicidade, a miséria do outro e tentar retirá-la ou, pelo menos, minorá-la. Deus não Se agrada de quem se alegra no mal do outro, ainda que seja do inimigo, do perverso(Pv.24:17), porque isto é falta de misericórdia - “… o que se alegra da calamidade não ficará impune” (Pv.17:5b), enquanto que o que se compadece do necessitado, honra a Deus – “O que oprime ao pobre insulta ao seu Criador; mas honra-o aquele que se compadece do necessitado”(Pv 14:31).
Nossa atitude é mais importante do que a quantia que doamos. Não temos que nos envergonhar se pudermos dar apenas uma pequena contribuição. Deus está interessado na maneira como ofertamos, a partir dos recursos que temos. Quando investimos na obra de Deus com os recursos que Ele nos dá, Ele nos supre com muito mais para que possamos continuar a ofertar(Lições Bíblicas do Mestre).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de Estudo Genebra. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1 Corintios. Comentário Bíblico Popular – William Macdonaldo. A missão social da igreja – Dr. Caramuru Afonso Francisco. Nas atitudes diárias – Assembléia de Deus do Setor Oeste do Gama – DF.