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Aula 08 |
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A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS |
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Leitura Bíblia: Sl 119:1-12 |
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23/11/2008 |
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“Toda Escritura é
divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para
corrigir, para instruir em justiça”(2 Tm 3:16) |
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INTRODUÇÃO
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Nesta aula, damos início ao segundo bloco de estudo deste
trimestre: “O Livro de Deus”.
E para iniciar este bloco de estudos vamos estudar o tema: “A
Bíblia é a Palavra de Deus”. Todos os cristãos genuínos reconhecem
que a Bíblia é a Palavra de Deus porque ela mesma, diversas vezes, o afirma.
“Assim diz o Senhor”, por exemplo, é uma expressão que aparece dezenas de
vezes no Antigo Testamento. E mais, o cumprimento exato de tudo quanto nela
está desde os primórdios da história da humanidade é a prova irrefutável de
que ela é, sem sombra de dúvida, a Palavra de Deus, a revelação de Deus aos
homens. Muitos têm tentado, ao longo dos séculos, levantar-se contra o divino
Livro, mas todos têm fracassado em seu intento de calá-la ou desacreditá-la,
precisamente porque não se trata de uma obra feita pela mente, vontade ou
imaginação humana, mas tem sua origem, sua concepção e o zelo pelo seu
cumprimento diretamente em Deus. |
I - O QUE É A BÍBLIA?
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1.Definição. O Tema da aula de hoje já define o que é a
Bíblia: é a Palavra de Deus. É a revelação de Deus à humanidade. Esta é a definição canônica mais curta da Bíblia. Tudo o que
Deus tem preparado para o homem, bem como o que Ele requer do homem, e tudo o
que o homem precisa saber espiritualmente da parte dEle quanto a sua redenção
e felicidade eterna, está revelado na Bíblia. Tudo o que o homem tem a fazer
é tomar a Palavra de Deus e apropriar-se dela pela fé. |
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Podemos afirmar que a Bíblia é a palavra de
Deus entre outros motivos, porque: 1) A própria Bíblia faz menção da sua
inspiração; 2) O Espírito Santo testifica em nosso íntimo que ela é a Palavra
de Deus; 3) Nenhum outro livro apresenta tantos testemunhos a respeito da
transformação de uma pessoa; muitas conversões foram feitas por meio da
leitura da Bíblia, demonstrando o poder da Palavra; 4) A unidade da Bíblia:
seus sessenta e seis livros apresentam a pessoa de Jesus Cristo; o Antigo
Testamento falava da vinda do Messias e as suas profecias se cumpriram no
Novo Testamento; o próprio Jesus destacou ser Ele o tema do Antigo Testamento
(Mt 5.17; Lc 24.27.44; Jo 5.39; Hb 10.7). |
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Se a Bíblia não fosse a inspirada Palavra de
Deus, por que tantas pessoas arriscaram suas vidas, para preservar as
Escrituras? Por que Deus levantou inúmeras pessoas para traduzir a Bíblia e
esses servos não se importaram de sacrificar suas vidas para que a Palavra
fosse conhecida? Eles tinham plena confiança de que valia a pena dar sua vida
por um livro, não por um livro qualquer, mas pela inspirada e inerrante
Palavra de Deus! Nenhum livro fala ao coração humano como este! |
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2. Algumas
características que demonstram ser a Bíblia o “Livro de Deus”. A raiz dos problemas da sociedade é espiritual e é através da
Bíblia que podemos aprender a ter o verdadeiro viver espiritual, sendo assim
ela foi escrita com certas características que a levaram a ser considerada o
“Livro de Deus”: |
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Ela é pura -"Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os
que nele confiam." (Pv 30:5). |
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Ela é valiosa - "Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o
conhecimento, antes do que o ouro escolhido. Porque melhor é a sabedoria do
que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela."(Pv
8:10-11). |
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Ela é a
verdade – “As tuas palavras são em tudo
verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre”(Sl
119:160). |
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Ela é eterna - "Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra
no céu." (Sl 119:89). |
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Ela é
imutável - "A
palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que
vos foi evangelizada."(1 Pe 1:25). |
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Ela é
profética - "porque nunca jamais qualquer
profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da
parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.”(2 Pe 1:21); |
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Ela é
perfeita e fiel - "A lei do Senhor é
perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos
simples” (Sl 19:07). |
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Ela é Lâmpada – “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e Luz para o
meu caminho”(Sl 119:105). |
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3. Autor da Bíblia. A existência da Bíblia, abrangendo
seus escritores, sua formação, composição, preservação e transmissão, só pode
ser explicada como milagre de Deus, ou melhor: Deus é seu autor; seu real
intérprete é o Espírito Santo, e seu assunto central é o Senhor Jesus
Cristo. O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer nela para ser
salvo e praticá-la para ser santo ou santificado. |
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4. Escritores
da Bíblia. Foram cerca de
quarenta os escritores da Bíblia. Deste modo, a Palavra Escrita de Deus nos
foi dada por canais humanos, assim como o foi a Palavra Viva – Cristo(Ap
19:13). Esses homens pertenceram às mais variadas profissões e
atividades, escreveram e viveram distantes uns dos outros em época e
condições diferentes. Levaram, aproximadamente, 1500 anos para escrever a
Bíblia. Apesar de todas estas dificuldades, ela não contém erros nem
contradições. Há sim dificuldades na compreensão, interpretação, tradução,
aplicação, mas isso do lado humano, devido a nossa incapacidade em todos os
sentidos. |
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5. Qual é o
seu propósito? Embora a Bíblia seja um grande
tesouro com respeito à sua contribuição para humanidade em literatura,
filosofia e história, o maior valor deste livro se encontra na grande
influência que exercem sobre as pessoas. Esse é o fator principal
que a classifica como o Livro mais singular. Através de suas páginas o homem
se vê exposto quanto à sua verdadeira condição diante de Deus. A palavra de
Deus é como uma espada que penetra até os pensamentos e propósitos do
homem e o convence de seus pecados diante de Deus - "Porque a
palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de
dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e
medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração."(
Hb 4:12). O chamado Santo Agostinho era um homem indisciplinado e
libertino em sua juventude, porém sua mãe orava por ele enquanto ele
crescia. Depois de levar uma vida dissoluta por muitos anos, certo dia, com
trinta e um anos de idade, lendo a Bíblia debaixo de uma figueira, chegou num
trecho que diz: "Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias
e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes,
mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no
tocante às suas concupiscências"(Rm 13:13-14). Essas palavras o
convenceram dos seus pecados e ele se arrependeu diante do Senhor e se tornou
um servo de Cristo. |
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No curso da
história, muitas pessoas famosas foram movidas a crer em Cristo e ler a
Bíblia. O imperador francês Napoleão, após ter sido derrotado e
exilado na ilha de Santa Helena, confessou que embora ele e outros grandes
líderes tivessem fundado seus impérios através da força, Jesus Cristo
edificou Seu reino com amor. Ele também confessou que embora pudesse reunir
seus homens em torno dele em prol de sua própria causa, ele teria de faze-lo
falando-lhes face a face, enquanto, por dezoito séculos, incontáveis homens e
mulheres se dispuseram a sacrificar, com alegria, a própria vida por amor a
Jesus Cristo, sem tê-lo visto sequer uma vez. |
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A razão pela qual
muitos se dispuseram a deixar tudo para seguir a Cristo e ser martirizados
por causa dEle é que eles O viram revelado na Bíblia. A Bíblia tem sido a fonte de inspiração para que muitos creiam
em Cristo. Embora muitos reis, imperadores e governo tenham tentado, nos
últimos dois mil anos, erradicar a Bíblia, começando pelos imperadores romanos
do primeiro século até aos governos ateus deste século, nenhum poder sobre a
terra tem conseguido cessar a atração do homem por esse livro e pela pessoa
maravilhosa que ele revela. O Cristo revelado na Bíblia continua hoje tão
vivo como há dois mil anos. Nenhuma biografia de homem sobre a terra tem
transformado tantas vidas como a vida de Jesus Cristo. |
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A Bíblia existe
para que possamos compreender, temer, respeitar e amar a Deus sobre todas as
coisas. Assim ela a si mesmo se denomina como a Sagrada Escritura: "e
que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio
para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por
Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a
educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente habilitado para toda boa obra."(2 Tm 3:15-17). |
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Portanto, não
devemos tomar a Bíblia como um livro comum, apenas para trazer-nos algum
conhecimento em nossa mente, mas devemos tomá-la, como um livro de vida,
contatando o Senhor Jesus, através da oração, para que Ele nos conceda algo
vivo em sua palavra, ou seja, algo que traga uma lição prática para o nosso
viver no dia a dia. |
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6. Por que
devemos ler e estudar a Bíblia? Há uma imperiosa
necessidade de se ler a Palavra de Deus, foi por
isso que Deus a mandou escrever. Ora, Deus tudo faz com propósito
(Ec.3:1) e, portanto, Deus não mandaria seus servos escreverem a Palavra se
isto não fosse necessário. Ora, algo que é escrito somente tem valor
quando é lido, pois, se não for lido, será como se não existisse. Deste
modo, o simples fato de termos a Bíblia Sagrada, de temos uma escritura
revelada por Deus é o suficiente para que entendamos que a leitura devocional
da Palavra de Deus é imprescindível para o nosso relacionamento com o Senhor. |
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A Bíblia é um livro
que não se destina a uma mera leitura. É um livro para
se estudar, para que possa ser aplicado. Do contrário, é como engolir a
comida sem mastigar, e depois colocá-la pra fora novamente; não se ganha
valor nutricional assim. A Bíblia é a Palavra de Deus. Como tal é tão coesa
quanto às leis da natureza. Você pode ignorá-la, mas o fará para seu próprio
sofrimento, como seria se ignorasse a lei da gravidade. Não se consegue
enfatizar de forma suficiente o quanto a Bíblia é importante em nossas vidas.
Estudar a Bíblia pode ser comparado a procurar por ouro. Se você fizer
pouco esforço e simplesmente "procurar entre as pedras do rio" você
apenas encontrará pó de ouro. Mas, quanto mais você se esforçar para
"cavar o ouro", mais recompensa obterá por seus esforços. |
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Devemos ler e estudar a Bíblia porque é a
palavra de Deus a nós. Paulo escrevendo a Timóteo afirma
que a Bíblia é "divinamente inspirada"(2 Tm 3:16). Em outras
palavras, é a Palavra de Deus a nós. Há tantas perguntas feitas por filósofos
e pessoas, e que Deus responde a nós nas Escrituras: Qual o propósito da
vida? De onde venho? Há vida após a morte? O que acontece após a morte? Como
posso chegar ao céu? Por que o mundo está cheio do mal? Por que luto tanto para
fazer o que é certo? Além dessas "grandes" perguntas, a Bíblia dá
muitos conselhos práticos em áreas como: O que devo procurar em um cônjuge?
Como posso ter um casamento bem sucedido? Como posso ser um bom amigo? Como
posso ser um bom pai ou uma boa mãe? O que é o sucesso e como consegui-lo?
Como posso mudar? O que realmente importa na vida? Como posso viver de modo a
não olhar pra trás e me arrepender? Como posso agradar a Deus? Como posso
obter perdão? Como posso lidar com as circunstâncias injustas e acontecimentos
ruins na vida de forma vitoriosa? |
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Devemos ler e
estudar a Bíblia porque ela é totalmente confiável, sem erro. A Bíblia é única entre tantos livros chamados
"sagrados", pois não dá simplesmente ensinamentos morais dizendo:
"confie em mim". Ao contrário, nos dá a capacidade de testá-la
verificando as centenas de detalhadas profecias que faz, verificando os
registros históricos que faz, e checando os fatos científicos que relata.
Aqueles que dizem que a Bíblia tem erros têm seus ouvidos cerrados à verdade. |
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Devemos ler e estudar a Bíblia porque há
tantos ensinamentos falsos ao nosso redor, mas a Bíblia nos dá um padrão de
medida pelo qual podemos diferenciar a verdade do engano. Ela nos diz como é Deus. Ter uma impressão errada de Deus é
adorar a um "ídolo" ou "falso deus", pois assim estamos
adorando algo que não é Ele! A Bíblia nos diz como alguém verdadeiramente
chega ao céu; e não é por ser bom ou batizado, ou por nada mais que possamos
fazer (João 14:6; Ef 2:1-10; Is 53:6; Rm 3:10 em diante, 5:8; 6:23; 10:9-13).
Neste pensamento, a Palavra de Deus nos mostra o quanto Deus nos ama (Rm
5:6-8; Is 53:1 em diante.), e é aprendendo isto que somos levados a amá-lo
também (I João 4:19). |
II – A TRANSMISSÃO DA BÍBLIA
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Existem duas vias
principais de comunicação entre o Deus e o homem: verbal e escrita.
Verbal até Moisés e depois, segundo alguns teólogos, usando a
instrumentalidade do homem mais manso da terra passou a ser escrita. |
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1. A
transmissão oral. As palavras do Criador para a
humanidade foram passadas no início de forma falada. Deus em contato pessoal
com o homem colocava as suas leis e este era o responsável em passá-la para a
posteridade. Com o passar dos anos a corrupção generalizou-se na sociedade
pré-noêmica e as distorções fatalmente seriam inseridas na história se não
fosse o dilúvio que levou à morte toda aquela, excetuando-se a família do
patriarca Noé que, pela Graça de Deus, conservou a história para ser outra
vez disseminada entre seus descendentes. |
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Com o aparecimento das línguas, (Gn 11.7), e
a dispersão do povo, (Gn 11. 8), a história corria sério risco de ser perdida, então Deus chama a Abraão e põe nele a sua Palavra de forma
mais clara e objetiva. Nesse ponto o patriarca tem a história passada pelos
seus ancestrais juntamente com as palavras de orientação e proféticas do
Todo-Poderoso. A Palavra de Deus continuou sendo transmitida oralmente até
Moisés. |
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2. A
transmissão escrita. Embora seja a Palavra de Deus, a
Bíblia foi escrita e redigida por seres humanos que, para escrevê-la, usaram
de todos os materiais que tinham à sua disposição para tanto, lembrando-se,
aliás, que, no tempo da formação dos escritos sagrados, não havia o papel,
material que o Oriente Médio e o Ocidente somente conheceram num tempo
posterior à elaboração das Escrituras, elaboração esta, aliás, que durou mais
de mil e quinhentos anos, que é o tempo que vai de Moisés ou Jó, apontados
como os autores do livro de Jó, que é o livro mais antigo das Escrituras, até
a redação dos livros do apóstolo João, que são considerados os últimos
escritos inspirados da Bíblia Sagrada. |
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É interessante
notar que Deus não escreveu parte nenhuma da Bíblia. As Escrituras registram que Deus havia escrito as primeiras
tábuas da Lei (Ex.32:15), mas foram quebradas por Moisés, indignado por causa
da corrupção do povo no episódio do bezerro de ouro (Ex.32:19). As segundas
tábuas, embora lavradas por Moisés, foram também escritas por Deus
(Dt.10:1-4), mas estas tábuas foram colocadas na arca, ou seja, não puderam
ser lidas pelo povo. Moisés escreveu o seu teor, nesta oportunidade, naquilo
que viria a ser o Pentateuco (Ex.34:27), numa comprovação de que parte alguma
das Escrituras foi feita pelo dedo de Deus. |
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O mesmo devemos
dizer a respeito do Filho, ou seja, Jesus nada
deixou escrito, mas tudo que transmitiu o fez oralmente, teor este que
foi, posteriormente, lembrado pelo Espírito Santo para que pudesse ser
reduzido a escrito (I Co.11:23; II Pe.2:16-18; I Jo.1:1,3). Vemos, pois, que,
embora seja a Palavra de Deus, a Bíblia não foi escrita, em momento algum,
por Deus, que delegou, pois, tal tarefa para o homem. |
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Deus quis, portanto, que a Bíblia fosse escrita pelos
homens, embora se tratasse da própria Palavra do Senhor, para que as
Escrituras fossem, elas mesmas, a demonstração da comunhão que se pretendeu
restabelecer entre Deus e o homem. Esta comunhão, que, em Jesus, estava
evidenciada pela dupla natureza, é um dos aspectos pelos quais as Escrituras
são consideradas testemunhas do próprio Verbo Divino (Jo.5:39). Assim, pois,
como Jesus é homem e é Deus, as Escrituras também são Palavra de Deus, mas
escrita pelos homens. |
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Propósito
divino em dispor sua Palavra em forma escrita - O ser humano depende da memória para
guardar tudo quanto lhe é ensinado. A experiência demonstrou que o homem,
mesmo antes da queda, era incapaz de guardar, em sua memória, plenamente o
ensino divino, tanto que Eva, ao ser desafiada pela serpente quanto ao
ensino divino, não o reproduziu com fidelidade (compare Gn.2:16,17 com
Gn.3:2,3). Assim, como o homem não era capaz de manter a fidelidade e a
credibilidade dos ensinos obtidos pela via oral, bem como por ser limitado,
quanto ao tempo, nesta transmissão, já que, pelo pecado, estava condenado à
morte física, não podendo ensinar senão a algumas gerações seguintes
(Sl.78:1-8), imperioso se fazia reduzir a Palavra de Deus a escrito, a fim de
que houvesse maior credibilidade, pois “o que está escrito, está escrito”
(Jo.19:22) e o que está escrito não pode ser anulado (Jo.10:35), além
de a Palavra poder ser lida e conhecida de gerações futuras que jamais teria
contato com as que haviam recebido a mensagem, superando-se, deste modo, o
limite da morte física dos homens (Dt.31:10,26-29). |
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Mas, como pode o homem, cujos pensamentos estão tão
distantes dos de Deus (Is.55:8,9;I Co.2:9), escrever a Palavra de Deus,
reduzir a escrito aquilo que é próprio da Divindade? Somente de uma maneira:
através da inspiração (II Tm.3:16; II Pe.1:21). |
III – A COMPOSIÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA
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1. A
biblioteca divina. Resumidamente,
informaremos a seguir alguns itens esclarecedores sobre a composição dos
livros da Bíblia. |
a) Línguas Originais
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· Hebraico: Para o Antigo Testamento. |
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· Grego: Para o Novo Testamento. |
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O Antigo Testamento
foi escrito em Hebraico, uma língua da família das línguas
semíticas, caracterizada pela predominância de consoantes a não
ser Esdras 4:8 a 6:18; 7:12-16; Jeremias 10:11; Daniel 2:4 a 7:8, que foram
lavrados em Aramaico. |
b) A divisão da Bíblia
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A Bíblia está dividida em duas partes
principais: Antigo e Novo Testamento. |
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O Antigo Testamento - Seus 39 livros estão divididos em 4 classes: LEI,
HISTÓRIA, POESIA, PROFECIA. Os livros de cada classe são os seguintes: |
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· LEI (Tóra): Os cinco primeiros livros do
Antigo Testamento ou cinco livros de Moisés: Gênesis, Êxodo, Levíticos,
Números, Deuteronômio, esses cinco livros são chamados Pentateuco. Tratam da
criação e da Lei. |
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· HISTÓRIA: 12 livros - Josué, Juízes, Rute, I e
II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Contém a
história do povo escolhido: Israel. |
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· POESIA: cinco livros - Jó, Salmos,
Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos (Cantares). São chamados
poéticos devido ao gênero do seu conteúdo e não por outra razão. |
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· PROFECIA: 17 livros - de Isaías a Malaquias.
Esses 17 livros estão subdivididos em dois grupos: |
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o Profetas Maiores: cinco livros:
Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel. |
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o Profetas Menores: 12 livros:
Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias,
Ageu, Zacarias e Malaquias. |
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Os nomes maiores
"maiores e menores" referem-se ao volume de matéria dos livros e
extensão do ministério profético. |
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O Novo
Testamento - Seus 27
livros também estão divididos em quatro classes: Biografia, História,
Doutrina, Profecia. Os livros de cada classe são os seguintes: |
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· BIOGRAFIA: São os quatro Evangelhos: Mateus,
Marcos, Lucas e João. Descrevem a vida terrena do Senhor Jesus e o seu
glorioso ministério entre os homens. Os três primeiros são chamados
sinópticos dos Evangelhos fala também da sua universalidade, por serem quatro
os pontos caldeais. |
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· HISTÓRIA: É o livro de Atos dos Apóstolos.
Registra a história da Igreja Primitiva, seu viver e agir. O livro mostra que
o segredo do progresso da Igreja é a plenitude do Espírito Santo. |
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· DOUTRINA: São 21 livros chamados Epístolas ou
Cartas. Umas são dirigidas a igrejas e outras a indivíduos, etc. Cartas
de Paulo: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon. Cartas
Universais ou Gerais: Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I,
II e III João e Judas. |
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· PROFECIAS: É o livro de Apocalipse. Esta
palavra significa revelação. Trata da volta pessoal da volta do Senhor Jesus
à terra, é o inverso do livro de Gênesis. Lá narra como tudo começou; aqui,
como tudo findará. |
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c) O tema central
da Bíblia. O tema
central de toda Bíblia é a pessoa de Jesus Cristo: "E,
começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a
seu respeito constava em todas as Escrituras”(Lc 24:27); "A
seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando
ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei
de Moisés, nos Profetas e nos Salmos."( Lc 24:44); "Examinais as Escrituras,
porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de
mim."(João 5:39). Sendo assim os 66 livros podem ser resumidos
da seguinte forma: |
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Preparação: Todo o Antigo Testamento trata da preparação do mundo para a
vinda de Cristo. |
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Manifestação: Os Evangelhos tratam da manifestação de Cristo ao mundo, como
o Rei e Redentor. |
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Propagação: Os Atos dos apóstolos tratam da propagação de Cristo por meio
da Igreja. |
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Explanação: As Epistolas tratam da explanação de Cristo, dando os detalhes
da doutrina. |
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Consumação: O Apocalipse trata do casamento de Cristo e a Igreja e a
consumação de todas as coisas. |
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Assim sendo, as Escrituras sem a pessoa de Jesus seriam
como a física sem a matéria e a matemática sem os números. Já imaginou um
cristão sem a Bíblia? |
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d) Texto
áureo da Bíblia: João 3:16. |
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e) A divisão
em capítulos foi
introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227,
que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. |
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f) A divisão
em versículos foi
introduzida em 1551, pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas
as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas,
e foi aceita por todos, incluindo os judeus. |
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2. O Cânon
bíblico. A palavra “cânon” foi aplicada aos livros
do Novo Testamento por Atanásio de Alexandria (c. 295-373 d.C.). Antigamente,
referia-se a uma haste usada para medir(Ez 40:3). Mais tarde, passou a
significar regra, norma, ou padrão de medida(Gl 6:16; Fp 3:16). O Cânon Sagrado é o conjunto de
Livros reconhecidos pela Igreja Cristã como tendo sido inspirado por Deus e que formam a Bíblia
Sagrada. Sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, totalizam,
pois, 66 Livros. |
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Toda Verdade de Deus que precisava ser
revelada, todo o Plano Divino através dos séculos, o Senhor Deus fez constar
nesses Livros. Quanto às coisas não reveladas está
escrito que “As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus”(Dt 29:29). Quanto ao que está
escrito, conforme afirmou Paulo “... para nosso ensino foi
escrito...”(Rm 15:4). |
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Os nomes canônicos
mais comuns do Livro Sagrado são: Escrituras
ou Sagradas Escrituras(Mt 21:42; Rm 1:2); Livro do Senhor(Is 34:16); A
Palavra de Deus(Mc 7:13; Hb 4:12); Oráculos de Deus(Rm 3:2). |
IV – INSPIRAÇÃO E REVELAÇÃO DA BÍBLIA
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1. A
inspiração da Bíblia. Mattew Henry, um dos
maiores expositores das Sagradas Escrituras, é categórico ao referir-se à
inspiração da Bíblia: “As palavras das Escrituras devem ser
consideradas palavras do Espírito Santo”. Como não concordar com
Henry? Basta ler a Bíblia para sentir, logo em suas palavras iniciais, a
presença do Espírito Santo. Paulo
afirma: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para
ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o
homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”(2Tm
3.16,17). |
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A palavra “inspirada” (gr. theopneustos) provém de duas palavras gregas: Theos, que
significa “Deus”, e pneuo, que significa “respirar”. Sendo assim, “inspirado”
significa “respirado por Deus”. Toda a Escritura, portanto, é
respirada por Deus; é a própria vida e Palavra de Deus. |
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Os escritores do Antigo Testamento estavam conscientes de que o que disseram ao povo e o que
escreveram é a Palavra de Deus (ver Dt 18.18; 2Sm 23.2;). Repetidamente os profetas iniciavam suas
mensagens com a expressão: “Assim diz o Senhor”. Esta expressão ocorre
mais de 2.600 vezes. O Espírito Santo falou por intermédio dos autores: “O
Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca” (2Sm.
23.2). |
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Jesus também ensinou que
a Escritura é a inspirada Palavra de Deus até em seus mínimos
detalhes (Mt 5.18). Afirmou, também, que tudo quanto Ele disse foi recebido
da parte do Pai e é verdadeiro (Jo 5.19, 30,31; 7.16; 8.26). Ele falou da
revelação divina ainda futura (isto é, a verdade revelada do restante do Novo
Testamento), da parte do Espírito Santo através dos apóstolos (Jo 16.13; cf.
14.16,17; 15.26,27). |
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Negar a inspiração plenária das Sagradas
Escrituras, portanto, é desprezar o testemunho fundamental de Jesus Cristo
(Mt 5.18; 15.3-6; Lc 16.17; 24.25-27, 44,45; Jo 10.35), do Espírito Santo (Jo
15.26; 16.13; 1Co 2.12-13; 1Tm 4.1) e dos apóstolos (3.16; 2Pe 1.20,21). |
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É bom fazer uma distinção entre o
texto inspirado e o registro inspirado. Assim,
declarações mentirosas como as de Ananias e Safira, as declarações de Satanás
não foram inspiradas por Deus, mas sim o seu registro. Tais textos foram
incluídos na Bíblia, para que conheçamos os ardis de Satanás, os pensamentos
dos ímpios. Sabemos que uma das características da Bíblia é a sua
imparcialidade, assim, ela não omite as mentiras, as falsidades ditas por
alguém. |
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A inspiração bíblica se refere tanto
ao Antigo como ao Novo Testamento. Os escritos de Paulo são designados como “outras Escrituras” (2
Pe 3.16). Apocalipse se refere a si próprio como “palavras da profecia deste
livro”, reivindicando autoridade profética tal com os livros do Antigo
Testamento. |
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O Antigo Testamento destaca a inspiração dada
a Moisés (Dt 1:3). As palavras de Moisés são
“mandamentos do Senhor” (Jz 3:4). Os livros de Moisés foram dados por
Deus (2 Cr 34:14; Ne 13:1). Os profetas também receberam
inspiração divina. Davi foi inspirado por Deus (Sl 45:1b). O
elevado número de citações do Antigo Testamento no Novo demonstra sua
inspiração e grau de confiança. Quanto a Moisés, Jesus foi claro em suas
palavras: “Porque se de fato crêsseis em Moisés, também creríeis em
mim, porquanto ele escreveu a meu respeito. Se, porém não credes nos seus
escritos, como crereis nas minhas palavras?” (Jo. 5:46,47). |
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O Novo Testamento foi escrito por
inspiração divina (Hb 2:3). O livro de Atos
mostra a continuação da obra de Cristo por meio dos apóstolos (At 1:1). Paulo
menciona a inspiração de seus escritos (Gl 1:12). Igualmente, Pedro (2 Pe
3:2). |
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2. A inspiração verbal e plenária. A correta doutrina bíblica a respeito da
inspiração é: inspiração verbal e plenária. Sendo verbal, todas as
palavras foram inspiradas: “as quais também falamos, não
com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo
Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais” (1 Co 2:13). O mesmo se refere ao
texto bíblico do Antigo Testamento (Ex 24:4). |
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A inspiração é plena: todo o texto bíblico foi inspirado por Deus. Até os mínimos
detalhes foram colocados na Bíblia sob inspiração divina: “Porque em
verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til
se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido ” (Mt 5.16). |
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Em II Pe.1:20,21 está escrito: “sabendo primeiramente isto: que nenhuma
profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca
foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram
movidos pelo Espírito Santo”. Pedro aqui atesta que as Escrituras não podem ser de “particular
interpretação”, ou seja, que os textos bíblicos não podem
ser entendidos isoladamente, mas como parte de um conjunto, pois, embora
tenham sido escritos por homens de diferentes culturas, de diferentes épocas,
de diferentes classes sociais, de diferentes graus de instrução, o resultado
não é fruto da cultura, da história, da época, da posição social nem tampouco
da erudição de cada um dos escritores, mas tão somente obra do Espírito
Santo, que é o mesmo a ter agido na vida de cada um destes “homens santos de
Deus”. |
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Este é o ensino
bíblico a respeito da elaboração das Escrituras, que é chamada de “teoria da
inspiração plenária das Escrituras”, porque entende
que a Bíblia toda, sem qualquer exceção, foi inspirada pelo Espírito Santo,
ou seja, as Escrituras foram geradas pelo próprio Deus que deu a mensagem a
cada um dos escritores, que, fielmente, reduziram a escrito a mensagem
recebida. |
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3. Traduções
Bíblicas. Temos de entender que a
inerrância e a infalibilidade estão relacionadas diretamente com a inspiração
das Escrituras e, portanto, dizem respeito à mensagem originariamente transmitida
aos homens inspirados pelo Espírito Santo e que foram sendo copiadas e
transmitidas geração após geração. Não nos esqueçamos de que a cópia de um
texto é algo feito pelo homem, e um homem que não está sob a inspiração
verbal plenária, e que, por isso mesmo, neste ato de copiar não estão
envolvidos os conceitos de inerrância nem de infalibilidade. |
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Com relação à tradução bíblica,
também, é outro fator que não está sob o império da inerrância e da
infalibilidade da Bíblia. Aqui, também, não temos a atuação da “inspiração
verbal plenária” e, portanto, tais atividades podem ter erros ou
equívocos, como também necessitam, de tempos em tempos, de revisões e
atualizações, pois são ações humanas e, como tal, sujeitas ao tempo e ao
espaço. A primeira versão da Bíblia Sagrada em língua portuguesa
a ser levada para a imprensa, a de João Ferreira de Almeida, que
continha o Novo Testamento, ainda antes de ter sido lançada, teve, pelo
próprio tradutor apontados cerca de 1.000 erros de tradução.
Aliás, é por isso que esta Versão, após terem sido feitas as correções,
é conhecida como Almeida Revista e Corrigida, ou seja, foi objeto de
uma correção e, se foi corrigida, é porque continha erros. Na década de 1940,
a Sociedade Bíblica do Brasil efetuou uma atualização desta Versão que, feita
no século XVII, se encontrava extremamente defasada e era de difícil
compreensão da população da metade do século XX, surgindo, então, a Versão
Almeida Revista e Atualizada. Tudo isto é possível e até necessário porque versões
e traduções são obras humanas, feitas segundo a vontade de Deus, no
sentido da tarefa da Igreja, mas sem a “inerrância e infalibilidade”. |
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4. A
revelação bíblica. Toda a Bíblia foi inspirada por
Deus, mas nem tudo nela é produto de revelação. A revelação
implica em Deus mostrar fatos desconhecidos ao escritor sacro enquanto que na
inspiração isto não se faz necessário. Por exemplo: Moisés
recebeu os primeiros capítulos de Gênesis por revelação enquanto outros não
foram necessário produto de revelação. Lucas foi inspirado a reunir vários
documentos cristãos precedentes para confeccionar seus dois livros, o
Evangelho e o livro de Atos (Lc 1:1-4). Paulo que não andou com Cristo
e nem recebeu instrução apostólica deixou-nos um tesouro teológico de
inestimável grandeza em suas epistolas. Enquanto Lucas foi inspirado a
escrever, a Paulo foi revelado o que escrever. |
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Quanto à iluminação, tem a ver com a compreensão da mensagem revelada. Em 1 Pe 1:10
-12 está um ótimo exemplo do que significa a iluminação: "Desta
salvação inquiriram e indagaram diligentemente os profetas que profetizaram
da graça que vos era destinada, indagando qual o tempo ou o qual a ocasião
que o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, ao dar de antemão
testemunho sobre os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e sobre as
glórias que os seguiriam. Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas
para vós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por
aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho.
Coisas para as quais até os anjos desejam atentar". |
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Portanto, a
inspiração tem a ver com a recepção e o registro da
verdade, a revelação tem a ver com a transmissão e a iluminação
é a compreensão desta mesma mensagem. |
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Neste caso os
profetas recebiam a revelação e a inspiração, mas muitas delas não eram
acompanhadas de iluminação. |
CONCLUSÃO
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Pelo que foi exposto nesta aula
não há como deixar de acreditar que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus. E
como Palavra de Deus deve ser recebida, crida e obedecida como a autoridade
suprema em todas as coisas pertencentes à vida e à piedade (Mt 5.17-19; Jo
14.21; 15.10; 2Tm 3.15,16; ver Êx 20.3). Na
igreja, a Bíblia deve ser a autoridade final em todas as questões de ensino,
de repreensão, de correção, de doutrina e de instrução na justiça (2Tm
3.16,17). Ninguém pode submeter-se ao senhorio de Cristo sem estar
submisso a Deus e à sua Palavra como a autoridade máxima (Jo 8.31,32, 37). |
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Como filhos de
Deus, não podemos afastar-nos jamais das Sagradas Escrituras; destas, todos
dependemos vitalmente. Quanto mais as lermos, mais íntimos seremos de seu
Autor. Todos na igreja devem amar, estimar e proteger as
Escrituras como um tesouro, tendo-as como a única verdade de Deus para um
mundo perdido e moribundo. |
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof EBD –
Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br |
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação
Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o
Ensinador Cristão. Materialismo e o Ateísmo - Prof. Dr.
Caramuru Afonso Francisco e Pr. Antonio Sebastião da Silva. |