Aula 11

O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO

Leitura Bíblica: 1 João 4.7-16.

13 de Setembro de 2009

"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros"(Jo 13.35).

 

INTRODUÇÃO

O amor a Deus e ao próximo é a essência do cristianismo, por isso é uma exigência bíblica. No evangelho de Lucas 10:27 o amor a Deus e ao próximo é um mandamento divino: “­Amarás ao Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo”. Aquele ou aquela que conhece a Deus, ama de forma verdadeira e perfeita. Quem não conhece a Deus, não pode amar, e sem amor, é impossível viver uma vida plena - “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor”(1João 4:8).

Se somos participantes da Igreja de Cristo, se somos servos de Jesus neste mundo, devemos acima de tudo, sermos instrumentos desse amor, pois se somos alvos do amor de Deus, devemos refletir esse mesmo amor através do nosso viver. Sabemos que todos nós temos muitas lutas, muitas barreiras a serem vencidas a cada dia do nosso viver. Mas é importante saber que o amor representa o poder para vencermos essas barreiras. Jesus ao morrer venceu a morte através da sua ressurreição, revelando assim que o amor de Deus é também poder.

Se amarmos a Deus de todo o nosso coração, de toda nossa alma, de toda nossa mente, acima de qualquer coisa ou pessoa, seremos então revestidos por Deus desse amor e poder que só Jesus pode dar. Se formos revestidos por Deus desse amor, então poderemos superar todos os obstáculos do viver diário, seja ele na área pessoal, seja na área familiar, seja no contexto do relacionamento humanitário. Pois o amor de Deus nos reveste de poder e das condições necessárias para sobreviver neste mundo.

I. O AMOR DIVINO

O amor mencionado nas Escrituras como sendo a essência divina é o chamado amor "agapê", assim denominado pela palavra grega utilizada no Novo Testamento para esta espécie de amor. Usado cerca de 250 vezes no Novo Testamento, “agapê” é a palavra utilizada todas as vezes em que se menciona o amor que tem como origem o próprio Deus, a começar do chamado " texto áureo da Bíblia". É um amor que não leva em consideração o valor do ente amado, que não se importa em satisfação própria, mas que tem prazer tão somente no benefício do ente amado. Todo o plano da salvação do homem é decorrência deste amor sem igual, sem qualquer comparação (João 3:16). O amor divino não é apenas um sentimento, mas um sentimento acompanhado de ações concretas e atitudes reais. Por isso, ao amar o mundo, enviou o Filho para que pudéssemos ter a vida eterna. Por isso, o Filho Se humanizou e morreu em nosso lugar. Por isso, Deus Se fez carne e preço para o pagamento dos nossos pecados e a nossa redenção. Isto é o verdadeiro amor, um amor de gestos, de atitudes, não de palavras ou sentimentos que não ultrapassam o campo das emoções (1João 3:18,19).

1. Deus é amor. Numa das mais sucintas, mas muito profundas, definições de Deus na Bíblia, o apóstolo João, que é chamado de "apóstolo do amor", disse que Deus é amor (1João 4:8b). Isso quer dizer que o amor não é apenas um atributo de Deus, mas o próprio Deus. O ser divino é essencialmente amor: “Deus é amor”. Este amor é diferente do amor que tem nascimento no homem. O amor que nasce do homem é egocêntrico, ou seja, busca os seus próprios interesses. Amamos porque o ente amado nos faz bem, nos traz algum benefício. Amamos aquelas pessoas cuja companhia nos é agradável; amamos as coisas que nos trazem satisfação. Por isso, por exemplo, muitos amam o dinheiro, porque ele traz aos que o possuem coisas agradáveis, permitem a satisfação de suas necessidades. Mas, o amor proveniente de Deus, o amor peculiar à natureza divina é o amor que leva em consideração o outro, não a si próprio. Deus não ama o homem porque tenha o homem algum valor diante de Deus. O homem e toda a sua justiça, como bem descreveu o profeta, não passa de trapo de imundícia (Is 64:6). Diante do Senhor, o homem é como um vapor, é como a erva do campo (Tg 5:14; I Pe 1:24). Apesar disto tudo, Deus nos ama e nos quer bem a todo instante e, neste amor, humanizou-se e se fez maldito para nos proporcionar o restabelecimento da comunhão perdida por causa do pecado e, assim, tornar possível que voltemos a viver eternamente na Sua companhia.

2. A manifestação do amor de Deus. A mais contundente manifestação do amor de Deus foi descrita pelo apóstolo João no texto áureo da Bíblia, a saber, João 3:16. Nele, o apóstolo mostra qual é a essência de Deus, ao nos dizer que "Deus AMOU o mundo de tal maneira" e, assim, nos enviou seu Filho Jesus Cristo. Então uma forma que Deus define amor é com o ato de dádiva. No entanto, o que Deus deu (quer dizer, "quem" Ele deu) não foi um simples presente embrulhado; Deus sacrificou Seu único Filho para que nós, os que colocamos nossa fé nEle, não passássemos a eternidade separados de Deus. Esse é um amor incrível, porque somos nós que escolhemos permanecer separados de Deus através de nossos próprios pecados, mas é Deus quem conserta essa separação através de Seu grande sacrifício pessoal, e tudo que precisamos fazer é aceitar esse presente.

Um outro verso excelente que mostra a manifestação do amor de Deus é encontrado em Romanos 5:8: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Assim como em João 3:16, não é mencionado nesse versículo nenhuma condição imposta por Deus para o Seu amor. Deus não diz: "assim que você colocar sua vida em ordem, eu vou amar você". Ele também não diz: "Sacrificarei meu Filho se você prometer me amar". Na verdade, encontramos justamente o contrário em Romanos 5:8. Deus quer que saibamos que Seu amor é totalmente diferente do humano, uma vez que é incondicional, imutável e perfeito, por isso Ele mandou Seu Filho, Jesus Cristo, para morrer por nós quando ainda éramos pecadores que não mereciam ser amados. Não tínhamos que arrumar nossas vidas, nem tínhamos que fazer promessas a Deus para que pudéssemos experimentar do Seu amor. Seu amor por nós sempre existiu(Sl 136:1), e, por causa disso, Ele já deu e sacrificou tudo que era necessário muito tempo antes de percebermos que precisávamos de Seu amor.

O amor de Deus reprime a Sua Justiça. Por causa disso, não somos destruídos, conforme declarou o Profeta Jeremias: As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim”(Lm 3:22). Misericórdias” são uma manifestação do amor de Deus. Se assim é, então, se não fora o amor de Deus nenhum pecador sobreviveria, pois, conforme afirmou o apóstolo João: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”(1João 1:8). Todavia, é bom ressaltar que todo aquele que partir para a eternidade em débito com a Justiça de Deus, por ter atentado contra Sua santidade terá sua dívida executada no Juízo Final, diante do Trono Branco.

O Amor ao reprimir a Justiça atende ao desejo de Deus “que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”(1Tm 2:4). Todavia, para que isto possa acontecer é preciso que a vontade de Deus, em perdoar, se encontre com a vontade do homem em ser perdoado – “ Quem crer e for batizado será salvo, mas que não crer será condenado”(Mc 16:16).

Quando o amor divino passa a existir no ser humano, o que somente é possível mediante a salvação, gera uma fonte de água que jorra para a vida eterna (Jo.4:14). Se é fonte de água que jorra, é água em movimento; se é água em movimento, é água que atinge outros lugares; se é água que atinge outros lugares, é água que leva a vida eterna até estes outros lugares. O homem salvo possui amor que se manifesta: Em direção a Deus – Dimensão Vertical; Em direção aos outros homens – Direção Horizontal; Em direção a si mesmo – Direção Interior(Mt 22:37).

II. O AMOR COMO IDENTIDADE DO CRISTÃO

Vimos no tópico anterior que Deus é amor. Ora, se Deus é amor, como pode gerar filhos que não tenham o mesmo amor? Como um filho possui características de seu pai, nós, como filhos de um Deus que ama, naturalmente devemos amar como Ele amou (2 Pe 1:4; João 15:12). Do contrário, não seremos considerados seus filhos. Jamais alguém que seja feito filho de Deus (João 1:12), que tenha sido gerado da água e do Espírito (João 3:5), que seja participante da natureza divina (2Pe 2:4), não tenha, pois, o amor divino.

A prova de que alguém é, realmente, um filho de Deus está, precisamente, em ter este amor (vide 1Jo 4:7). Jesus deixou-nos isto muito claro ao dizer que Seus discípulos seriam reconhecidos pelo amor(João 15:12; 1João 2:10,11; 3:10,11). Ele é o pressuposto, é o elemento primeiro e indispensável para que alguém seja um cristão e possa ser um vaso de bênçãos nas mãos do Senhor.

1. O dever de amar a todos. "Amados, se Deus assim nos amou, também devemos amar uns aos outros" (1 João 4:11a). O amor é um dever  e é coerente com o caráter de Deus. O cristão que passou pelo novo nascimento, que foi regenerado, justificado e santificado deve amar sem preconceito e incondicionalmente a todas as pessoas. É o que João está exortando aos seus leitores. Ele nos encoraja a amarmos à maneira de Deus, que entregou seu Filho à morte por amor. Aquele que não ama como Deus amor não pode ser considerado conhecedor de Deus – “...e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus; Aquele que não ama não conhece a Deus”(1 João 4:7,8). Portanto, não há alternativa para nós, pois está escrito que, como filhos de Deus, temos de agir como Ele. A Bíblia diz que se nós amamos uns aos outros Deus está em nós(4:11). Quando amamos as pessoas, o Deus invisível se revela através de nós àqueles que não o conhecem e seu amor se torna completo.

Jesus é o nosso exemplo do que significa amar; todas as coisas que Ele fez em sua vida e morte devem ser consideradas supremas demonstrações de amor. O Espírito Santo nos dá o poder de amar(Rm 5:5); Ele vive em nosso coração e nos torna cada vez mais parecidos com Cristo. O amor de Deus sempre envolve uma escolha e uma ação, e o nosso amor deve ser como o dEle. Aliás, não é apenas a forma de amar que João ensina, mas também a quem devemos amar. Se o Pai, o Deus Todo-Poderoso, o Criador, nos amou antes de ser amado por nós, muito mais nós, seres humanos, que já experimentamos tão maravilhoso amor, devemos amar ao nosso próximo, conforme nos ensina a Parábola do Bom Samaritano (Mc 10:29-37).

2. A identidade cristã. O amor é a identidade do verdadeiro cristão. Isso porque o próprio Deus é amor. Ele nos amou, e nos deu, juntamente com a salvação, o dom de amar. Muito além do amor romântico, de um sentimento, o verdadeiro amor ultrapassa essas barreiras e é parte da personalidade do cristão. Como está escrito no Manual Bíblico de Halley, "o amor é a arma mais eficaz da igreja. O amor é a essência da natureza de Deus. O amor é a perfeição do caráter humano. O amor é a força mais poderosa e determinante do universo inteiro. Sem o amor, nenhum dos vários dons do Espírito teria proveito".

Foi Jesus quem definiu o amor como a verdadeira identidade do Cristão: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13.34,35). Portanto, “o amor é o cartão de identidade do cristão”(Ler 1 João 2:7-11); é o sobretudo do cristão. No rol das virtudes do fruto do Espírito, descrito em Gl 5:22, que representa o caráter de Cristo e do cristão, o amor é o primeiro a se apresentar.

Ser “evangélico” pode ser fácil, mas, ser um crente salvo é difícil, é impossível para o homem natural. Talvez seja esta uma das causas que muitas denominações, ditas como evangélicas, preferem não ensinar, no seu todo, a Palavra de Deus. Preferem esconder a Cruz e manter o povo em “ritmo de festa”, envolvendo-o mais e mais com a busca das coisas da terra.

Ensinar sobre o negar-se a si mesmo, amar os inimigos, fazer bem aos que nos aborrecem, bendizer os que nos maldizem, orar pelos que nos caluniam, oferecer a outra face, entregar a capa e também a túnica, caminhar a segunda milha – este ensino somente os que nasceram de novo, somente os verdadeiros cristãos, somente os cidadãos do Céu, somente os discípulos de Jesus, somente os filhos de Deus, somente os detentores do amor agapê podem aceitar. E, só podem aceitar, porque, conforme afirmou Paulo, “porque o amor de Cristo nos constrange...” (2Co 5:14).

Portanto, o amor é o que nos distingue como filhos de Deus. Não é o dom de profecia, o poder de falar em nome de Deus ou de realizar curas. Jesus deu poder aos seus discípulos, enviou o Consolador, mas deixou claro que seríamos conhecidos como seus discípulos se amássemos uns aos outros(João 13:35). Deus sabe que somos todos diferentes, física e psicologicamente falando. Havia diferença também entre os discípulos, mas o Senhor ordenou que amassem uns aos outros. O novo mandamento – de demonstrar o amor -  é a diferença cristã em um mundo egoísta e vingativo.

3. Deus nos capacita a amar. "[...] Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor" (4:12). Só há uma forma de retribuirmos tudo quanto Deus tem feito por nós, aliás, só há uma coisa que Ele espera de nós: amor. Pois do amor derivam todas as outras qualidades que um cristão precisa ter. O amor une perfeitamente todas as coisas. É claro que não é uma tarefa fácil praticar esse amor. Se fosse fácil boa parte dos problemas do povo de Deus estariam resolvidos. Realmente amar a quem nos ama é fácil, difícil é amar a quem nos persegue, a quem nos oprime, a quem nos tem por inimigos, a quem pensa e age de forma diferente de nós. Porém, é possível sim amar essas pessoas, Deus nos capacita para isso através da pessoa do Espírito Santo(Rm 5.5; 8.9; 2 Co 1.22), pois o amor é um das virtudes do Fruto do Espírito(Gl 5:22). Devemos então nos avaliar, ver o que há de errado em nós, pedir perdão e perdoar quando necessário e, principalmente, recorrer com humildade ao Espírito Santo para que Ele produza em nós esse fruto tão precioso.

III. O AMOR E A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO

O capítulo 4 da 1 Epístola de João encerra-se ao apresentar algumas evidências daqueles que são filhos de Deus e, portanto, são salvos.

1. O amor ao próximo (vv.12,13). Quando somos salvos, transformados por Deus e feitos seus filhos, passamos a ter uma nova maneira de viver(2 Co 5:17), um novo padrão de vida, que é o reflexo do caráter de Deus(Gl 5:22); dentro de nós ferve o amor divino. E se temos o amor de Deus dentro de nós, consequentemente, amamos o nosso próximo, que é uma prova inequívoca da nossa nova natureza e filiação. Se assim não procedemos, diz o apóstolo Paulo, não conhecemos a Deus.

Amar o próximo é assumir o lugar do outro. É sentir as necessidades alheias, tomar para si o sofrimento de alguém. É ver o próximo como gostamos que este nos veja. Mas como amar assim, se a natureza humana é, em si mesma, egoísta e interesseira? O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, no capítulo 5, versículo 5 diz que o amor de Deus é derramado em nosso coração. É esse amor de Deus a fonte do amor que nos habilita a amar uns aos outros.

Amar o próximo não é somente dizer que o ama, mas demonstrar isso na prática – os atos falam mais alto do que as palavras. Por isso é que dizem que a pregação com a nossa vida, com os nossos atos são mãos penetrantes do que as palavras. A Bíblia diz que devemos suportar uns aos outros - isso é o amor em prática, no sentido pleno. Suportar não significa concordar com os erros do outro, por exemplo, mas não excluir alguém de nosso convívio, de imediato e definitivamente, por ter praticado algo contra nós. Devemos suportar nosso próximo, mesmo sem gostar de sua atitude, sabendo que um dia iremos fazer alguma coisa contra aquela mesma pessoa e vamos querer que ela nos suporte.

Amar o próximo é sentir compaixão por ele, ou seja, sentir a sua dor, como se fosse nossa e, assim, suprir as necessidades imediatas do nosso semelhante, lembrando que ele é tão imagem e semelhança de Deus quanto nós. O individualismo e o egoísmo têm dificultado, e até impedido, gestos de amor ao próximo, até mesmo entre cristãos. Quem é o nosso próximo? É qualquer ser humano, como bem nos explicitou Jesus na parábola do bom samaritano(Lc 10:30-37), e este amor supera todo e qualquer preconceito, toda e qualquer barreira, toda e qualquer tradição.

Em fim, amar o próximo não é apenas ajudar alguém do ponto-de-vista material, mas, sobretudo, levar este alguém a uma vida de comunhão com Deus, a um equilíbrio em todos os aspectos da sua vida.

2. A confissão de Jesus como Filho de Deus (4:.15). A bênção da habitação interior de Deus é privilégio de todos os que confessam que Jesus é o Filho de Deus. Tais pessoas só podem realizar essa confissão a partir do momento em que experimentaram o amor divino. Não se trata apenas de uma confissão resultante de aquiescência intelectual, mas de uma confissão que envolve o compromisso do indivíduo com o Senhor Jesus Cristo. Não existe relacionamento mais próximo do que Deus permanecer num indivíduo, e ele, em Deus. Temos dificuldade em visualizar esse relacionamento, mas podemos compará-lo, no âmbito físico, a uma esponja na água ou um balão no ar. Nesses exemplos, o objeto se encontra inserido em um elemento e o elemento no objeto.

3. A confiança no amor de Deus (vv.16-18). Quando experimentamos o amor de Deus por nós toda nossa atitude em relação a Ele é transformada. Por causa do amor não temos mais medo de punição. Quanto mais vivermos em amor – e viver em amor significa expressar e receber amor – mais confiantes estaremos em nosso relacionamento com o Senhor. O perfeito amor de Deus lança fora o nosso medo. Posso ter certeza do amor de Deus porque, em primeiro lugar, Ele enviou o seu Filho para morrer por mim. Em segundo lugar, porque Ele habita em mim no presente. E, em terceiro lugar, posso olhar para o futuro com confiança e sem medo. Estou seguro em relação à vida eterna.

CONCLUSÃO

O segredo para uma vida vitoriosa é reconhecer que Jesus é fonte do amor divino, que somente ele poderá nos revestir do amor de Deus, e que se amarmos a Deus de forma completa e exclusiva, desejando ser um servo desse amor divino, então seremos revestidos do poder de Jesus em nossa vida, podendo assim amarmos ao próximo como a nós mesmos e viver uma vida de paz e harmonia. “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros”(1João 4:11). Portanto, para amar, o que o homem precisa é ter Deus na sua própria vida. Sabemos que Deus está na vida do homem crente e salvo, através do Espírito Santo. Sendo assim, torna-se realmente possível amar até os próprios inimigos, pois, a Palavra de Deus diz que “...o fruto do Espírito é: amor...”. Mas, "Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?"(1João 4:20). Logo, se você ama a Deus, ame ao próximo (4:21).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1 João. Comentário Bíblico Popular – William Macdonaldo. Aula 12 – A falta de amor – 2Trim/2007 –Luciano Lourenço.