Aula 13
A SEGURANÇA EM CRISTO
Leitura Bíblica: 1 João 5.13-21.
27 de Setembro de 2009
"Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus" (1 João 5:13).
Não existe nenhuma segurança verdadeira e definitiva, a não ser a segurança que temos em Cristo. A segurança de que o Espírito Santo nos tem consolado em todas as nossa angústias e tribulações(2Co 1:4). A segurança de que a nossa tristeza se converterá em alegria (João 16:20). A nossa segurança está ligada à nossa esperança, a esperança de que as nossas tribulações são leves e momentâneas em relação à glória que está no porvir(2Co 4:17). É essa a nossa esperança viva em Jesus Cristo, a esperança da ressurreição para a vida eterna - “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós que, mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo, em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo; ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso, alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma”(1Pe 1:3-9).
Talvez, a declaração de que se tem a vida eterna, seja uma das mais intrigantes de muitas pessoas. Há quem diga que é “arrogância dos crentes” afirmar que tem certeza de salvação. Todavia, a certeza de vida eterna não é presunção de alguém ou mérito de quem quer que seja. A Bíblia declara que ter a vida eterna é uma graça (favor não merecido) exclusiva de Deus. Se você crer em Jesus e o aceitar como único Senhor e suficiente Salvador e permanecer fiel até à morte(Ap 2:10) terá a vida eterna. A vida eterna é a maior promessa que o Senhor, pela sua graça nos concedeu. João afirmou isso com firmeza em 1João 2:25 – “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna”. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus (1 João 5:11-13). Portanto, como filhos e herdeiros de Deus, temos a certeza da vida eterna. Esta garantia é para todos aqueles que um dia firmaram, por meio da fé, um compromisso com Cristo, isto é, creram em Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas.
Nesta Primeira Epístola de João, que estamos acabando de estudar nesta aula, João expõe nove maneiras de sabermos que estamos salvos como crentes em Jesus Cristo e temos a vida eterna:
1. Temos a certeza da vida eterna porque somos agora filhos de Deus – “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele; Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”(1João 3:1,2). A verdade que Deus é nosso Pai celestial e que nós somos seus filhos é uma das maiores revelações do Novo Testamento. Ser filho de Deus é a base da nossa fé e confiança em Deus(Mt 6:25-34) e da nossa esperança da glória futura. Como filhos de Deus, somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo(Rm 8:16,17; Gl 4:7). O alvo final de Deus ao nos tornar seus filhos é salvar-nos para sempre (João 3:16) e nos conformar à imagem do seu Filho(Rm 8:29).
2. Temos a certeza da vida eterna quando cremos “no nome do Filho de Deus”(5:13; cf 4:15; 5:1-5). Não há salvação e, por conseguinte, certeza da vida eterna, sem uma fé inabalável em Jesus Cristo; fé esta que O confessa como o Filho de Deus, único Senhor e Salvador.
3. Temos a certeza da vida eterna quando temos Cristo como Senhor da nossa vida e procuramos sinceramente guardar os seus mandamentos - “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele”(1 João 2:3-5).
4. Temos a certeza da vida eterna quando amamos o Pai e o Filho, e não o mundo - “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1João 2:15).
5. Temos a certeza da vida eterna quando amamos os irmãos – “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; quem não ama a seu irmão permanece na morte”(1João 3:14). Ver também 1João 4:7,12,20;5:1.
6. Temos a certeza da vida eterna quando temos consciência da habitação do Espírito Santo em nós – “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado”(3:24). “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito”(4:13)
7. Temos a certeza da vida eterna quando nos esforçamos para seguir o exemplo de Jesus e viver como ele viveu – “Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou”(1João 2:6). O próprio Jesus assim ensinou: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”(João 13:15).
8. Temos a vida eterna quando cremos, aceitamos e permanecemos na “Palavra da Vida”, isto é, em Cristo vivo(1João 1:1), e de igual modo procedemos como a mensagem de Cristo e dos apóstolos, conforme o Novo Testamento – “Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai”(1João 2:24).
9. Temos a certeza da vida eterna quando temos um intenso anelo e uma inabalável esperança pela volta de Jesus Cristo, para nos levar para si mesmo – “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos; E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro”(1João 3:2,3).
AJUDANDO A TER CERTEZA DA SALVAÇÃO...
Muitas pessoas lutam contra a incerteza de sua salvação. Se você está enfrentando esta luta, aqui estão algumas perguntas que você pode fazer a si mesmo que podem ajudá-lo a ter certeza de sua relação com Deus:
1. Tenho crido em Jesus Cristo como o remissor dos meus pecados e O tenho recebido como meu Salvador pessoal? A Bíblia diz que esta é a única exigência para a salvação - "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (João 1:12).
2. Você tem confiado mais em seus sentimentos do que na Palavra de Deus para se assegurar da sua salvação? A Bíblia diz: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece"(João 3:36). “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”(João 5:24).
3. Você está baseando a sua salvação naquilo que você faz para Deus, ao invés daquilo que Deus fez e têm feito por você? A Bíblia diz que não podemos fazer nada para ganhar a nossa salvação. Deus, por causa de sua maravilhosa graça, fez tudo aquilo que precisava ser feito - “não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo" (Tito 3:5). “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”(Ef 2:8-9).
Para que as nossas orações sejam ouvidas por Deus são necessários três fatores importantes:
Primeiro, a oração deve ser feita segundo a perfeita vontade de Deus – “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5:14). João apresenta aqui, uma condição ao sucesso da oração dos salvos:orar conforme a vontade de Deus. Isto significa que orações, súplicas e intercessões interesseiras, de caráter hedonista, e fora dos propósitos do reino de Deus não são atendidas, pois não correspondem ao propósito divino. Infelizmente algumas pessoas não sabem orar. Oram exibindo seus conhecimentos, não suas petições. Suplicam por seus interesses pessoais, em vez de suplicar pelos interesses do reino de Deus. Todavia, João afirma que o Senhor nos ouve em tudo o que pedimos conforme a sua vontade(1João 5:15). Devemos ressaltar que como cristãos, não podemos supor que Deus vai nos dar qualquer coisa pela qual oramos, apenas porque estamos orando. É necessário que oremos de acordo com a vontade de Deus. Isto faz uma diferença razoável, pois quem ora de acordo com a vontade de Deus não pede coisas que venham a atrapalhar a sua comunhão com Deus e com os irmãos, nem mesmo coisas que o crente sabe que não deve pedir. E a resposta de Deus vem sempre de acordo com a vontade dEle, não de acordo com a nossa vontade, pois Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.
Portanto, quando falamos com Deus em oração, devemos pedir que Ele faça a sua vontade e não a nossa; não podemos exigir nada dEle, porque Ele é Soberano, e sua vontade sempre prevalece sobre a nossa. Uma das petições da oração modelo de Jesus, o Pai Nosso, confirma esse fato: “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6:10; Lc 11:2; note a oração do próprio Jesus no Getsêmani, Mt 26:42).
Segundo, o crente deve estar dentro da vontade de Deus. O apóstolo João declara que “qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista” (1Jo 3:22). Obedecer aos mandamentos de Deus, amá-lo e agradá-lo são condições prévias indispensáveis para termos resposta às orações. Tiago ao escrever que a oração do justo é ouvida por Deus, refere-se tanto à pessoa que foi justificada pela fé em Cristo, quanto à pessoa que está a viver uma vida reta, obediente e temente a Deus — tal qual o profeta Elias (Tg 5:16-18; Sl 34:13,14). O Antigo Testamento acentua este mesmo ensino. Deus tornou claro que as orações de Moisés pelos israelitas eram ouvidas por causa do seu relacionamento obediente com o Senhor e da sua lealdade a Ele (ver Êx 33:17). Por outro lado, o salmista declara que se abrigarmos o pecado em nossa vida, o Senhor não atenderá as nossas orações – “Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”(Sl 66:18). Eis a razão principal por que o Senhor não atendia as orações dos israelitas idólatras e ímpios – “Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue”(Is 1:15). Mas se o povo de Deus arrepender-se e voltar-se dos seus caminhos ímpios, o Senhor promete voltar a atendê-lo, perdoar seus pecados e sarar a sua terra – “e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”(2Cr 7.14). Veja a parábola do fariseu e publicano, em Lucas 18:14). É importante ressaltar que a oração do sumo sacerdote pelo perdão dos pecados dos israelitas no Dia da Expiação não seria atendida se antes o seu próprio estado pecaminoso não fosse purificado (ver Êx 26:33).
Terceiro, precisamos ser perseverantes. É essa a lição principal da parábola da viúva importuna (Lc 18:1-7). A instrução de Jesus: “Pedi... buscai... batei”, ensina a perseverança na oração (ver Mt 7:7,8). O apóstolo Paulo também nos exorta à perseverança na oração (Cl 4.2; 1Ts 5.17). Os santos do Antigo Testamento também reconheciam esse princípio. Por exemplo, foi somente enquanto Moisés perseverava em oração com suas mãos erguidas a Deus que os israelitas venciam na batalha contra os amalequitas (ver Êx 17:11). Depois de Elias receber a palavra profética de que ia chover, ele continuou em oração até a chuva começar a cair (18:41-45). Numa ocasião anterior, esse grande profeta orou com insistência e fervor, para Deus devolver a vida ao filho morto da viúva de Sarepta, até que sua oração foi atendida (17:17-23).
Nascer de Novo é a primeira condição para todo aquele que quiser receber a Salvação. Quando Nicodemos se encontrou com Jesus, Ele não se sentiu lisonjeado com as belas palavras proferidas por Nicodemos, mas foi direto ao seu verdadeiro problema. Nicodemos embora fosse um homem rico, culto, de grande projeção social e, também, religioso, espiritualmente estava morto e seu maior problema era a Salvação – “Jesus respondeu e disse-lhe: na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus”(João 3:3).
Nicodemos na entendeu e pensou como ainda pensam os espíritas: pensou que o nascer de novo significava tornar a nascer do ventre da mãe. Assim, para que não pairasse qualquer dúvida sobre a reencarnação como sendo o “nascer de novo”, o Senhor Jesus explicou que se fosse possível tornar a nascer, no sentido físico, quantas vezes a pessoa pudesse nascer, em nada iria mudar, ou seja, nasceria sempre com a velha natureza carnal. Assim, o Senhor Jesus lhe disse: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”(João 3:6). É somente o Espírito Santo quem pode operar no homem o milagre do Novo Nascimento ou Regeneração. Foi o que afirmou Paulo: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”(Tito 3:5). Portanto, o Novo Nascimento não significa retornar a velha natureza, mas significa transformar o velho homem numa nova criatura. Foi isso o que Paulo queria dizer quando declarou: “Assim, que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já se passaram; eis que tudo se fez novo”(2Co 5:17).
Através deste nascer de novo o homem se torna participante da natureza de Deus, recebendo a adoção de filho. Sem o Novo Nascimento o homem será sempre criatura de Deus, não filho. Foi por isto que o Apóstolo João escrevendo àqueles crentes que já haviam passado pela experiência do Novo Nascimento disse: ”Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”(1João 2:2).
Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado. Foi Jesus quem disse: “ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres”(João 8:36). Paulo enfatiza: “ Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna”(Rm 6:22). Agora, liberto da escravidão do pecado, o crente passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a Deus e de seguir a direção do Espírito(Rm 8:13,14). Vive uma vida de retidão(1João 2:29), ama aos demais crentes(1João 4:7), evita uma vida de pecado(1João 3:9; 5:18) e não ama o mundo(1João 2:15,16).
Quem é nascido de novo não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua vida – “ Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus”(1João 3:9). Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço vitorioso de agradar a Deus e de evitar o mal(ver 1João 2:3-11,15-17,24-29;3:6-24;4:7,8,20; 5:1), mediante uma comunhão profunda com Cristo(ver João 15:4) e a dependência do Espírito Santo(Rm 8:2-14). Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo, seja qual for a religião que professam, demonstram que ainda não nasceram de novo(1João 3:6,7).
Os nascidos de novo demonstram uma vida santa e guardam-se dos ídolos. Segundo o pr. Eliezer de Lira e Silva, o crente foi resgatado para uma vida santa (1Co 6.19,20). Jesus não veio apenas livrar o homem do Inferno; mas torná-lo santo (Tt 2.14). O objetivo de Deus é que o crente participe da "herança dos santos na luz" (Cl 1.12). Segundo a Palavra de Deus, é mentiroso aquele que afirma ter comunhão com Deus e não muda o seu modo de viver (1Jo 1.5; 2.4), porque o salvo deve ser luz no meio de um mundo perverso (Fp 2.15).
Também, aquele que é nascido de novo guarda-se da idolatria, seja qual for a sua modalidade. O coração humano é sempre tão inclinado a substituir o espiritual pelo material; não estamos falando de coração alheio; falo do meu e do nosso coração; falo de idolatria como Josué ressaltou ao povo de Israel em Siquém. A tarefa de renunciar a ídolos corre paralela às nossas experiências mais profundas na vida. Na verdade, a recomendação de João é: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1Jo 5:21). E sabem? Um grande, imenso ídolo é o nosso EU. Não podemos fazer a vontade de Deus quando queremos fazer a nossa própria. Em Mateus 6:24 está dito com todas as letras, "Ninguém pode servir a dois senhores". E para o mundo antigo isso era algo extremamente forte. "Servir" equivalia a "ser escravo", e ninguém pode sê-lo de dois diferentes senhores; "senhor" é idêntico a "amo absoluto, ter direitos irrestritos de vida e de morte". Portanto, a afirmação de Mateus 6:24 diz que "ninguém pode ser escravo de dois amos que exigem cada um para si obediência exclusiva". Qualquer coisa pode se tornar "senhor” de nossa vida. E qualquer coisa que é honrada e glorificada no lugar de Deus torna-se um ídolo: a profissão, o dinheiro, os prazeres, a segurança. Os apóstolos, em suas diversas epístolas, condenaram de modo veemente o envolvimento dos cristãos com a idolatria (1Co 10.14; 1Pe 4.3). Estejamos alertas! Somente Cristo deve reinar em nossos corações.
Contudo, assim como uma pessoa nasce do Espírito ao receber a vida de Deus, também pode extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniquidade. O novo nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o relacionamento entre Deus e o salvo é questão do espírito e não da carne(João 3:6). Logo, embora a ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser desfeita, o relacionamento de pai para filho que Deus quer manter conosco é voluntário e dissolúvel durante nosso período probatório na Terra . As Escrituras afirmam: “ porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”(Rm 8:13. Nosso relacionamento com Deus é condicionado pela nossa fé em Cristo durante nossa vida terrena; fé esta demonstrada numa vida de obediência e amor sinceros(Hb 5:9; 2Tm 2:12).
"A doutrina da segurança não é uma desculpa para o pecado, e sim um encorajamento para não pecarmos. O fato de eu saber que sou casado e que tenho documentos para provar isso ajuda-me a não me sentir tentado a me envolver em outro relacionamento. Eu e minha esposa estamos seguros do amor que sentimos um pelo outro. Quando imagino a inestimável graça que Deus derramou sobre mim, desejo me acercar ainda mais dEle, e compartilhar mais ainda o seu amor. Saber que Ele orou por nós quando estava aqui na terra e que ainda ora por nós, na glória, deve nos fortalecer em nossa luta. Tudo o que Deus é, e tudo o que Cristo fez e ainda está fazendo, combinam-se para produzir em nossos corações o tipo de segurança que conduz a um viver santo."
(WARREN. W.W. A oração intercessória de Jesus. RJ: CPAD, p.145).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1 João. Comentário Bíblico Popular – William Macdonaldo. Aula 03 - Oração, o diálogo da alma com deus – 2Trim/2008 –Luciano Lourenço.