Aula 01

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

Leitura Bíblica: 1João 1:1-4

05/07/2009

"O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida. (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada); sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo"(1 João 1:1-4).

INTRODUÇÃO

Após estudarmos dois livros da Bíblia (Josué e 1º Corintios), estudaremos ao longo deste 3º trimestre de 2009 mais um livro (epístola) maravilhoso do compêndio doutrinário da Igreja: a 1ª Carta de João. Ela é como um álbum de fotografias de família; descreve aqueles que são membros da família de Deus. Como os filhos são parecidos com os pais, também os filhos de Deus se parecem com Ele. Esta carta descreve as semelhanças. Quando alguém se torna filho de Deus, recebe a vida de Deus, a vida eterna. Todos os que têm essa vida a manifestam de formas inequívocas. Reconhecem que Jesus Cristo é seu Senhor e Salvador, amam a Deus, obedecem aos seus mandamentos e não vivem em pecado.

João escreveu esta Carta na época do surgimento de uma seita conhecida como gnosticismo(do grego gnosis=conhecimento). Os gnósticos se diziam cristãos, mas afirmavam possuir conhecimento adicional, superior aos ensinamentos dos apóstolos. Para eles, uma pessoa só encontrava a plenitude depois de ser iniciada nessas "verdades" mais profundas. Alguns ensinavam que a matéria era maligna e, portanto, que o Homem Jesus não podia ser Deus. Faziam distinção entre Jesus e Cristo. "O Cristo" era a encarnação divina que desceu sobre Jesus em seu batismo e o deixou antes de sua morte, talvez no Jardim do Getsêmani. De acordo com os gnósticos, Jesus morreu de fato, mas Cristo não morreu. Eles insistiam em que "o Cristo celestial era santo e espiritual demais para se contaminar pelo contato permanente com a carne humana". Em resumo, eles negavam a encarnação de Jesus; negavam que Jesus era Cristo e que Jesus Cristo era Deus e Homem. João sabia que os gnósticos não eram cristãos verdadeiros e advertiu seus leitores a esse respeito. Mostrou que os adeptos do gnosticismo não possuíam as características de verdadeiros filhos de Deus. De acordo com o apóstolo, um indivíduo é filho de Deus ou não é; não existe um estágio intermediário. Por isso a epístola é repleta de opostos como luz e trevas, amor e ódio, verdade e mentira, morte e vida, Deus e o diabo.

A estudar este livro, devemos, portanto, pedir ao Senhor que nos ajude a compreender o significado de sua Palavra e obedecer à sua verdade revelada.

I – ENTENDENDO A CARTA DE JOÃO, O APÓSTOLO

Data de escrita: final do primeiro século, entre os anos 85 a 95. Local de origem: Éfeso. Características: a carta apresenta denúncia contra os falsos e incentivo aos verdadeiros cristãos. O autor é incisivo, direto, totalmente convicto. Suas afirmações são muito fortes no sentido de apontar o erro e a verdade. Destinatários: por não conter saudações, despedidas ou menção de nomes, tem-se considerado que a carta foi destinada à igreja em geral. O apóstolo trata carinhosamente os destinatários como "meus filhinhos" (2:1,18,28; 3:7,18; 4:4; 5:21) e "amados" (3:2,21; 4:1,7,11). Isso parece indicar que, embora não tenha vinculado a epístola a uma comunidade específica, o autor tem em mente pessoas conhecidas, as quais seriam as primeiras a receberem aquela mensagem.  

COMPREENDENDO MELHOR: A Primeira Epístola de João é uma das últimas mensagens do único apóstolo de Jesus que não morreu martirizado. Ele fala como um ancião experiente e como um pastor. Seu texto não apresenta uma introdução, saudações iniciais nem finais. Entre os objetivos de sua carta, deve ser registrado que muitas heresias estavam entrando na Igreja Primitiva, e isto traduzia muitas dificuldades para se distinguir o certo do errado, aqueles que eram verdadeiros mestres na Palavra e os que eram falsários. Esta Carta de João nos apresenta diversos padrões para que os cristãos coloquem à prova os falsos mestres e seus ensinos. Neste aspecto, cabe a observação de que se uma igreja for bem ensinada, não acolherá falsos mestres e suas doutrinas. João ensina que Jesus encarnou-se e habitou entre os homens, e que ele próprio era testemunha de que o Senhor teve um corpo de carne e osso, que podia ser tocado, que podia dormir, sentir sede, fome, cansaço, contrariando os falsos mestres que negavam a encarnação do Senhor. João conhecia o Senhor Jesus, pois convivera com Ele. Os anticristos, apontados por João nesta Carta, são aqueles mestres que em seus falsos ensinos se opõem a Cristo, desacreditando os testemunhos de que Jesus passou pela encarnação, ato necessário para que pudesse morrer e ressuscitar para a nossa salvação. Esta encarnação é defendida por João. O testemunho de João vem acompanhado de uma prática demonstração de amor, pois a fé em Cristo faz de nós pessoas que devem agir em prol uns dos outros, com a mesma comunhão que Jesus teve com Deus.

Nesta carta, mais do que no evangelho, a vida cristã é absolutamente definida; não são admitidos meios termos. Portanto, ou se está nas trevas ou na luz; ou na verdade ou na mentira; ou na justiça ou no pecado; ou no amor ou no ódio; ser filho de Deus ou filho do diabo, etc.

É o único escrito do Novo Testamento que fala de Jesus Cristo como Advogado para com o Pai, quando o crente peca (2:1). Outra característica que salta aos olhos é o fato de que a carta apela quase que inteiramente ao ensino apostólico, sem fazer menção à revelação do Antigo Testamento -não existem claras referências a passagens vetero-testamentárias.

Um termo bem característico desta carta é filhinhos, quase exclusivo desta carta, aparecendo nela sete vezes (2:1,12,28; 3:7,18; 4:4; 5:21), e somente em uma outra passagem em todo o Novo Testamento – no Evangelho de João (13.33). Ele descreve o modo afetivo pelo qual o apóstolo João trata com o seu rebanho, muito mais do que um mero indicativo de sua avançada idade.

Visto ser uma carta essencialmente cristológica, estranhamos a ausência de referência à ressurreição de Cristo, assunto bem delineado no evangelho. Mas, como o objetivo é corrigir distorções relacionadas à encarnação fica fácil entender isso.

Finalmente, apesar de ser considerada uma epístola, ela foge ao esquema tradicional epistolar, pois não apresenta uma introdução que especifique o remetente e o destinatário. Ela se assemelha muito mais a um tratado teológico. Desta forma, estruturalmente ela se aproxima da Epístola aos Hebreus, a única outra carta no Novo Testamento que apresenta tais peculiaridades.

II – CONHECENDO O AUTOR DA CARTA

João foi um dos doze discípulos de Jesus. O nome "João" significa "graça de Deus". Ele era judeu, pescador (Mt.4:21), irmão de Tiago - filho de Zebedeu e, provavelmente, Salomé (Compare Mt.27:56 e Mc.15:40). Jesus os chamou de boanerges, "filhos do trovão", referindo-se ao seu temperamento indócil, tempestuoso, violento (Mc.3:17; Mc.9:38; Lc.9:54). Pelo que o texto sagrado descreve, João e Tiago eram propensos a atitudes bem impetuosas. Em uma ocasião, quando Jesus foi proibido de entrar em uma cidade de samaritanos(Lc 9:54), eles perguntaram ao Senhor se deveriam pedir fogo do céu para consumir os habitantes daquela comunidade(eles não pensaram duas vezes na possibilidade de utilizar o poder de Deus para demonstrar força contra aqueles que eram contrários à mensagem de Jesus). Em outra ocasião, viram um homem que expulsava demônios em nome de Jesus, e proibiram-no de fazer tal feito porque ele não fazia parte do grupo dos discípulos(Mc 9:38), pois prezavam pela "exclusividade". Certo dia a mãe de Tiago e João pediu a Jesus que Ele deixasse que seus dois filhos se assentassem ao seu lado no seu reino(Mt 20:20,21). Não são noticias muita animadoras para quem está seguindo Jesus bem de perto, mas o Senhor teve paciência com eles.

Depois do período de discipulado, João foi considerado uma pessoa muito amorosa, uma transformação que apenas o Senhor Jesus poderia fazer. Foi chamado de discípulo amado (Jo.13:23; 19:26; 21:20). Foi o discípulo mais íntimo do Mestre. Até no momento da crucificação, João estava presente. Isso mostra sua disposição de correr risco de vida para ficar ao lado de Jesus. Apesar de ter fugido no momento da prisão de Cristo, João voltou pouco tempo depois, e permaneceu lá até ao fim, ao pé da cruz(João 19:25,26). Três dias após o sepultamento de Jesus ele foi ao sepulcro em busca do seu corpo, que já não estava(João 20:2). Mias tarde, foi considerado por Paulo como uma das colunas da Igreja Primitiva(Gl 2:9).

O nome de João não é mencionado em suas três epístolas. Não obstante, os pais da igreja, tais como Policarpo, Papias, Eusébio, Irineu, Clemente de Alexandria e Tertuliano, confirmam que João é o autor dessas epístolas.

Na segunda e na terceira epístola, ele se apresenta como "o presbítero" (ou ancião, em algumas versões). Podendo se apresentar como apóstolo, demonstrou humildade ao utilizar título mais simples. Em Apocalipse, apresenta-se como "servo"(Ap 1:1).

Após o exercício do seu ministério em Jerusalém, João foi pastor em Éfeso, onde morreu entre os anos 95 e 100. Policrates (ano 190), bispo de Éfeso, escreveu: "João, que se reclinara no seio do Senhor, depois de haver sido uma testemunha e um mestre, dormiu em Éfeso".

III – O PROPÓSITO DA CARTA DE JOÃO

O propósito de João ao escrever esta Primeira Carta foi duplo: expor e rebater os erros doutrinários e éticos dos falsos mestres; e exortar seus filhos na fé e manter uma vida de santa comunhão com Deus, na verdade e na justiça, cheios de alegria(1:4) e de certeza da vida eterna(5:13), mediante a fé obediente em Jesus, o Filho de Deus(4:15;5:3-5,12), e pela habitação interior do Espírito Santo(2:20; 4:4,13).

SENDO MAIS OBJETIVO - O propósito da Carta de João é:

1) "Para que a nossa alegria seja completa"(1:4). João sabe que o mundo não pode oferecer alegria verdadeira e duradoura para o coração humano. Essa alegria só é experimentada no relacionamento com o Senhor. Quando alguém vive em comunhão com Deus e com o Senhor Jesus, experimenta uma alegria profunda que não é abalada pelas circunstancias da vida.

2) "Para que não pequeis"(2:1). O padrão perfeito de Deus é formulado na frase: "Estas coisas vos escrevo para que não pequeis". Uma vez que Deus é perfeito,o padrão para o seu povo é a perfeição absoluta. Ele não seria Deus se dissesse: "Estas coisas vos escrevo para que pequem o mínimo possível". Deus não pode ser conivente com o pecado em nenhum sentido; logo, coloca a perfeição como nosso alvo. O Senhor Jesus fez o mesmo ao falar com a mulher surpreendida em adultério: "Nem eu também te condeno; vai e não peques mais"(João 8:11). Ao mesmo tempo, o Senhor conhece nossa estrutura e sabe que somos pó(Sl 103:14). Por isso, em sua bondade, proveu recursos para o caso de falharmos: "Se, todavia, alguém pecar, temos um ADVOGADO junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo". O Advogado toma partido de outra pessoa a fim de ajudá-la num momento de necessidade. É exatamente isso o que o Senhor Jesus faz quando pecamos. Coloca-se ao nosso lado no mesmo instante a fim de restaurar a nossa comunhão com ele. Observe que João não diz: "Se, todavia, alguém confessar seus pecados". Como nosso Advogado, o Senhor procura nos levar a confessar e abandonar o pecado. Observe que nosso Advogado é Jesus Cristo, o JUSTO. É bom ter um Defensor JUSTO. Quando Satanás acusa o cristão de alguma coisa, o Senhor Jesus pode apontar para sua obra consumada no Calvário e dizer: "Coloque na minha conta".

Observe que o versículo nos revela uma verdade maravilhosa que não podemos deixar passar despercebida. Diz: "Se, todavia, alguém pecar, temos um Advogado junto ao PAI". Não diz, junto a Deus, mas junto ao PAI. Deus continua sendo nosso PAI mesmo quando pecamos. Somos lembrados da verdade bendita de que o pecado na vida do cristão rompe a comunhão, mas não rompe o relacionamento. Quando alguém nasce de novo, torna-se filho de Deus. Daí em diante, Deus é seu Pai e nada pode afetar esse relacionamento. O nascimento é algo que não pode ser desfeito. O filho pode desonrar o pai, mas continuará sendo filho pelo simples fato de ter nascido. Mesmo que o filho abandone a casa do Pai (como o ocorrido na Parábola do Filho Pródigo), ele fica no aguardo da sua volta. O desejo do Pai celestial é que o filho nunca o abandone. Devemos sempre ter o mesmo sentimento de Pedro: "... para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna"(João 6:68).

3) Para advertir contra os enganadores (2:26- "Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar"). João escreveu acerca dos falsos mestres para advertir os cristãos novos na fé. Naqueles dias surgiram na grande cidade de Éfeso e em toda a região da Ásia, onde estavam instaladas as sete igrejas, muitos enganadores que, através de falas doutrinas, intentavam induzir os crentes ao erro fatal. Surgiram "anticristos"(1 João 2:18), mentirosos(2:22) e falsos profetas(4:1).

A situação da igreja inspirava cuidados. Notamos isso pelo que se lê nas cartas às sete igreja da Ásia (Ap 2 e 3). As heresias grassavam em muitas comunidades. Em Apocalipse, livro escrito na mesma época, João menciona as expressões "sinagoga de Satanás" (Ap 2.9), "nicolaítas" (Ap 2:6,15), "doutrina de Balaão"(Ap 2:14), etc. O gnosticismo, sistema que mistura idéias filosóficas, crenças judaicas e cristãs, era uma das principais fontes de heresias da época. Assim, muitos cristãos se tornaram gnósticos. Criam em Jesus, mas negavam a realidade de sua encarnação e morte. Os hereges (os gnósticos) enganadores ensinavam que Jesus era apenas um homem, filho natural de José e Maria. Em outras palavras, eles não criam em Cristo como o Deus encarnado. Afirmavam que o mal residia na matéria, portanto, negavam que Deus pudesse se encarnar. Todavia, em relação a Cristo, João escreveu: "nós ouvimos, vimos, contemplamos, nossas mãos tocaram..." (I João 1:1-3). Ou seja, o apóstolo estava afirmando firmemente que o corpo de Cristo era matéria, pois poderia ser tocado, como de fato o foi. Não se tratava de um espírito, uma aparição, como os gnósticos afirmavam(I João 4:2; 5.6).

Não conhecer a encarnação de Cristo é negar as profecias do Antigo Testamento e a mensagem do seu cumprimento em o Novo Testamento(ver Is 7:14;9:6; João 1:1,14). João foi contundente contra esses hereges, quando diz: "Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo"(1 João 4:1-3).

Entendemos que o apóstolo João estava bastante preocupado com a igreja, em seu estado presente e futuro. Os demais apóstolos já haviam morrido e falsos mestres apareciam por toda parte. Alertando os irmãos, o apóstolo ficaria mais tranqüilo e sua alegria seria completa (1:4). As heresias apresentam um elemento muito perigoso. Todo tipo de pecado deve ser evitado, mas se, eventualmente, cometermos algum, confessaremos e seremos perdoados (1:7,9; 2:1). A heresia, entretanto, constitui-se num caminho de afastamento de Deus. A heresia, do tipo mencionado por João, leva à apostasia. Então, tem-se uma situação muito perniciosa em que a pessoa está errada, mas pensa que está certa. Trata-se de um estado de pecado sem reconhecimento, sem confissão, sem arrependimento e, consequentemente, sem perdão. Aquele que passa a crer numa doutrina contrária à cruz, como pode ser perdoado? Não é que Deus se recuse a perdoá-lo, mas a própria pessoa não acredita na única solução divina, que é o sacrifício de Cristo. A reversão desse quadro é possível, mas muito difícil. O melhor é a prevenção contra as heresias e isso se faz através do conhecimento e apego à Palavra de Deus.

Os cristãos não precisam de nenhuma doutrina além dos ensinamentos registrados na Palavra de Deus. Os gnósticos professavam possuir uma verdade adicional, mas João afirma que não temos necessidade de nenhum ensinamento desse tipo. Com a Palavra de Deus em mãos e o Espírito Santo no coração (a unção – 2:27), temos tudo de que precisamos para ser instruídos acerca da verdade de Deus.

4) "Para que saibais que tendes a vida eterna"(5:13 – "Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna"). Este versículo ensina mais uma verdade preciosa, a saber, que a certeza da salvação é oferecida por meio da Palavra de Deus. João escreveu estas coisas para que as pessoas crentes em Jesus Cristo soubessem que têm a vida eterna. A Bíblia foi escrita para dar a todos os que crêem no Senhor Jesus a garantia de que são salvos. Os cristãos não precisam esperar, supor, sentir nem tatear no escuro. Não é presunção de sua parte dizerem que são salvos. João afirma claramente que quem crê verdadeiramente no Senhor Jesus pode estar certo de que tem a vida eterna. Foi Jesus quem disse:

"Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece"(João 3:36).

"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida"(João 5:24).

"Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna"(João 6:47).

"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia"(João 6:54).

CONCLUSÃO

Esta é apenas uma visão panorâmica da Primeira Carta de João que estudaremos durante este trimestre. A fé e a conduta estão fortemente entrelaçadas nesta carta. Ela foi escrita para nos ajudar a conhecermos a realidade de Deus em nossa vida através da fé em Cristo, nos assegurar que temos a vida eterna e nos encorajar a permanecermos em comunhão com Deus, que é a luz e o amor. Leia e estuda esta Carta, escrita por alguém que era cheio do amor de Deus e, com sua confiança renovada, transmita este amor às outras pessoas.

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de Estudo Genebra. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1 João. Comentário Bíblico Popular – William Macdonaldo.