Aula 06

O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO

Leitura Bíblica: 1 João 2.15-19; João 15.18,19

9 de Agosto de 2009

"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2).

 

INTRODUÇÃO

Vivemos em um mundo secular e relativista, onde os valores bíblicos são a cada dia mais rejeitados. Todavia, como servos de Deus, não podemos ser moldados, influenciados, pela maneira de pensar deste mundo. Nosso viver deve ser pautado pela Palavra de Deus. A Igreja, no seu todo, e cada crente, em particular, só poderá ser um referencial para o mundo e para os homens se viver de uma maneira diferente do que vive o mundo e do que vivem os homens; se tiver motivos para justificar o convite para que as pessoas que estão lá fora venham para o nosso meio e para viverem como nós vivemos. Se convidarmos, e elas vierem, e aqui descobrirem que em nosso meio existe a mesma luta pelo poder, como existe lá fora, o mesmo apego às coisas materiais, as mesmas mentiras e trapaças, as mesmas traições, calúnias e injúrias, os mesmos sentimentos de vaidade, de orgulho e de egoísmo, a mesma falta de união e de amor, as mesmas desconfianças, ciúmes e traições, então, elas não terão motivos para desejarem ficar conosco.

O crente não deve seguir o que o mundo dita, mas aquilo que a Bíblia diz. Nossas vidas devem estar de acordo com o padrão da Palavra de Deus (Gl 6.16). Se amamos de fato a Cristo jamais deveríamos nos associar ao mundo e seus valores. O apóstolo João nos exorta: “Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele” (I João 2:15). A igreja está no mudo, mas o mundo não deve está na igreja. Jesus condenou o dualismo na vida do cristão: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”(Mt 6:24). Neste contexto repito as palavras de Josué: “se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais” (Js 24:15).

I. O QUE É O MUNDO?

“Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo...(1 João 2:15). João faz uma descrição do mundo e dirige instruções firmes sobre a atitude dos cristãos para com o mundo: “Não ameis o mundo”, esta é a ordem. João sabe que as tentações não tiveram fim, mesmo com o perdão dos pecados, a comunhão de Deus e a vitória sobre o maligno. As tentações permanecem, e elas estão nas “cousas que há no mundo”. Aqui, o “mundo” se refere a “vida humana à parte de Deus” ou, “longe de Deus”. João está tratando de mundos opostos: “mundo como pessoas”, esse deve ser amado; mundo como um sistema maligno no seu domínio”, esse não deve ser amado. O apego pelo que esse mundo oferece é um amor egoísta. Em João 3.16 o tema central é salvar o pecador; em 1João 2.15 o tema central é fazer parte do pecado que há no mundo (ser conivente). O cristão deve amar a Deus (1 João2:5), amar a seu irmão (1 João 2:10), mas não deve amar o mundo (1 João 2:15).

Mas, o que é o mundo? Esta não é a primeira vez que João usa essa expressão (mundo) na sua carta, porém, só nos versículos 15, 16 e 17 do capítulo dois ele usa seis vezes. Pode significar o: a) Mundo físico – “Deus fez o mundo e tudo o que nele existe” (At 17:24); b) Mundo humano – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira...” (Jo 3:16); c) Mundo sistema – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo” (1 Jo 2:15).

O que significa o “Mundo Sistema”?. Trata-se de um sistema constituído de pessoas, idéias, leis, instituições, comportamentos e atividades(Ler Jo 3.19; Tg 4.4; 1.27; 2 Co 4.4). Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. “O mundo inteiro jaz no maligno” (1 Jo 5:19). Jesus chamou o diabo de “príncipe deste mundo” (Jo 12:31). O diabo tem uma organização de espíritos maus trabalhando com ele e influenciando as coisas deste mundo (Ef 6:11-12).

Nós usamos a palavra “mundo” como sistema em nossas conversas diárias: o mundo dos esportes, o mundo da política, o mundo da economia. Estamos nos referindo ao sistema que rege esses mundos. Para João, o mundo era a sociedade pagã com seus falsos valores, suas falsas maneiras de viver e seus falsos deuses.

Assim como o Espírito de Deus nos influencia para fazermos a vontade de Deus, as pessoas não regeneradas são energizadas pelo diabo para cumprir os seus nefastos planos – “andastes segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2:2).

As pessoas não salvas pertencem a este sistema do mundo; elas são filhas do mundo (Lc 16:8). Esse mundo não conheceu a Cristo nem conhece a nós (1 Jo 3:1). Esse sistema odiou a Cristo e odeia a igreja (Jo 15:18).

Esse sistema do mundo não é o habitat natural do crente. Nossa cidadania está no céu (Fp 3:20). Estamos no mundo, mas não somos do mundo (Jo 15:15).

Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.

Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Também, o “mundo” inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.

Satanás (ver Mt 4.10) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).

Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (João 7:7; 15:18,19; 17:14; Tg 4:4; 2:16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniquidade do mundo (João 7:7).

O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver João 12:31), a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5:23,24; Ap 21:2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.

1. Os atrativos do mundo (v.16). O que é que o mundo tem nos oferecido atualmente? O mundo fascina as pessoas com suas ofertas: TV a cabo, internet, compras “on line”, e até intimidade alheia chamada “big brother”, “a fazenda”, “sem limite”,e outras porcarias satânicas do gênero. O que procede do mundo é próprio do mundo. Jesus orou: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou” (Jo.17.15,16).

Após a salvação, ganhamos uma nova natureza, mas a velha natureza pecaminosa não foi erradicada. Por isso, estamos em uma situação que garante uma vida de conflito contínuo!

Conta-se uma história sobre um velho chefe indígena que se converteu a Cristo: “Certa vez, dois de seus irmãos ‘caras pálidas’ foram visitá-lo e um deles perguntou como estava indo sua vida espiritual. O velho chefe respondeu que era como se ele tivesse dois cachorros vivendo dentro dele — um branco e um preto e eles brigavam constantemente! Após conversarem um pouco, um daqueles homens perguntou: 'Afinal, quem ganha a luta?' A resposta do chefe foi clássica: ‘Aquele que eu alimento mais’”.

Embora seja uma ilustração simples, ela nos dá um quadro vívido da batalha que ocorre todos os dias dentro de nós. Se alimentarmos nossa nova natureza por meio do estudo da Palavra de Deus e da oração, crescemos "na graça e no conhecimento do Senhor". No entanto, se continuarmos a festejar "com as bolotas que os porcos comem", não devemos esperar muito progresso na vida espiritual.

Essa é uma luta que todos nós passamos quando aceitamos a Cristo, mas não devemos ficar parado esperando qual das duas naturezas vencerá. Nós não temos desculpas para nossas ações. Permitir que ações e atitudes pecaminosas e mundanas continuem em nossas vidas, sem serem enfrentadas, é convidar problemas maiores.

O apóstolo Paulo exorta: “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos" (Rm 12.2). Neste versículo, a Bíblia ensina que o crente deve resistir, combater e não imitar os padrões de comportamento, a cultura e os valores mundanos, pois a igreja não é apenas separada do mundo, mas consagrada a Deus.

Paulo nos ensina que quem se converteu está crucificado para o mundo e o mundo para ele. Em outras palavras, não dá para viver nos dois barcos. Não dá para ser cidadão de dois reinos. No reino de Deus não é permitida dupla cidadania. Nesta guerra não podemos ficar na neutralidade. É por isso também que ele afirma que não devemos nos conformar com este mundo, ou seja, tomar a forma do mundo ou nos amoldarmos a ele(Rm 12:12). Apontando na mesma direção, João nos afirma que não devemos amar o mundo nem o que nele há, porque não dá para amar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo (I Jo 2:15-17).

Alguém já disse, com propriedade, que "ou a igreja transforma o mundo ou o mundo deforma a igreja". Aqui não dá para haver convivência pacífica. Tristemente, temos visto que a filosofia mundana vai invadindo a igreja em termos de linguagem, vestuário, gírias, ritmos, bebida, namoro, costume, modismo, etc., e nem mais temos critério para discernir tudo isso – já virou cultura.

Quando o cristão se deixa enganar pelas propostas desse mundo espiritualmente tenebroso, torna-se escravo de um sistema maligno que rouba, mata e destrói (João 10:10). Sua única saída é retornar imediatamente ao seio do Pai, por Jesus Cristo, nosso libertador (João 8:36)

2. O mundo sob a ótica de Deus. A mesma visão que Deus tem acerca do mundo, o crente deve ter também. Isso está claro na Palavra de Deus. Ele vê o “mundo”, também, de três formas e nos orienta à prática de atitudes para cada uma dessas formas:

a) Mundo físico – “Deus fez o mundo e tudo o que nele existe” (At 17:24). O relato da criação é a melhor maneira de falar de Deus a pessoas não salvas. Foi exatamente assim que Paulo começou sua exposição do evangelho aos atenienses. Apresentou Deus como aquele que fez o mundo e tudo o que nele existe. Em sua oração sacerdotal, Jesus rogou ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas que nos livrasse do mal. Ele, na verdade, queria que, pelo evangelho, alcançássemos a humanidade perdida neste mundo(cosmos) (Jo 17.15,18).

b) Mundo humano – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira...” (Jo 3:16). O mundo aqui inclui toda a humanidade. Deus não ama os pecados humanos ou o sistema maligno do mundo, mas ama as pessoas e não quer que nenhuma se perca. Nesta perspectiva, temos a responsabilidade de resgatar do mundo todos os que vivem sem Deus, sem luz e sem salvação. Claro que temos que acatar o livre-arbítrio de cada pessoa, pois essa é a vontade de Deus a cada criatura.

c) Mundo Sistema – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo” (1 João 2:15). Aqui, “mundo” consiste nos prazeres malignos, imorais e pecaminosos do “mundo humano”, bem como se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. “O mundo inteiro jaz no maligno”(1 João 5:19). Como foi dito anteriormente, o diabo tem uma organização de espíritos maus trabalhando com ele e influenciando as coisas deste mundo sistema (Ef 6:11-12).

Somos advertidos por Deus a não amar o mundo e nem as coisas que estão no mundo, pelo simples motivo de que o amor pelo mundo não é compatível com o amor pelo Pai. Amar o “mundo”, ou seja, ao sistema mundano, corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível, concomitantemente, amar o mundo e ao Pai (Mt 6:24; Lc 16:13; ver Tg 4:4).

II. COMO O CRISTÃO DEVE VIVER NESTE MUNDO

1João 2.15-17:Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”.

No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). Desta feita, não devem se conformar com o mundo (Rm 12.2); não devem amar o mundo (1 João 2:15). Devem, sim, vencer o mundo (1 João 5:4), odiar a iniqüidade do mundo (Hb 1:9), morrer para o mundo (Gl 6:14) e ser libertos do mundo (Cl 1:13; Gl 1:4). Amar o mundo corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual.

1. Os elementos do mundo (1 João 2:16). O apóstolo João escreveu que: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” são as marcas de uma vida alheia a Deus. A primeira diz respeito ao desejo desenfreado da nossa natureza decaída e pecaminosa: a carne. A segunda são as tentações que nos assaltam a todo instante, de fora para dentro através dos olhos (Lc.11:34) - o grande exemplo está em 2Sm.11:2, Davi quando viu a mulher de Urias se banhar, imediatamente a cobiçou. A terceira é a soberba da vida - são pessoas que querem se mostrar importantes; são arrogantes e vaidosas.

Estes três elementos são abertamente hostis a Deus, e que podem conduzir o crente ao mundanismo. Analisemos com mais detalhe estes elementos perniciosos:

a)A concupiscência da carne”. Diz respeito aos desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). Em muitos cristãos, a carne é bastante aparente, e deve ser suprimida. Ela não participa das coisas de Deus, tanto que o apóstolo Paulo destacou a diferença entre as obras da carne e o fruto do Espírito(ver Gl 5:16-26). Os vícios podem ser considerados concupiscência da carne. Ninguém que se deixa vencer por eles herdará o Reino dos céus.

COMPREENDENDO MELHOR O QUE É CARNE

·   São as tentações que nos assaltam de dentro para fora. São desejos sórdidos. É viver para o prazer imediato. É endeusar os prazeres puramente humanos. É viver uma vida dominada pelos sentidos.

·   É nossa natureza caída. São os impulsos e desejos que gritam por ser satisfeitos. Esses desejos estão dentro de nós, estão no nosso coração. Uma coisa boa em si mesma pode ser pervertida quando ela nos controla: A fome não é um mal, mas a glutonaria sim. A sede não é um mal, mas a bebedice sim. O sexo não é um mal, mas a imoralidade sim. O sono não é um mal, mas a preguiça sim! O sistema do mundo é a vitrine que busca satisfazer os desejos da carne (Gl 5:19-21).

·   Carne” é diferente de “Corpo”. As pessoas não podem confundir entre o corpo e a natureza pecaminosa do homem, que as Escrituras denominam de "carne". O CORPO (em grego, “sõma") é a parte material do homem, o homem exterior, a parte do homem que faz contacto com o mundo físico e que pertence ao mundo físico, o “pó da terra". Já a CARNE (em grego, "sarx") é a natureza pecaminosa do homem, é a tendência rebelde, egoísta e que leva o homem ao pecado, a parte do homem que não quer se submeter ao senhorio de Deus, presente não no corpo, mas no homem interior (alma e espírito). A carne, deste modo, não são os tecidos, os músculos nem os órgãos do nosso corpo (não estamos aqui falando de carne como quando nos referimos à carne que compramos no açougue), mas os sentimentos, desejos e paixões da alma contrários à vontade de Deus. Veja Colossenses 2:9: “no qual também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do CORPO da CARNE, a saber, a circuncisão de Cristo. DESPOJO significa "livrar-se", "renunciar" e por isso significa dar às costas à vida antiga. "O corpo da carne" significa "todas as básicas paixões humanas". É o oposto ao andar no Espírito (Gl. 5:16-25). Alguns desses desejos são mencionados em Colossenses 3:5-10. Os Colossenses tinham vivido de acordo com a carne (Cl 3:7); mas agora, pelo poder de Deus, estas coisas são postas de lado.

b) A concupiscência dos olhos”. Refere-se à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). Os olhos são a lâmpada do corpo e as janelas da alma. Por eles entram os desejos. Eva caiu porque viu o fruto. viu as campinas do Jordão e foi armando suas tendas paras as bandas de Sodoma. Siquém viu Diná e a seduziu. A mulher de Potifar viu José e tentou seduzi-lo. Acã viu a capa Babilônia e arruinou-se. Davi viu Bate-Seba e a espada não se apartou da sua casa. Cuidado com os seus olhos: “Se eles lhe fazem tropeçar, arranca-os porque é melhor você entrar no céu sem um olho do que todo o seu corpo ser lançado no inferno”( Mt 5:29).

c)A soberba da vida”. Diz respeito ao espírito de arrogância, orgulho e independência, auto-suficiência, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4:16).

A soberba é a vanglória com coisas externas como riqueza, posição, inteligência, poder, beleza, jóias, carros, vestuário. É qualquer ostentação pretensiosa. É tocar trombetas para si mesmo. É gostar dos holofotes. É o desejo de brilhar ou de ofuscar os outros com uma vida luxuriosa.

A soberba é o motivo que faz com que uma pessoa tenha sobre si uma opinião mais elevada do que realmente é. Todos têm em si uma medida de orgulho próprio, até certo ponto saudável, mas a soberba faz com que esse orgulho próprio se torne arrogância.

A soberba é tão perigosa que “precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”(Pv 16:18). Davi disse: “Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão”(Sl 19:17).

O soberbo é aquele que tenta impressionar as pessoas com sua importância. As pessoas compram carros, casas, roupas, jóias para impressionar as pessoas. Elas sacrificam a honestidade, a integridade para ostentar poder. As pessoas compram o que não precisam, com o dinheiro que não têm, para impressionar as pessoas que não conhecem. A Palavra de Deus nos assevera que isto não vem de Deus, mas do mundo; deste sistema que Satanás governa (1João 2:16).

Desde o princípio, Satanás engana o ser humano com a falsa idéia de que é possível ser igual a Deus (Gn 3.5). Com isso, o homem tenta a todo custo viver à parte de seu Criador, buscando sua própria exaltação, através de riquezas, "status", títulos e posições, com o intuito de ser honrado por seus semelhantes. Eva ficou descontente em ser criatura e ser colocada num jardim. Quis ser igual a Deus e caiu no estado de miséria e vergonha.

CONCLUSÃO

Uma coisa é certa, o sistema deste mundo é  efêmero(1 João 2:17) e será destruído por Deus, brevemente(Dn 2:34,35,44; 2 Ts 1:7-10; 1 Co 7:31; 2 Pe 3:10; Ap 18:2). Portanto, o autêntico cristão, que ama a Deus, deve afastar-se do sistema de viver do mundo, a fim de que não seja contaminado por ele. Se quisermos fazer a vontade de Deus e permanecer para sempre, precisamos rejeitar as coisas deste mundo. Fomos chamados a viver uma vida separada deste mundo, com objetivos infinitamente mais nobres e que honram o nome do Altíssimo, que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (1 Pe 2:9). Maranata!!

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1 João. Comentário Bíblico Popular – William Macdonaldo. Resistindo aos apelos do mundanismo – Aula 12 – 3º trimestre de 2008 – Luciano Lourenço. Dicionário VINE