Aula nº 01
O DEUS DA
BÍBLIA
Leitura
Bíblica: Salmos 136:1-9,26
05/10/2008
“Ora, ao
Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para
todo o sempre. Amém”(1 Tm 1:17).
Neste último trimestre de 2008 estudaremos o tema: O
Deus do Livro e o Livro de Deus. É claro que este livro é a Bíblia Sagrada, a
Palavra de Deus, que é inspirado, inerrante e infalível. Em lugar de conter
erros em sua mensagem fundamental, da parte de Deus para o homem, a Bíblia se
constitui num código de fé, ética e pratica, indispensável ao ordenamento da
vida humana, tanto em termos espirituais, pessoais como sociais, familiares,
profissionais, de conduta em rodos os aspectos.
Nesta aula que se inicia estudaremos acerca da existência
de Deus, um ser Pessoal, eterno, infinito e que existe por si mesmo, só para
ficar nestes atributos, e dotado da imensidade, cujo céu dos céus não poderão
contê-lo. Diante de imensurável ser não se pode querer analisá-lo. Mas apesar
das limitações que o ser humano tem de conhecer a Deus, mesmo assim ele tem
condição de perceber a existência de Deus, porque o Senhor criou todas as
coisas e a criação manifesta a sua existência (Sl.19:1-3; Rm.1:19,20).Além
disso, o Senhor se revelou de forma especial ao homem através da Bíblia
Sagrada, a sua Palavra. Por isso, todos os detalhes que se fizer neste estudo
concernente a Deus terão como base única e exclusivamente a Bíblia Sagrada.
I – QUEM É DEUS
1. Definição. Muitos fazem essa pergunta com sinceridade, buscando
entender os vislumbres e as evidencias de sua existência, e a natureza de sua
Pessoa. Outros a fazem com soberba, em sua ignorância, que os impede de atender
a transcendência do Eterno, desejando respostas para sua incredulidade. Para
os que aceitam a Bíblia como fonte de inspiração e de respostas às inquietações
da alma, Deus é o ser Supremo, o ser Soberano, o Criador do Universo, do homem
e de todas as coisas, por isso, nós, seres humanos, jamais conseguiríamos
atingi-lo e conhecê-lo (Is.55:8,9); por isso, foi preciso que o Senhor se
revelasse ao homem, através de Jesus Cristo. O que no máximo podemos fazer é
registrar o que a Bíblia declara acerca de sua natureza e atributos e mostrar
que a existência de Deus é algo não somente provado como inerente à alma
humana.
2. Quanto
ao conceito cristão, a Bíblia é a única fonte de informação. De conformidade com a revelação de Cristo à mulher
Samaritana, Deus
é Espírito(João 4:24), sendo,
portanto, invisível e imperceptível para os sentidos físicos(Jo 1:18).
Deus é Espírito infinito, sem fronteiras ou limites tanto quanto ao seu
Ser como quanto aos seus atributos, e cada aspecto e elemento de sua natureza é
infinito. Essa natureza
infinita, em relação ao tempo, é chamada eternidade, e em relação ao espaço é chamada onipresença. Em relação ao universo, ela implica tanto em transcendência como em
imanência.
Por transcendência de Deus se entende que Ele está separado de
toda a sua criação como um Ser independente e auto-existente.Ele não está
limitado pela natureza, mas existe infinitamente exaltado sobre ela. Até mesmo
aquelas passagens das Escrituras que salientam suas manifestações temporais e
locais dão ênfase à sua exaltação e onipotência como Ser externo ao mundo, como
seu soberano Criador e Juiz(cf Is 40:12-17). Em Is 57:15 temos uma
expressão da transcendência de Deus: “o Alto, o Sublime, que habita a
eternidade, o qual tem o nome de Santo”, bem como sua imanência como
Aquele que habita “também com o contrito e abatido de espírito”.
Por imanência de Deus se entende sua presença difundida e seu
poder dentro de sua criação, ou seja, Deus não abandonou a criação e que dela
participa ativamente, sendo companheiro do homem a cada instante de sua
existência. Desta percepção da imanência de Deus, o homem pode compreender
que Deus o ama e que tudo fez para resgatá-lo do pecado e do mal, chegando ao
ponto de se humanizar e de morrer em nosso lugar na cruz do calvário, na pessoa
de seu Filho. Por isso, a Bíblia mostra que o primeiro e maior mandamento de
Deus para o homem é o de amarmos a Deus sobre todas as coisas, algo que
decorrerá do fato de reconhecermos nosso estado de pecador e de nos
arrependermos e nos chegarmos ao Senhor, através da pessoa de Jesus Cristo.
II – A EXISTÊNCIA DE DEUS
Todos os homens têm condição de
perceber a existência de Deus, porque o Senhor criou todas as coisas e a
criação manifesta a Sua existência (Sl.19:1-3; Rm.1:19,20). Mas, além da
criação, o Senhor se revelou de forma especial ao homem através da Bíblia
Sagrada, a sua Palavra.
1. A existência de Deus questionada.
Quando há um questionamento acerca de Deus e sobre a sua existência, e tal
questionamento leva o homem a descrer da existência de Deus, tal dúvida se deve
à cegueira que o pecado causa na mente e no coração das pessoas. Este não é um
problema moderno. No Antigo Testamento é demonstrado que muitos questionavam
acerca da existência de Deus. No livro de salmos encontramos referencias a
pessoas que descriam de Deus: “Disse o néscio no seu coração: Não há
Deus”(Sl 53:1); “Pois o ímpio gloria-se do desejo do seu
coração, e o que é dado à rapina despreza e maldiz o Senhor. Por causa do seu
orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus”(
Sl 10:3,4).
Muitos, atualmente, com soberba
indagam: Se Deus existe por que há tantas tragédias causando sofrimento a
milhares de pessoas, inclusive inocentes e piedosos? Se Deus existe então por
que há tanta injustiça no mundo? Com essas e outras tantas o ser humano
incrédulo procura entender quem é Deus e, de maneira presunçosa negar sua
existência. A verdade bíblica é de que Deus, além de existir, é
distinto da sua criação. As Escrituras iniciam-se com esta afirmação: “no
princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn.1:1). É o que os estudiosos da
Bíblia costumam chamar de “transcendência de Deus”, ou seja, que Deus é
distinto, é além da sua criação. Deus não se confunde com a criação e,
por isso, no final da história, passarão os céus e a terra, mas Ele não passará
(Is.34:4; Mt.24:35; Ap.20:11 combinado com 21:1,2). Por isso, ao saber que Deus
é distinto das criaturas, o homem percebe que se encontra numa posição inferior
a de Deus e que, portanto, é seu dever adorá-lo, buscá-lo, honrá-lo, pois, se é
Deus, é o Ser Superior e, se é distinto das criaturas, o homem nada mais é do
que um servo, de uma criatura.
Conta-se que um certo professor
ateu desafiou seus alunos com esta pergunta: - Deus fez tudo que existe? Um estudante respondeu corajosamente: -
"Sim, fez!". - Deus fez
tudo, mesmo? - Sim, professor - respondeu o jovem. O professor replicou: Se Deus
fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se
que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal. O
estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz,
se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um
mito.
Outro estudante levantou sua mão
e disse: Posso lhe fazer uma pergunta, professor? - Sem
dúvida, respondeu-lhe o professor. O jovem ficou de pé e
perguntou: Professor, o frio existe? -Mas que
pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio? O rapaz
respondeu: Na verdade, professor, o frio não existe.
Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência
de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite
energia, mas é o calor não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita
energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os
corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse
termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor. - E a
escuridão, existe? - continuou o estudante. O
professor respondeu: Mas é claro que sim. O
estudante respondeu: - Novamente o senhor se engana, a escuridão
tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos
estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca
nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A
escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície
que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um
determinado local do espaço? - Apenas com base na quantidade de luz presente nesse
local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para
descrever o que acontece quando não há luz presente. Finalmente,
o jovem estudante perguntou ao professor: Diga, professor, o mal
existe? Ele respondeu: Claro que existe. Como eu
disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas
as partes do mundo, essas coisas são o mal. Então o estudante
respondeu: O mal não existe, professor, ou ao menos não existe
por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como
nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência
de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como
existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus
presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há
calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz”.
2. A existência de Deus não precisa ser demonstrada
com base na lógica humana. Os tempos em que vivemos são tempos de
explícita divinização do homem, tempos de um “humanismo”, em que o homem se
recusa terminantemente a se voltar para Deus e que quer ele próprio dizer o que
pode ou não fazer, como se sua vida e sua conduta dependessem unicamente dele.
Assim, o homem dominado pelo
pecado, cego e completamente tolo, chega, mesmo, a discutir a própria existência
de Deus. As Escrituras Sagradas simplesmente não discutem a questão da
existência de Deus, porque isto não tem o menor sentido, vez que se tratam elas
próprias da revelação de Deus ao homem. Ora, se as próprias Escrituras são a
revelação divina, por que a Bíblia se preocuparia em mostrar a existência de
Deus? Deus é pressuposto, é um elemento que vem antes da própria
idéia da Bíblia e, por isso, esta questão não faz qualquer sentido -"Antes
de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a
eternidade tu és Deus"(Sl 90:2). A própria natureza, cuja
complexidade e grandiosidade deixam perplexos a todos, tanto os sábios e
eruditos, quanto os simples e humildes, demonstram a sua existência.
Entretanto, para as gerações corrompidas pela natureza pecaminosa, o adversário
pôde apresentar a questão da existência de Deus, pois, se o homem crer que
Deus não existe, terá muito facilitada a sua tarefa da divinização, vez que
o ateísmo é a forma mais fácil de justificar as pretensões humanas de senhorio
e de determinação do certo e do errado, do bem e do mal. Ao se negar a
existência de Deus, não resta qualquer ser superior ao homem e, deste modo, é
muito mais aceitável a idéia de que o homem pode decidir tudo a seu respeito. As
próprias Escrituras informam a existência deste pensamento desde a Antigüidade,
vez que a Bíblia chama de “néscios”, isto é, ignorantes, despidos de sabedoria
aqueles que dizem que Deus não existe (Sl.14:1; 53:1).
3. A existência de Deus não precisa ser
provada. A Bíblia não discute e nem se preocupa, em
momento algum, em demonstrar ou querer provar a existência de Deus.
Ela afirma a existência de Deus de modo incontestável quando diz que Ele criou
o universo com perfeição - “No princípio criou Deus os céus e a terra”
(Gn.1:1). Deus, assim, surge como o único existente, o único que sempre existiu,
que não tem princípio nem fim. A existência de Deus é algo que se aceita pela
fé ― “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de
Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem” (Hb.
11.3 – ARA).
Os homens buscam, de
todas as formas, uma maneira de se provar a existência de Deus por intermédio
da razão, mas isto é totalmente dispensável para quem se baseia nas Escrituras,
que, já no seu intróito, mostra Deus como o Ser que existe, aquele que é o que
é (Ex.3:14). Daí porque não haver qualquer sentido em se ficar indagando
sobre provas de que Ele exista ou não, pois a Bíblia se contenta em apenas
revelar que Deus existe e ponto final (I Co.8:6; II Co.4:4; Hb.11:5).
Embora não seja
preocupação das Escrituras trazer argumentos pelos quais possamos conceber a
existência de Deus, apresentamos alguns fatores que fazem com que
percebamos a Sua existência.
Primeiro fator
que Deus existe: Crença universal em um ser
Supremo. A idéia de Deus, mesmo para aqueles que a rejeitam, é uma
idéia que surge em todas as civilizações, em todos os povos, em todos os tempos
e lugares. O apóstolo Paulo, quando se encontrava perante os maiores sábios de
seu tempo, os filósofos do Areópago, atestou esta realidade ao afirmar que, os
atenienses, do alto de sua filosofia, honravam a um “Deus desconhecido”,
prova de que, mesmo de uma forma até certo ponto inconsciente, os homens buscam
ao Senhor, como os cegos buscam um caminho a seguir tateando os objetos que
estão à sua volta e que são incapazes de enxergar.
Segundo fator
que mostra que Deus existe: A consciência. A consciência
dá-nos a demonstração clara e evidente de que existe alguém que está acima de
nós, indicando o que é o correto e o que não o é, ou seja, a consciência nos
desperta a crer na existência de um ser que comanda todas as coisas e que a
todos julgará pelas suas ações. A compreensão que temos de que fizemos algo
justo ou injusto, bom ou mau, ao contrário do que dizem muitos “sábios” do
nosso tempo, não é resultado puro e simples de nossa educação ou do ambiente em
que vivemos, pois, se assim fosse, não haveria o arrependimento ou a convicção
interna, muitas vezes não confessada, de que erramos ao tomarmos esta ou aquela
atitude, ainda que tal gesto tenha tido a aprovação do ambiente em que vivemos.
A consciência é considerada verdadeira “filial” divina em nosso ser; uma
verdadeira “lei escrita nos corações” (Rm.2:15), que nos indica a presença de
um Ser superior, a dizer o que se deve, ou não, fazer. Este Ser Não é outro
senão o próprio Deus.
Terceiro fator
que mostra que Deus existe: A criação do mundo.
A grandeza da criação de todas as coisas, a imensidão do universo e, no nosso
planeta, de tudo o que foi criado, tem por finalidade mostrar ao homem a glória
de Deus (Sl.19:1). A natureza, dizem os estudiosos da doutrina de Deus, é o
primeiro livro escrito por Deus ao homem, de tal maneira que a criação, por
si só, é suficiente para revelar Deus ao ser humano e torná-lo sem desculpa
diante de uma eventual rejeição ao Seu senhorio (Rm.1:20).
O quarto fator
que mostra que Deus existe: A Bíblia Sagrada.
Sem dúvida nenhuma, a Bíblia Sagrada é a maior revelação de Deus aos homens,
pois demonstra qual é a vontade de Deus e, desta maneira, faz com que O
conheçamos (I Jo.1:7). Aliás, a Bíblia é a verdade (Jo.17:17) e, como Deus é a
verdade (Dt.32:4; Jr.10:10), vemos que a Bíblia é o meio para percebermos que
Deus existe e quem Ele é.
O quinto fator
que mostra que Deus existe: Jesus Cristo, o Emanuel, ou seja, Deus conosco
(Mt.1:23). Através de Cristo, sabemos quem é Deus
(Lc.10:22; Jo.1:16; 14:6,9). Como disse o escritor aos hebreus, o Filho é “o
resplendor da sua glória, a expressa imagem da sua pessoa” (Hb.1:3). Por isso,
Jesus foi bem claro ao afirmar que quem O conhecia, conhecia ao Pai.
O sexto fator
que mostra que Deus existe: A experiência
pessoal da salvação. Quando somos salvos, Deus vem habitar
em nosso interior (Jo.14:23) e, então, notaremos que Deus existe e que está
disposto a estar conosco para sempre. Sentimos que Deus não está distante de
nós, não mais tateamos, mas com Ele mantemos um relacionamento, um permanente
diálogo, que nos traz a certeza de que não só Deus existe como também que somos
seus filhos (Ef.2:13; Gl.4:6; Mt.6:9).
Portanto, através
destes fatores todo ser humano consegue perceber que Deus existe. Por isso a
Bíblia diz que jamais nenhum ser humano poderá dizer que nunca teve a
oportunidade ou a possibilidade de perceber que Deus existia. É por isso
que não devemos achar que, no julgamento do Trono Branco (o chamado “juízo
final”), haverá pessoas que possam apresentar a Deus esta desculpa, pois todo
ser humano foi capaz de perceber, por sua consciência e pela criação do mundo,
que Deus existia e que era o Senhor de todas as coisas e a quem, portanto, se
devia obediência e submissão.
A natureza essencial de Deus é um assunto demasiadamente complexo. É
como diz o Salmo 139:6 – “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim;
elevado é, não o posso atingir”.
Deparando-se com tal dificuldade, confessa Tomás de Aquino: “O máximo que
conhecemos de Deus é nada em relação ao que Ele é”.
A nossa mente finita não pode chegar a
compreender Deus. A Bíblia diz: “Ao Todo-poderoso não
podemos alcançar; grande é em poder(Jó 3 7 .2 3 ); ”grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável” (Sl. 15.3); Veja ainda: Is. 40.28; Rm. 11.33.
Deus é invisível. "Deus nunca foi visto por
alguém. O Filho Unigênito, que está junto do Pai, este o fez conhecer"
(João 1:18); "Ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam
honra e glória para todo o sempre. Amém" (1Tm 1:17); “... o bendito e
único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita
em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e
poder para sempre. Amém"(1Tm 6:15-16).
A diferença é tremendamente
gritante. Primeiro, porque o Deus da Bíblia é o Deus vivo e eterno, criador de
todas as coisas – “Mas o Senhor é o Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo;
o rei eterno"(Jr 10:10). Segundo, os falsos deuses, são apenas
imaginação do homem sem Deus, logo eles são inacessíveis, porque não existem.
Uma das características
fundamentais do Deus da Bíblia, que o difere dos falsos deuses, é o fato de Ele
sempre procurar se comunicar com suas criaturas. O Deus da Bíblia, em sua
transcendência, sempre quis e quer comunicar-se com o ser humano, de forma
imanente, para demonstrar seu amor e seu cuidado, visando à sua salvação. Os
deuses, criados pela imaginação humana, sempre se mostraram inacessíveis ao
relacionamento com seus adoradores, porque eles simplesmente não existem. Veja
o caso do profeta Elias no Monte Carmelo, quando do embate que teve com os 950
“profetas” dos falsos deuses(1 Rs 18:19). Os seguidores do falso deus
Baal: “E, tomando o novilho que se lhes dera, prepararam-no, e
invocaram o nome de Baal, desde a manhã até o meio-dia, dizendo: Ah Baal,
responde-nos! Porém não houve voz; ninguém respondeu. E saltavam em volta do
altar que tinham feito. Sucedeu que, ao meio-dia, Elias zombava deles, dizendo:
Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou
que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja
dormindo, e necessite de que o acordem. E eles clamavam em altas vozes e,
conforme o seu costume, se retalhavam com facas e com lancetas, até correr o
sangue sobre eles. Também sucedeu que, passado o meio dia, profetizaram eles
até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde. Porém não houve voz;
ninguém respondeu, nem atendeu”( 1 Rs 18:26-29).
Elias, o seguidor do Deus
vivo: “Sucedeu, pois que, sendo já hora de se oferecer o
sacrifício da tarde, o profeta Elias se chegou, e disse: Senhor, Deus de
Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és Deus em Israel,
e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra tenho feito todas estas
coisas. Responde-me, ó Senhor,
responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és Deus, e que tu
fizeste voltar o seu coração. Então
caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e
ainda lambeu a água que estava no rego”( 1 Rs 18:36-38).
Perceberam a diferença? Os falsos deuses são
apenas imaginação humana, eles não existem. O Deus da Bíblia é vivo e
verdadeiro e ouve a nossa oração e se comunica com o seu povo. Hoje, através de
Jesus Cristo, único mediador entre Deus e os homens, o ser humano tem acesso ao
Soberano Senhor do universo e de todas as coisas.
Seguir a falsos deuses é
abandonar o Deus vivo e isto constitui em um terrível pecado, passível de
punição. Salomão, rei de Israel, sob a influencia de suas
esposas pagãs, abandonara ao Senhor, prostrando-se diante de falsos deuses(I Rs
11:1-5). Esse terrível pecado jamais ficaria impune! Deus suscitou diversos
inimigos contra Israel(1 Rs 11:14-25), fazendo-o amargar duríssimas derrotas.
Moisés identifica os deuses
pagãos com demônios (Dt 32.17; cf. Sl 106:36-37). O mesmo
faz Paulo (1 Co 10.19-20) e o apóstolo João (Ap 9.20). Acredito
que o mesmo é verdade ainda hoje. Por detrás da moderna idolatria estão os
antigos demônios. Entretanto, mais uma vez é preciso observar que as Escrituras
condenam propriamente o confeccionar e possuir imagens de entidades pagãs com
propósito religioso: Não terás outros deuses diante de mim. Não farás
para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus,
nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem
lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a
iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me
aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam
os meus mandamentos (Ex 20.3-6).
Por ser Deus vivo e
verdadeiro, somente a Ele devemos prestar culto e adoração.
Ele é o centro da adoração. Jesus foi claríssimo ao afirmar que
somente devemos adorar a Deus (Mt.4:10). Como a Igreja é o povo de Deus, ainda
que se apresentem outros deuses, só ao Senhor é que este povo adora, só ao
Senhor é que este povo entoa louvores (Sl.138:1). No entanto, muitas pessoas,
embora presentes e assíduas nas reuniões das igrejas locais, a que muitas,
inclusive, pertencem, não se tem mais adoração a Deus, mas, sim, a muitos
outros “deuses”. Lamentavelmente, muitos estão a adorar ao homem, que se tornou
o centro das preocupações dos louvores, dos cânticos e da própria reunião. Já
perceberam como o “eu”, como o crente é o centro das pregações, das letras dos
cânticos e da própria “liturgia”? Por isso, as reuniões passaram a ser
“shows” (seja de cantores, seja de pregadores), ou seja, exibições de pessoas e
não uma reunião voltada para Deus. Muitos querem e conseguem aparecer nestas
reuniões e Deus só é lembrado como Aquele que é obrigado a saciar e satisfazer
os desejos dos “adoradores” ali presentes. Que coisa abominável aos olhos do
Senhor! Quantos ídolos são louvados, e o Senhor completamente esquecido. O Deus
da Bíblia é diferente dos falsos deuses porque:
1. O Deus da Bíblia é o Criador de todas as coisas. A Bíblia
nos ensina que Deus é um Ser distinto daqueles que Ele criou. Deus não Se confunde
com a Sua criação, ao contrário do que ensinam, equivocadamente, os chamados
“panteístas”, aqueles que confundem Deus com a natureza, pensadores, aliás, que
estão muito em voga nos nossos dias, principalmente entre os adeptos da Nova
Era.
Que Deus não se confunde com a
criação vemos logo no primeiro versículo do livro do Gênesis, que nos informa
que “no princípio, criou Deus os céus e
a terra” (Gn.1:1). Ao assim descrever o processo da criação, as Escrituras
mostram que Deus é distinto dos “céus e
a terra”, ou seja, da criação, seja dos seres celestiais, seja dos seres
terrenos. Céus e terra tiveram princípio, mas Deus já era desde sempre. Céus e
terra foram criados, Deus é o Criador.
2. O Deus da
Bíblia é Eterno. Como o Ser eterno por excelência, Deus sempre existiu e sempre haverá
de existir; Ele não tem princípio, nem fim, é o único Ser eterno que
existe(Sl.90:2). Deus é desde sempre (Hc.1:12), o princípio e o fim (Ap.1:8).
Daí porque ter se apresentado a Moisés como “Eu sou o que sou” (Ex.3:14). O
tempo para Deus simplesmente não existe, havendo para Ele um eterno
presente.
Deus é eterno e, por isso, também
é imortal, ou seja, sendo vivo jamais morrerá. Ao contrário do que afirmaram
alguns pensadores, como o alemão Friedrich Nietzsche, que teve a petulância de
afirmar que “Deus havia morrido”, Deus não é uma idéia que tenha tido origem na
imaginação humana, mas um Ser que jamais deixará de existir, que vive para todo
o sempre, como desde sempre existiu (Sl.102:12; I Tm.1:17; 6:16).
A Bíblia diz: "Antes de
nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade
tu és Deus” (Sl 90:2); "Será que você não sabe? Nunca ouviu falar? O
Senhor é o Deus eterno, o criador de toda a terra. Ele não se cansa nem fica
exausto; sua sabedoria é insondável"(Is 40:28); "Assim diz o Senhor,
o rei de Israel, o seu redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu
sou o último; além de mim não há Deus"(Is 44:6); "Mas o Senhor é o
Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo; o rei eterno"(Jr 10:10).
3. O Deus da Bíblia é Santo.
Deus
é santo, ou seja, sua natureza não permite a convivência nem a tolerância com o
pecado. Deus é santo (Lv.11:44,45; 20:26), abomina o pecado, nem o tolera,
tanto que, quando foi achada iniqüidade no querubim ungido, foi ele lançado
fora da presença do Senhor (Ez.28:15,17), bem como o mesmo ocorreu com o
primeiro casal (Gn.3:22-24). Quando o nosso pecado foi lançado sobre o Senhor
Jesus, Deus dEle se apartou, desamparando-o(Is.53:6; Mc.15:34). Deus é santo e exige que todos os seus
servos também o sejam (Lv 19.2).
4. O Deus da Bíblia é o
Supremo Juiz do Universo. Uma das maneiras de Deus se
revelar ao homem é por intermédio da consciência, este tribunal que Deus pôs em
cada um de nós para nos dizer o que é o certo e o que é o errado, o que é o bem
e o que é o mal. Ora, ao estipular o que é o certo e o que é o errado, Deus,
também, determinou o que é o justo e o que é o injusto e, como Ser Supremo,
assumiu a única posição que Lhe cabe, qual seja, a de justo juiz (Sl.9:8; 50:6;
Jr.11:20; II Tm.4:8). Deus é justiça, ou seja, tem de dar a cada um o que é
seu (Gn.18:25; Jó 8:3;Sl.31:1; 35:24).
Deus é justo e não devemos ter
dúvida alguma a respeito disso. Embora Deus seja amor, Ele também é justiça.
Vivemos num mundo cheio de pecado e o pecado nada mais é que iniqüidade (I
Jo.3:4). Ora, iniqüidade é injustiça e, portanto, convivemos diariamente com a
injustiça, porque convivemos com o pecado. No entanto, quando observarmos as
injustiças deste mundo, não nos esqueçamos de que Deus é justiça e que, mais
dia, menos dia, a justiça se fará, pois, como exclama o patriarca Abraão: “…Não
faria justiça o Juiz de toda a terra? (Gn.18:25). Tenhamos sempre a certeza de que Deus é justo e a justiça
se fará sempre.
5. O Deus da Bíblia é o Deus Salvador(Gn 32:30; Sl 7:10) - Todo o
plano da salvação do homem é decorrência do amor de Deus, que é sem igual, sem
qualquer comparação (Jo.3:16). O amor divino não é apenas um sentimento, mas um
sentimento acompanhado de ações concretas e atitudes reais. Por isso, ao amar o
mundo, enviou o Filho para que pudéssemos ter a vida eterna. Por isso, o Filho
se humanizou e morreu em nosso lugar. Por isso, Deus se fez carne e preço para
o pagamento dos nossos pecados e a nossa redenção. Isto é o verdadeiro amor, um amor de gestos, de atitudes, não de palavras ou sentimentos que não ultrapassam o
campo das emoções (I Jo.3:18,19).
6. O Deus da Bíblia é Misericordioso
- Ele é misericordioso e reivindica
que assim ajamos (Cl 3.12). Deus não
é insensível ao sofrimento dos outros: “Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a
misericórdia e o perdão”Dn. 9.9); “As misericórdias do Senhor são a causa de não
sermos consumidos, porque as suas misericórdias
não têm fim”(Lm 3:22). Ele estende a sua misericórdia sobre toda
a criação – “ O Senhor é bom para
todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras”(Sl. 145.9);
“Embora entristeça a alguém, contudo terá compaixão segundo a grandeza da
sua misericórdia”(Lm 3:32). Deus, “rico em misericórdia”(Ef. 2.4),
enviou seu Filho para que obtivéssemos a salvação (Lc. 1.78).
1. O deus do Teísmo Aberto. Esta
corrente teológica afirma, basicamente, que os atributos onisciência,
onipotência e onipresença, relativas à pessoa de Deus, não aparecem na Bíblia.
Afirmam que essas características foram herdadas da filosofia grega. Dentro
desta ótica, Deus está diariamente aprendendo, não teria certeza dos rumos que
tomariam suas atitudes, não tem como saber o futuro e pode mudar de idéia de
acordo com as circunstancias. Além disso, Ele limitaria seu poder, para que o
livre-arbítrio humano não fosse prejudicado.
Essa teologia tenta fazer uma
“defesa” de Deus, pois o mundo tem questionado o motivo de Deus aparentemente
não fazer nada diante dos inúmeros problemas e maldades que são vistos em nosso
planeta, como se Ele não tivesse a capacidade de estar no controle de todas as
coisas, ou de impedir certos problemas. Entretanto, é uma teologia perigosa,
tendo em vista o fato de que Deus não deixa de ser Deus por causa dos questionamentos
dos homens. Além disso, tais pensadores não atribuem os problemas aos pecados
dos homens, e os atributos divinos não podem mudar pelo fato de o homem ser um
ser mutável.
2. O deus da Nova Era. A “Nova Era” é
identificada precisamente por dizer que o homem é capaz de evoluir
espiritualmente por si só, que há um caminho de salvação que depende única e
exclusivamente do homem. Tenhamos cuidado com este conceito: o homem sem Jesus
nada pode fazer(Jo.15:5). Os
seguidores da “Nova Era” acreditam que as substâncias
de que são formados “o mundo, a terra, o ar, o fogo e a água, seriam
possuidoras de vida. Dentro dessa idéia esoterista, o sol, a lua, as estrelas e
outros astros são deuses, e devem ser adorados”. Eles acreditam que os
planetas seriam lugares de habitação dos espíritos. Equiparam-se a eles os
adeptos do espiritismo e da astrologia. A doutrina da Nova Era é a doutrina do
anticristo.
PARTE II – COMENTÁRIO DOS
TÓPICOS PROPOSTOS(Pr. Elinado Renovato de Lima)
1. A existência de Deus questionada. O Deus
da Bíblia existe? Se Ele existe, inquirem os críticos da Palavra: por que há
tantas tragédias causando sofrimento a milhares de pessoas, inclusive inocentes
e piedosos? Por que há tanta injustiça no mundo? Com estas e outras questões, a
mente humana procura entender quem é Deus e, de maneira presunçosa, negar sua
existência, ou culpa-lo por todas as mazelas desta vida.
2. A existência de DEUS é
um postulado. Deus pe real e não precisa ser demonstrado
com base na lógica humana. A Bíblia denomina a descrença em Deus como
insensatez, estupidez e absurdo: “Disse o néscio no seu coração: Não há
Deus”(Sl 53:1); “Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas
cogitações são: Não há Deus”( Sl 10:4).
3. A existência de DEUS não
precisa ser provada. Deus é a garantia da
lógica do Universo.Sem Ele, o universo não poderia existir. Se o cosmo é uma
realidade, e somos testemunhas disse, Deus existe! A ordem e a harmonia que
permeiam toda a criação pressupõe a existência de um Criador. A mente humana,
limitada e falível, jamais conseguirá provar a existência de Deus à parte da
fé(Hb 11:3). O Todo-Poderoso é Espírito infinito (João 4:24). Todavia, há na
criação inumeráveis evidências da existência de Deus. Ele, por sua infinita bondade,
tem se revelado às suas criaturas de diversas formas. Pode ser que as provas
sejam necessárias à mente do homem natural, mas o homem espiritual(1 Co
2:14,15), através da fé, tem total convicção até mesmo daquilo que não se vê(Hb
11:1).
1. O homem natural não
alcança a mente divina. Deus, em sua infinitude,
é incompreensível à mente humana. Por isso Zofar inquiriu ao patriarca Jô:
Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do
Todo-poderoso?”(Jó 11:7). Isaias também indagou ao povo: “A quem, pois, fareis
semelhante a Deus, ou com que o comparareis?”(Is 40:18). O ser humano pode até
conhecer a Deus através da revelação natural(Sl 19:1; Rm 1:19-21), mas de modo
limitado, pois o finito não pode abarcar o infinito(Is 40:28). Entretanto, o
Eterno, em sua bondade, revelou-se ao homem através de Cristo(João 1:18;17:3).
2. O homem natural não
compreende as coisas de DEUS. O ser humano, em
razão do pecado, tem dificuldade de crer em Deus. A Bíblia nos esclarece: “Ora,
o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe
parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem
espiritualmente(1 Co 2:14; Sl 10:4). Contudo, a existência de Deus independe da
incredulidade dos homens. O néscio, em sua ignorância ou orgulho, diz: “Não há
Deus”, mas, “os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra
das suas mãos”9Sl 19:1).
1. O DEUS da Bíblia é o
Criador. De acordo com as Escrituras, Deus criou
todas as coisas(Gn 1:1). Já os falsos deuses, foram inventados pela imaginação
humana. O Antigo Testamento apresenta-nos uma variedade de falsos deuses.
Alguns deles, inclusive, de caráter demoníaco, tais como Baal, Moloque e Aserá.
Na Babilônia, o deus Marduk era considerado “deus dos deuses”. Segundo a
mitologia, Marduk matou a Tiamaat, deusa das águas profundas, e dividiu-a em
duas partes, criando o céu e a terra. Todavia, a Palavra de Deus nos ensina:
“Só tu és Senhor; tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a
terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto nels há; e tu os guardas
com vida a todos; e o exército dos céus de adora”(Ne 9:6).
2. O DEUS da Bíblia é
Eterno. Nas Escrituras, temos várias referencias à
eternidade de Deus. “O Deus eterno te seja por habitação, e por baixo de ti
estejam os braços eternos...”(Dt 32:27; Is 40:28); “Mas o Senhor Deus é a
verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno”(Jr 10:10). Os deuses falsos
são mortais. Segundo a mitologia grega, a deusa Perséfone morria a cada ano. As
folhas secas do outono representavam o seu fim. No inverno, os deuses morriam,
e ressurgiam na primavera.
3. O DEUS da Bíblia é Santo. Os
deuses mitológicos nivelam-se às baixezas morais dos seus seguidores. Muitos
rituais dedicados a esses falsos deuses são cultos aos demônios, movidos por
orgias sexuais, alucinógenos e sacrifícios humanos( 1Co 10:14-21). A santidade
do Senhor, nosso Deus, é um atributo inerente à sua majestade, pureza e
perfeição (Hc 1:13). “Porque eu sou o Senhor, vosso Deus; porquanto, vós vos
santificareis e sereis santos, porque eu sou Santo”(Lv 11:44; Jô 34:10;Sl 99:9;
Ap 4:8).
4. O DEUS da Bíblia. é o
Supremo Juiz do Universo. Ele tem suas leis,
mandamentos, estatutos e juízos. “Porque o Senhor é nosso juiz; o Senhor é o
nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; Ele nos salvará” (Is 33:22). Ele é o
“juiz de toda a terra” (Gn 18:25; Sl 75:7). Juízo e justiça são a base do trono
do Eterno(Sl 89:14). Ninguém escapará ao juízo de Deus: ”porquanto tem
determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão
que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos”( At
17:31).
5. O DEUS da Bíblia é o
DEUS Salvador (Gn 32.30; SI 7.10).
No Salmo 115, versículos de 1 a 8, o salmista demonstra claramente a diferença
entre o Deus da Bíblia e os falsos deuses, obras das mãos dos homens”. Na
Índia, são catalogados muitos milhões de deuses! O rio, a vaca, e até o rato,
são considerados divinos(Rm 1:23). São falsos deuses qie não tem poder para
salvar o homem de seus pecados, garantin-lhe vida eterna. No Brasil, o
sincretismo religioso vem transformando o país em um santuário de falsos
deuses. Todas essas manifestações fazem parte de um elaborado programa do
Maligno para afastar as pessoas do Verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia(2 Co 4:4).
1. O deus do Teísmo Aberto.
Trata-se de uma doutrina herética e capciosa que, a despeito de considerar-se
teológica, é uma violação á verdadeira interpretação da Bíblia. Os adeptos do
teismo aberto afirmam as seguintes heresias: “Deus não é soberano”; “Deus não é
onisciente”; “Deus se arrisca”;”Deus é falho”; “Deus é mutável”, e outros
inomináveis absurdos. Refutações: Ler Dt 18:13; Sl 139:1-18; Is 43:13;
46:9,10;Mt 5:48; Hb 4:13; Tg 1:17.
2. O deus da Nova Era. A Nova
Era é uma mistura de idéias extraídas de seitas orientais, judaísmo,
cristianismo e ocultismo. Uma de suas principais finalidades é confundir a
mente das pessoas para que não se aproximem do Deus da Bíblia. Através de
elementos místicos, tais como tarôs, pirâmides, cartas, búzios, e da crença em
bruxas, duendes, fadas, e outros seres inventados pela mente humana, procuram
confundir os homens quanto ao conhecimento do Verdadeiro Deus.
Embora a nossa mente finita, não permita que
conheçamos completamente Deus, o certo é que Ele se revelou, exaustivamente, ao
homem em todas as épocas. Podemos afirmar, humildemente, que sem Ele não
poderemos viver; sem Ele a vida não teria sentido.
Não adianta saber os desígnios
divinos, pois Eles estão além da nossa capacidade de raciocínio. Seus caminhos
e pensamentos estão acima dos nossos caminhos e pensamentos. Por isso, não
queiramos saber mais do que convém (Rm 12:3; I Co.8:2). ” As coisas
encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós
e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta
lei”(Dt 29:29).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof EBD – Assembléia de Deus – Ministério
Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de
Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão.
Comentário Bíblico do Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco. .