Aula 12
O TESTEMUNHO INTERIOR DO CRENTE
Leitura Bíblica: 1 João 5. 1-10.
20 de Setembro de 2009
“Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”(Mt 5:13,14);
O testemunho interior do crente perpassa pela fé em Cristo Jesus. Ele tem a ver com as virtudes do fruto do Espírito, que é o reflexo do caráter de Cristo em sua vida. O testemunho interior do crente é sustentado por três pilares fundamentais: fé, amor e obediência. Esses pilares são demonstrações que só existirão na vida de um crente que é nascido de novo, que tem uma vida íntegra. É dever de todo cristão, ter uma vida íntegra, independente do modelo e dos padrões da sociedade moderna. Como disse o Senhor, por intermédio do profeta Malaquias: "Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve" (Ml 3:18); demonstrando, assim, que o mundo deve ver esta diferença em nós (2Rs 4:9; 1Tm 4:12). Para ilustrar a importância do testemunho cristão, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos comuns aos ouvintes: o sal e a luz(Mt 5:13,14). A ilustração do sal fala do nosso caráter; a luz fala do nosso testemunho. Observe que Cristo falou primeiro do sal da terra e depois da luz do mundo. Assim o caráter precede o testemunho.
Como SAL, o crente, é preservador, ou seja, evita a deterioração; cria sede espiritual nos outros; sua ação é invisível, mas claramente sentida.
Como LUZ, o crente, conduz as pessoas àquele que é a fonte da salvação; diferente do sal, que não é visto em ação, a luz só tem valor quando é percebida; a ausência da luz permite que a escuridão prevaleça, mas, quando a luz chega, as trevas desaparecem; não se contamina, mesmo que ela ilumine lixo, sujeira, lamaçal, etc. Assim deve ser o crente: viver neste mundo tenebroso a difundir a luz de Cristo, sem se contaminar com o pecado e as obras infrutuosas das trevas.
A importância vital desses dois símbolos pode ser observada pelos efeitos que exercem. Se o sal for insípido, perderá totalmente o seu valor (Mt 5:13). Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente (Mt 5:14).
“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus”(1 João 5:1); “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus”(1João 3:9).
A expressão joanina, “nascidos de Deus” é repetida seis vezes em cinco versículos na primeira epístola: 3:9(duas vezes); 4:7; 5:1; 5:4; 5:18. Nas primeira ocorrência(1João 3:9) o nascido de Deus “não comete pecado”. Nas segunda(1João 4:7), o nascido de Deus “ama o próximo”. Na terceira(1João 5:1), o nascido de Deus “crê que Jesus é o Cristo”. Na quarta e última (1João 5:18), o apóstolo repete a primeira afirmação(“não peca”), mas estende a declaração afirmando que o “maligno não lhe toca”. A santidade, o amor e a fé são partes integrantes da natureza dos remidos, isto é, dos “nascidos de Deus”. Por sua relação filial com Deus, todo remido é protegido dos ataques do maligno. Satanás nada pode fazer contra aqueles que são verdadeiramente filhos do Deus Altíssimo.
Além da relação filial com Deus e dos atributos espirituais e morais do crente, existe o testemunho do Espírito Santo. Diz o apóstolo Paulo que “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”(Rm 8:16). Este é um testemunho particular, intransferível e espiritual destinado apenas àqueles que nasceram do alto ou “de novo”.
1. Nascer de Deus. Nascer de Deus tem a ver com a nossa inclusão na família de Deus(1Pe 1:3,23; Tt3:5). Em Gênesis 1:27, temos a criação natural do homem; em Efésios 2:10, temos a sua criação espiritual. Somente o novo nascimento nos faz entrar numa nova relação com o Senhor, tornando-nos, verdadeiramente, filhos de Deus (1 Jo 3.1,2).
Veja o que diz João 3.3: “Jesus respondeu e disse-lhe: na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”. É deste “nascer de novo” que surge o homem espiritual, o crente salvo, aquele que biblicamente, pode ser chamado de “filho de Deus” e que irá para o Céu, ou para a “Casa de Meu Pai”, como afirmou Jesus - “Na Casa de meu Pai há muitas moradas...”(João 14:2).
Sem Jesus, o homem, embora fisicamente vivo, espiritualmente está morto, conforme Paulo afirmou aos Colossenses - “E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas”(Cl. 2:13). Este vivificar, através do qual o homem recebe vida espiritual, a Bíblia chama de novo nascimento, ou regeneração.
Não há uma maneira mais prática e contundente de demonstrarmos a nossa filiação com Deus do que o exercício do amor. O amor é o cartão de identidade do Filho de Deus. É o sobretudo do cristão. Aliás, Jesus afirmou que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (João 13.35).
O amor, como explica o apóstolo Paulo, é a maior de todas as virtudes, pois representa, na verdade, a própria essência de Deus em nós. Vindo Deus habitar em nós (João 14:17,23), o próprio amor vem morar em nós (1João 4:8b). Quando alguém se mostra amoroso apenas na aparência, de uma forma exterior, por força de um constrangimento social, por uma conveniência ou em virtude de outros interesses ou intenções, tem-se que esta manifestação amorosa é sem qualquer valia e um demonstrativo de falta de verdadeira salvação por parte daquele que o porta.
1. O amor cristão. O amor cristão é a imagem refletida do amor de Deus por nós. A perseverança em amar é a prova de que uma pessoa é nascida de Deus e conhece a Deus. O apóstolo João afirmou categoricamente: "Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1Jo 4.8). Caso contrário, a simples afirmativa de que se ama a Deus, acompanhada da falta de amor para com um irmão, é uma mentira (I João 2:9-11). A razão é que o amor procede de Deus.
Os crentes devem amar uns aos outros com a mesma espécie de amor com que Deus nos ama: não é atração física, nem amor sentimental ou social. É sobrenatural, tornado real apenas pelo Espírito de Deus, e só Ele nos habilita a estender esse amor aos outros irmãos. Não é a espécie de amor que temos para com amigos com quem gostamos de conviver. Existem alguns irmãos pouco amáveis do ponto de vista humano, mas apesar disso, o amor de Deus em nós nos impelirá a nos preocupar com o seu bem-estar.
Quando encontramos uma pessoa que se diz crente, e percebemos que ele nos ama e ama outros crentes, então podemos concluir que ele é um filho de Deus nascido de novo. Por outro lado, uma pessoa que não demonstra amor por nós e por outros crentes nunca veio a conhecer o amor de Deus, porque Deus é amor.
2. O amor de Deus. O amor de Deus não é apenas um sentimento, mas um sentimento acompanhado de ações concretas e atitudes reais. O amor é a essência da natureza de Deus, aliás, é a sua própria natureza. Deus é amor (1João 4:8) e, por isso, suas ações em relação ao homem sempre foram de amor. Todo o plano da salvação do homem é decorrência deste amor sem igual, sem qualquer comparação, por isso, ao amar o mundo, enviou o Filho para que pudéssemos ter a vida eterna (Jo.3:16). Isto é o verdadeiro amor, um amor de gestos, de atitudes, não de palavras ou sentimentos que não ultrapassam o campo das emoções (1João 3:18,19).
Muitos não conseguem entender como Deus pode ser amor e justiça ao mesmo tempo, porque, equivocadamente, acham que ter amor é “ser bonzinho”, é perdoar sempre e invariavelmente, sem jamais aplicar um castigo ou uma penalidade e, muito menos, lançar uma condenação eterna. Para estes, se Deus é amor, todos serão salvos ao final, todos alcançarão a bem-aventurança de viver eternamente ao lado do Senhor. Entretanto, não é isto que nos mostra a Bíblia Sagrada. Deus é amor, e isto provou ao pagar o preço dos nossos pecados, humanizando-se, morrendo por nós. No entanto, exatamente porque tomou esta atitude radical, a de se fazer homem para nos salvar, é que, por justiça, deve condenar a tantos quantos se neguem a obedecer-Lhe e a desfrutarem deste amor.
3. O amor ao próximo. O Amor é o elemento que nos torna dependentes do próximo. O amor do salvo, além de ser sincero, deve provir do coração de cada crente. O apóstolo afirma que os salvos devem “amar-se cordialmente uns aos outros com amor fraternal” (Rm 12:10). “Cordialmente” significa precisamente “de coração”. O amor cordial é bem ilustrado na passagem da parábola do bom samaritano, contada por Jesus (Lc 10:25-37). O samaritano, diz o texto sagrado, parou e foi socorrer o pobre moribundo que se encontrava à margem da estrada de Jerusalém a Jericó, porque o viu e se moveu de íntima compaixão (Lc 10:33). As circunstâncias adversas da estrada, infestada de assaltantes, a altíssima probabilidade de que o moribundo era um judeu (com quem os samaritanos nem sequer se comunicavam – cf. João 4:9) e o estado lamentável da pessoa, que também demonstrava ser difícil uma recuperação, nada disso impediu que o homem parasse e se aproximasse do moribundo e iniciasse um tratamento.
Temos apresentado amor cordial para com o próximo? Temos nos comprometido com as pessoas para o bem delas? Temos nos empenhado, nos doado, nos posto a serviço do próximo? Ou, pelo contrário, temos sido, como manda o mundo de hoje, individualistas, egoístas, que pensamos apenas em nós mesmos e, quando muito, em nossos familiares? Será que nossa dedicação se restringe a orar pelos pedidos de oração declinados em nossas reuniões e, quando muito, a intercedermos por eles algumas vezes em nossas orações durante a semana?
O verdadeiro salvo, diz-nos Paulo, é alguém que ama de coração, que se dedica, que se empenha, que se doa, que se entrega para o benefício do próximo, sem esperar qualquer recompensa. Paulo podia fazer esta recomendação, porque a vivia, como vemos na linda passagem de 2Co 12:15: “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado”. Que tal imitarmos o apóstolo daqui para a frente?
4. O amor que procede do Espírito. A principal característica do salvo é a presença do amor e, quando se fala em amor, estamos a falar do amor divino, o amor “Agapê”, que é o mencionado no texto de Rm 12:9. Paulo não discute se o salvo tem ou não amor, pois isto é algo que não comporta qualquer discussão, pois quando o crente é justificado, o Espírito Santo derrama em seu coração o amor de Deus (Rm 5:5). A Bíblia afirma que antes de conhecermos a Cristo, éramos "odiosos, odiando-nos uns aos outros" (Tt 3:3). Mas, como nova criatura (2Co 5:17), "o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5:5). O fruto do Espírito leva-nos a amar até mesmo aos que nos odeiam.
1. Os filhos de Deus são obedientes –“ Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos”(1João 5:2). A essência de ser filho de Deus é o amor, e o cerne do amor é a obediência (João 14:22). Ser filho de Deus é viver em constante obediência. A pessoa verdadeiramente salva é caracterizada pelo desejo de fazer a vontade de Deus. Nosso amor por Deus é expresso na obediência diligente aos seus mandamentos, exatamente o inverso do homem natural, adâmico, que por natureza é obstinado e rebelde (Rm 8:7). O Senhor Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”(João 14:15). Os mandamentos do Senhor são as instruções que ele nos deu nos evangelhos, como também no restante do Novo Testamento.
2. Os filhos de Deus vencem o mundo - “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”(5:4).”Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”(5:5). Nestes versículos descobrimos o segredo da vitória sobre o mundo. O sistema do mundo é uma monstruosa conspiração cujo objetivo é nos fazer cair em tentação, nos afastar de Deus e de tudo o que é eterno e nos ocupar com aquilo que é temporal e sensual. Só cai diante dos apelos mundanos aquele que perdeu a visão do Reino de Deus, e fixou seu olhar nas ilusões passageiras deste mundo. Há uma separação entre o nosso passado sem Deus e a nossa posição de filhos de Deus, santificados em Cristo. A nova vida em Cristo depende de o crente separar-se voluntariamente, passando a ser controlado pelo Espírito Santo de Deus; não mais vivendo sob o domínio do pecado, nem sob o controle da carne, mas dominado pelo Espírito do Senhor.
As pessoas do mundo se dedicam exclusivamente às coisas relacionadas ao tempo e aos sentidos. Tornaram-se vitimas de tudo o que é passageiro. Somente alguém nascido de Deus pode ter vitória sobre o mundo, pois, pela fé, é capaz de se elevar acima das coisas deste mundo e considerá-las do ponto de vista verdadeiro e eterno. Quem vence o mundo, portanto, não é o grande cientista, filósofo ou psicólogo, mas o cristão comum que reconhece que as coisas visíveis são temporais, e as invisíveis eternas. No versículo cinco João menciona que quem[...] vence o mundo é aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus.
3. Os filhos de Deus O conhecem. Quando há um perfeito relacionamento entre o Pai e o filho certamente ambos se conhecem. Nós como filhos de Deus o conhecemos pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo. É claro que ainda não chegamos a estatura de varão perfeito, que nos possibilitará a conhecermos ao nosso Pai celeste sem nenhum embaraço, pois enquanto estivermos aqui conduzindo esta natureza carnal ainda haverá empecilho para conhecermos a Deus em sua plenitude. Por isso que o pr. Eliezer de Lira e Silva diz que conhecer a Deus é algo progressivo, que continuará na eternidade. E isto tem apoio no que foi dito pelo profeta Oséias: "Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor" (Os 6:3). O profeta enfatiza que se deve conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor, ou seja, há a necessidade de que o servo de Deus desfrute de uma intimidade cada vez maior no seu contacto com Deus. Não há limite para o conhecimento de Deus(ver Rm 11:33-36; Jó38-41; Ef4:12,13). O servo de Deus deverá, sempre, esforçar-se por ter um relacionamento íntimo e contínuo com o Senhor, dia a dia, noite e dia(ver Lc 9:23; Sl 1:2;Js 1:8; Sl 119:97).
Mesmo não conhecendo a Deus em sua plenitude ousamos em clamar a Ele na condição de filhos sabendo com certeza que Ele nos ouve de verdade - "E esta é a confiança que temos nele: que se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve" (1 João 5:14).
O verdadeiro conhecimento de Deus impõe uma atitude de fé, uma atitude de crença e de confiança em Deus, um desejo profundo de aceitar o senhorio de Cristo em nossas vidas, de não mais vivermos, mas de vivermos para Cristo. É uma atitude da alma, do coração, de reciprocidade ao amor de Deus(ver 2Co 5:14; João 15:9-15;17:3,8,20-26; Os 2:16;Rm 8:35-39).
“ Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam num”.5:7,8).
João afirma que há três que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue. A Palavra de Deus deve ser suficiente para nós como base de fé; ainda assim, ele nos oferece um testemunho triplo acerca da verdade.
1. O Espírito Santo. O Espírito Santo dá testemunho porque Ele é a verdade. O Espírito Santo sempre dá testemunho da verdade acerca do Senhor Jesus(João 14:16,26). Ele dá testemunho de que Jesus Cristo é Deus e o único Salvador do mundo. O testemunho do Espírito se encontra registrado na palavra escrita de Deus. É Ele quem nos fez membros do Corpo de Cristo (1 Co 12.13). É Ele quem nos santifica e liberta do pecado (Rm 8.2-4; Gl 5.16,17). É Ele quem nos ensina a obedecer a Cristo.
2. A Água. Por ocasião do batismo do Senhor Jesus, o Deus Pai abriu os céus e proclamou publicamente: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”(Mt 3:17). Deus Pai acrescentou seu próprio testemunho àquele dado por Deus Espírito Santo acerca da Pessoa de Cristo.
A água representa a pureza e o poder purificador do Salvador. Ela é também símbolo do Espírito Santo, e por intermédio dEle fomos lavados pela Palavra de Deus - “cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa”(Hb 10:22).
3. O Sangue. Na cruz, o Senhor Jesus deu testemunho de si mesmo como Filho de Deus. Ninguém lhe tirou a vida; ele a entregou voluntariamente, algo que não poderia ter feito se fosse apenas homem. O sangue do Senhor Jesus Cristo dá testemunho de que o problema do pecado foi resolvido de uma vez por todas de forma satisfatória para Deus.
Os gnósticos acreditavam que Cristo havia descido sobre Jesus em seu batismo e o havia deixado antes de sua paixão, provavelmente no Jardim do Getsêmane. Diziam, em outras apalavras: “O Cristo não morreu na cruz, mas Jesus, o homem, morreu”, uma afirmação que anula o valor da morte de Jesus como expiação pelos pecados de outros. O apóstolo João usa água para representar o batismo de Jesus e o sangue para simbolizar sua morte expiatório e, portanto, as duas extremidades do ministério público de Jesus. João está dizendo que, quando Jesus morreu na cruz, era o Cristo da mesma forma que o era quando foi batizado no Jordão. Este é aquele que veio por meio de água e sangue, não apenas por meio de água(uma afirmação com a qual os gnósticos concordariam), mas por meio de água e sangue.
O coração humano parece estar sempre tentando livrar-se da doutrina da expiação. Há quem procure apresentar o Senhor como Homem perfeito, Exemplo ideal que nos legou um maravilhosos código de princípios morais. Na passagem de 1 João 5:7, porém, João insiste em dizer que o Senhor Jesus não é apenas Homem Perfeito, mas também Deus Perfeito; e a mesma Pessoa que foi batizado no Jordão entregou sua vida como sacrifício pelos pecadores. É impossível separar o Senhor Jesus Cristo de sua obra redentora no Calvário.
Portanto, as três testemunhas são unânimes num só propósito: concordam no testemunho acerca da perfeição da Pessoa e obra de Cristo.
Que o nosso testemunho interior, o nosso caráter, tenha o reflexo necessário e suficiente, quer fora da igreja, quer dentro da igreja, a fim de fazermos a diferença como bons e genuínos cristãos para glória do Senhor Jesus. Que tenhamos sempre a mente de Cristo - “Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”(1Co 2:16). Ter a mente de Cristo significa avaliar e considerar as coisas, da mesma maneira que Deus as vê, atribuir-lhes a importância que Deus lhes atribui, amar o que Ele ama e detestar o que Ele detesta(2:15; Hb 1:9); significa entender o que é a santidade de Deus e a malignidade do pecado.
Como cristãos, devemos nos conscientizar que somos "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5:3,14); bem como devemos nos comportar de modo íntegro, diante de Deus e dos homens, para que, através do nosso testemunho, Deus seja glorificado (Mt 5:16). Como sal, precisamos ter uma vida de tal forma que, aqueles que nos vêem e nos ouvem, sintam que nossa presença faz diferença. Como a luz, precisamos, através do nosso testemunho, contribuir para dissipar as trevas do pecado em nossa volta.
-------------
Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br
-------
Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1 João. Comentário Bíblico Popular – William Macdonaldo. Aula 12 – A falta de amor – 2Trim/2007 –Luciano Lourenço. O amor cristão - R David Jones.