Aula 07

A REBELIÃO CONTRA O DEUS DA BÍBLIA

Leitura Bíblica: 1 Co 10:1-9,11

16/11/2008

 

Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a Palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti...”(1 Sm 15:23).

 

INTRODUÇÃO

Rebelião significa o  ato ou efeito de insurreição, uma oposição ou resistência por qualquer meio moral. Denota um comportamento de revolta interior. Ela está presente em quase todas as áreas de nossa vida: em casa, no trabalho, na vizinhança, na escola, na Igreja. Ela nem sempre é explícita. Muitas vezes ela se apresenta sutil e traiçoeira: uma discordância manifesta, uma crítica maldosa ao líder, uma acusação leviana contra alguma autoridade, uma palavra de murmuração sobre a situação ou simplesmente a cumplicidade em relação ao pecado alheio, pode ser a ponta de um iceberg. A rebelião é como o pecado da feitiçaria, diz a Palavra de Deus(1 Sm 15:23), e nenhum feiticeiro entrará no reino do Céu(Gl 5:20,21).

Estudando as Escrituras, não encontramos nenhum outro tipo de transgressão que seja tratada com tanta severidade por Deus como a da rebelião. Vemos pessoas ficando gravemente enfermas (Nm 12:10), reis perdendo o seu trono (1 Sm 13:13-14) e gente sendo morta por um juízo de Deus, “simplesmente” pelo fato de que se levantaram contra Sua autoridade (Nm 16:1-33). O mais chocante é que a rebelião não acontece só quando alguém se levanta frontalmente contra Deus. Todas as vezes que o homem se opõe às pessoas constituídas e ungidas por Deus ou a uma visão divina, é tratado como um rebelde.

I – A REBELIÃO CONTRA DEUS

1. A origem da rebelião. Na dimensão espiritual, a origem da rebelião insurgiu no coração de Satanás. A drástica conseqüência da rebelião de Lúcifer, o querubim ungido(Ez 28:14), criado perfeito na sua conduta moral(Ez 28:15), com grande beleza(Ez 28:12), exaltado em posição de honra(Ez 28:13), elevou o coração e se rebelou contra Deus(Is 14:13). Os profetas Isaias, no capítulo 14, e Ezequiel, no capítulo 28, nos relatam a ambição de Satanás ao desejar ser como o Todo-Poderoso, rebelando-se contra aquele que o criou(Ez 28:13,final). Mas não quis se rebelar sozinho. Procurou conquistar milhares de anjos para consumar o seu maligno intento.

Para conquistar os anjos nesta rebelião Satanás usou uma arma poderosa: a sutileza. Quando de sua rebelião ele conseguiu levar consigo um terço dos anjos de Deus – “E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu...”(Ap 12:4). Porém, certamente que ele usou de muita sutileza para obter o apoio e a adesão daqueles anjos. É sabido que os anjos são seres espirituais dotados de grande inteligência, inteligência superior ao mais inteligente dos homens. Porém, não são oniscientes, podendo ser enganados.

Sobre seu plano, diz o Profeta Isaias: “E tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono... subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo”(Is 14:13-14). Dizer no coração tem o sentido de pensar. Esse era o seu plano, que guardava em “seu coração”: destronar Deus e ocupar o seu lugar.

Satanás não apenas é hábil no emprego de sutilezas como, também, é o “Pai da mentira”, segundo revelação feita por Jesus – “... ele foi homicida desde o principio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele, quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”(João 8:44). Certamente que foi usando de sutilezas calcadas em mentiras e falsas promessas que ele conseguiu seduzir um terço dos anjos do Céu. O argumento foi muito forte e convincente. Pode ter sido o mesmo que ele usou com Eva: “o sereis como Deus”. Usando este raciocínio e com toda sua capacidade de convencimento levou os anjos ao orgulho e a soberba, ao pecado – à rebelião.

2. A Rebelião do homem. Na dimensão terrestre, a origem da rebelião deu-se no Éden. No livro de Gênesis vemos a história de Adão e Eva no jardim do Éden. De acordo com a narrativa bíblica, o homem que começa com um enorme potencial e comunhão ilimitada com o seu Criador, sucumbe às tentações de um espírito maligno, conhecido como Satanás. As tentações sutis alcançaram Adão e Eva, incitando-os a desprezar a vontade expressa de Deus. Eva ouviu o raciocínio do inimigo e achou que era mais confiável que a palavra explícita de Deus. Ela concluiu que o mandamento divino era muito restritivo, e que, a fim de alcançar seu potencial mais elevado, tinha que declarar independência de seu Criador. Isso foi rebelião. Adão ouviu a voz de sua esposa, em detrimento à voz de Deus, e se uniu a ela na rebelião.

A rebelião de Adão e Eva encerrou o relacionamento íntimo que eles haviam desfrutado com Deus. A natureza de sua rebelião foi tal que rompeu a sua maneira de se relacionar não só com Deus, mas também um com o outro. Em vez do mútuo amor e compromisso, sua rebelião contra Deus resultou em vergonha mútua (Gn 3:7). Seu relacionamento interpessoal não era mais harmonioso (Gn 3:12). Essa rebelião resultou, acima de tudo, na separação de Deus e na percepção de que Deus era alguém a quem temer, alguém de quem eles precisavam se esconder (Gn 3:8-10). Os efeitos dessa tentação que os levaram a um ato de rebeldia contra Deus foram tenebrosos, e representam o âmago do que a Bíblia descreve como pecado. Este pecado atingiu a toda a humanidade. Deus e os seres humanos não estavam mais unidos em amor e harmonia. O que era necessário era um ato de reconciliação. E foi para isso que Deus cumpriu sua majestosa promessa de enviar seu Filho, Jesus Cristo, para reconciliar o homem com Deus(2 Co 5:18,19; Rm 5:11).

a) Usando de sutiliza Satanás enganou Eva no Paraíso. Em nenhum momento ele usou sua força para obrigar a mulher a pecar. Ele não foi rude, não foi ameaçador, não levantou a voz com Eva. Quem age com sutileza age com inteligência, procurando angariar a confiança, dando credibilidade às suas palavras. Às vezes procura passar a idéia de inocência procurando levar a vitima a se considerar como superior.

Foi assim, muito gentil e com voz aveludada que Satanás se aproximou de Eva, dirigindo-lhe uma pergunta aparentemente nada comprometedora: “... É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?”. Diante de tanta amabilidade Eva aceitou o diálogo, porém, não mostrou firmeza, pois, em sua resposta não correspondeu aquilo que, de fato Deus havia dito. Nossas dúvidas e inseguranças na Palavra de Deus tornam Satanás mais ardiloso. Falseando a Palavra, Eva respondeu: “... do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”. Agora Satanás estava em condições de contraditar o próprio Deus, pois, sentiu que já tinha o controle sobre a mulher. Mais uma vez, com muita sutileza, lançou dúvidas quanto à veracidade da Palavra do próprio Deus: “... certamente não morrereis”. Uma maneira muito sutil de afirmar que Deus havia mentido.

Não tendo havido nenhuma reação por ter ouvido que a Palavra do Criador não era verdadeira, então Satanás com maior sutileza deu sua cartada final despertando, agora, a soberba e o desejo de ser como Deus: “Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”(Gn 3:1-5). Sem qualquer ameaça, sem nenhuma palavra forte, apenas na sutileza, Satanás já estava com a mulher na “palma de sua mão”. Eva se deixou enganar - pensou que seria como Deus. Olhou – “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos(Gn 3:6). Desejou – “... árvore desejável para dar entendimento...”.Tomou – “... tomou-lhe do fruto...”. Comeu - “...comeu...”. Morreu – A Palavra de Deus era verdadeira: “...no dia em que dela comeres, certamente morrerás”(Gn 2:17).

Embora o diabo, por sua própria natureza sutil, apresente-se em diversos disfarces, de forma quase imperceptível, em essência sempre é e será a “antiga serpente” (Ap.12:9), de modo que, ao verificarmos como agiu no Éden, teremos condição de nos acautelarmos quando de suas investidas no campo doutrinário, que é onde mais se apresenta a sua sutileza.

b) Os Apóstolos advertiram contra esse perigo das sutilezas de Satanás -E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”(II Pe 2:1-2). Que Deus nos guarde!

3. Rebelião de Israel. A história bíblica mostra as diversas rebeliões do próprio povo de Deus, de quem se esperaria um pouco mais de fidelidade para com o Senhor. Eles se rebelaram quando saíram do Egito. No deserto, o povo se rebelou diversas vezes: desprezou o Maná mandado por Deus(Num 11); Miriã e Arão desafiaram Moisés(Num 12); Israel se recusou a entrar na Terra Prometida(Num 14); Datã, Coré  e Abirão se rebelaram contra Moisés(Num 16); Moisés e Arão pecaram junto à Rocha(Num 20); o povo se rebelou em Baal Peor, com idolatria e prostituição(Num 25). Mesmo tendo chegado a Canaã, Israel não se emendou, e preferiu correr atrás dos deuses das nações cananitas, sendo, posteriormente, deportados. No Novo Testamento, quando Deus se manifestou na pessoa de Jesus Cristo, seu povo escolhido o rejeitou, e mesmo a igreja composta de judeus teve dificuldades de aceitar a extensão do plano da salvação aos gentios”(Ensinador Cristão).

4. Por que o Senhor foi, é e será tão severo com os rebeldes? 

a) Porque a rebelião questiona o senhorio de Deus.  Deus não tolera a rebelião porque ela questiona a base que sustenta o Universo, ou seja, o seu Senhorio. Se existe algo que Deus não pode abrir mão é do governo sobre todas as coisas. Ao criar o homem e colocá-lo no Jardim do Éden com todo o respaldo para viver feliz e desfrutar da Terra, o Senhor Deus deixou claro que a única condição para que tudo permanecesse bem, era que Adão e seus descendentes se sujeitassem a Ele. A figura da “árvore do conhecimento do bem e do mal” colocada no meio do jardim com seu fruto proibido era um ícone da autoridade divina, um aviso que o homem deveria entender assim: “Você pode dominar sobre tudo, mas quem manda em você sou Eu, o Senhor”. Ao comer daquele fruto, Adão e Eva estavam se insurgindo, proclamando sua independência e, como resultado, receberam toda a maldição do pecado, não somente sobre si, mas sobre toda a raça humana que os seguiu.

b) Porque a rebelião nos assemelha a Lúcifer, o querubim corrompido. Foi exatamente uma insurreição contra a soberania do Senhor Deus, que fez com que Lúcifer e um terço dos anjos fossem expulsos do céu e se tornassem este reino asqueroso de demônios que atormenta a Terra. Quando nos rebelamos, nós que fomos feitos para manifestar a glória e o caráter de Cristo, assumimos uma identificação completamente oposta, assemelhando-nos àquele que se tornou o maior inimigo de Deus, o diabo.

c) Porque a rebelião contamina. A rebelião tem um terrível e devastador poder de contaminação. Rebeldes costumam levantar insurreições, são como o estopim de uma grande bomba. Ao lado de um rebelde logo se levantarão muitos outros. Por isso, não podem ser deixados à revelia, agindo no meio da sociedade como células cancerosas que se multiplicam em sua loucura. Veja, a seguir dois exemplos basilares de rebelião que servirão de alerta para os cristãos nos dias de hoje.

Exemplo 1: A Rebelião de Ninrode.O relato da torre de babel é o clímax da história da rebelião contra Deus, imediatamente após o dilúvio. Deus havia mandado os sobreviventes do dilúvio “encher a terra” (Gn 9:1), em vez disso, eles escolheram reunir-se em um único lugar para construir uma cidade com uma torre que alcançaria o céu e seria como  símbolo de sua identidade comum. Começando com Adão e Eva, o denominador comum no pecado é a rebelião contra a vontade de Deus. A arrogância humana produz o pecado que divide as pessoas, as pessoas estavam unidas, mas estavam unidas primariamente em sua língua e em sua rebelião contra Deus. Deus repreendeu-lhes a arrogância confundindo-lhes a língua, assim as pessoas que quiseram estabilizar sua identidade, unidade e segurança em torno de um grande ideal, e não em torno do grande Deus, foram dispersas para encher a terra.

Exemplo 2: A rebelião de Coré, Datã e Abirão. Em seu desejo de substituir Moisés, Coré contaminou Datã, Abirão e 250 líderes do povo com sua ambição profana. Prometeu posições no serviço do templo que não eram suas para que pudesse dar — e fez tudo isso acreditando firmemente que Deus estava com ele. No que poderia ser descrito como a mais chocante demonstração do poder de Deus, a terra literalmente se abriu, tragando os rebeldes, suas famílias e seus bens. Essa impressionante demonstração deveria ter sido suficiente para convencer todo o povo de que Deus estava com Moisés e Arão; porém, enfurecidamente, o povo os atormentou por matarem os homens de Deus. Deus ficou tão zangado com isso que enviou uma praga, a qual matou outras 14.700 pessoas(Nm 16:49) antes que a intercessão de Arão pudesse impedir a mão de Deus. Como acontece freqüentemente, o pecado acariciado por um geralmente contamina muitos.

II – POR QUE O HOMEM REJEITA O DEUS DA BÍBLIA?

1. Em razão de sua natureza pecaminosa.  Deus ao criar o homem tinha um propósito importante: manter pleno relacionamento e comunhão com Ele. Mas, para isso Ele exigia obediência e santidade(I Pe 1:14,15). Só que o homem pecou e o pecado trouxe a separação entre Deus e homem(Is 59:2). A partir de então todos os homens adquiriram a natureza pecaminosa e vivem sob o jugo do pecado. Este domínio gerou a morte, ou seja, a separação entre o homem e Deus, morte que é inevitável no estado pecaminoso. A invés do ser humano se corrigir do terrível erro cometido procurou ainda mais se distanciar do seu Criador, e por causa de sua natureza humana corrompida pelo pecado, faz de tudo para contrariar e combater contra Deus(Gl 5:16,17; Rm 7:7-25).

A característica do homem ao longo da história sempre foi a de criar instrumentos e mecanismos pelos quais ele persistisse em acreditar que era o senhor de si, que não havia Deus, que não havia quem lhe pudesse mandar. O homem insistia na idéia de que era “igual a Deus”, mantendo a sua crença na mentira satânica, mentira que é continuamente repetida pelo diabo que, geração após geração, continua a enganar e a cegar o entendimento dos incrédulos, impedindo-os de ver a verdade (II Co.4:4).

Mesmo expulso do Éden e sofrendo as duras conseqüências do seu erro, o homem insistiu em querer ser “igual a Deus”. Caim, o primogênito de Adão e de Eva, foi o primeiro exemplo disto. Construiu uma cidade e nela pôs o nome de seu filho Enoque, num gesto que mostrava que se achava superior a todos os seres, como se sua vida não fosse resultado da misericórdia divina que, através de um sinal, o havia impedido de sofrer as conseqüências de seu abominável pecado. A civilização surgida desta cidade foi uma civilização rebelde, que não buscou a Deus e que resultou na violência e corrupção generalizadas que levou o Senhor a mandar o dilúvio sobre a Terra.

A geração do dilúvio, aliás, é um retrato vivo do que resulta a divinização do homem – evidência de rebelião. Jesus nos diz que, nos dias de Noé, os homens casavam, davam-se em casamento, comiam e bebiam, completamente alheios à mensagem divina da destruição da Terra(Mt.24:38; Lc.17:27), mensagem pregada por Noé ao longo dos anos em que construiu a arca (II Pe.2:5), a demonstrar que ninguém se importava com Deus e a sua soberania sobre todas as coisas. O homem achava-se o máximo, o “dono da sua própria vida”, o determinador do que é certo e do que é errado, um verdadeiro “deus”. O resultado outro não foi senão o juízo divino e, mais uma vez, assim como acontecera no Éden, o Senhor mostra que só Ele reina e tem o controle sobre todas as coisas, destruindo toda aquela pervertida geração. Mas, infelizmente, a natureza pecaminosa do homem está vinculada a este gesto de orgulho e de soberba, não sendo, aliás, por outro motivo que o apóstolo João disse que, no mundo, há três coisas que são hostis a Deus, sendo uma delas, precisamente, a soberba da vida (I Jo.2:16). A comunidade surgida da descendência de Noé logo mostrou esta soberba, materializada no projeto de construção da Torre de Babel, onde se concretiza a intenção de se fazer maior do que Deus: “façamos uma torre cujo cume toque nos céus e nos façamos um nome para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn.11:4). Percebe-se aqui, mais uma vez, o uso do pronome pessoal na primeira pessoa. Era o egoísmo, a egolatria, o gesto de rebeldia contra Deus, o “grito de independência” em relação a Deus, esquecidos todos de que eram os descendentes da família que havia sido miraculosa e graciosamente salvas por Deus do dilúvio. O poder político cedo se mostrou como uma armadilha para a soberba, para o orgulho do homem e é por isso que o sistema mundial gentílico, iniciado ali em Babel, há de ser completamente destroçado por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo antes de Ele estabelecer o seu reino milenial aqui na Terra, pois se trata de um sistema corrompido, de um sistema impregnado pela idéia da divinização do homem, pelo desejo do homem de “ser igual a Deus”.

2. Em razão das funestas atividades do “espírito do Anticristo”. “Filhinhos é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora. (...) E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo(I Jo 2.18; 4.3).O Anticristo ainda não está mundo, mas muitos de seus seguidores já se encontram em plena atividade, inclusive realizando sus obra satânica de oposição a Cristo.

Todas as nações, com exceção de Israel pertencem a um sistema mundial de governo que tem como característica principal a rebelião contra Deus, a tentativa de estabelecer um modo de vida independente de Deus. A comunidade única pós-dilúvio foi destruída por causa deste sentimento. Esta rebeldia tem se perpetuado ao longo da história da humanidade e atingirá o seu máximo esplendor mediante o governo do Anticristo, esta personagem que é anunciada nas Escrituras como sendo o mais ímpio e iníquo governante que já houve sobre a Terra e cuja manifestação coincidirá com o início do juízo de Deus sobre o planeta.

“… muitos se têm feito anticristos…”. Isto quer dizer que até o aparecimento do anticristo, muitos haveriam de se fazer anticristos, ou seja, a exemplo do que ocorreu com o Cristo, que foi tipificado, prenunciado, figurado por algumas pessoas (José, Moisés, Josué, Davi, entre outros) também o anticristo será figurado, tipificado, representado, prenunciado por algumas personagens históricas, quase sempre líderes políticos e/ou religiosos ao longo da história da humanidade, que terão posições de mando dentro da estátua do sonho de Nabucodonosor, o sistema mundial gentílico. Assim, Nero e outros déspotas cruéis que surgiram ao longo da história são apenas os “anticristos”, postos no plural, figuras, tipos da terrível personagem que ainda está por aparecer.

Eis alguns dos instrumentos de rebelião utilizados por Satanás nesses últimos dias:

a) “O relativismo”. O relativismo é a doutrina filosófica que nega a existência de verdades universais absolutas, seja na área do conhecimento, da moral ou da religião. Segundo essa doutrina filosófica não existe verdade e nem valor moral absoluto. Cada homem tem a sua própria verdade, bem como a medida dos seus valores morais. Assim, o que é correto ou certo, ou moral, para um, necessariamente não precisa ser para outro. O conceito de certo e errado, de bem e mal, pode variar de pessoa para pessoa, bem como de lugar para lugar, podendo, ainda, modificar-se no tempo.

Satanás sabe que Deus, como Criador e Senhor, tem o direito de exigir obediência e fidelidade do homem, bem como de todas as suas criaturas e que o homem, como criatura, tem a obrigação de obedecer e servir ao seu Criador e Senhor.

Satanás sabe que ele, como criatura, não cumpriu suas obrigações de obedecer e servir seu Criador e Senhor, e que por isso foi lançado por terra. Satanás sabe que no relacionamento entre o homem e Deus não existe o relativismo, mas verdades e valores absolutos que precisam ser respeitados.

Satanás sabe que ele falhou e quer que o homem siga o seu mau exemplo e vá viver com ele, eternamente, no inferno, ou no “lago de fogo e enxofre”, que não foi preparado para o homem, mas, para Satanás e seus anjos, e que, lamentavelmente, será, também a morada eterna daqueles que rejeitam a Deus e a sua Palavra – “ os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus”(Salmo 9:17).

b) “A permissividade. Permissividade no seu sentido literal é a qualidade do que é permissivo.  Permissivo é aquele que entende que tudo pode ser permitido, tolerado, que acredita numa convivência pacífica entre o moral e o imoral. Que cada um deve viver como quer, como pensa, e, mesmo até viver sem pensar. Um mundo sem normas, de liberdade absoluta, onde seja proibido proibir. Um mundo anárquico do ponto de vista espiritual. A permissividade nasce da natureza pecaminosa de cada homem, pois cada ser humano herdou de Adão esta natureza pecaminosa, que o faz rejeitar o bem e escolher o mal quando atinge a consciência. O pecado nasce da concupiscência humana e, por isso, precisamos, para modificar a situação do mundo, atacar o pecado, que se encontra alojado em cada indivíduo.

A permissividade existente nos nossos dias é cada vez mais intensa, porque cada vez mais intenso é o pecado, que se multiplica nestes dias de pós-modernidade em cumprimento às Escrituras Sagradas. Precisamos ter muito cuidado, pois Deus não muda e, assim como não aceitou as folhas de figueira feitas pelo homem e não deixou o pecado impune(Gn.3:11-21), o Senhor também não aceitará a conduta permissivista da humanidade e, brevemente, fará mostrar a sua ira perante o povo que insiste em desobedecer-Lhe (Ap.6:1).

c) Leis infames. No mundo inteiro, cada dia que passa, são promulgadas leis que vêm de encontro aos princípios morais da fé cristã, e aos padrões morais das famílias genuinamente constituídas. Cada dia o liberalismo exacerbado tem suas práticas respaldadas em leis infames, nascidas no coração de Satanás. Há um verdadeiro ataque aos princípios da “moral cristã”, ainda persistentes, sobretudo, no tratamento jurídico da família. Dissemina-se a prática do divórcio, ataca-se violentamente a instituição do casamento, com a legalização e aumento crescente das uniões sem casamento entre as pessoas, sem se falar na chamada “liberação sexual”, que deu guarida e conivência com todo o tipo de prática sexual condenada pelas Escrituras Sagradas, que foi até um dos significados que teve a palavra “permissividade”, com especial enfoque no homossexualismo. Esta permissividade no campo da família atingiu a sociedade como um todo, até porque a formação das gerações futuras ficou completamente comprometida, ante a instabilidade surgida com a multiplicidade de casamentos, com as uniões informais e com o aumento da promiscuidade sexual, que levou, inclusive, à legalização da prática do aborto.

Na Europa existem leis que prevêem a prisão daqueles que usam os textos bíblicos que falam contra o homossexualismo(Lv 18:22;20:13; Rm 1:27; 1Tm 1:10). Pior ainda, há países em que não se pode sequer ler os textos bíblicos que condenam a homossexualidade. No Brasil, essa maligna proibição está chegando. Se for aprovado o Projeto de Lei 122 – contra a homofobia, então, certamente, muitos serão presos, ou se acovardarão se rendendo aos ditames de uma lei satânica, em detrimento à obediência a nossa maior constituição: a Bíblia Sagrada.

III – O FUNDAMENTALISMO ATEISTA

O salmista chama o ateu de “néscio”, ou seja, “ignorante”, “sem conhecimento”. Somente quem não tem conhecimento, quem é ignorante é capaz de dizer “Não há Deus” (Sl.14:1; 53:1). O ateísmo nada mais é que o resultado da plenitude de cegueira espiritual, que o aperfeiçoamento do trabalho de escuridão e obscurecimento que o inimigo faz na mente dos incrédulos (II Co.4:3,4). Por isso, quando vemos o contínuo aumento do pecado no mundo (Mt.24:12), percebemos como tem se intensificado o ateísmo sobre a face da Terra, sendo, aliás, como demonstram as estatísticas e as pesquisas, crescente o número de pessoas que se dizem atéias ou sem qualquer religiosidade no mundo todo, a comprovar como tem operado o espírito do anticristo, o mistério da injustiça nestes dias derradeiros antes da volta de Cristo.

O ateísmo, como nos dá conta o salmista, é a principal fonte da corrupção e da maldade que existe no mundo. Sendo o ápice do engano do maligno em relação ao homem, a sua adoção representa o ponto mais propício para a total deterioração da vida humana. Com efeito, o ateísmo não atinge apenas a pessoa que o adota, que o acolhe, nem tampouco seu poder destrutivo se encontra na divulgação das idéias atéias de alguém, mas vai além, como nos mostra a Bíblia Sagrada.

O ateísmo, embora se diga uma doutrina que nega a existência de um Deus, nada mais é que um artifício maligno para atacar o Deus cristão, o único e verdadeiro Deus, uma forma de levar a descrédito a idéia de Deus. O que se tem, portanto, não é uma verdadeira descrença na idéia de Deus, mas uma revolta, um ataque ao Deus revelado na Bíblia Sagrada. E por que isto? Porque o intuito do inimigo não é que o homem não creia em coisa alguma, mas que, ao rejeitar a Deus, aceite adorar o próprio adversário, o que, efetivamente, ocorrerá na Grande Tribulação. Por isso, o ateísmo é apenas mais um passo para que a humanidade perdida toda seja levada a adorar e idolatrar Satanás – isso é rebelião contra Deus. Não é, pois, coincidência alguma que, após uma intensificação do ateísmo entre a segunda metade do século XIX e a segunda metade do século XX, tenha, também, surgido um vigoroso movimento religioso para divulgar a iminente vinda de um novo “iluminado” e que também tenha aparecido um grande movimento satanista. O ateísmo, podemos dizer, é a “voz que clama no deserto”, o “preparador” do anti-Messias.

Alguns fundamentalistas. Muitos inimigos de Deus ao longo da história da humanidade têm se apresentado como “ateus” e têm se declarado plenamente antagônico às doutrinas atemporais da Bíblia Sagrada.

a) Jean Meslier. “Ao que tudo indica, foi na passagem do século XVII para o século XVIII que o ateísmo adquiriu finalmente rigor conceitual e o termo ‘ateu’ deixou de ser usado como um mero xingamento. Estudiosos do assunto afirmam que Jean Meslier, um simples vigário de uma obscura aldeia do norte da França, que viveu entre os anos de 1664 e 1729, foi o autor do primeiro sistema ateu rigorosamente falando da história da filosofia. O primeiro a negar textualmente a existência de Deus e a tese da criação do mundo, como podemos constatar no seu testamento intitulado Memória dos Pensamentos e dos Sentimentos de Jean Meslier, ainda inédito em português. Nesse livro, as religiões são reduzidas a mitologias e a idéia de Deus em si mesma julgada uma grande farsa criada pelos homens…” (Paulo Jonas de Lima PAIVA. Deus está morto. Discutindo filosofia, ano I, n.1, p.19).

No entanto, a partir do século XIX, porém, vemos crescer o pensamento ateísta, no sentido do chamado “ateísmo ativo ou forte”, que é a negação da existência de Deus, negativa esta veemente que encontrará seu esplendor nos pensamentos de Karl Marx e Friedrich Engels, no chamado “materialismo histórico”, e que dá ensejo aos regimes comunistas, onde o ateísmo era adotado oficialmente pelo Estado, como também de Friedrich Nietzsche(1844-1900), que afirma que Deus havia morrido.

b) Marx e Engels. Segundo esses “ateus” a idéia de Deus era apenas uma forma de as classes sociais dominantes na sociedade criarem uma justificativa, uma ilusão para a sua dominação, para a sua exploração. Deus, assim, não existiria e, uma vez as classes sociais dominadas e exploradas perceberem esta situação, certamente se revoltariam contra os dominadores, através da “revolução”, estabelecendo um tempo de paz e de satisfação, já que não haveria mais necessidades materiais de sobrevivência, o ambiente que caracterizaria o “comunismo”, o estágio final da civilização humana.

c) Friedrich Nietzsche. Em algumas de suas obras Nietzsche afirma que “Deus morreu”, porque entende que Deus seja uma idéia que foi criada por alguns homens para dominarem outros, bem como para impedir que o lado criativo e sublime da espécie humana pudesse aflorar. Nietzsche defende a idéia de que o homem é um deus e que, portanto, tem de assumir esta sua divindade. Vemos, pois, aqui, como o ateísmo de Nietzsche se coaduna com a idéia de que o homem é deus, que é uma das idéias mais atraentes da pós-modernidade.

A negação de Deus, portanto, é, em Nietzsche, associada a exaltação do ser humano, a consideração de que o homem é, ele mesmo, uma divindade, um ser que está acima do bem e do mal preconizados pela civilização atual, que estabeleceu uma “moral escrava”, que outra não é, segundo este “tribuloso” pensador, senão a moralidade decorrente das Escrituras Sagradas.

Nietzsche, em sua filosofia, defende que o homem faça aquilo que bem entender, inclusive defendendo todo tipo de conduta que é negado pela moral judaico-cristã. Não é à toa que muitos dos procedimentos dos nazistas alemães tiveram como justificativa a obra de Nietzsche, a começar pela política de pureza racial.

O pensamento de Nietzsche no sentido de que deve haver um super-homem, um homem despido de “preconceitos”, que esteja “além do bem e do mal”, nada mais é que uma primeira afirmação filosófica que justifique o aparecimento do Anticristo, que se mostrará como sendo este homem, capaz de resolver todos os problemas da humanidade. Quem o diz é o próprio Jesus: “Eu vim em nome de Meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis”(Jo.5:43).

d) Michel Onfray. Segundo Onfray, por trás do discurso pacifista e amoroso, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo pregam na verdade a destruição de tudo o que represente liberdade e prazer: ‘Odeiam o corpo, os desejos, a sexualidade, as mulheres, a inteligência e todos os livros, exceto um’. Essas religiões, afirma o filósofo, exaltam a submissão, a castidade, a fé cega e conformista em nome de um paraíso fictício depois da morte.…” (André FONTENELLE. ‘Deus está nu’. Entrevista com Michel Onfray. Veja, edição 1906, ano 38, n.21, 25 maio 2005, p.11).

Onfray, que criou uma “universidade popular”, que atrai milhares de pessoas a palestras diárias e gratuitas sobre filosofia, artes e política, que são gravadas por uma rádio e se constituem em sucesso de audiência, propõe o “projeto hedonista ético”, em que defende o direito do ser humano ao prazer. Para ele, “… só o homem ateu pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana(…) se Deus não existe, posso me libertar.(…). O princípio fundamental do Deus do cristianismo, do judaísmo e do Islã é um entrave e um inibidor da autonomia do homem.…” (André FONTENELLE, op.cit., p.11). Como se percebe, o sucesso de Onfray é um exemplo típico do que estava predito nas Escrituras: “por que virá tempo em que não sofrerão a são doutrina, mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (II Tm.4:3).

Segundo o pr. Elinaldo Renovato, a influência desse ateu na Europa tem aumentado sobremaneira. Na França, quase ninguém vai mais a igreja. Segundo dizem, uma igreja de 20 membros na França é considerada um catedral. Na Inglaterra, berço de avivamento cristão, é considerado hoje uma nação pós-cristã. Apenas 7% dos ingleses freqüentam algum tipo de culto. Isso mostra um mundo preparado para a chegada do anti-Cristo, mas também, um prenúncio da volta de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!

IV – O FIM DA REBELIÃO CONTRA DEUS

O mundo caminha aceleradamente para o afunilamento e o resultado final de sua rebelião contra Deus. Jesus vaticinou, “E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guerras”(Mt 24:6). A Bíblia nos fala que ao se aproximar o fim, as guerras se tornarão gerais, devastadoras e freqüentes. Todo este estado de coisas aponta para o momento em que haverá um confronto final entre Deus e as forças do mal.

O fim da rebelião contra Deus realmente terá seu ápice quando do estabelecimento do Reino milenial de Cristo. Após o julgamento nas nações, acontecerá o Milênio, isto é, o reinando de Cristo na terra pelo período de mil anos (Ap. 20.1-6) que tem sido aguardado pelo povo judeu (Lc. 2.38; At. 1.6,7). O objetivo do Milênio é fazer convergir em Cristo todas coisas (Ef. 1.10), estabelecer a paz na terra, eliminando toda rebelião contra Deus (I Co. 15.24-28), fazer Israel ocupar toda a terra prometida e lhe pôr como liderança entre as nações (Is. 11.10); cumprir as profecias a respeito do reino do Messias (Dn. 9.24; At. 3.20-21). O lugar do Milênio será a terra na qual os santos, com Cristo reinarão (I Co. 6.2). O governo será teocrático (Fp. 2.10,11; Zc. 14.9), pois o Senhor governará toda a terra (Is. 16.5; Lc. 1.32,33). O conhecimento de Deus será universal (Is. 11.19; Jr. 31.34; Hc. 2.14); a piedade prevalecerá (Sl. 22.27; Is. 60.3. Jr. 3.17), bem como a paz e a justiça (Mq. 4.3; Zc. 9.10; Is. 2.4). Para os que estiverem vivos, a vida será prolongada (Is. 65.20,22; Zc. 8.4) e não haverá paralíticos, nem aleijados (Is. 35.5,6) e a fertilidade do solo será maravilhosa (Am. 9.13,14); os desertos desaparecerão (Is. 35.1,6; 40.19) e haverá abundância de água (Is. 30.25; Jl. 3.18).

Ao final do milênio, acontecerá uma rebelião de Satanás, a sua última (Ap. 20.7-10; Mt. 25.41) a fim de provar aqueles que nasceram no Milênio. Após isso, será o julgamento do Grande Trono Branco, em que serão julgados todos os ímpios, todos aqueles que ao longo da história se rebelaram contra Deus, inclusive Satanás e seus anjos, pois a rebelião é como o pecado da feitiçaria, diz a Palavra de Deus(1 Sm 15:23), e nenhum feiticeiro entrará no reino do Céu(Gl 5:20,21). O local do cumprimento da pena: o “lago de fogo”. O “lago de fogo” é uma prisão eterna, pois, segundo informou o Senhor Jesus, foi o lugar preparado para Satanás viver, na eternidade - “... Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”(Mt 25:41). Será nesse lugar onde serão lançados os ímpios, condenados no Julgamento Final do grande Trono Branco – “e aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”(Ap 20:15). “... de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”(Ap 20:10). Devemos estar cônscios de que após a morte, nosso destino estará selado para sempre(Hb 9:27): com Deus ou sem Ele em eterno sofrimento.

CONCLUSÃO

Tome cuidado! Na presença de Deus não há lugar para oposição. Jesus disse: “Quem comigo não ajunta, espalha”. Se não queremos ser tratados pelo Senhor como feiticeiros, a melhor coisa é vigiar e não tocar no fruto proibido da rebelião. Antes de ser rebelde, é bom pensarmos com quem vamos nos parecer: Com Lúcifer ou com Jesus? Que Deus nos guarde contra esse espírito maligno debaixo do sangue do Cordeiro, como o profeta  Samuel disse a Saul: “eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar”.

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Materialismo e o Ateísmo - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco e Pr. Antonio Sebastião da Silva.