Aula 02

DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE

Leitura Bíblica: 1Samuel 17:43-49

11/10/2009

 

“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado”(1Sm 17:45)

 

INTRODUÇÃO

O desafio entre Davi e Golias deixa transparecer que os princípios que governam um conflito armado são muitos semelhantes àqueles envolvidos em um conflito espiritual. É possível, portanto, extrairmos lições importantíssimas da vitória de Davi sobre Golias, o gigante filisteu. É o que veremos, embora resumidamente, nesta aula.

Muitos estão superestimando o inimigo e, conseqüentemente, estão caindo numa verdadeira paranóia. Há dezenas de livros sobre batalha espiritual que não vale a pena ler. Eles pintam um quadro do poder de Satanás muito além daquilo que a Bíblia revela. Se por um lado Davi não superestimou o gigante, por outro lado, também não o subestimou. Devemos evitar a presunção na batalha espiritual, é o que o texto bíblico denota – Ler 1Smuel 17:33-39.

Davi estava certo de que conquistaria a vitória na batalha com o gigante Golias não porque confiasse simplesmente na sua destreza, mas porque acreditava que o filisteu havia desafiado o Exército do Deus vivo. A luta, portanto, não era simplesmente entre ele o gigante, mas entre o gigante e o Senhor que havia sido desafiado. Essa forma de enxergar as coisas diferencia Davi de um guerreiro presunçoso.

I – OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS

1. Inimigos numerosos. Os filisteus, “um dos povos do mar”, formaram uma confederação de cinco cidades: Gaza, Asdobe, Asquelom, Gate e Ecrom (Josué 13.3). Eles ocupavam todo o espaço da palestina que a Bíblia chama de Filistia(Sl 87:4), de onde deriva o nome Palestina, que vai do sul do monte Carmelo até o sul da Palestina na direção do Egito. Não deve ter sido por acaso que o seu nome foi dado a toda região conhecida posteriormente por Palestina, isto é, terra dos filisteus. Em Gêneses 10: 13,14, é descrita a origem desse povo.

Além disso, eram bastante numerosos. Em 1Samuel 13:5 afirma isso: “E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel: trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à borda do mar...”. Diante de um inimigo tão numeroso a tendência é fugir, se confiarmos somente em nosso recursos. Foi o que aconteceu com o povo de Israel algum tempo anterior. A Bíblia diz: “Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em angústia (porque o povo estava apertado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas,”(1Sm 13:6). Os israelitas ficaram apavorados e esconderam-se quando viram o poderosos exército filisteu. Esqueceram-se que Deus estava ao seu lado e que não poderiam ser derrotados. Ao enfrentar problemas e tentações, volte sua atenção para o Senhor e confie nele para ajuda-lo(Rm 8:31-37).

2. inimigos poderosos. Os filisteus eram povos bastante preparados para enfrentamento em guerra. Eles eram experimentados em armamentos bélicos e traziam consigo bastante experiência em batalhas. Eles eram belicosos, guerreiros valentes e perigosos. Portanto, inimigos poderosos de Israel. Eles usavam armas de ferro, metal que sabiam trabalhar bem e perigosos carros de combate, além de possuírem uma longa tradição militar. Eles dominavam a técnica que permitia instrumentalizar o ferro. Não ocuparam todo o país, mas posicionavam-se em postos estratégicos, cortando as comunicações entre os vários grupos israelitas. Além do mais, proibiram o trabalho em metal em todo o território israelita(cf 1Sm 13:19,20) - o que equivalia a um desarmamento geral do povo e à sua dependência dos filisteus até mesmo para os trabalhos mais elementares da agricultura - e saquearam os produtos de boa parte do país.

Sendo Israel um povo eminentemente agrícola parecia impossível vencer os filisteus, se dependessem somente deles.  Mas, nas palavras de fé de Davi temos a devida resposta: “E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”(1Sm 17:47). “Então, os homens de Israel e Judá se levantaram, e jubilaram, e seguiram os filisteus, até chegar ao vale e até às portas de Ecrom; e caíram os feridos dos filisteus pelo caminho, de Saaraim até Gate e até Ecrom”(1Sm 17:52).  É assim que Deus faz quando se põe a confiança nele. O inimigo pode ser o mais poderoso, aos olhos humanos, mas é do Senhor que vem a vitória para o seu povo. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra”(Sl 121:1,2).

II – O INIMIGO DE DAVI

1. Amedrontava por seu tamanho. Em 1Samuel é descrita a cena: o rei Saul e seu exército se enfileiravam num monte enquanto os filisteus se amontoavam num monte oposto. Entre os dois montes ficava o vale de Ela (ou vale do Carvalho). Todas as manhãs, cada exército vestia suas armaduras e dava um grande grito de guerra (1Sm 17:20, 21). Os dois exércitos trocavam insultos, mas ninguém dava o primeiro passo. Finalmente, dentre os filisteus saiu um homem altíssimo, cuja presença era marcante: “Então, saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, da altura de seis côvados e um palmo” (17:4). Se levarmos em consideração o comprimento do côvado de 44,4cm(2 palmos) podemos afirmar que a altura de Golias era de, aproximadamente, dois metros e noventa centímetros de altura! Presumindo que Golias tinha as proporções da maioria dos homens, ele deveria pesar quase trezentos quilos! Eram trezentos quilos de músculo, não de gordura. Golias era soldado desde a juventude (17:33). Era um veterano experiente em duelo.

Devia ser assustador encarar um gigante de quase três metros de altura. A diferença física entre Davi e Golias era tão grande que aos olhos do gigante Davi era desprezível - ”E, olhando o filisteu e vendo a Davi, o desprezou”(1Sm 17:42). Davi respeitou a envergadura do inimigo, mas não se acovardou; dispôs-se a enfrentá-lo e a vencê-lo. Ele não tomou a possibilidade de luta contra Golias como um fato isolado, uma questão sua, mas encarou a batalha como uma coisa de Deus, pois era o exército de Israel, a tropa do Senhor que estava sendo afrontado. Uma das justificativas de enfrentar o enorme oponente seria a de mostrar a todos, não sua coragem ou sua perícia bélica, o poder do seu Deus. Ele disse: “... deste modo toda terra saberá que existe um Deus em Israel” (1Sm 17: 46).

Na hora do perigo, da adversidade existe um Deus Todo-poderoso em nossa vida, ao nosso lado. Imbuído dessa certeza de vitória, Davi foi ao encalço do inimigo. Numa “bolsa de apostas” o combate entre o franzino Davi e o corpulento Golias teria uma proporção de cem por um, a favor de Golias.

Vejamos o confronto entre Davi e Golias. Quais as armas do filisteu? Primeiro, ele era um guerreiro; um guerreiro enorme, e como se diz “armado até os dentes”, com capacete, armadura, lança e espada. Na verdade, um inimigo temível. E Davi? Um jovem, pastor de ovelhas, armado “apenas” com uma funda (usada para espantar os lobos que rondavam o rebanho) e cinco pedras. Os soldados de Israel estavam com muito medo de Golias. Olhavam para ele e fugiam (17: 24). Mas Davi foi lá e venceu. E por que venceu? Porque confiou, não no sistema, não na técnica, não nas suas aptidões, não nas suas armas, mas confiou no poder do seu Deus. Como a gente sabe o desfecho da luta, ficam as perguntas: como ocorreu isto? O que fez a diferença? – “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel”(Sl 121:1-4). Golias confiava na sua experiência e na sua força. Davi, porém, confiava na força do Senhor dos Exércitos. Foi ele mesmo que disse: “... Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado”(1Sm 17:45).

Todos nós temos gigantes em nossas vidas — coisas que parecem grandes em nossas vidas e que temos de encarar, problemas que temos de vencer se quisermos continuar vivendo. Pode ser uma batalha judicial, um impasse com um empregador, um mau hábito, uma tentação irresistível, melhorar um relacionamento difícil, um câncer; pode envolver pessoas ou pressões; resultar em preocupações e medos. Se você ainda não teve de encarar um gigante na vida, garanto que em algum momento isso acontecerá!

Todos nós enfrentamos nossos gigantes, desafios que tomam conta de nossos horizontes, problemas que fazem os nossos joelhos se enfraquecerem. Mas, não importa o tamanho do gigante, ele vai cair. Às vezes somos como os espias da terra prometida (com exceção de Josué e Calebe) que disseram: “Somos como gafanhotos perto daqueles gigantes”. Para vencer gigante não podemos nos sentir como gafanhoto. “Tudo posso naquele que me fortalece”(Fp 4:13). “Em todas as coisas somos mais que vencedores em Cristo Jesus”(Rm 8:37).

2. Amedrontava por suas armas e discurso persistente.

a) Quanto às armas. Golias e suas armas de guerra amedrontavam qualquer guerreiro que estivesse fora do sobrenatural de Deus. O texto sagrado, ao falar das armas de Golias, registra: “Trazia na cabeça um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos de bronze. E trazia grevas de bronze por cima de seus pés e um escudo de bronze entre os seus ombros. E a haste da sua lança era como eixo de tecelão, e o ferro da sua lança, de seiscentos siclos de ferro; e diante dele ia o escudeiro”(1Sm 17:5-7).

Golias estava todo revestido de armadura, incluindo um capacete. Ele usa um capacete de bronze e uma couraça que pesa cerca de 55 a 70 kg, e suas pernas também estão protegidas por caneleiras. Levava na mão uma lança, com uma espécie de arco pendurado nas costas. O cabo da lança era como um eixo de tecelão e a ponta da lança pesava de 7 a 10 quilos! (Ele não tinha de atirá-la em ninguém; bastava deixá-la cair na cabeça do oponente!). O escudo era tão grande que era preciso outro soldado carregá-lo adiante dele. Além de todo esse equipamento de proteção usado ou carregado por Golias, ele tem um escudeiro que vai à sua frente levando seu escudo.

Golias foi descendo e batendo os pés em direção ao vale de Elá e gritou: “Se ele puder pelejar comigo e me ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e o ferir, então, sereis nossos servos e nos servireis” (17:9). Isso era chamado de “desafio a um duelo” e era reconhecido como uma forma legítima de travar batalhas militares.

“Olhem para ele”, diziam os israelitas, tomados de pavor ao ver aquele guerreiro imponente (1Samuel 17.25). Os soldados de Saul deixaram-se levar pela aparência de seu adversário. Imagine Davi desafiando esse gigante guerreiro, com tantas armas, tendo apenas um cajado, uma funda, cinco pedras do ribeiro e uma pequena sacola. Davi, porém, não se intimidou, enfrentou-o em nome do Senhor dos Exércitos.

Quando Davi se encontrou com Golias para a luta, fiquei imaginando um apresentador de luta de boxe anunciando os lutadores: “De um lado, temos Golias que pesa 300kg, mede quase 3m de altura e o peso de sua armadura é de 210kg. Do outro lado, temos Davi que pesa 58kg, mede 1,60m e o peso de sua armadura é de 200g”. Quem apostaria em Davi?  Talvez você se pergunte: “Quem acredita em mim? Quem investe em mim?”. Os irmãos de Davi não investiram nele. Saul não tinha esperança em Davi, mas Deus investe e acredita em você da mesma forma que investiu em Davi. Deus não desistiu de você. O que parecia loucura aconteceu. Davi arrancou a cabeça do gigante com sua própria espada. Isso é incrível! Só o Senhor é Deus.

b) Quanto ao discurso persistente. Golias esbravejava persistentemente: “Escolhei dentre vós um homem que desça a mim. Se ele puder pelejar comigo e me ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e o ferir, então, sereis nossos servos e nos servireis. Disse mais o filisteu: Hoje, desafio as companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos”(1Sm 17:8-10). Durante quarenta dias Golias desafiou os israelitas todas as manhãs e todas as tardes. Foram quarenta dias de pressão psicológica. Davi ouviu as mesmas palavras, mas isso não afetou sua fé. Em 1Samuel 17:16 diz: “Chegava-se, pois, o filisteu pela manhã e à tarde; e apresentou-se por quarenta dias”. Golias andou até o vale de Elá(ou vale do Carvalho) duas vezes por dia, durante quarenta dias, fazendo seu desafio; foram oitenta vezes. Ele estava preste a lançar o desafio pela octogésima primeira vez.

Um desafio prolongado é perigoso. Há um fator psicológico no desafio: quanto mais o tempo passa, mais o inimigo cresce, sobretudo se ele perceber que você está se sentindo diminuído. A convivência prolongada com o desafiante causará desgaste à sua fé, e será cada vez mais difícil reagir. Não demore em dar uma resposta ao inimigo.

Era necessário reagir para que os israelitas não fossem mais prejudicados psicologicamente. Mas, Saul não enfrentava Golias, porque caiu na ladainha do Gigante, porque Saul era como muitos crentes: era natural e queria vencer Golias no natural. No natural ninguém vence gigante. Até que chegou Davi, o ungido do Senhor (1Sm 16:13), um jovem cheio do Espírito Santo, e abafou a voz do gigante. Ele simplesmente desdenhou a ameaça do gigante(1Sm 17:26), porque sabia que o Senhor lutaria por ele(17:37).

Em 2Tm 1:7-12 mostra que Deus nos deu um espírito de coragem, e se você enfrentar os gigantes que aparecerem em sua vida com coragem e em nome de Jesus Cristo, a única coisa que eles vão fazer é recuar e serem derrotados. Confie e enfrente seus gigantes e problemas com a certeza que Jesus Cristo está com você e guerreia por você, no momento em que você o chama para assumir sua luta.

A chave para a vitória de Davi pode se converter na nossa: “O Senhor me livrou da mão do leão e da do urso; ele me livrará da mão deste filisteu”(1Sm 17:37). Ele venceu porque se colocou nas mãos de Deus. Davi nunca chamou Golias de “gigante”; chamou-o de incircunciso (pagão, herege). Gigante é o nosso Deus, e com ele você se torna gigante. Nunca se deve supervalorizar o perigo. O valor e o poder maior estão no nosso Deus. Anos mais tarde, cheio de unção, Davi proclamaria: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”(Sl 23:4).

III – A VITORIA DE DAVI

1. Davi venceu porque estava sob a direção e autoridade de Deus. Davi ao contemplar Golias, via nele apenas um homem mortal que desafiava o Todo-Poderoso. Mas, pelos textos de 1Sm 17:24-26, os soldados de Israel via em Golias um grande gigante impossível de ser derrotado. Isso mostra como faz diferença a expectativa. Davi sabia que não estaria só ao enfrentar Golias; o Senhor lutaria por ele; ele estava sob a direção e autoridade de Deus. Davi olhou para sua situação do ponto de vista divino. Visualizar situações impossíveis do ponto de vista divino ajuda-nos a colocar em perspectiva os grandes problemas. Uma vez que conseguimos enxergar com clareza, podemos lutar de forma mais eficaz. Com as armas corretas venceremos os gigantes. Davi venceu Golias porque ele usou as armas corretas.

Em 1Sm 17: 40 está escrito: “e em seguida pegou seu cajado, escolheu no riacho cinco pedras lisas, colocou-as na bolsa, isto é, no seu alforje de pastor, e, com sua atiradeira na mão, aproximou-se do filisteu”. Ele era pastor! Não poderia usar as armas de soldado. Usar roupa de rei não vence a guerra! Ele trocou tudo aquilo por: Cajado, 5 Pedras, alforge e funda. Nenhuma das armas de Davi era bonita, não eram caras, não eram importantes, não eram nobres… Mas era o que ele tinha e sabia usá-las muito bem. Sabe o que as armas de Davi lhe davam? Identidade e Segurança. Toda vez que você usa as armas corretas, feitas para você usar, tudo dá certo.

Fato interessante: Porque ele pegou 5 pedras? Porque ele não era arrogante. Ele sabia que poderia errar na primeira, segunda, terceira vez, ele sabia que ser eficiente, necessariamente não é acertar na primeira tentativa, nem acertar sempre. Poderia ser que precisasse de todas. O negócio era acertar! Em vez de olhar para Golias e se intimidar porque Golias era muito grande, Davi pensava exatamente o contrário. Em I Samuel 17:45, lemos o que Davi disse à Golias: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.” E quando chegou perto dele atirou-lhe uma pedra que o feriu na testa e o prostrou por terra. Então correu, tomou a espada do próprio gigante e com ela cortou-lhe a cabeça. Sem dúvida ele ergueu bem alto o troféu, de modo que os dois exércitos pudessem vê-lo. Essa foi uma grande vitória, e alcançada por apenas um homem – homem que estava sob a direção e autoridade de Deus.

A fé e a confiança em Deus foram as grandes armas usadas por Davi para destruir um gigante que era temido por um grande exército, que não teve coragem de enfrentá-lo. A Bíblia declara que “as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2Co 10:4).

O que era uma pedra atirada por uma funda diante de Golias? Humanamente falando, as chances de Davi derrotar Golias usando aquele instrumento eram mínimas. Talvez uma em cinqüenta milhões. Mas suas armas eram primeiramente espirituais. Não esqueçamos que uma queixada de jumento foi o instrumento que o Espírito do Senhor usou para derrotar um exército de mil homens(Jz 15:15). Davi não temeu o seu inimigo, pois do Senhor é a guerra(1Sm 17:47).

Tal como Davi, o crente é um soldado cristão e jamais deve esquecer que não está lutando contra o sangue e a carne, mas contra os principados e potestades(Ef 6:12), e que, por isso, deve estar sempre revestido de toda a armadura de Deus(Ef 6:11). É provável que você esteja todo desajeitado com suas armas, porque você esteja usando as armas erradas.  Use a arma certa!

2. Davi venceu porque teve FÉ e confiança em Deus. A vitória de Davi sobre Golias resultou da sua fé e confiança em Deus; fé esta já testada e comprovada na sua vida. Podemos identificar cinco fatores específicos conducentes ao seu triunfo: (a) Davi tinha seu coração entregue a Deus(1Sm 16:7), e assim buscava continuamente a Deus e a sua face(Cf 1Cr 16:10,11; Sl 27:8); (b) Davi tinha um carinhoso e profundo zelo pela honra e reputação do Senhor Deus de Israel(1Sm 17:26,36,46). Ele percebeu que Golias estava afrontando não somente aos exércitos de Israel, mas o próprio Senhor Deus; (c) A confiança de Davi no poder do Senhor foi fortalecida pela sua lembrança das ocasiões anteriores em que ele clamara a Deus por livramento e o recebera(1Sm17:34-37; cf Sl 29:3,4); (4) Davi confiava, não em si mesmo, mas em Deus, para obter a vitória sobre Golias e os filisteus(1Sm 17:37,45-47).

Sempre que os filhos de Deus enfrentam problemas e situações parecendo intransponíveis, esses gigantes podem ser derrotados, se exercermos fé como Davi, e se dependermos do poder do Espírito Santo(Ef 3:20,21; Fp 4:13).

Nos dias em que vivemos, cada vez maior é o número das pessoas que, em vez de crer em Deus e exercitar a sua fé, crêem em si mesmos, na sua experiência e habilidade, deixando Jesus do lado de fora de suas vidas. Como temos visto, a começar da casa de Deus, fórmulas e estratégias de sucesso, de êxito e de progresso, todas elas baseadas na auto-confiança, na auto-ajuda, mas sem qualquer fundamento na fé em Cristo Jesus. Muitos têm trocado a fé em Cristo por uma “determinação”, que nada mais é que um novo nome para a auto-confiança, para a arrogância e petulância humanas. Aprendamos com Davi a depender única e exclusivamente do Senhor, a fazer a Sua vontade. Afinal de contas, ao nos ensinar a orar, Jesus disse que deveríamos pedir assim: “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”.

CONCLUSÃO

Deus precisa de um coração convertido e disposto a lutar. Quando Golias enfrentava o povo de Deus, julgava-se o dono da situação. Porém, quando Davi, servo do Senhor, o venceu, foi provado que Deus, verdadeiramente, exerce todo o comando. Não interessa quantos Golias se levantem, pois com a unção do Deus de Israel, nós os venceremos.

Não permita que o inimigo vença você, lute contra ele em nome do Senhor Jesus Cristo. Você é filho legítimo e tem autoridade para confrontar os gigantes. Você é mais do que vencedor e alcançará a vitória plena. Uma batalha não deve nos destruir, deve sim nos  tornar melhores guerreiros.

Cabe a nós enfrentarmos os nossos inimigos crendo que iremos prevalecer, porque se tomarmos um passo em relação a eles e começarmos a lutar, Deus não permitirá que sejamos vencidos pelos nossos inimigos. Todos nós temos batalhas. São as batalhas da vida. Temos gigantes por dentro e por fora. Fictícios e verdadeiros.

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1º Samuel. Davi – vitórias e as derrotas de um homem de Deus – CPAD/2009. Derrubando Gigantes - Pr. Armando cidaco. Qual é o seu gigante - Pr. Carlos Jones. Davi, um homem segundo o coração de Deus – David Roper