Aula 06

DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL

Leitura Bíblica: 1 Samuel 16.1,12,13; 2 Samuel 5.2

08 de novembro de 2009

 

Assim faça Deus a Abner e outro tanto, que, como o SENHOR jurou a Davi, assim lhe hei de fazer, transferindo o reino da casa de Saul e levantando o trono de Davi sobre Israel e sobre Judá, desde Dã até Berseba" (2 Sm 3.9,10).

INTRODUÇÃO

Davi assumiu o trono de Israel, sobre as doze tribos, aos 30 anos de idade(2Sm 5:4). Mas a chegada ao trono real não foi fácil, foi muita atribulada. Ela deu-se em duas etapas: primeiro, ele reinou em Hebrom sete anos e meio sobre a tribo de Judá; a seguir, reinou sobre as doze tribos por 33 anos; totalizando quarenta anos de reinado (2 Sm 5.4,5).

Foi somente no governo de Davi que houve a apropriação de todo território palestiniano prometido a Abraão(ver Gn 15:18). Mas isso não aconteceu de imediato. Com a derrota e morte de Saul, o reino tribal entra em crise e passa a estar sob o domínio dos filisteus. A única exceção é a tribo de Judá, que somada a outros grupos, como os calebitas e os otonielitas, formam um estado à parte, aclamando como rei a Davi(2Sm 2:4), que, naquele tempo, já estava à frente de um exército próprio de cerca de seiscentos homens. O filho de Saul, Isbaal (denominado pejorativamente na Bíblia como Isbosete – homem tolo) tenta assumir o comando das demais tribos, contando com o apoio do general de Saul, Abner, o que ele consegue por apenas dois anos - cinco anos após a morte de Saul. No entanto, o próprio Isbaal se desentende com Abner, por causa de uma mulher, e buscou refúgio em Davi, promovendo uma aliança entre as tribos do Sul e do Norte, sendo Davi aclamado rei de todo o Israel.

Já nos primeiros anos, no entanto, Davi reafirma sua autoridade real com sucessivas e extraordinárias vitórias militares. Davi vence e domina os filisteus, tornando-os submissos e ainda os contratando como exército mercenário. Consegue colocar sob sua tutela os territórios de Amon, Edom, Moabe e até mesmo parte da Síria, ocupada pelos arameus. Ele também realiza um feito bastante importante para a monarquia: a conquista de Jerusalém. Com a conquista de Jerusalém, Davi faz de um território neutro de disputas (Norte x Sul) a capital de seu império, dando a cidade relevância religiosa ao transferir a Arca da Aliança para lá.

Desta forma, Davi minimiza as rivalidades entre Norte e Sul e implementa uma unidade política incomparável com a que foi experimentada nos dias de Saul. O reino de Davi, ao contrário de Saul, foi de natureza assimiladora e respeitosa das tradições religiosas locais, embora conserve visão unificadora determinada em torno do rei e de seu Deus Jeová. O seu território foi o maior em qualquer tempo ocupado pela nação de Israel. Davi julgava e fazia justiça a todo o seu povo. O seu poder militar estava à altura dos grandes reinos daquele tempo, e o país tinha uma posição estratégica no oriente médio que favorecia o comércio.

Uma vez unificado o reino de Israel, Deus lhe propôs um pacto, segundo o qual o trono de Israel ficaria para sempre na casa de Davi, ou seja, a descendência de Davi seria, eternamente, a descendência real de Israel (2Sm 7:8-29). A partir desse pacto o povo de Israel ficou ciente de que o Messias, aquele que viria para salvar Israel, seria descendente de Davi, daí porque a imagem do Cristo ter ficado relacionada com a imagem do Libertador político, do Rei, daquele que haveria de livrar Israel dos seus inimigos, imagem esta que se intensificou a partir do cativeiro da Babilônia, quando Israel perdeu a sua independência política, como fruto dos seus pecados, o que era explicitamente reconhecido pelas autoridades judias (cfr. Ed 9:6-9). Até mesmo os discípulos de Jesus, mesmo depois da ressurreição, não tinham deixado de associar a imagem do Messias ao do libertador político (At 1:6).

I. A MONARQUIA AMEAÇADA

1. O nascimento e a morte de um sonho . Precisamos compreender uma verdade: a nossa vida é o resultado de nossas escolhas, ou seja, você é o resultado de escolhas que você fez. Sua vida reflete hoje um conjunto de escolhas que você fez no passado. Algumas escolhas interferem muito pouco em nosso futuro, mas algumas escolhas interferem em toda nossa existência, em todo nosso futuro. E precisamos entender que constantemente estaremos diante de situações que exigiram uma escolha.

O povo de Israel sonhava ser semelhante aos povos visinhos,(1Sm 8 a 10),por isso exigiu um rei. Eles imaginavam que somente um rei, que se assemelhasse aos monarcas das outras nações daquela época, seria capaz de levá-los à segurança.  Puro engano! Logo veio a decepção! O sonho morreu! Saul, segundo a vontade do povo, foi  o primeiro rei de Israel, mas também ficou conhecido como o rei que perdeu a coroa (1Sm 13.1-14). Foi ungido rei em Gilgal e lá perdeu o reinado (1Sm 15.26-28; 28.17). O seu maior pecado foi desobedecer aos ditames de Deus.  Como bem disse o pr. José Gonçalves, com a decadência espiritual e posterior morte de Saul, acabou também o sonho daqueles que idealizaram seu reinado. Fora da vontade de Deus, não há garantias de que sonho algum se realize. Aliás, realização de promessas e sonhos está condicionada à obediência ao Senhor. Aquela não pode acontecer sem esta (1 Cr 22.12,13).

Já disse em alguma ocasião que a obediência do líder de Deus é de suma importância para obter sucesso em sua vida. Se falhar, as consequências serão trágicas. Nosso Mestre, o Senhor Jesus Cristo, ensinou que obedecer a Deus é muito mais importante do que qualquer outra coisa, mais importante até mesmo que o alimento físico (Mt 4.1-4). Os maiores erros que cometemos nesta vida são geralmente devidos à nossa impaciência em aguardar o tempo de Deus.

2. O trágico fim de Saul. Saul tinha tudo para ser uma bênção: a) Foi escolhido por Deus para ser rei em Israel em resposta ao clamor do povo – um novo capítulo na história da sua nação estava sendo escrita. Ele era o protagonista desta nova fase. Antes de ser aclamado pelo povo, foi escolhido por Deus. Ele foi resposta da oração do povo. Ele estava no coração de Deus, antes de estar no coração do povo. Ele estava nos planos de Deus, antes de ser ungido rei sobre Israel; b) Foi ungido por mandado de Deus rei sobre Israel (1Sm 10:1) – Ele não ambiciona ser rei, mas Deus o escolheu. Não fora eleito pela terra, mas pelo céu; não por homens, mas por Deus. A legitimidade do seu governo foi dada pelo próprio Deus. Foi ungido como príncipe de Deus sobre o seu próprio povo; c) Foi um homem transformado e possuído pelo Espírito Santo de Deus (10:6,10; 11:6) – Ele teve o privilégio de desfrutar da intimidade de Deus. Ele sabia o que era o poder de Deus na sua vida. Ele tinha intimidade com o sagrado.

Portanto, o primeiro rei de Israel poderia ter tido êxito em seu reinado caso se mantivesse na direção de Deus. Infelizmente, com as suas constantes desobediências, vemos no final do primeiro livro de Samuel o registro trágico do seu fim pelas mãos dos inimigos do povo de Deus (1 Sm 31). Antes de  suicidar-se, Saul procurou uma feiticeira(1Sm 28:7), ou seja, negou tudo que sabia sobre Deus e sua Palavra. Veja que estado deplorável desse rei. Antes, foi um homem cheio do Espírito de Deus, teve profunda experiência com Deus -por ordem sua foram mortos aqueles que consultavam espíritos, ou seja, médiuns, adivinhos ou feiticeiros(1Sm 28:9). Agora, se submete aos ditames diabólicos, por intermédio de uma feiticeira. Saul não chegou a esse deplorável estado espiritual num só lance, mas, em muitas e sucessivas atitudes de rebeldia e pecaminosidade. Como “um abismo chama outro abismo”(Sl 42:7), Saul acabou, por fim, cometendo apostasia. Saul tropeçou nas suas próprias pernas. Foi derrotado não pelos inimigos nem pelas circunstâncias, mas por si mesmo. Tinha tudo para ser um homem de sucesso e foi um fracasso. Começou bem e terminou mal. Suas decisões foram desastradas.

Já disse em ocasião anterior que a vida de Saul é uma trombeta a alertar-nos para o perigo de começar bem a carreira e perder-se na caminhada. Ela nos ensina que podemos desperdiçar as oportunidades da vida. Ela nos ensina o que não devemos fazer. Ela nos aponta para o perigo de receber em si mesmo a merecida punição do seu erro.

II. O REINO ABALADO

A saída do Espírito Santo na vida de Saul foi um desastre para o povo de Israel, em todos os aspectos. A nação ficou desestruturada e sem orientação divina em suas condutas espirituais, morais e políticas. Embora existisse um governo humano, era Deus quem dava as diretrizes para as vitórias contra os inimigos de Israel. Com a morte de Saul, o reino foi dividido em duas partes: Davi governando sobre Judá, em Hebrom; Isbosete, reinando sobre as 10 tribos,  no lado norte, em Mannaim. Como divisão não vem de Deus, logo haveria um definhamento moral e espiritual do povo e, por conseguinte, os conflitos entre as tribos de Israel.  Davi era o rei legítimo por desígnio divino. Mas como governar uma casa dividida? Um líder precisa, em uma situação como esta, unificar os grupos que estão separados para que haja harmonia entre os irmãos. Este era o caso de Davi, que quando se tornou rei, encontrou uma nação dividida.

1. Do exílio ao trono. Após  a morte de Saul, Davi mudou-se da cidade dos filisteus, Ziclague, para Hebrom, na tribo de Judá (1 Cr 11.1-4), que fora uma das cidades dos patriarcas, e também cidade de refúgio (Js 20.7). Foi Deus quem o dirigiu ir para lá, após uma consulta(2Sm 2:1). Em Hebrom, após ter fugido de Saul durante muitos anos, Davi foi finalmente coroado rei sobre a tribo de Judá(2Sm 2:4). Ele reinou em Hebrom, sobre a casa de Judá, sete anos e seis meses(2Sm 2:11). Entretanto, o restante da nação de Israel(as tribos do norte), que compreendia a maior parte do território de Israel, ficou ao lado de Isbosete, filho de Saul(2Sm 2: 8-10). Davi não tentou conquistar essas tribos à força, mas colocou o assunto nas mãos de Deus. Após alguns anos Isbosete foi assassinado(2Sm 4:5,6) e Davi recebeu, finalmente, o apoio dessas tribos. Davi mudou a capital para Jerusalém, venceu as nações vizinhas e até mesmo demonstrou bondade em relação à família de Saul. Podemos não entender porque Deus às vezes parece se mover lentamente, mas devemos confiar nEle e sempre sermos fiéis naquilo que Ele já nos deu.

2. Um reino sem aprovação divina. Davi, naquela ocasião, era o único rei ungido por Deus para governar sobre Israel(1Sm 16:1), nenhuma promessa divina havia sobre Isbosete. A Escritura deixa claro que a profecia que prenunciava a Davi um reinado sobre toda a nação hebraica, era de conhecimento não só do filho de Jessé, mas também dos nobres e até mesmo do povo mais comum (2Sm 5.2). Esse fato é visto na declaração de Abner em 2Samuel 3.9,10 e também nas palavras de Jônatas, filho de Saul (1Sm 23.17), e nas de Abigail em 1Samuel 25.30. O próprio Saul tinha uma visão disso (1Sm 24.20).  Sendo assim, Isbosete(que significa tolo) era realmente um tolo se deixar indicar pelo general de seu pai, Abner. O texto sagrado diz que foi Abner, capitão do exército de Saul quem constituiu Isbosete rei sobre as tribos do norte(cf 2Sm 2:8-10). Tendo em vista que o seu general, Abner, sabia que Davi era o legitimo rei indicado por Deus em substituição a Saul(cf 2Sm 3:18), então, certamente, Isbosete também sabia. Desta feita, ao assumir o trono do reino do norte, Isbosete estava se rebelando contra o Senhor Deus de Israel. A Bíblia diz que rebelião é como pecado de feitiçaria(1Sm 15:23). Sendo assim, o fracasso seria iminente, pois o seu reinado não tinha aprovação divina, seu governo era ilegítimo. Isbosete, herdeiro de Saul no trono, foi assassinado, pelos seus capitães de tropas(2Sm 4:5,6). É o fim trágico de quem se rebela e causa divisão entre o povo de Deus.

Bem disse o pr. José Gonçalves, de nada valem os cargos e ofícios que porventura venhamos a ocupar na Casa do Senhor se não formos estabelecidos neles pela vontade divina. Mais importante do que um cargo é a unção que Deus põe sobre quem o exerce. Saul, quando ainda rei, caiu no erro de se preocupar mais com a posição do que com a unção do alto. Observamos isso quando ele disse "[...] honra-me, porém, agora diante dos anciãos" (1Sm 15.30). De que vale a honra daqui sem a unção de Deus na vida da pessoa? De que vale o cargo sem a aprovação divina e sua comprovação perante o povo? São casos que continuam a acontecer como o de Isbosete (2Sm 2.8-10).

III. A MONARQUIA RESTAURADA

1. A unção real. Com a morte dos rivais de Davi, Abner e Isbosete, o cago de rei fica vago. Mas, logo Deus trata de cumprir sua promessa feita a Davi e fazer dele o grande rei de Israel. Ele já é um homem maduro, preparado espiritualmente e militarmente para assumir uma grande responsabilidade. Os desertos, as cavernas e o exílio lhe ensinaram a depender exclusivamente de Deus. Davi assume, portanto, o reino pleno de Israel, com a idade de trinta anos(2Sm 5:4). Os próprios anciãos de Israel procuraram Davi e lembraram-lhe da promessa que o Senhor lhe fizera: "Então, todas as tribos de Israel vieram a Davi, a Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, teus ossos e tua carne somos.  E também dantes, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o Senhor te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel e tu serás chefe sobre Israel" (2 Sm 5.1,2). Foi uma demonstração pública e o reconhecimento da legitimidade da unção real de Davi.

Assim que Davi se estabeleceu como rei sobre todo o Israel, tratou ele de unir o reino, mas para tanto, era necessário derrotar os jebuseus, cujos domínios impediam a união entre o sul, ocupado pela tribo de Judá e de Simeão, e as tribos do Norte. Guerreou contra Jebus e a conquistou, tornando-a em capital do seu reino, com o nome de Jerusalém, motivo por que é ela chamada até hoje de “a cidade de Davi”. Quebraria assim o obstáculo que impediria a união territorial e religiosa entre a tribo de Judá e as tribos do Norte. Temos, assim, mais uma vez, a demonstração da preocupação de Davi de estar na direção de Deus e de apenas ser e agir de acordo com a vontade divina.

Davi, após ter conquistado Jerusalém, sob a direção divina, lança uma ofensiva sobre os filisteus, derrotando-os totalmente. Com efeito, a partir desta vitória de Davi sobre os filisteus, não mais encontramos relatos de dominação dos filisteus sobre os israelitas, o que havia sido uma constante desde a conquista da Terra Prometida. Com Davi, portanto, completa-se a obra de livramento destes terríveis inimigos, que se iniciara com Sansão, mais de cem anos antes. O segredo da vitória de Davi está em 2Samuel 5:25a: “E fez Davi assim como o Senhor lhe tinha ordenado”.

2. Restaurando o culto. O triunfo do reinado de Davi estava no desvelo pelo culto ao Senhor. Esta é uma das fortes e notórias diferenças entre Davi e Saul. Enquanto Saul não demonstrava muita preocupação com o culto ao Senhor e com os ministros do culto, Davi comprova um zelo especial pela adoração a Deus (Leia os capítulos 6 e 7 de 2 Samuel).  Ele otimizou a liturgia do culto dando mais esplendor e vigor, e incentivando o povo a adorar ao Deus de Israel. Ele procurou ser um patrono do culto religioso e com a inspiração do Espírito Santo ele teve oportunidade de fazer uso do talento musical para escrever a letra e compor a música de vários salmos de louvor e proféticos que passaram a ser cantados no tabernáculo, e mais tarde no templo. Muitos estão transcritos para o livro de Salmos, em nossas Bíblias.

Davi trouxe a alegria ao povo em servir ao Senhor em seu santo tabernáculo. No Salmo 122:1 ele declara: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor”. A primeira pergunta que vem a nós é: o que havia na casa do Senhor, que gerava no coração do salmista e do povo tamanha alegria em ir para aquele lugar? Eram os sacrifícios oferecidos? O louvor produzido pelos levitas? Era a construção em si mesma? O que era afinal? Havia quatro coisas pelo menos: O privilégio de estar na casa do Senhor, muito louvor, fidelidade e santidade de Deus, ou seja, a sua própria presença e a sua palavra viva.

O desejo do Pai Celeste é que em nossas vidas haja o mesmo anseio do salmista, o rei Davi, que no salmo de número 27:4 diz: “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei; que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”.

Como vemos o santuário e o culto consagrado para Deus nestes dias? Com certeza não pode e nem deve ser o lugar de uma simples reunião religiosa ou um encontro social de pessoas que durante as semanas ficam distantes uma das outras devido a seus afazeres de estudo, trabalho, compromissos diversos, etc.

Jesus, um dia quando Ele foi ao templo em Jerusalém, Ele mesmo declarou qual a real finalidade daquele local separado e consagrado para Deus: “a minha casa será chamada casa de oração para todas as nações”(Mc 11.17b); vieram a Ele, no templo, cegos e coxos, e Ele os curou(Mt 21:14). Diante de tantas maravilhas que o Senhor Jesus fazia, as crianças não agüentaram em si de tanta alegria e começaram a declarar, e eu presumo que gritando: ”Hosana ao Filho de Davi” (Mt.21:15b), e então muitos religiosos da época “indignaram-se e disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor? (Mt 21:15,16). Jesus estava declarando: ”A minha casa é lugar de oração, adoração, cura e muito louvor”.

O que temos vivido na casa consagrada para culto ao Senhor? Qual a nossa intenção no culto, dar ou receber? O culto é para o Senhor ou para os homens? Programamos o culto para agradar a igreja ou o Senhor Jesus? No culto quem comanda o tempo de reunião, o Senhor ou nossos interesses que ficaram fora do templo?

O desejo de Deus é que o culto a Ele prestado seja não somente uma demonstração de amor à sua pessoa, a seu Filho Jesus, e ao seu Santo Espírito, mas também um veículo para atrair vidas ao santuário e ali encontrarem a sua Gloriosa Presença, e que sejam salvas, libertas curadas, e encontre vida abundante.

CONCLUSÃO

A unificação do reino por parte de Davi foi um dos mais importantes acontecimentos da história do povo escolhido. Todavia, sua jornada até chegar ao domínio total do reino de toda a nação de Israel, foi muito atribulada, mas ele estava dentro do plano de Deus para esse fim.

Como o Israel de Deus que hoje somos, devemos saber que sem unidade nenhum edifício se mantém de pé. É por isso que não devemos medir esforços na busca da unidade do corpo de Cristo, que é a Igreja (Ef 4.3). Muitos alegam que assim como Israel tinha diversas tribos, hoje a Igreja tem diversas denominações, “mas todos somos filhos do mesmo Pai”. Se voltarmos nossos olhos para Israel vemos quantos transtornos houveram devido a cada tribo estar buscando o seu próprio bem, e o principal deles foi a divisão e o partidarismo entre o povo, com conseqüências trágicas, como o surgimento de uma ferrenha idolatria, por falta de um líder temente a Deus.

Durante a instauração da Igreja pelo Senhor Jesus Cristo até hoje temos homens que tem levado a Igreja a idolatria e tantos outros desvios. A confusão que atingiu Israel por causa das tribos atinge hoje a Igreja por causa das denominações. As denominações têm dividido o povo de Deus, e em alguns casos criado inimizades. A denominação tem sido mais importante que o próprio Senhor da Igreja.  O Apostolo Paulo escrevendo aos gálatas no capítulo 3:27-29 diz que todos os que foram batizados em Cristo, de Cristo se revestiu e que não há mais judeu, nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem ou mulher, todos somos um em Cristo Jesus. Se formos trazer para os dias de hoje podemos parafrasear estes versos assim: “Porque todos os que em Cristo fostes batizados, de Cristo vos revestistes. Não há Batista, nem Assembleiano, nem Evangélico, nem Crente, nem Igreja Local, porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. A Igreja é o corpo de Cristo (1Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27). Isto indica que não pode existir igreja verdadeira sem união vital dos seus membros com Cristo. A cabeça do corpo é Cristo (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15; 5.23). O Novo Testamento revela claramente a eterna unificação do reino de Deus através do perfeito e autêntico "Filho de Davi" - o Senhor Jesus Cristo (Mt 21.9; Lc 1.32,33).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1º e 2º Samuel. Davi – vitórias e as derrotas de um homem de Deus – CPAD/2009. Liderança Cristã: Lições Baseadas na Vida de Davi - Pastor George Emanuel.