A INERRÂNCIA DA BÍBLIA
Leitura Bíblica: Sl 119:89-99
30/11/2009
“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra.” (II Tm 3:16,17).
Prosseguindo o estudo sobre o “Livro de Deus”, estudaremos nesta aula sobre a “Inerrância da Bíblia”. Muitos têm tentado, ao longo dos séculos, levantar-se contra o Divino Livro, mas todos têm fracassado em seu intento de calá-la ou desacreditá-la, precisamente porque não se trata de uma obra feita pela mente, vontade ou imaginação humana, mas tem sua origem, sua concepção e o zelo pelo seu cumprimento diretamente em Deus. O Salmo 119 nos revela de forma sublime o valor da Palavra de Deus e a necessidade que temos de colocá-la como nosso guia, como a lâmpada para nossos pés, como luz para o nosso caminho, como a preciosa jóia que devemos esconder em nossos corações para não pecarmos contra o Senhor. Esta Palavra que temos prazer em estudar na Escola Bíblica Dominical; esta Palavra que temos a graça divina de ouvir, meditar e seguir; este tesouro que o Senhor nos dá de dia e de noite, deve ser cada vez mais valorizada em nosso meio, pois num mundo onde os fundamentos se transtornam, onde não há mais valores absolutos, verdades ou certezas, somente aqueles que conhecem e praticam a Palavra de Deus poderão ter esperança, a esperança de um novo céu e uma nova terra onde habitam a justiça.
I – O QUE É INERRÂNCIA BÍBLICA?
1. Conceito Teológico. Inerrância é a doutrina segundo a qual a Bíblia Sagrada não contém qualquer erro, quer lógico, doutrinário ou histórico. Ao afirmarmos que a Bíblia é inspirada por Deus, que ela é produto divino humano, que Deus usou homens em sua totalidade, que levou-os a registrarem até mesmo as palavras que deveriam usar, estamos afirmando também que Deus os preservou de cometerem erros em seus escritos. A isto damos o nome de inerrância, que é o ensino da própria Escritura a seu respeito que afirma que nela não há erros ou contradições (Jo 10.35; 17.17; Cl 1.5; 2 Tm 2.15; Tg 1.18).
Um dos atributos do Senhor é que Ele não pode errar nem mentir e, portanto, suas palavras não são passíveis de erros. Se Deus errasse ou mentisse em questões pequenas nas Escrituras, certamente se abriria um precedente para que pudéssemos, da mesma forma, mentir em pequenas coisas relacionadas à nossa vida. Mas, como Ele é verdadeiro exige que sejamos da mesma forma em tudo.
Os interpretes da Teoria da Inspiração Parcial dizem que só é infalível aquelas partes inspiradas pelo Espírito Santo, sendo falíveis, ou sujeitos a erros, aquelas partes escritas pelo homem, sem a inspiração. O problema é que se esta teoria fosse verdadeira, o próprio homem é que seria juiz para declarar quais as partes da Bíblia seriam inspiradas e quais as que não seriam. Assim, sempre que a Verdade não lhe conviesse ele poderia afirmar que aquela passagem não é inspirada, ou seja, que é palavra de homem, portanto, falível. Mas para nós, a Bíblia Sagrada é a Infalível Palavra de Deus.
Contudo, precisamos deixar esclarecido que a ausência de erros é sobre os originais hebraicos e gregos. Por mais fiel que seja uma tradução ou versão das Escrituras ela não pode afirmar ser a última palavra escriturística isenta de erros ou distorções. Também não quer dizer que os escritores sagrados não cometeram erros em suas vidas. Nem tudo o que falaram foi inspirado. Nem tudo o que fizeram foi correto. Pela primeira carta de Paulo aos Coríntios, ficamos sabendo que o apóstolo escreveu uma carta anterior, chamada de carta perdida, que certamente não foi inspirada por Deus, pois Ele não a preservou até os nossos dias (I Co 5.9). Outro exemplo é a repreensão que Pedro levou de Paulo por seu comportamento contraditório (Gl 2.11).
2. A Inerrância e infalibilidade. O conceito de inerrância da Bíblia está intimamente associado ao de infalibilidade. Tendo em vista que a Bíblia é a Palavra de Deus, temos que ela, além de inerrante é também infalível, ou seja, algo que não pode ser sujeita a qualquer falha, a qualquer erro, ou seja, que tudo quanto afirma, inevitavelmente ocorreu ou ocorrerá. Como a Bíblia foi comunicada diretamente pelo Espírito Santo a homens que estavam em comunhão com Ele, não há como ter havido qualquer erro, falha ou equívoco na transmissão da mensagem e na sua redução a escrito. Está escrito: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo(2 Pe 1:21).
Ao tratar da infalibilidade da Palavra de Deus, ousadamente expressou-se Carl Ferdinand Howard Henry(1913-2003) – Pastor e teólogo batista norte-americano: “Há apenas uma única coisa realmente inevitável: é necessário que as Escrituras se cumpram”. O que isto significa? Simplesmente, que a Bíblia é infalível. Tudo o que a Bíblia diz cumpre-se cabalmente: “Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a Palavra do Senhor permanece para sempre”(1Pe 1:24,25).
Todavia é bom ressaltar que a inerrância e a infalibilidade estão relacionadas diretamente com a inspiração das Escrituras e, portanto, dizem respeito à mensagem originariamente transmitida aos homens inspirados pelo Espírito Santo e que foram sendo copiadas e transmitidas geração após geração. As cópias e traduções são passíveis de erros(ver item 3 do tópico IV desta aula).
1. Autoria divina. A existência da Bíblia, abrangendo seus escritores, sua formação, composição, preservação e transmissão, só pode ser explicada como milagre de Deus, ou melhor: Deus é seu autor; seu real intérprete é o Espírito Santo, e seu assunto central é o Senhor Jesus Cristo. Embora Deus seja o genuíno autor da Bíblia, inspirou cerca de 40 homens para escrevê-la. Esses homens tinham diferentes atividades, viviam distantes uns dos outros, tinham estilos e características distintas. O trabalho de todos levou pelo menos uns 1.500 anos - de Moisés ao apóstolo João. Independente dessas circunstâncias, na Bíblia há um só plano, que de fato mostra que há um só autor divino, guiando os humanos. Isto é o que garante a unidade da revelação bíblica.
Podemos fazer um paralelo entre a Bíblia e a construção de um grande prédio, em que há muitos operários empregados, mas um é o arquiteto. Cada um sabe bem o seu ofício, porém todos dependem do plano do arquiteto. Ela é perfeita e harmoniosa. Embora tivesse havido tantos autores humanos, a unidade, simplicidade e singularidade da Bíblia indicam que houve uma só mente por trás de todas, a mente de Deus. Os autores humanos fornecem variedade de estilo e matéria. O autor divino garante unidade de revelação e ensino.
A Bíblia é formada por uma coleção de 66 livros dividida em Antigo Testamento com 39 e o Novo Testamento com 27. Para facilitar a leitura e a localização dos trechos foi dividido em capítulos e os capítulos em versos. Esta coleção apresenta tal harmonia e unidade entre todos os livros que nos dá a compreensão de ser de um único autor. Só Deus, o verdadeiro autor, pode criar essa maravilha que durou cerca de quinze séculos para se completar (c. 1400 a.C. – 100 d.C.). Cremos que a Bíblia está completa, logo nada mais deve ser acrescentada(Ap 22:18-19).
Teólogos liberais tem feito de tudo para colocar a Bíblia em descrédito. Chegam a sustentar que ela é uma espécie de história secular do esforço do homem por encontrar a Deus. Mas, rejeitamos essa idéia com repugnância! A Bíblia é a Palavra viva de Deus que narra o esforço do Todo-Poderoso para revelar-se e salvar o homem perdido.
2. Supervisão e orientação do Espírito Santo(2 Tm 3:16; 2Pe 1:19-21). Os livros da Bíblia foram escritos sob a supervisão e orientação do Espírito Santo. Na sua ação de inspirar os escritores pelo seu Espírito Santo, Deus, sem violar a personalidade deles, agiu neles de tal maneira que escreveram sem erro (3.16; 2Pe 1.20,21; ver 1Co 2.12,13). O exemplo clássico de sua inerrância é o fato de ter sido escrita num período de 1600 anos, por cerca de 40 escritores diferentes, de épocas diferentes, em lugares diferentes, e que, apesar de tudo isso, ela é toda verdade e nela não há contradição. Nenhum outro livro possui essa característica.
Diante de tão fantástica obra alguém pode indagar: como pode o homem, cujos pensamentos estão tão distantes dos de Deus (Is.55:8,9;I Co.2:9), escrever a Palavra de Deus, reduzir a escrito aquilo que é próprio da Divindade? Somente de uma maneira: através da inspiração (II Tm.3:16; II Pe.1:21). Assim como Deus escolheu a jovem virgem Maria para servir de instrumento ao nascimento do seu Filho Jesus, Ele também escolheu homens simples, puros e santos, cujos corações eram segundo o seu coração. Estes homens surgiram do meio do povo de Israel, com exceção de Lucas, que não era judeu, mas se converteu ao Senhor Jesus. Deus os encheu do Espírito Santo para escrever exatamente aquilo que Ele queria.
Veja o exemplo da construção do Tabernáculo do Senhor, lá no deserto do Sinai, quando assim escreveu Moisés: "Disse mais o Senhor a Moisés: Eis que chamei pelo nome de Bezalel, filho de Uri, filho de Hux, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício, para elaborar desenhos e trabalhar em ouro e, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores. Eis que lhe dei por companheiro Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dão; e dei habilidade a todos os homens hábeis, para que me façam tudo o que tenho ordenado"(Ex 31:1-6).
Como podemos ver, Deus escolheu homens e os encheu do seu Espírito, para que eles tivessem em todo trabalho de arte; elaborassem desenhos e trabalhassem em ouro, prata, bronze, lapidação de pedras, entalhes de madeira e até costurassem as vestes sagradas dos sacerdotes, além de prepararem o óleo da unção e incensos aromáticos. Ora, se Ele se preocupou com os mínimos detalhes dos utensílios do templo, imagine com a revelação da sua Palavra. A inspiração da Bíblia é única. Além da Bíblia, nenhum outro livro foi produzido de igual forma.
Ao longo dos séculos a inerrância da Bíblia Sagrada é sustentada pelo glorioso Espírito Santo, e que após os escritos originais vem sendo copiados geração após geração, conforme as técnicas e os meios existentes naquele tempo, como o são hoje em dia, como podem testemunhar não só as bíblias impressas aos milhares diariamente, como também as bíblias lançadas, a cada dia, pelos mais sofisticados e avançados meios telemáticos.
3. A Bíblia é a exata Palavra de Deus. Quanto a este fato, já estudamos na aula nº 07. Como diz o Pr. Elinaldo Renovato, do início ao fechamento do Cânon Sagrado, os escritores bíblicos reproduziram exatamente o que haviam recebido da parte de Deus: “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando”(Dt 4:2).
Só para lembrar, a palavra "cânon", expressão latina, deriva-se do termo grego kanõn, que significa literalmente "vara reta de medir" ou "régua de carpinteiro". Em outras palavras, este termo denota um padrão de medida excelente e rigoroso. Aplicado às Escrituras o Cânon significa aquilo que serve de norma, regra de fé e prática. Deste modo, o Cânon Sagrado é uma coleção de livros que foram aceitos por sua autenticidade e autoridade divinas. Isto significa que os livros que hoje formam a Bíblia satisfizeram o padrão, ou seja, foram dignos de serem aceitos e incluídos. Os livros da Bíblia são denominados canônicos para não serem confundidos com os apócrifos, escritos não inspirados e não autorizados por Deus.
A verdadeira teologia reconhece que a Bíblia Sagrada não apenas contém, mas é a Palavra de Deus. Toda a revelação tem Deus como origem e em Deus não há qualquer mentira ou inverdade. Tudo quanto foi revelado pelo Senhor ao homem deve ser crido pelo ser humano.
As Escrituras são incomparáveis, eternamente completas e incomparavelmente obrigatórias. Nenhuma palavra de homens ou declarações de instituições religiosas iguala-se à autoridade das Escrituras. Qualquer doutrina, comentário, interpretação, explicação e tradição deve ser julgado e validado pelas palavras e mensagem das Sagradas Escrituras (ver Dt 13:.3 ).
Em Jr.1:12, o profeta relata uma visão que teve de uma vara de amendoeira. A amendoeira é a primeira árvore a florescer na Palestina, daí porque seu nome em hebraico, “saqued”, ser um derivado da palavra “despertar”. A amendoeira seria, então, uma “árvore desperta”, uma “árvore vigilante”, simbolizando a “prontidão”. Isto nos fala que a Bíblia é a Palavra de Deus porque somente em Deus o querer é o efetuar (Fp.2:13) e, portanto, somente Deus pode falar e o que foi falado se cumprir sem que nada necessite ser feito além do próprio pronunciar e Deus no-lo prova através da própria criação. Por isso, podemos dizer, como afirma o pastor Severino Pedro da Silva, membro da Academia Brasileira Evangélica de Letras e da Casa de Letras Emílio Conde, “nem todos os homens cumprem a Palavra de Deus, mas ela se cumpre na vida de todos os homens”.
A amendoeira, também, simbolizava em Israel a “redenção”, uma vez que, por ser a primeira árvore a florescer, era o primeiro sinal do retorno da vida, na primavera, após o rigoroso inverno, que dava a impressão de que a vida havia findado. Ao comparar a Palavra como a amendoeira para o profeta, portanto, Deus também nos indica que a Bíblia é a Palavra de Deus, pois só Deus pode dar a vida, só Deus pode conceder vida ao homem (I Sm.2:6). Também nesta expressão divina ao profeta notamos uma perfeita identificação entre a Palavra de Deus e Cristo, que também afirma ser fonte de vida eterna (Jo.1:4; 4:14; 5:26).
A amendoeira também simbolizava a pressa, já que era a primeira árvore a florescer na primavera. Esta pressa significa a impossibilidade de haver obstáculos para o cumprimento da Palavra, bem como a prioridade absoluta que ela assume ante os desígnios divinos. A Bíblia, assim, mostra ser algo que é levado em primeiro lugar, que ocupa o primeiro plano da vontade de Deus, a ponto, inclusive, de o salmista ter dito que Deus a pôs acima dEle próprio (Sl.138:2). O desígnio divino revelado ao profeta é a de que Ele vela pela Sua Palavra para a cumprir, é esta a sua prioridade. Deus tem um compromisso inquebrantável com a Sua Palavra e, assim como a amendoeira é a primeira árvore a florescer, também a Palavra de Deus é a primeira a produzir seus frutos na ordem estabelecida pelo Senhor. Ninguém pode impedir o cumprimento da Palavra de Deus e, como ela é soberana, engrandecida pelo próprio Deus acima de Seu próprio nome, vemos que nada poderá impedir a ação divina de cumprimento da Sua Palavra (Is.43:13). Desta forma, devemos ter plena consciência de que tudo que está escrito se cumprirá e que nós, como conhecedores desta Palavra, devemos sempre obedecer a ela e, assim, alcançados pelas bênçãos e promessas que ela contém.
Por fim, vemos que Deus mostrou ao profeta “uma vara de amendoeira”, e “vara”,como sabemos, indica orientação, direção, julgamento. A Palavra de Deus é um guia para o homem, é a seta que indica a Cristo, o caminho que conduz à vida eterna. A Palavra, respeitando o livre-arbítrio humano, aponta qual deve ser o Caminho e nós o seguimos, ou não, conforme a nossa própria vontade. No entanto, a Palavra é “uma vara de amendoeira”, ou seja, ela nos julgará pela decisão que tomamos em relação a ela, um julgamento que é, como a amendoeira, pronto, prioritário e que não poderá ser impedido por ninguém (Jo.12:48).
1. O cumprimento das Profecias. As profecias bíblicas revelam sua extrema veracidade, pois diversos episódios preditos com séculos de antecedência cumpriram-se fielmente, não se tendo exemplo algum de profecia bíblica que não tenha se cumprido. Ou a profecia já se cumpriu ou ainda não se cumpriu, mas nenhuma profecia bíblica foi desmentida até hoje pelos fatos. Como, então, não reconhecer a sua inerrância e infalibilidade?
Segundo os estudiosos da Bíblia, existem mais de 300 profecias messiânicas cabalmente cumpridas. Por falta de espaço nesta aula vamos ver algumas profecias messiânicas cumpridas, num só dia. As seguintes profecias do Antigo Testamento, sobre a traição, o julgamento, a morte e o sepultamento de nosso Senhor Jesus Cristo, foram feitas por diferentes pessoas, em épocas distintas, em um espaço de cinco séculos, de 1000 a 500 a.C. Todas se cumpriram, literalmente.
a) Vendido por trinta moedas de prata. Profecia: Zacarias 11:12. Cumprimento: Mateus 26:14-15.
b) Traído por um amigo. Profecia: Salmos 55:13-15. Cumprimento: Mateus 26:49-50.
c) O Dinheiro foi atirado para o oleiro. Profecia: Zacarias 11.13. Cumprimento: Mateus 27.3-5,7.
d) Os discípulos O abandonaram. Profecia: Zacarias 13:7. Cumprimento: Mateus 26:56; Marcos 14:27.
e) Acusado por falsas testemunhas. Profecia: Salmo 35:11.Cumprimento: Mateus 26:59-61.
f) Bateram e cuspiram nEle. Profecia: Isaías 50:6. Cumprimento: Mateus 26:67,68.
g) Mudo diante dos seus acusadores. Profecia: Isaías 53:7. Cumprimento: Mateus 27:12-14.
h) Ferido e pisado. Profecia: Isaías 53:5. Cumprimento: Mateus 27:26-29.
i) Ele sucumbiu sob o peso da cruz. Profecia: Salmo 109:24. Cumprimento: João 19:17; Lucas 23:26. O Senhor Jesus Cristo, após ter sofrido muito com os açoites, ficou fraco. Seus joelhos se dobraram sob a pesada cruz. Por isso, foi necessário entregá-la a outro para ser carregada.
j) Mãos e pés traspassados. Profecia: Salmo 22:16. Cumprimento: Lucas 23:33. Jesus Cristo foi crucificado segundo o costume dos romanos: as mãos e os pés eram perfurados por longos cravos, para pregar o corpo na cruz (compare João 20:25-27).
k) Crucificado junto com malfeitores. Profecia: Isaías 53:12. Cumprimento: Marcos 15:27-28.
l) Ele orou pelos seus inimigos. Profecia: Isaías 53:12. Cumprimento: Lucas 23:34.
m) Eles menearam a cabeça. Profecia: Salmo 109:25. Cumprimento: Mateus 27:39,40.
n) As pessoas zombaram de Jesus. Profecia: Salmo 22:7,8. Cumprimento: Mateus 27:41-43.
o) Eles O olhavam. Profecia: Salmo 22:17.Cumprimento: Lucas 23:35.
p) Suas vestes foram repartidas e sorteadas. Profecia: Salmo 22.18.Cumprimento: João 19.23,24.
q) Foi abandonado. Profecia: Salmo 22:1. Cumprimento: Mateus 27:46.
r) Foram-lhe dados vinagre e fel. Profecia: Salmo 69:21.Cumprimento: João 19:28,29; Mateus 27:34.
t) Ele entregou Seu espírito a Deus. Profecia: Salmo 31:5. Cumprimento: Lucas 23:46.
u) Seus amigos ficaram de longe. Profecia: Salmo 38:11.Cumprimento: Lucas 23:49.
v) Seus ossos não foram quebrados. Profecia: Salmo 34:20. Cumprimento: João 19:33-36.
w) Seu lado foi traspassado. Profecia: Zacarias 12:10. Cumprimento: João 19:34.
x) Trevas sobre a Terra. Profecia: Amós 8:9. Cumprimento: Mateus 27:45.
z) Sepultado no túmulo de um rico. Profecia: Isaías 53:9. Cumprimento: Mateus 27: 57-60.
2. A História confirma a Bíblia. Inúmeros são os fatos ocorridos na história que foram registrados, estudados e confirmados a sua veracidade, os quais se coadunam perfeitamente com os textos correspondentes exarados nas páginas sagradas da Bíblia. Os céticos, os ateus, os ditos cientistas evolucionistas, tentam desmoralizar a Bíblia, mas quanto mais se aprofundam procurando desvios, mais chegam à conclusão da veracidade dos textos sagrados.
Quem já não ouviu falar das duas deportações de Israel e Judá pelos assírios e babilônicos, respectivamente, cujos registros encontram-se nos anais da história humana. Só que estes fatos estão registrados no livro de Deus em 2Rs 17:6; 2Rs 24:10-17; Jr 25:11.
Ninguém pode negar a destruição de Jerusalém, que se deu em 70 d.C., que fora profetizada por Jesus, registrada em Mateus 24:2. Os livros de história registram este fato e não podem negar a veracidade da Bíblia.
Alguém pode negar a crucificação de Jesus? Os livros de história mostram este fato, que é inegável. O próprio Flávio Josefo, historiador romano, fala sobre este episódio. Desde Gênesis até Malaquias a Bíblia apontava para este acontecimento.
Alguém pode negar a restauração de Israel em 14 de maio de 1948? Claro que não! A Bíblia é a verdade e fiel é o cumprimento das promessas de Deus nela exarados com relação a este tremendo fato. Israel é o milagre de Deus mais visível às todas as nações, hoje. Só não enxerga quem é cego espiritualmente. Em Ezequiel 36:25-27, dentre outras profecias, encontra-se predita a restauração da nação de Israel.
A história, também, mostra a existência de quatro impérios monstruosos já surgidos, a saber, Babilônico, Medos-Persas, Grego e Romano, os quais prevaleceram, respectivamente, no período de 780 a 550 a.C.; 550 a 380 a.C.; 380 a 100 a.C. e 100 a.C. a 300 d.C. Pois é, estes impérios estão registrados na Bíblia, mas precisamente no livro de Daniel capítulo dois. A Palavra de Deus é Fiel e verdadeira.
3. A verdadeira ciência confirma a Bíblia. A verdadeira ciência nunca se oporá a Deus ou a Sua Palavra, pois quem se opõe à verdade é apenas a “falsamente chamada ciência” (I Tm.6:20). Ainda que ciência e Bíblia tenham pontos de partida totalmente diferentes e objetos igualmente distintos, não podem se contrapor, já que ambas têm o mesmo alvo: a verdade.
Não é por outro motivo que o apóstolo Paulo, ele próprio alguém dotado de vasto e profundo conhecimento científico, não recomenda a seu filho na fé, Timóteo, que se afaste da ciência, como, lamentavelmente, muitos “crentes espirituais” insistem em fazê-lo, sem qualquer respaldo bíblico, mas, sim, que tivesse horror às oposições da falsamente chamada ciência, ou seja, que se afastasse de toda a produção intelectual que, com o pretexto de tentar descobrir a verdade, estivesse fundamentada única e exclusivamente no intuito de se opor a Deus e à Palavra de Deus.
A verdadeira ciência defende o fato de o Universo ter sido projetado e criado por um Ser Inteligente. A verdadeira ciência constata que o Universo veio a existir exatamente como a Bíblia no-lo descreve. Veja o que escreveu o autor da Epístola aos Hebreus: "Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente" (Hb 11.3).
Inúmeras vezes a ciência tem confirmado a veracidade bíblica no tocante alguns fatos científicos. Vejamos alguns exemplos:
A Terra é solta no espaço. O Patriarca Jó sabia disso há, aproximadamente, 1500 anos a.C. – “ Ele estende o norte sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada”(Jó 26:7).
No centro da Terra há fogo. No mesmo livro de Jó no capítulo 28 e versículo 5 esta verdade científica é confirmada:” Quanto à terra, dela procede o pão, mas por baixo é revolvida como por fogo”.
A Terra é redonda. O Profeta Isaias, há mais de 1000 anos antes da ciência moderna já afirmava que a Terra é redonda –“ E ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar”(Is 40:22).
Toda a humanidade descende de um único ancestral, Adão e Eva. A biologia moderna prova que as variações verificadas no ser humano ocorrem no DNA, e não apresentam qualquer evidência que sugira ter o homem se originado de organismos diferentes ou inferiores a si mesmo. Ou seja: a estrutura biológica do ser humano continua a mesma desde o dia em que Deus criou Adão e Eva.
As descobertas dos últimos anos relacionadas com o DNA [o ácido desoxirribonucleico, a molécula, que reproduz o código genético, ou seja, que é responsável pela transmissão das características hereditárias de cada espécie, quer seja nas plantas, nos animais (incluindo o homem) ou nos microrganismos] têm mostrado, claramente, que cada espécie tem seu próprio código genético, que nunca se transforma em um código genético de uma outra espécie. Assim, mais uma vez, confirma-se a idéia de que, se “evolução é a descendência com mudança”, é a “alteração das proporções das variantes de um dado gene ao longo das gerações”, isto só se dá dentro de cada espécie, sem qualquer passagem para uma outra espécie, o que confirma a narrativa bíblica e não a teoria da evolução, pois é a própria negação da evolução.
Observe 1: “… O Projeto Genoma, ao finalizar em 2001, o difícil trabalho de mapeamento do DNA humano (código genérico humano constituído por 23 pares de cromossomos, em torno de 50 a 80 mil genes e mais de 3 bilhões de bases químicas), demonstrou que o genoma humano é o mesmo em todos os grupos étnicos. Provando, assim, que toda a humanidade descende de um único ancestral, Adão e Eva, exatamente como nos revela a Palavra de Deus (Gn. 1.28-29; 9:1,18,19; At.17.26)…” (ALI, Zihad. A falsa crença da evolução teísta. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1462, p.16).
Observe 2:“Os cosmólogos descobriram que forças fundamentais do universo estão intricadamente equilibradas, como se estivessem no fio de uma faca. Por exemplo, consideremos a força da gravidade. Se fosse um pouco mais forte, todas as estrelas seriam anãs vermelhas, muito frias para sustentar a vida. Mas se fosse mais fraca, todas as estrelas seriam gigantes azuis, queimando em muito pouco tempo para que a vida se desenvolvesse. Os cosmólogos falam de 'coincidências cósmicas', querendo dizer que as forças fundamentais do universo têm por coincidência o valor numérico exato necessário para tornar a vida possível. A mais leve mudança tornaria o universo inóspito para a vida. Como estes valores numéricos não se mostraram nem muito alto nem muito baixo, mas exatamente os certos?
O que torna a questão tão intrigante é que não há causa física que explique por que estes valores estão tão bem afinados para sustentar a vida. 'Nada em toda a física explica por que seus princípios fundamentais deveriam se amoldar com tanta precisão às exigências da vida,' diz o astrônomo George Greenstein. E considerando que não há causa física conhecida, parece suspeitosamente que são produto da intenção, como se alguém os tivesse projetado desse modo".(PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.212).
IV – OS MANUSCRITOS BÍBLICOS
1. Formatos e materiais dos manuscritos bíblicos. Quando se fala em manuscrito bíblico estamos nos referindo às cópias dos originais das Escrituras (autógrafos) feitos à mão pelos escribas de modo laborioso, lento e oneroso. Segundo os estudiosos da Bíblia, os erros eram detectados pela contagem do número de palavras, o número de letras e, também, a palavra do meio e a letra do meio do texto, e caso encontrassem um único erro, inutilizariam imediatamente aquelas folhas, ou até mesmo tolo o rolo. Esses copistas não podiam escrever nenhuma palavra ou letra, nem mesmo uma vírgula de memória, sem que antes tenha contemplado o códice[Registro ou compilação de manuscritos, documentos históricos, ou leis; código antigo] que se encontra à sua frente. Antes de registrarem um vocábulo tinham de pronunciá-lo bem alto e, ao escreverem o nome de Deus, tinham de limpar a pena com muita reverência. E se um rei lhe dirigisse a palavra enquanto estava escrevendo esse nome, não lhe prestava atenção.
Papiro: Material extraído de uma planta aquática desse mesmo nome. Há várias menções dele na Bíblia, como por exemplo, Jó 8:11. De papiro deriva o termo papel. Seu uso na escrita vem de 3.000 a.C., no Egito.
Pergaminho: Ë a pele de animais, curtida e preparada para escrita. É material superior ao papiro, porém de uso mais recente do que aquele. Teve seu uso generalizado, a partir do início do século I, na Ásia Menor. É também citado na Bíblia, exemplo: II Timóteo 4:13.
Hebraico: Para o Antigo Testamento.
Grego: Para o Novo Testamento.
O Antigo Testamento foi escrito em Hebraico, uma língua da família das línguas semíticas, caracterizada pela predominância de consoantes a não ser Esdras 4:8 a 6:18; 7:12-16; Jeremias 10:11; Daniel 2:4 a 7:8, que foram lavrados em Aramaico.
2. Os autógrafos. Os manuscritos originais, isto é, saídos das mãos dos escritores, não existe nenhum conhecido no momento. Deus na Sua providência permitiu isso. Se existisse algum, os homens o adorariam mais do que o seu divino Autor. A serpente de metal posta entre os israelitas como meio de auxilio à fé em Deus ( Nm 21.8,9; Is 45:22), foi depois idolatrada por eles (II Reis18:4). Deus cuidou do sepultamento de Moisés e ocultou o seu local porque certamente o povo adoraria seu corpo (Dt 34:5,6). O Diabo tinha interesse na idolatria e contendeu com o arcanjo que procedeu ao funeral de Moisés (Jd 9). Milhões, em muitas terras adoram a cruz de Cristo, ao invés do Cristo da cruz. É também o caso de Maria mãe de Jesus Cristo, que milhões adoram-na mais do que ao Filho. Além disso, temos a considerar o seguinte, historicamente, quanto a inexistência de manuscritos originais:
a) Era costume dos judeus enterrar os manuscritos estragados pelo uso ou qualquer outra causa, para evitar sua mutilação ou interpolação[inserção deliberada de elemento(s) que não constava(m) do original] espúria.
b) Os reis idólatras e ímpios de Israel, podem ter destruído muitos ou contribuído para isso, como é o caso descrito em Jeremias 36:20-26.
c) O monstro Antíoco IV ou, como ele mesmo se intitulou Antíoco Epifânio (ilustre), só que o povo chamava-o Antíoco Epimanes (louco), rei da Síria (175 - 164 AC), durante seu reinado dominou sobre toda a Palestina. Foi homem extremamente cruel. Tinha prazer em aplicar torturas. Decidiu exterminar a religião judaica. Assolou Jerusalém em 168 a.C., profanando o templo e destruindo todas as cópias que achou das Escrituras.
d) Nos dias do feroz imperador romano Deocleciano (284 - 302 a.D.), os perseguidores dos cristãos destruíram quantas cópias acharam das Escrituras. Durante dez anos Deocleciano mandou vasculhar o império visando destruir todos os escritos sagrados. Chegou a crer que tivesse destruído tudo, pois mandou cunhar uma moeda comemorando tal vitória.
A literatura judaica afirma que a missão da chamada “Grande Sinagoga”, presidida por Esdras, foi reunir e preservar os manuscritos originais do Antigo Testamento - os de que se serviram os Setenta no preparo da Septuaginta - a primeira tradução da Escrituras.
Cópias de manuscritos originais. Há inúmeras, em várias partes do mundo. Esses manuscritos existentes harmonizam-se admiravelmente, assegurando-nos assim da sua autenticidade. Uma confirmação disso vemos nos manuscritos do Mar Morto. Resumo: Em 1947, próximo ao Mar Morto foi descoberto um manuscrito do profeta Isaías, em forma de rolo, escrito em hebraico, datado do ano 100 a.C., sendo assim mais velho que o mais antigo manuscrito bíblico até então conhecido (muitos outros foram também encontrados, e centenas de fragmentos de outras obras). Pois bem, o texto desse manuscrito quando comparado com o das nossas Bíblias, concorda plenamente. Esta é uma prova singular da autenticidade e da inerrância das Escrituras.
3. Falhas na transmissão escrita das palavras da Bíblia. Como foi dito no final do item 2 do tópico I, temos de entender que a inerrância está relacionada diretamente com a inspiração das Escrituras e, portanto, diz respeito à mensagem originariamente transmitida aos homens inspirados pelo Espírito Santo e que foram sendo copiadas e transmitidas geração após geração. Evidentemente que, num ou outro manuscrito, há, e têm sido encontrados, um ou outro erro de cópia, erro, porém, que, contrastado com outro número de manuscritos, é perfeitamente identificado e mesmo, em muitos casos, perfeitamente explicado. Tais descobertas, que abrangem, em grande número de casos, elementos absolutamente secundários do texto bíblico, são verdadeiras comprovações do zelo que o Espírito Santo tem para com a Bíblia Sagrada, algo que jamais se encontra em quaisquer outras obras. Não nos esqueçamos de que a cópia de um texto é algo feito pelo homem, e um homem que não está sob a inspiração verbal plenária, e que, por isso mesmo, neste ato de copiar não está envolvido o conceito de inerrância. Entretanto, na descoberta dos equívocos e na pesquisa meticulosa e extremamente detalhada que, ao longo da história, milhares de estudiosos fazem para manter ou comprovar a inerrância do texto sagrado, vemos a evidente atuação do Espírito Santo, a zelar pela integridade da Palavra de Deus.
CONCLUSÃO
Todos na igreja devem amar, estimar e proteger as Escrituras como um tesouro, tendo-as como a única verdade de Deus para um mundo perdido e moribundo. Devemos manter puras as suas doutrinas, observando fielmente os seus ensinos, proclamando a sua mensagem salvífica, confiando-as a homens fiéis, e defendendo-as contra todos que procuram destruir ou distorcer suas verdades eternas (ver Fp 1.16; 2Tm 1.13,14; 2.2; Jd 3). Ninguém tem autoridade de acrescentar ou subtrair qualquer coisa da Escritura (ver Dt 4.2; Ap 22.19). Devemos nos firmar na inspirada Palavra de Deus para vencer o poder do pecado, de Satanás e do mundo em nossas vidas (Mt 4.4; Ef 6.12,17; Tg 1.21).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Materialismo e o Ateísmo - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco e Pr. Antonio Sebastião da Silva.
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