Aula 07
A REBELIÃO
CONTRA O DEUS DA BÍBLIA
Leitura
Bíblica: 1 Co 10:1-9,11
16/11/2008
“Porque a rebelião é como o
pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do
lar. Visto que rejeitaste a Palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti...”(1
Sm 15:23).
Rebelião significa o ato ou efeito de insurreição,
uma oposição ou resistência por qualquer meio moral. Denota um comportamento de
revolta interior. Ela está presente em quase todas as áreas de nossa vida: em
casa, no trabalho, na vizinhança, na escola, na Igreja. Ela nem sempre é
explícita. Muitas vezes ela se apresenta sutil e traiçoeira: uma discordância
manifesta, uma crítica maldosa ao líder, uma acusação leviana contra alguma
autoridade, uma palavra de murmuração sobre a situação ou simplesmente a
cumplicidade em relação ao pecado alheio, pode ser a ponta de um iceberg. A
rebelião é como o pecado da feitiçaria, diz a Palavra de Deus(1 Sm 15:23), e
nenhum feiticeiro entrará no reino do Céu(Gl 5:20,21).
Estudando as Escrituras, não
encontramos nenhum outro tipo de transgressão que seja tratada com tanta
severidade por Deus como a da rebelião. Vemos pessoas ficando gravemente
enfermas (Nm 12:10), reis perdendo o seu trono (1 Sm 13:13-14) e
gente sendo morta por um juízo de Deus, “simplesmente” pelo fato de que se
levantaram contra Sua autoridade (Nm 16:1-33). O mais chocante é que a
rebelião não acontece só quando alguém se levanta frontalmente contra Deus.
Todas as vezes que o homem se opõe às pessoas constituídas e ungidas por Deus
ou a uma visão divina, é tratado como um rebelde.
1. A origem da rebelião. Na
dimensão espiritual, a origem da rebelião insurgiu no coração de Satanás. A
drástica conseqüência da rebelião de Lúcifer, o querubim ungido(Ez 28:14),
criado perfeito na sua conduta moral(Ez 28:15), com grande beleza(Ez
28:12), exaltado em posição de honra(Ez 28:13), elevou o coração e se
rebelou contra Deus(Is 14:13). Os profetas Isaias, no capítulo 14, e
Ezequiel, no capítulo 28, nos relatam a ambição de Satanás ao desejar ser como
o Todo-Poderoso, rebelando-se contra aquele que o criou(Ez 28:13,final). Mas
não quis se rebelar sozinho. Procurou conquistar milhares de anjos para
consumar o seu maligno intento.
Para conquistar os anjos nesta
rebelião Satanás usou uma arma poderosa: a sutileza. Quando de sua rebelião ele conseguiu levar consigo um terço
dos anjos de Deus – “E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas
do céu...”(Ap 12:4). Porém, certamente que ele usou de muita sutileza para
obter o apoio e a adesão daqueles anjos. É sabido que os anjos são seres
espirituais dotados de grande inteligência, inteligência superior ao mais
inteligente dos homens. Porém, não são oniscientes, podendo ser enganados.
Sobre seu plano, diz
o Profeta Isaias: “E tu dizias no teu coração: eu subirei ao céu, e, acima
das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono... subirei acima das mais altas
nuvens e serei semelhante ao altíssimo”(Is 14:13-14). Dizer no coração tem
o sentido de pensar. Esse era o seu plano, que guardava em “seu
coração”: destronar Deus e ocupar o seu lugar.
Satanás não apenas é hábil no emprego de sutilezas
como, também, é o “Pai da mentira”, segundo revelação feita por
Jesus – “... ele foi homicida desde o principio, e não se firmou na
verdade, porque não há verdade nele, quando ele profere mentira, fala do que
lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”(João 8:44). Certamente
que foi usando de sutilezas calcadas em mentiras e falsas promessas que
ele conseguiu seduzir um terço dos anjos do Céu. O argumento foi muito forte e
convincente. Pode ter sido o mesmo que ele usou com Eva: “o sereis
como Deus”. Usando este raciocínio e com toda sua capacidade de
convencimento levou os anjos ao orgulho e a soberba, ao pecado – à rebelião.
2. A Rebelião do homem. Na
dimensão terrestre, a origem da rebelião deu-se no Éden. No livro de
Gênesis vemos a história de Adão e Eva no jardim do Éden. De acordo com a
narrativa bíblica, o homem que começa com um enorme potencial e comunhão ilimitada
com o seu Criador, sucumbe às tentações de um espírito maligno, conhecido como
Satanás. As tentações sutis alcançaram Adão e Eva, incitando-os a
desprezar a vontade expressa de Deus. Eva ouviu o raciocínio do inimigo e achou
que era mais confiável que a palavra explícita de Deus. Ela concluiu que o
mandamento divino era muito restritivo, e que, a fim de alcançar seu potencial
mais elevado, tinha que declarar independência de seu Criador. Isso foi
rebelião. Adão ouviu a voz de sua esposa, em detrimento à voz de
Deus, e se uniu a ela na rebelião.
A rebelião de Adão e Eva encerrou
o relacionamento íntimo que eles haviam desfrutado com Deus. A
natureza de sua rebelião foi tal que rompeu a sua maneira de se relacionar não
só com Deus, mas também um com o outro. Em vez do mútuo amor e compromisso, sua
rebelião contra Deus resultou em vergonha mútua (Gn 3:7). Seu
relacionamento interpessoal não era mais harmonioso (Gn 3:12). Essa rebelião
resultou, acima de tudo, na separação de Deus e na percepção de que Deus era
alguém a quem temer, alguém de quem eles precisavam se esconder (Gn 3:8-10). Os
efeitos dessa tentação que os levaram a um ato de rebeldia contra Deus foram
tenebrosos, e representam o âmago do que a Bíblia descreve como pecado. Este
pecado atingiu a toda a humanidade. Deus e os seres humanos não estavam mais
unidos em amor e harmonia. O que era necessário era um ato de reconciliação. E
foi para isso que Deus cumpriu sua majestosa promessa de enviar seu Filho,
Jesus Cristo, para reconciliar o homem com Deus(2 Co 5:18,19; Rm 5:11).
a) Usando de sutiliza
Satanás enganou Eva no Paraíso. Em nenhum
momento ele usou sua força para obrigar a mulher a pecar. Ele não foi rude, não
foi ameaçador, não levantou a voz com Eva. Quem age com sutileza age com inteligência,
procurando angariar a confiança, dando credibilidade às suas palavras. Às vezes
procura passar a idéia de inocência procurando levar a vitima a se considerar
como superior.
Foi assim, muito gentil e com voz
aveludada que Satanás se aproximou de Eva, dirigindo-lhe uma pergunta
aparentemente nada comprometedora: “... É assim que Deus disse: não
comereis de toda árvore do jardim?”. Diante de tanta amabilidade Eva
aceitou o diálogo, porém, não mostrou firmeza, pois, em sua resposta não
correspondeu aquilo que, de fato Deus havia dito. Nossas dúvidas e inseguranças
na Palavra de Deus tornam Satanás mais ardiloso. Falseando a Palavra, Eva
respondeu: “... do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto
da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele
tocareis, para que não morrais”. Agora Satanás estava em condições de
contraditar o próprio Deus, pois, sentiu que já tinha o controle sobre a
mulher. Mais uma vez, com muita sutileza, lançou dúvidas quanto à
veracidade da Palavra do próprio Deus: “... certamente não morrereis”.
Uma maneira muito sutil de afirmar que Deus havia mentido.
Não tendo havido nenhuma reação
por ter ouvido que a Palavra do Criador não era verdadeira, então Satanás com
maior sutileza deu sua cartada final despertando, agora, a soberba e o
desejo de ser como Deus: “Porque Deus sabe que, no dia em que dele
comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”(Gn
3:1-5). Sem qualquer ameaça, sem nenhuma palavra forte, apenas na sutileza, Satanás
já estava com a mulher na “palma de sua mão”. Eva se deixou enganar
- pensou que seria como Deus. Olhou – “Vendo a mulher que a árvore era
boa para se comer, agradável aos olhos(Gn 3:6). Desejou – “... árvore
desejável para dar entendimento...”.Tomou – “... tomou-lhe do fruto...”.
Comeu - “...comeu...”. Morreu – A Palavra de Deus era verdadeira:
“...no dia em que dela comeres, certamente morrerás”(Gn 2:17).
Embora o diabo, por sua própria
natureza sutil, apresente-se em diversos disfarces, de forma quase
imperceptível, em essência sempre é e será a “antiga serpente” (Ap.12:9), de
modo que, ao verificarmos como agiu no Éden, teremos condição de nos
acautelarmos quando de suas investidas no campo doutrinário, que é onde mais se
apresenta a sua sutileza.
b) Os Apóstolos advertiram
contra esse perigo das sutilezas de Satanás - “E
também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos
doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o
Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos
seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”(II
Pe 2:1-2). Que Deus nos guarde!
3. Rebelião de Israel. “A
história bíblica mostra as diversas rebeliões do próprio povo de Deus, de quem
se esperaria um pouco mais de fidelidade para com o Senhor. Eles se rebelaram quando
saíram do Egito. No deserto, o povo se rebelou diversas vezes:
desprezou o Maná mandado por Deus(Num 11); Miriã e Arão desafiaram Moisés(Num
12); Israel se recusou a entrar na Terra Prometida(Num 14); Datã, Coré e Abirão se rebelaram contra Moisés(Num 16);
Moisés e Arão pecaram junto à Rocha(Num 20); o povo se rebelou em Baal Peor,
com idolatria e prostituição(Num 25). Mesmo tendo chegado a Canaã, Israel não
se emendou, e preferiu correr atrás dos deuses das nações cananitas, sendo,
posteriormente, deportados. No Novo Testamento, quando Deus se manifestou na
pessoa de Jesus Cristo, seu povo escolhido o rejeitou, e mesmo a igreja
composta de judeus teve dificuldades de aceitar a extensão do plano da salvação
aos gentios”(Ensinador Cristão).
4. Por que o Senhor foi, é
e será tão severo com os rebeldes?
a)
Porque a rebelião questiona o senhorio de Deus. Deus não tolera a rebelião porque ela
questiona a base que sustenta o Universo, ou seja, o seu Senhorio. Se existe
algo que Deus não pode abrir mão é do governo sobre todas as coisas. Ao criar o
homem e colocá-lo no Jardim do Éden com todo o respaldo para viver feliz e
desfrutar da Terra, o Senhor Deus deixou claro que a única condição para que
tudo permanecesse bem, era que Adão e seus descendentes se sujeitassem a Ele. A
figura da “árvore do conhecimento do bem e do mal” colocada no meio do jardim
com seu fruto proibido era um ícone da autoridade divina, um aviso que o homem
deveria entender assim: “Você pode dominar sobre tudo, mas quem manda em
você sou Eu, o Senhor”. Ao comer daquele fruto, Adão e Eva estavam se
insurgindo, proclamando sua independência e, como resultado, receberam toda a
maldição do pecado, não somente sobre si, mas sobre toda a raça humana que os
seguiu.
b)
Porque a rebelião nos assemelha a Lúcifer, o
querubim corrompido. Foi
exatamente uma insurreição contra a soberania do Senhor Deus, que fez com que
Lúcifer e um terço dos anjos fossem expulsos do céu e se tornassem este reino
asqueroso de demônios que atormenta a Terra. Quando nos rebelamos, nós que
fomos feitos para manifestar a glória e o caráter de Cristo, assumimos uma
identificação completamente oposta, assemelhando-nos àquele que se tornou o
maior inimigo de Deus, o diabo.
c)
Porque a rebelião contamina.
A rebelião tem um terrível e devastador poder de contaminação. Rebeldes
costumam levantar insurreições, são como o estopim de uma grande bomba. Ao lado
de um rebelde logo se levantarão muitos outros. Por isso, não podem ser
deixados à revelia, agindo no meio da sociedade como células cancerosas que se
multiplicam em sua loucura. Veja, a seguir dois exemplos basilares de rebelião
que servirão de alerta para os cristãos nos dias de hoje.
Exemplo 1: A
Rebelião de Ninrode.O relato da torre de babel é o
clímax da história da rebelião contra Deus, imediatamente após o dilúvio.
Deus havia mandado os sobreviventes do dilúvio “encher a terra” (Gn
9:1), em vez disso, eles escolheram reunir-se em um único lugar para construir
uma cidade com uma torre que alcançaria o céu e seria como símbolo de sua
identidade comum. Começando com Adão e Eva, o denominador comum no pecado é a
rebelião contra a vontade de Deus. A arrogância humana produz o pecado que
divide as pessoas, as pessoas estavam unidas, mas estavam unidas primariamente
em sua língua e em sua rebelião contra Deus. Deus repreendeu-lhes a arrogância
confundindo-lhes a língua, assim as pessoas que quiseram estabilizar sua
identidade, unidade e segurança em torno de um grande ideal, e não em torno do
grande Deus, foram dispersas para encher a terra.
Exemplo 2: A
rebelião de Coré, Datã e Abirão. Em seu desejo de substituir Moisés, Coré
contaminou Datã, Abirão e 250 líderes do povo com sua ambição profana. Prometeu
posições no serviço do templo que não eram suas para que pudesse dar — e fez
tudo isso acreditando firmemente que Deus estava com ele. No que poderia ser
descrito como a mais chocante demonstração do poder de Deus, a terra literalmente se abriu, tragando
os rebeldes, suas famílias e seus bens. Essa impressionante demonstração
deveria ter sido suficiente para convencer todo o povo de que Deus estava com
Moisés e Arão; porém, enfurecidamente, o povo os atormentou por matarem os homens
de Deus. Deus ficou tão zangado com isso que enviou uma praga, a qual matou
outras 14.700 pessoas(Nm 16:49) antes que a intercessão de Arão pudesse
impedir a mão de Deus. Como acontece freqüentemente, o pecado acariciado por um
geralmente contamina muitos.
II – POR QUE O HOMEM
REJEITA O DEUS DA BÍBLIA?
1. Em razão de sua natureza pecaminosa. Deus ao criar o homem tinha um propósito
importante: manter pleno relacionamento e comunhão com Ele. Mas, para isso Ele
exigia obediência e santidade(I Pe 1:14,15). Só que o homem pecou e o pecado
trouxe a separação entre Deus e homem(Is 59:2). A partir de então todos os
homens adquiriram a natureza pecaminosa e vivem sob o jugo do pecado. Este
domínio gerou a morte, ou seja, a separação entre o homem e Deus, morte que é
inevitável no estado pecaminoso. A invés do ser humano se corrigir
do terrível erro cometido procurou ainda mais se distanciar do seu Criador, e
por causa de sua natureza humana corrompida pelo pecado, faz de tudo para
contrariar e combater contra Deus(Gl 5:16,17; Rm 7:7-25).
A característica do homem ao longo da história sempre foi a
de criar instrumentos e mecanismos pelos quais ele persistisse em acreditar que
era o senhor de si, que não havia Deus, que não havia quem lhe pudesse mandar.
O homem insistia na idéia de que era “igual a Deus”, mantendo a sua
crença na mentira satânica, mentira que é continuamente repetida pelo diabo
que, geração após geração, continua a enganar e a cegar o entendimento dos
incrédulos, impedindo-os de ver a verdade (II Co.4:4).
Mesmo expulso do Éden e sofrendo
as duras conseqüências do seu erro, o homem insistiu em querer ser “igual a
Deus”. Caim, o primogênito de Adão e de Eva, foi o primeiro exemplo
disto. Construiu uma cidade e nela pôs o nome de seu filho Enoque, num gesto
que mostrava que se achava superior a todos os seres, como se sua vida não
fosse resultado da misericórdia divina que, através de um sinal, o havia
impedido de sofrer as conseqüências de seu abominável pecado. A civilização
surgida desta cidade foi uma civilização rebelde, que não buscou a Deus e que
resultou na violência e corrupção generalizadas que levou o Senhor a mandar o
dilúvio sobre a Terra.
A geração do dilúvio, aliás, é um retrato vivo do que resulta a
divinização do homem – evidência de rebelião. Jesus nos diz que, nos
dias de Noé, os homens casavam, davam-se em casamento, comiam e bebiam, completamente
alheios à mensagem divina da destruição da Terra(Mt.24:38; Lc.17:27),
mensagem pregada por Noé ao longo dos anos em que construiu a arca (II Pe.2:5),
a demonstrar que ninguém se importava com Deus e a sua soberania sobre todas as
coisas. O homem achava-se o máximo, o “dono da sua própria vida”, o
determinador do que é certo e do que é errado, um verdadeiro “deus”. O
resultado outro não foi senão o juízo divino e, mais uma vez, assim como
acontecera no Éden, o Senhor mostra que só Ele reina e tem o controle sobre
todas as coisas, destruindo toda aquela pervertida geração. Mas, infelizmente, a
natureza pecaminosa do homem está vinculada a este gesto de orgulho e de
soberba, não sendo, aliás, por outro motivo que o apóstolo João disse que,
no mundo, há três coisas que são hostis a Deus, sendo uma delas, precisamente, a
soberba da vida (I Jo.2:16). A comunidade surgida da descendência de Noé
logo mostrou esta soberba, materializada no projeto de construção da Torre
de Babel, onde se concretiza a intenção de se fazer maior do que Deus: “façamos
uma torre cujo cume toque nos céus e nos façamos um nome para que não sejamos
espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn.11:4). Percebe-se aqui, mais
uma vez, o uso do pronome pessoal na primeira pessoa. Era o egoísmo, a
egolatria, o gesto de rebeldia contra Deus, o “grito de independência”
em relação a Deus, esquecidos todos de que eram os descendentes da família que
havia sido miraculosa e graciosamente salvas por Deus do dilúvio. O poder
político cedo se mostrou como uma armadilha para a soberba, para o orgulho
do homem e é por isso que o sistema mundial gentílico, iniciado ali em Babel,
há de ser completamente destroçado por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
antes de Ele estabelecer o seu reino milenial aqui na Terra, pois se trata de
um sistema corrompido, de um sistema impregnado pela idéia da divinização
do homem, pelo desejo do homem de “ser igual a Deus”.
2. Em razão das funestas
atividades do “espírito do Anticristo”. “Filhinhos é já a
última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm
feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora. (...) E todo o
espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas
este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que
está já no mundo”(I Jo 2.18; 4.3).O
Anticristo ainda não está mundo, mas muitos de seus seguidores já se encontram
em plena atividade, inclusive realizando sus obra satânica de oposição a
Cristo.
Todas as nações, com exceção de
Israel pertencem a um sistema mundial de governo que tem como característica
principal a rebelião contra Deus, a tentativa de estabelecer um modo de
vida independente de Deus. A comunidade única pós-dilúvio foi destruída por
causa deste sentimento. Esta rebeldia tem se perpetuado ao longo da história da
humanidade e atingirá o seu máximo esplendor mediante o governo do Anticristo,
esta personagem que é anunciada nas Escrituras como sendo o mais ímpio e iníquo
governante que já houve sobre a Terra e cuja manifestação coincidirá com o
início do juízo de Deus sobre o planeta.
“… muitos se têm feito
anticristos…”. Isto quer dizer que até o aparecimento do anticristo,
muitos haveriam de se fazer anticristos, ou seja, a exemplo do que ocorreu com
o Cristo, que foi tipificado, prenunciado, figurado por algumas pessoas (José,
Moisés, Josué, Davi, entre outros) também o anticristo será figurado, tipificado,
representado, prenunciado por algumas personagens históricas, quase sempre
líderes políticos e/ou religiosos ao longo da história da humanidade, que terão
posições de mando dentro da estátua do sonho de Nabucodonosor, o sistema
mundial gentílico. Assim, Nero e outros déspotas cruéis que surgiram ao longo
da história são apenas os “anticristos”, postos no plural, figuras, tipos da
terrível personagem que ainda está por aparecer.
a) “O
relativismo”. O relativismo é a
doutrina filosófica que nega a existência de verdades universais absolutas,
seja na área do conhecimento, da moral ou da religião. Segundo essa doutrina
filosófica não existe verdade e nem valor moral absoluto. Cada homem tem a sua
própria verdade, bem como a medida dos seus valores morais. Assim, o que é
correto ou certo, ou moral, para um, necessariamente não precisa ser para
outro. O conceito de certo e errado, de bem e mal, pode variar de pessoa
para pessoa, bem como de lugar para lugar, podendo, ainda, modificar-se no
tempo.
Satanás sabe que Deus, como
Criador e Senhor, tem o direito de exigir obediência e fidelidade do homem, bem
como de todas as suas criaturas e que o homem, como criatura, tem a
obrigação de obedecer e servir ao seu Criador e Senhor.
Satanás sabe que ele, como
criatura, não cumpriu suas obrigações de obedecer e servir seu Criador e
Senhor, e que por isso foi lançado por terra. Satanás sabe que no
relacionamento entre o homem e Deus não existe o relativismo, mas
verdades e valores absolutos que precisam ser respeitados.
Satanás sabe que ele falhou e
quer que o homem siga o seu mau exemplo e vá viver com ele, eternamente, no
inferno, ou no “lago de fogo e enxofre”, que não foi preparado para o homem,
mas, para Satanás e seus anjos, e que, lamentavelmente, será, também a morada
eterna daqueles que rejeitam a Deus e a sua Palavra – “ os ímpios serão
lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus”(Salmo 9:17).
b) “A permissividade”. Permissividade
no seu sentido literal é a qualidade do que é permissivo. Permissivo é aquele que entende que
tudo pode ser permitido, tolerado, que acredita numa convivência pacífica entre
o moral e o imoral. Que cada um deve viver como quer, como pensa, e, mesmo até
viver sem pensar. Um mundo sem normas, de liberdade absoluta, onde seja
proibido proibir. Um mundo anárquico do ponto de vista espiritual. A
permissividade nasce da natureza pecaminosa de cada homem, pois cada ser
humano herdou de Adão esta natureza pecaminosa, que o faz rejeitar o bem e
escolher o mal quando atinge a consciência. O pecado nasce da concupiscência
humana e, por isso, precisamos, para modificar a situação do mundo, atacar o
pecado, que se encontra alojado em cada indivíduo.
A permissividade existente nos
nossos dias é cada vez mais intensa, porque cada vez mais intenso é o pecado,
que se multiplica nestes dias de pós-modernidade em cumprimento às Escrituras
Sagradas. Precisamos ter muito cuidado, pois Deus não muda e, assim como não
aceitou as folhas de figueira feitas pelo homem e não deixou o pecado
impune(Gn.3:11-21), o Senhor também não aceitará a conduta permissivista da
humanidade e, brevemente, fará mostrar a sua ira perante o povo que insiste em
desobedecer-Lhe (Ap.6:1).
c) Leis
infames. No mundo inteiro, cada dia que passa, são
promulgadas leis que vêm de encontro aos princípios morais da fé cristã, e aos
padrões morais das famílias genuinamente constituídas. Cada dia o liberalismo
exacerbado tem suas práticas respaldadas em leis infames, nascidas no coração
de Satanás. Há um verdadeiro ataque aos princípios da “moral
cristã”, ainda persistentes, sobretudo, no tratamento jurídico da família.
Dissemina-se a prática do divórcio, ataca-se violentamente a instituição
do casamento, com a legalização e aumento crescente das uniões sem casamento
entre as pessoas, sem se falar na chamada “liberação sexual”, que deu
guarida e conivência com todo o tipo de prática sexual condenada pelas
Escrituras Sagradas, que foi até um dos significados que teve a palavra “permissividade”,
com especial enfoque no homossexualismo. Esta permissividade no campo da
família atingiu a sociedade como um todo, até porque a formação das gerações
futuras ficou completamente comprometida, ante a instabilidade surgida com a
multiplicidade de casamentos, com as uniões informais e com o aumento da
promiscuidade sexual, que levou, inclusive, à legalização da prática do
aborto.
Na Europa existem leis que prevêem a prisão daqueles que
usam os textos bíblicos que falam contra o homossexualismo(Lv 18:22;20:13; Rm
1:27; 1Tm 1:10). Pior ainda, há países em que não se pode sequer ler os textos
bíblicos que condenam a homossexualidade. No Brasil, essa maligna proibição
está chegando. Se for aprovado o Projeto de Lei 122 – contra a homofobia,
então, certamente, muitos serão presos, ou se acovardarão se rendendo aos
ditames de uma lei satânica, em detrimento à obediência a nossa maior
constituição: a Bíblia Sagrada.
O salmista chama o ateu de
“néscio”, ou seja, “ignorante”, “sem conhecimento”. Somente
quem não tem conhecimento, quem é ignorante é capaz de dizer “Não há Deus”
(Sl.14:1; 53:1). O ateísmo nada mais é que o resultado da plenitude de
cegueira espiritual, que o aperfeiçoamento do trabalho de escuridão e
obscurecimento que o inimigo faz na mente dos incrédulos (II Co.4:3,4). Por
isso, quando vemos o contínuo aumento do pecado no mundo (Mt.24:12), percebemos
como tem se intensificado o ateísmo sobre a face da Terra, sendo, aliás, como demonstram
as estatísticas e as pesquisas, crescente o número de pessoas que se dizem
atéias ou sem qualquer religiosidade no mundo todo, a comprovar como tem
operado o espírito do anticristo, o mistério da injustiça nestes dias
derradeiros antes da volta de Cristo.
O ateísmo, como
nos dá conta o salmista, é a principal fonte da corrupção e da maldade que
existe no mundo. Sendo o ápice do engano do maligno em relação ao homem, a
sua adoção representa o ponto mais propício para a total deterioração da vida humana.
Com efeito, o ateísmo não atinge apenas a pessoa que o adota, que o acolhe, nem
tampouco seu poder destrutivo se encontra na divulgação das idéias atéias de
alguém, mas vai além, como nos mostra a Bíblia Sagrada.
O ateísmo, embora
se diga uma doutrina que nega a existência de um Deus, nada mais é que um
artifício maligno para atacar o Deus cristão, o único e verdadeiro Deus, uma
forma de levar a descrédito a idéia de Deus. O que se tem, portanto, não
é uma verdadeira descrença na idéia de Deus, mas uma revolta, um
ataque ao Deus revelado na Bíblia Sagrada. E por que isto? Porque o intuito
do inimigo não é que o homem não creia em coisa alguma, mas que, ao rejeitar a
Deus, aceite adorar o próprio adversário, o que, efetivamente, ocorrerá na
Grande Tribulação. Por isso, o ateísmo é apenas mais um passo para que a
humanidade perdida toda seja levada a adorar e idolatrar Satanás – isso é
rebelião contra Deus. Não é, pois, coincidência alguma que, após uma
intensificação do ateísmo entre a segunda metade do século XIX e a segunda
metade do século XX, tenha, também, surgido um vigoroso movimento religioso
para divulgar a iminente vinda de um novo “iluminado” e que também tenha
aparecido um grande movimento satanista. O ateísmo, podemos dizer, é a “voz
que clama no deserto”, o “preparador” do anti-Messias.
Alguns fundamentalistas. Muitos
inimigos de Deus ao longo da história da humanidade têm se apresentado como
“ateus” e têm se declarado plenamente antagônico às doutrinas atemporais da
Bíblia Sagrada.
a) Jean
Meslier. “Ao que tudo indica, foi na passagem do século XVII
para o século XVIII que o ateísmo adquiriu finalmente rigor conceitual e o
termo ‘ateu’ deixou de ser usado como um mero xingamento. Estudiosos do assunto
afirmam que Jean Meslier, um simples vigário de uma
obscura aldeia do norte da França, que viveu entre os anos de 1664 e 1729, foi
o autor do primeiro sistema ateu rigorosamente falando da história da
filosofia. O primeiro a negar textualmente a existência de Deus e a tese da
criação do mundo, como podemos constatar no seu testamento intitulado Memória
dos Pensamentos e dos Sentimentos de Jean Meslier, ainda inédito em português.
Nesse livro, as religiões são reduzidas a mitologias e a idéia de Deus em si
mesma julgada uma grande farsa criada pelos homens…” (Paulo Jonas de Lima
PAIVA. Deus está morto. Discutindo filosofia, ano I, n.1, p.19).
No entanto, a partir do século XIX, porém, vemos crescer o
pensamento ateísta, no sentido do chamado “ateísmo ativo ou forte”, que é a
negação da existência de Deus, negativa esta veemente que encontrará seu
esplendor nos pensamentos de Karl Marx e Friedrich Engels, no chamado “materialismo
histórico”, e que dá ensejo aos regimes comunistas, onde o ateísmo era
adotado oficialmente pelo Estado, como também de Friedrich
Nietzsche(1844-1900), que afirma que Deus havia morrido.
b) Marx e Engels. Segundo
esses “ateus” a idéia de Deus era apenas uma forma de as classes sociais
dominantes na sociedade criarem uma justificativa, uma ilusão para a sua
dominação, para a sua exploração. Deus, assim, não existiria e, uma vez as
classes sociais dominadas e exploradas perceberem esta situação, certamente se
revoltariam contra os dominadores, através da “revolução”, estabelecendo um
tempo de paz e de satisfação, já que não haveria mais necessidades materiais de
sobrevivência, o ambiente que caracterizaria o “comunismo”, o estágio final da
civilização humana.
c) Friedrich
Nietzsche. Em algumas de suas obras
Nietzsche afirma que “Deus morreu”, porque entende que Deus seja uma
idéia que foi criada por alguns homens para dominarem outros, bem como para
impedir que o lado criativo e sublime da espécie humana pudesse aflorar.
Nietzsche defende a idéia de que o homem é um deus e que, portanto, tem de
assumir esta sua divindade. Vemos, pois, aqui, como o ateísmo de Nietzsche se
coaduna com a idéia de que o homem é deus, que é uma das idéias mais atraentes
da pós-modernidade.
A negação de Deus, portanto, é,
em Nietzsche, associada a exaltação do ser humano, a consideração de que o
homem é, ele mesmo, uma divindade, um ser que está acima do bem e do mal
preconizados pela civilização atual, que estabeleceu uma “moral escrava”, que
outra não é, segundo este “tribuloso” pensador, senão a moralidade decorrente
das Escrituras Sagradas.
Nietzsche, em sua filosofia, defende que o homem faça
aquilo que bem entender, inclusive defendendo todo tipo de conduta que é negado
pela moral judaico-cristã. Não é à toa que muitos dos procedimentos dos
nazistas alemães tiveram como justificativa a obra de Nietzsche, a começar pela
política de pureza racial.
O pensamento de Nietzsche no sentido de que deve haver um
super-homem, um homem despido de “preconceitos”, que esteja “além do bem e do
mal”, nada mais é que uma primeira afirmação filosófica que justifique o
aparecimento do Anticristo, que se mostrará como sendo este homem, capaz de
resolver todos os problemas da humanidade. Quem o diz é o próprio Jesus: “Eu
vim em nome de Meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a
esse aceitareis”(Jo.5:43).
d) Michel Onfray. “Segundo Onfray, por trás do discurso pacifista e
amoroso, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo pregam na verdade a
destruição de tudo o que represente liberdade e prazer: ‘Odeiam o corpo, os
desejos, a sexualidade, as mulheres, a inteligência e todos os livros, exceto
um’. Essas religiões, afirma o filósofo, exaltam a submissão, a castidade, a fé
cega e conformista em nome de um paraíso fictício depois da morte.…” (André
FONTENELLE. ‘Deus está nu’. Entrevista com Michel Onfray. Veja, edição
1906, ano 38, n.21, 25 maio 2005, p.11).
Onfray, que criou
uma “universidade popular”, que atrai milhares de pessoas a palestras diárias e
gratuitas sobre filosofia, artes e política, que são gravadas por uma rádio e
se constituem em sucesso de audiência, propõe o “projeto hedonista ético”, em
que defende o direito do ser humano ao prazer. Para ele, “… só o homem ateu
pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana(…) se Deus
não existe, posso me libertar.(…). O princípio fundamental do Deus do
cristianismo, do judaísmo e do Islã é um entrave e um inibidor da autonomia do
homem.…” (André FONTENELLE, op.cit., p.11). Como se percebe, o sucesso de
Onfray é um exemplo típico do que estava predito nas Escrituras: “por que virá
tempo em que não sofrerão a são doutrina, mas, tendo comichão nos ouvidos,
amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (II
Tm.4:3).
Segundo o pr. Elinaldo Renovato,
a influência desse ateu na Europa tem aumentado sobremaneira. Na França, quase
ninguém vai mais a igreja. Segundo dizem, uma igreja de 20 membros na França é
considerada um catedral. Na Inglaterra, berço de avivamento cristão, é
considerado hoje uma nação pós-cristã. Apenas 7% dos ingleses freqüentam algum
tipo de culto. Isso mostra um mundo preparado para a chegada do anti-Cristo,
mas também, um prenúncio da volta de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!
O mundo caminha aceleradamente para o afunilamento e o
resultado final de sua rebelião contra Deus. Jesus vaticinou, “E certamente
ouvireis falar de guerras e rumores de guerras”(Mt 24:6). A Bíblia nos fala que
ao se aproximar o fim, as guerras se tornarão gerais, devastadoras e
freqüentes. Todo este estado de coisas aponta para o momento em que haverá um
confronto final entre Deus e as forças do mal.
O fim da rebelião contra Deus
realmente terá seu ápice quando do estabelecimento do Reino milenial de Cristo. Após o
julgamento nas nações, acontecerá o Milênio, isto é, o reinando de Cristo na
terra pelo período de mil anos (Ap. 20.1-6) que tem sido aguardado pelo povo
judeu (Lc. 2.38; At. 1.6,7). O objetivo do Milênio é fazer convergir em
Cristo todas coisas (Ef. 1.10), estabelecer a paz na terra, eliminando toda
rebelião contra Deus (I Co. 15.24-28), fazer Israel ocupar toda a terra
prometida e lhe pôr como liderança entre as nações (Is. 11.10); cumprir as
profecias a respeito do reino do Messias (Dn. 9.24; At. 3.20-21). O lugar do
Milênio será a terra na qual os santos, com Cristo reinarão (I Co. 6.2). O
governo será teocrático (Fp. 2.10,11; Zc. 14.9), pois o Senhor governará toda a
terra (Is. 16.5; Lc. 1.32,33). O conhecimento de Deus será universal (Is.
11.19; Jr. 31.34; Hc. 2.14); a piedade prevalecerá (Sl. 22.27; Is. 60.3. Jr.
3.17), bem como a paz e a justiça (Mq. 4.3; Zc. 9.10; Is. 2.4). Para os que
estiverem vivos, a vida será prolongada (Is. 65.20,22; Zc. 8.4) e não haverá
paralíticos, nem aleijados (Is. 35.5,6) e a fertilidade do solo será
maravilhosa (Am. 9.13,14); os desertos desaparecerão (Is. 35.1,6; 40.19) e
haverá abundância de água (Is. 30.25; Jl. 3.18).
Ao final do milênio, acontecerá
uma rebelião de Satanás, a sua última (Ap. 20.7-10; Mt. 25.41) a fim de provar
aqueles que nasceram no Milênio. Após isso, será o julgamento do
Grande Trono Branco, em que serão julgados todos os ímpios, todos aqueles que
ao longo da história se rebelaram contra Deus, inclusive Satanás e seus anjos,
pois a rebelião é como o pecado da feitiçaria, diz a Palavra de Deus(1 Sm
15:23), e nenhum feiticeiro entrará no reino do Céu(Gl 5:20,21). O local do cumprimento da pena: o “lago de fogo”. O “lago de fogo” é
uma prisão eterna, pois, segundo informou o Senhor Jesus, foi o lugar preparado
para Satanás viver, na eternidade - “... Apartai-vos de mim, malditos,
para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”(Mt 25:41).
Será nesse lugar onde serão lançados os ímpios, condenados no Julgamento Final
do grande Trono Branco – “e aquele que não foi achado escrito no livro da
vida foi lançado no lago de fogo”(Ap 20:15). “... de dia e de
noite serão atormentados para todo o sempre”(Ap 20:10). Devemos estar
cônscios de que após a morte, nosso destino estará selado para sempre(Hb 9:27):
com Deus ou sem Ele em eterno sofrimento.
Tome cuidado! Na presença de Deus
não há lugar para oposição. Jesus disse: “Quem comigo não ajunta, espalha”.
Se não queremos ser tratados pelo Senhor como feiticeiros, a melhor coisa é
vigiar e não tocar no fruto proibido da rebelião. Antes de ser rebelde,
é bom pensarmos com quem vamos nos parecer: Com Lúcifer ou com Jesus? Que Deus
nos guarde contra esse espírito maligno debaixo do sangue do Cordeiro, como o
profeta Samuel disse a Saul: “eis que o obedecer é melhor do que o
sacrificar”.
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof EBD – Assembléia de Deus – Ministério
Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de
Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Materialismo e o Ateísmo
- Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco e Pr. Antonio Sebastião da Silva.