Aula 10

OS FALSOS PROFETAS

Leitura Bíblica: 1 João 4.1-6.

06 de Setembro de 2009

 

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores"(Mt 7.15).

 

INTRODUÇÃO

Nestes tempos pós-modernos, o falso mostra-se tão bem vestido de verdadeiro, que, se possível fosse, enganaria até mesmo os escolhidos. São falsos milagres, falsos milagreiros, falsos ensinos, falsos mestres, falsas profecias e falsos profetas. As igrejas locais estão proliferadas de obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de Deus, nos dias de Jesus(Mt 24:11-24), e o crente precisa estar informado sobre este fato. Jesus adverte que nem toda pessoa que professa a Cristo é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser. Muitos desses obreiros “exteriormente pareceis justos aos homens”(Mt 23:28). Aparecem “vestidos como ovelhas”(Mt 7:15). Podem até ter uma mensagem firmemente baseada na Palavra de Deus e expor altos padrões de retidão. Podem parecer sinceramente empenhados na obra de Deus e no seu reino, demonstrar serem grandes ministros de Deus, líderes espirituais de renome, ungidos pelo Espírito Santo. Poderão realizar milagres, ter grande sucesso e multidões de seguidores(ver Mt 7:21-23); 24;11,24; 2Co 11:13-15). Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos(ver Dt 13:3; 1Rs 18:40; Ne 6:12; Jr 14:14; Os 4:15), e aos fariseus do Novo Testamento, cujas vidas eram “cheias de iniquidade e de hipocrisia”(Mt 23:28).

Alguns falsos mestres e pregadores iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pureza e genuína fé em Cristo. Mas tarde, por causa do seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal e amor a Cristo desaparecem lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do reino de Deus(1 Co 6:9,10; Gl 5:19-21; Ef 5:5,6) e se tornam instrumentos de Satanás, disfarçados em ministros da justiça(ver 2Co 11:15). Outros falsos mestres e pregadores nunca foram crentes verdadeiros. A serviço de Satanás, eles estão na igreja desde o inicio de suas atividades(Mt 13:24-28,36-43).Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influencia pra minarem a autêntica obra de Cristo. Se forem descobertos ou desmascarados, Satanás sabe que grandes danos ao evangelho advirão disso e que o nome de Cristo será menosprezado publicamente. Que o Senhor, por sua misericórdia, levante homens e mulheres aptos a defender a Igreja contra os falsos profetas desses últimos dias (Mt 24.11,24; 2 Pe 2.1).

I. CONCEITOS

1. Profeta. De acordo com Êx 4:15,16 , profeta é "aquele que fala no lugar de outrem"; "porta-voz de Deus", ou seja, aquele que traz mensagens da parte do Senhor, aquele que revelava Deus ao povo; podendo, ou não, predizer o futuro.  No Antigo Testamento, o “profeta” era alguém escolhido por Deus, um ser humano, mas que era separado pelo Senhor para trazer mensagens ao seu povo. Tanto assim é que somente era reconhecido como “homem de Deus”, como profeta, aquele que dissesse algo que se cumprisse, visto que esta era a prova indelével de que tinha sido ele porta-voz de Deus, que é a verdade (Jr.10:10). Eram estas, aliás, as instruções dadas pelo próprio Moisés ao povo – “E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás”(Dt.18:21,22). Este conceito israelita era conhecido até mesmo pelos povos vizinhos, como se verifica no caso da viúva de Zarefate – “ E Elias tomou o menino, trouxe-o do quarto à casa, e o entregou a sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive. Então a mulher disse a Elias: Agora sei que tu és profeta de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade (I Rs.17:23,24).

Os profetas se tornaram tão importantes entre os judeus que eram consultados pelo povo e pela classe dominante. Deus os considerava tanto que disse que não faria coisa alguma sem antes revelar aos seus servos, os profetas – Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas(Am 3:7).

Os Profetas revelavam a vontade de Deus e exortavam o povo ao arrependimento e ao retorno ao Senhor. Pregavam também a justiça e anunciavam as coisas futuras. Isso demonstra que eles não apenas prediziam o futuro, mas que eram usados por Deus para falar acerca das questões do presente.

Profetizar era algo tão sério que a pena para o profeta que se usava em nome de Deus era clara: a morte-“ Mas o profeta que tiver a presunção de falar em meu nome alguma palavra que eu não tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá”(Dt 18:20). Infelizmente, mesmo com a possibilidade de uma pena tão dura, falsos profetas se levantavam entre o povo de Deus e o conduziam à idolatria. E outros profetizavam coisas que não vinham de Deus, como é o caso dos profetas que enganavam o rei Acabe(2 Cr 18), e o falso profeta Hananias, que enganava o rei Zedequias(Jr 28).

2.Profecia. Conforme profere o pr. Eliezer de Lira e Silva, a profecia, tanto no Antigo como no Novo Testamento, é primeiramente declarativa e, depois, preditiva. A profecia preditiva revela-nos o plano divino em relação a Israel, a Igreja, aos gentios e a plena chegada do Reino de Deus. A maior parte das profecias, porém, é declarativa, pois é constituída de exortação, admoestação, encorajamento, promessa, advertência, julgamento, consolo. Em o Novo Testamento, a profecia é um meio divino de orientar, exortar e edificar a igreja (1 Co 14.3,4).

Quando se fala em profecia, é preciso distinguir, em primeiro lugar, o sentido que assume esta palavra nas Escrituras, porquanto temos, ao longo da história da salvação, três manifestações distintas sob este nome, a saber, o ofício profético, o ministério profético e o dom espiritual de profecia.

a) O ofício profético. O ofício profético teve como característica principal o da revelação progressiva do plano de Deus para com o homem. O profeta era o porta-voz de Deus, aquele que revelava o desconhecido à humanidade, o propósito divino para a restauração do homem. Neste sentido, o ofício profético durou até João (Mt.11:13), pois, com a vinda de Cristo, o próprio Deus se revelou ao homem, de forma plena e integral (Hb.1:1). São, pois, totalmente espúrias e sem qualquer respaldo bíblico a aparição de novos “profetas”, que nada mais são que falsos profetas, como é o caso de Maomé, Joseph Smith, Reverendo Moon, Benny Hinn e tantos quantos se disserem complementadores da revelação de Cristo ao mundo.

b) O ministério profético. Foi instituído por Cristo (Ef.4:7,11), para a Igreja, com o propósito de ser o porta-voz de Deus, não mais para a revelação do plano de Deus ao homem, mas para trazer mensagens divinas ao seu povo no sentido de encorajar o povo a se manter fiel à Palavra e para nos fazer lembrar as promessas contidas nas Escrituras.

No Novo Testamento, o profeta não irá acrescer nada do que foi revelado e se completou no ministério de Cristo, mas trará informações e palavras que confirmam o que já foi revelado. Ao vermos os profetas do Novo Testamento, sempre verificamos o propósito divino de manter os crentes firmes e certos de que o Senhor está no controle de todas as coisas, para o fim de velar sobre a sua Palavra para a cumprir. É o que se vê em At 11:28 e 21:11.

c) O dom espiritual de profecia. A finalidade do dom espiritual de profecia é a de edificar, consolar e exortar o povo, de forma episódica e pontual – “Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação”(1Co 14:3); “Porque todos podereis profetizar, cada um por sua vez; para que todos aprendam e todos sejam consolados...”(1 Co 14:31).

A manifestação do dom espiritual de profecia se dá de acordo com a vontade do Espírito Santo(1Co 12:11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons(1 Co 12:31; 14:1).

Portanto, o ofício profético foi exercido parcialmente até João Batista, e em sua plenitude por Jesus Cristo. Depois de Jesus Cristo, foi substituído pelo ministério profético instituído por Cristo na Igreja e pelo dom espiritual de profecia.

Devemos discernir a "profecia da Escritura", a qual é inerrante (2 Pe 1:20), da profecia da Igreja, que deve ser julgada e só então acatada (1Co 14:29). A manifestação do dom de profecia durante o culto deve ter limite. "Falem dois ou três profetas" (1Co 14.29). Isto é, a maior parte do tempo do culto tem de ser destinada à exposição da Palavra de Deus, porque sendo esta soberana jamais poderá ser substituída pelo dom de profecia.

II. A FALSA PROFECIA

Atualmente, observamos diversas pessoas correndo de igreja em igreja em busca de "profecias" e de "revelações". Tais "crentes", na verdade, querem respostas para seus problemas pessoais (2Tm 4:3). O apóstolo Paulo nos ensina em 1 Coríntios 14:3, que o propósito divino da profecia é consolar, exortar e edificar. Qualquer profecia que fuja a este propósito não procede de Deus e jamais se cumprirá (Dt 18:22).

1. Julgando as profecias pela Palavra. Toda profecia deve ser avaliada quanto ao seu conteúdo. Às vezes, a profecia e o falar em línguas não procedem de Deus(1João 4:1). Até mesmo os espíritos malignos conseguem agir na congregação através de falsos mestres ou falsos profetas aí presentes. O profetizar, o falar em línguas estranhas ou a possessão de algum dom sobrenatural não é garantia de que alguém é um genuíno profeta ou crente, pois os dons espirituais podem ser falsificados por Satanás(Mt 24:24; 2Ts 2:9-12; Ap 13:13,14). Por isso, a profecia na igreja necessita ser julgada (1Co 14:29), mas quais os parâmetros para o seu julgamento? Todas as profecias devem ser testadas segundo o padrão da doutrina bíblica(cf Dt 13:1-3). Isso significa que os crentes devem ficar atentos ao seu cumprimento(cf Dt 18:22), e atentos também no caso dela não se cumprir. Qualquer profecia na igreja que entre em conflito com os ensinamentos e doutrinas bíblicas não pode vir de Deus.

O crente fiel, que sempre ora e lê a Palavra de Deus, compara aquilo que ouve com o que está escrito na Escritura, a fim de comprovar a veracidade das profecias enunciadas na igreja.

2. Julgando o falso profeta pelos frutos. Jesus Cristo nos adverte a respeito de falsos profetas que se infiltram no meio do povo de Deus. Apesar da aparência de piedade, não passam de agentes de Satanás; sua missão: corromper a fé dos salvos e destruir a unidade da Igreja (Mt 7:15-23). Muitos deles operam sinais e prodígios (Mt 24:24), mas tudo isto fazem sob a eficácia de Satanás (2Ts 2:9,10). Como identificá- los? Como saber se estão em nosso meio?

a) Discernindo o caráter da pessoa. Ela tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma devoção sincera e pura a Deus? Manifesta o fruto do Espírito(Gl5:22), ama os pecadores(João 3:16), detesta o mal e ama a justiça(Hb1:9) e fala contra o pecado(Lc 3:18-20)?

b) Observando os frutos da vida e da mensagem da pessoa. Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem em seguidores que não obedecem a toda a Palavra de Deus(ver Mt 7:16). A árvore má não pode dar frutos bons (Mt 7:16-20).

c) Discernindo até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. Este é um ponto fundamental. Essa pessoa crê e ensina que os escritos originais do Antigo Testamento e do Novo Testamento são plenamente inspirados por Deus e que devemos observar todos os seus ensinos(ver 2João 9-11)?.

d) Em fim, observando a integridade da pessoa quanto à administração do dinheiro arrecadado dos fiéis da igreja. Ela recusa grandes somas para si mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade, e procura realizar a obra de Deus conforme os padrões do Novo Testamento para obreiros cristãos?(1 Tm 3:3; 6:9,10).

Portanto, sejamos cuidadosos porque mesmo sendo acurados nos critérios de avaliação de um pregador, mesmo assim, muitas vezes, eles aparecem vestidos de cordeiros, mas são terríveis lobos devoradores.

III. ENSINOS FALSOS

Uma característica dos falsos mestres é ensinar o que as pessoas querem ouvir independentemente se estão erradas ou não (Jr 5:31; 1 Rs 22:12-14). Deus age de forma diferente para conosco. Ele fala, não o que gostamos de ouvir, mas o que precisamos ouvir, e corrige-nos sempre quando estamos errados porque nos ama (Hb 12:4-13).

1. A busca do ser humano pela prosperidade. Desde o princípio, o ser humano luta para adquirir e acumular riquezas, geralmente, de modo ilícito. Atualmente, esta busca tornou-se uma alucinação. O povo não se satisfaz com o que o Senhor garante aos seus filhos (Mt 6.25-33; Pv 30.8,9), mas deseja riquezas que, muitas vezes, são vistas como bênçãos divinas. A Bíblia adverte-nos contra essa busca insensata pelos bens e contra os que a encorajam mediante os seus ensinos (1 Tm 6:6-11, 17-19; Sl 62:10). Veja o caso de Asafe, no salmo 73. Quase que ele se desvia do caminho do Senhor, quando deu atenção somente a prosperidade dos ímpios(Sl 73:2,3). Tenhamos cuidado com a síndrome de Asafe.

Alguns falsos profetas e mestres dos nossos dias andam propalando a idéia de que o evangelho traz, necessariamente, uma vida de prosperidade, uma vida isenta de sofrimentos, de problemas e de dificuldades. Não é isto, porém, que ensina a Bíblia Sagrada. Se Paulo fosse um crente nos nossos dias, certamente seria visto pelos "pregadores da prosperidade", pelos arautos dos "movimentos da fé", como um ímpio, um crente fraco, alguém que ainda não havia se convertido, pois seria inadmissível, para estes falsos profetas e mestres, que alguém esteja em comunhão com Deus e padeça, sofra, pois, para estes falsificadores da Palavra de Deus, sofrer é algo inconcebível para um servo de Deus. Todavia, não é este o ensino que as Escrituras nos trazem. A Bíblia diz que, enquanto não atingirmos a glorificação, que se dará quando formos arrebatados pelo Senhor no dia da Sua vinda, a única coisa que nos está garantida pela Palavra de Deus é que, neste mundo, teremos aflições(João 16:33), mas se tivermos bom ânimo, venceremos o mundo assim como Jesus venceu.

2. O menosprezo da glória de Cristo. O diabo sempre quer menosprezar a glória de Cristo. João presenciou isso nos ensinos espúrios dos falsos mestres que nuveavam as igrejas nos primórdios do cristianismo. Os textos de 1João 4:1-3  denotam a existência de falsos mestres(os gnósticos) que negavam a divindade de Cristo e que Ele veio em carne, ou seja, esses falsos profetas alegavam que Jesus não havia encarnado, mas que um espírito se apossara do corpo do Senhor por ocasião do seu nascimento ou batismo, retirando-se por ocasião da crucificação.  João cuidou bem de refutar esse ensino falso, que pertinaz procurava destruir a fé dos primeiros irmãos. João chamou esses falsos mestres de “anticristos” - “… muitos se têm feito anticristos…”(1João 2:18). E o pior de tudo é que eles saíram do seio da igreja –“ Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestassem que não são todos de nós”(1João 2:19). Estes falsos mestres se haviam infiltrado na comunidade cristã com o fim de mesclar-se entre os irmãos para perverter a doutrina dos apóstolos. Pareciam cristãos, mas não o eram de fato.

“Jesus Cristo veio em carne”(4:2). Esta declaração é de suma importância, pois um profeta que negasse a encarnação deveria ser reconhecido como falso, pois Jesus era um homem real. Essa batalha intelectual travada dentro da igreja mostra que o inimigo tem interesse em diluir o Evangelho com sutilezas, retirando verdades ou acrescentando erros à mensagem. Jesus, para os gnósticos, existiu, mas não manifesto em carne. Essa pequena distorção era o sinal que mostrava a doutrina de demônios que estava entrando na igreja. Não havia aqui a negação de sua obra, mas de sua personalidade. Ora, se Jesus não se manifestou em carne, não poderia ter morrido por nossos pecados nem sofrido por nossas transgressões. Essa pequena sutileza fazia uma grande diferença em toda a mensagem.

Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus”(1 João 4:2). O mais importante não é o fato histórico, a saber, de que Jesus nasceu no mundo em um corpo humano, mas, sim, a confissão de uma Pessoa Viva, de que Jesus Cristo veio em carne, a confissão que reconhece Jesus com o Cristo encarnado. Quem o confessa também se prostra diante dele como Senhor de sua vida. Quando ouvimos alguém apresentar o Senhor como verdadeiro Cristo de Deus, sabemos que essa pessoa está falando pelo Espírito de Deus. O Espírito de Deus leva as pessoas a reconhecer Jesus Cristo como Senhor e sujeitar a vida a ele. O Espírito Santo sempre glorifica Jesus.

Hoje, encontramos muitas pessoas dispostas a dizer coisas aceitáveis acerca de Jesus, mas não a confessá-lo como Deus encarnado. Dizem que Cristo é “divino”, mas não que é Deus. Menosprezam a glória de Cristo. São, portanto, falsos profetas, falsos mestres. Só existe uma maneira de se combater esses falsos profetas: confrontá-los com a Palavra de Deus.

CONCLUSÃO

É muito triste vermos, atualmente, pregadores buscando se formar e se aprimorar no conhecimento de técnicas que levem o povo à emoção, ao frenesi(delírio), em especial a chamada “neurolingüística”, gastando horas e horas no aperfeiçoamento destas habilidades ao invés de buscarem a face do Senhor na oração, no jejum e na meditação da Palavra do Senhor. O resultado tem sido desastroso, porquanto há já centenas de pregadores que em nada se distinguem dos “gurus” e “mestres” de movimentos ligados direta ou indiretamente ao movimento Nova Era e, naturalmente, o povo não sente a presença do Senhor e é enganado por emoções e sentimentos que são causados por técnicas persuasivas, que nada têm a ver com a verdadeira manifestação da glória do Senhor. Para que não nos deixemos levar por palavras persuasivas, Paulo afirma que devemos estar firmes em nossa fé em Cristo. Se não estivermos firmados na fé em Cristo poderemos, facilmente, ser alvo e presa fácil dos falsos mestres e dos falsos profetas, que não se apresentam de modo grotesco nem com ensinamentos que sejam identificados, de pronto, como falsos, mas com toda a astúcia e ardil (2Pedro 2:1) que, aliás, são peculiares aos agentes do adversário, que é, ele próprio,ardiloso e astucioso(Gn 3;1; 2Co 2:11 e 11:3).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1 João. Comentário Bíblico Popular – William Macdonaldo. Dicionário VINE. Jesus, o profeta das nações – Aula 06(segundo trimestre/2008).