A EXPANSÃO DO REINO
Leitura Bíblica: 2 Samuel 5.6-10
15 de novembro de 2009
"E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele" (2 Sm 5.10).
Nesta aula, estudaremos a respeito da expansão e da prosperidade do reino davídico. Sob a liderança de Davi, o reino de Israel experimentou um vertiginoso crescimento, que acarretou diversas mudanças em diferentes áreas (política e espiritual), apesar da pressão dos inimigos externos - as nações vizinhas -, e também dos conflitos internos, familiares e governamentais. O segredo do sucesso do reino de Davi era o seu coração totalmente voltado para Deus. Foi um rei que governou o povo de Deus por meio dos princípios de Deus e, por esta razão, Deus o abençoou. Está escrito em 2Samuel 5:25a: “E fez Davi assim como o Senhor lhe tinha ordenado”. Com isso, aprendemos que, se o líder escolhido pelo Senhor para realizar a sua obra, for fiel e obediente a Ele, o crescimento e a prosperidade (espiritual e material) virão.
1. Jerusalém e sua posição estratégica. Após ser ungido rei sobre todo o Israel, Davi estabelece Jerusalém como capital do reino e dá início à unidade nacional. Antes, era conhecida como a fortaleza de Sião(que mais tarde se tornou a cidade de Jerusalém) , e localizava-se no alto de uma montanha, nas proximidades do centro do reino unido de Israel. Era considerada um território neutro por se encontrar na fronteira das tribos de Benjamim e Judá. Além disso, ainda estava ocupada pelos jebuseus(Js 18:28), povo cananeu que nunca fora expulso de Canaã(Jz 1:21). Os jebuseus gozavam de uma nítida vantagem militar e gabavam-se de uma nítida vantagem militar e gabavam-se de sua segurança atrás das muralhas intransponíveis de Sião. Mas logo descobriram que esse obstáculo não fora suficiente para protegê-los, pois Davi os surpreendeu ao entrar na cidade através do canal subterrâneo de água.
A cidade ficava no centro de Canaã, era fortificada e situada nas montanhas. Além disso, ressalte-se também sua beleza natural, seu clima e seu recurso hídrico protegido por sua localização geográfica. Por causa dessas vantagens estratégicas, Davi fez de Jerusalém a capital de seu reino. Rapidamente, Jerusalém eclipsou as cidades mais importantes das tribos de Israel.
Davi necessitava de um centro que servisse de elo entre as tribos. Jerusalém, portanto, apresentava todas as qualidades necessárias para tal empreendimento. Davi e sua capital foram recebidos com tanto entusiasmo que cerca de trezentos e cinquenta mil pessoas foram até Hebrom conclamar a Davi como rei de todo Israel(1Cr 12:23-40; 2 Sm 5:1-3).
Após transformar Jerusalém na capital de todo o Israel, Davi iniciara a transformação de Jerusalém num centro nacional religioso. Essa tradição permaneceu forte entre os judeus, e Jerusalém tornou-se o local predileto para se adorar a Deus (Jo 4. 20). Esse fato é visto claramente nos Salmos de Davi (Sl 122; 137), nos quais é mostrada a importância espiritual que essa cidade ocupava no coração da nação.
Os jebuseus confiavam em seus deuses, nas suas forças e nos seus muros, mas somente em Deus estamos verdadeiramente salvos e seguros. Tudo o mais representa apenas uma falsa sensação de segurança. Mesmo que você esteja cercado por poderosas muralhas de pedra, uma casa confortável ou um emprego aparentemente seguro, ninguém pode predizer o que acontecerá amanhã. O nosso relacionamento com Deus é a única segurança que ninguém pode nos tirar.
2. Jerusalém e sua importância histórica. “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria”(Sl 137:5,6). Jerusalém é uma cidade sem igual, em sua história, memória, santidade, importância e principalmente espiritualidade. Jerusalém é a Cidade do Grande Rei. Está localizada sobre as montanhas da Judéia entre o Mar Mediterrâneo ao Ocidente e o Mar Morto ao Oriente. Jerusalém têm sua origem na história a cerca de 4.000 anos, sendo que há mais de 3.000 anos o rei Davi tornou-a a Capital Eterna do Povo de Israel para nunca mais sair de um dos papéis mais centrais da história da Humanidade. Para o judaísmo, Jerusalém é importante porque se tornou a cidade de Davi (2 Sm 5.7), e para os cristãos, por ser a cidade do Grande Rei, Jesus Cristo (Mt 5.35).
Escolhida por Deus em sua aliança com Davi, Jerusalém é a essência e o centro da existência e continuidade espiritual e nacional judaicas. Durante 3.000 anos, desde o tempo do Rei Davi e da construção do Primeiro Templo por seu filho, o Rei Salomão, Jerusalém tem sido o foco da prece e da devoção judaicas. Há quase 2.000 anos os judeus se viram na direção de Jerusalém e do Monte do Templo quando oram, onde quer que estejam. Para os cristãos, Jerusalém é uma cidade de lugares sagrados associados a eventos da vida e ministério de Jesus e ao início da igreja cristã.
O grande rei Ciro, rei da Pérsia, no ano de 538 a.C, expressou-se da seguinte maneira: “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a Casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém”.
Jerusalém: cidade da Paz. No correr dos séculos, Jerusalém foi conhecida por muitos nomes que expressam admiração e reverência. O mais adequado é "Cidade da Paz". Disse Yitzhak Rabin, em setembro de 1995: "Três mil anos de história nos contemplam hoje, na cidade de cujas pedras a antiga nação judaica se ergueu; e deste ar puro da montanha, três religiões absorveram sua essência espiritual e sua força... Três mil anos de história nos contemplam hoje, na cidade onde as bênçãos dos sacerdotes judeus misturam-se aos chamados dos muezins muçulmanos e aos sinos das igrejas cristãs; onde em cada alameda e em cada casa de pedra foram ouvidas as admoestações dos profetas; cujas torres viram nações se erguerem e cairem - e Jerusalém permanece para sempre... Três mil anos de Jerusalém são para nós, agora e eternamente, uma mensagem de tolerância entre religiões, de amor entre os povos, de entendimento entre as nações”.
Jerusalém: “um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos" (Zc 12:2-3). Deus declarou que nos últimos dias, antes da segunda vinda do Messias, que Jerusalém se tornaria "um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos". Quando Zacarias fez esta profecia, há 2.500 anos, Jerusalém permanecia em ruínas e cheia de animais selvagens. A profecia de Zacarias parecia uma grande loucura, mesmo após o renascimento de Israel em 1948. Pois hoje, exatamente como foi profetizado, um mundo de quase sete bilhões de pessoas tem os seus olhos voltados para Jerusalém, temendo que a próxima Guerra Mundial, se explodir, seja travada sobre essa pequenina cidade. Que incrível cumprimento da profecia!
Os olhos do mundo inteiro estão sobre Jerusalém, mais do que sobre qualquer outra cidade do mundo. Jerusalém se tornou realmente uma pedra pesada ao redor do pescoço de todas as nações do mundo, o problema mais irritante e volátil que as Nações Unidas hoje enfrentam. E não há explicação lógica para isso. O que os profetas hebreus declararam há milhares de anos e que parecia absolutamente fantástico em seu tempo, está se cumprindo hoje. Essa é apenas uma parte da evidência de que os "últimos dias" profetizados estão chegando para nós e que a nossa geração talvez veja o restante da profecia cumprida.
1. Um período de conquista. Uma vez unificado o reino, Davi dá início as suas conquistas militares. Com Davi, o povo deixou de ter uma identidade estritamente tribal e passou a enxergar a si mesmo como uma única e soberana nação. Para tanto, Davi teve de agir rapidamente com o propósito de centralizar o governo. Uma das primeiras ações de Davi para unificar o reino foi escolher Jerusalém (Jebus), a cidade que até então era ocupada pelos jebuseus. O exército de Davi surpreendeu a cidade, que era uma fortaleza aparentemente invencível, e tomou-a dos seus defensores (2Sm 5:6,7).
Estabelecer Jerusalém como sua cidade real e como capital da nação foi uma das realizações mais relevantes do reinado de Davi. O fato de Jerusalém ser localizada nos limites entre os territórios de Judá e de Benjamim, sem pertencer a nenhuma dessas tribos, conferiu um ar de neutralidade à capital do governo e evitou possíveis disputas entre os dois segmentos do seu reino (Judá e as demais tribos de Israel). Sobre a conquista de Jerusalém, também conhecida como a fortaleza de Sião (2 Sm 5.7), o Salmo 2 vai nos mostrar esse fato e apresentá-lo como sendo um tipo da conquista do Messias que viria (Sl 2:6). Isso se explica pelo fato de que não somente Davi se torna um tipo do Messias vencedor, mas a própria Jerusalém terrestre, um tipo da celestial (Gl 4:26).
O governo de Davi trouxe um desenvolvimento inimaginável para Israel, e suas realizações foram inigualáveis. O escritor Lawrence Richards diz que: “Outros homens da história demonstraram habilidades administrativas e militares, mas Davi é maior que todos pela amplitude e abrangência de suas habilidades. Para coroar tudo isso, Davi é um dos grandes heróis da fé”.
Estabelecer o reino significava, antes de tudo, derrotar os inimigos de Israel e delimitar fronteiras, para que o povo tivesse segurança. Até a época de Davi, o território de Israel estava limitado à região montanhosa da Palestina. As ricas planícies estavam nas mãos dos povos cananeus.
Vejamos mais algumas das suas realizações e conquistas militares, relatadas em 2Sm 5—10 e 1Cr 11—19:
a) Em uma sequência de batalhas, Davi destruiu o poder dos filisteus, os principais inimigos de Israel desde os dias de Sansão (2Sm 5; 8; 10). Gate era uma das principais cidades dos filisteus. Davi e suas tropas os expulsaram (2 Sm 5.17-25) e os dominaram (2 Sm 8.1).
b) Na seqüência das batalhas, Davi passou a dominar também Moabe. Davi conquistou essa cidade e exigiu que lhe pagassem impostos (2 Sm 8.2).
c) Davi também derrotou a cidade de Edom, e obrigou os edomitas a pagarem tributos (2 Sm 8.14).
d) Davi subjugou uma série de Estados, tornando-os vassalos e formando uma zona de segurança ao redor de Israel contra os inimigos mais distantes. Um desses Estados, Edom, tornou-se uma rica fonte de ferro para Davi. Além da matéria-prima, esses Estados também passaram a oferecer mão de obra especializada no manuseio de metais, técnica que Israel até então não dominava – o monopólio do ferro havia sido um “trunfo” para os filisteus durante longo período.
Portanto, o território de Israel foi ampliado enormemente, chegando a medir cerca de 96.540Km2, segundo o escritor Leon Wood observa: “Essa era a área que Deus havia prometido séculos antes a Abraão para que seus descendentes a recebessem (Gn 15.18). Não se compara aos vastos territórios do Egito, da Assíria ou da Babilônia nos seus dias de dominação. Nos dias de Davi, porém, Israel tornou-se uma potência, e esse rei era, sem dúvida, o líder de maior expressão no mundo daquela época “.
Além de todos esses feitos militares, Davi organizou politicamente o governo de Israel, instituindo estratégias militares que garantiam todas as suas vitórias, tanto as militares como as políticas. Davi também demonstrou ser um gênio organizacional em questões religiosas e civis.
Ao longo de toda a vida de Davi, o povo de Israel viveu a sua época áurea, prometida há muito tempo aos patriarcas pelo Senhor. Veja uma comparação das condições de Israel antes e depois de Davi:
Antes de Davi |
Depois de Davi |
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Governo dos juízes. |
Monarquia. |
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Anarquia e guerra civil. |
Governo centralizado. |
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Confederação de tribos desunidas. |
Nação unida sob a liderança nacional de um único rei. |
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Pobreza e pouco desenvolvimento tecnológico |
Riqueza e desenvolvimento da Idade do Ferro. |
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Posição de vassalo dos reinos que cercavam a Palestina. |
Posição de conquistador, subjugando as demais nações. |
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Adoração descentralizada e comprometida com o paganismo. |
Adoração centralizada e rigorosa observação dos padrões de culto estabelecidos na Lei de Moisés. |
2. Reconhecimento lá fora. Bem, depois de conquistas tão vultosas como essas que relatamos no item acima, não poderia o reino de Israel ser isento de reconhecimento fora dos seus termos. As coisas pequenas são difíceis de serem vistas e reconhecidas, mas não as grandes. Uma demonstração clara disso está escrito em 2Samuel 5:11-12, quando Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e carpinteiros, e pedreiros, que edificaram a Davi uma casa. Com esse gesto, entendeu Davi que o Senhor o confirmava rei sobre Israel e que exaltara o seu reino por amor do seu povo. O segredo do sucesso e do triunfo de Davi está escrito em 2Samuel 5:10: “Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o Senhor, Deus dos Exércitos, era com ele”.
1. Adoração ao Senhor. A verdadeira adoração é sempre produto de uma perspectiva da grandeza e da infinidade de Deus e da nossa fragilidade. Isaías reconhece esta grandeza e afirma: "Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!(Is. 6:5 ). A adoração pura e genuína é aceita por Deus com aroma suave e agradável. A verdadeira adoração é caracterizada pelo esquecimento de si mesmo e a ausência de qualquer concentração no homem e a total dependência de Deus. Jó, conseguia enxergar esta atitude de adoração: “o Senhor me deu o Senhor o Tomou, bendito seja o nome do Senhor.
É bom ressaltar que adoração não é exatamente o mesmo que louvor. Muitos afirmam louvar a Deus sem, contudo, adorá-Lo; isso por ignorância, hipocrisia, engano, etc. Louvar é falar bem de Deus, seja em uma oração, seja em um hino, seja em uma conversa com o colega de trabalho. Louvor tem a ver com o que eu digo. Já adoração é algo lá dentro de mim. É uma atitude que tenho diante de Deus. Quando adoro, reconheço a minha pequenez e dependência de Deus, coloco-me no meu devido lugar: sou criatura, e Deus é o criador. Quando adoro, entrego a Deus o que sou e o que tenho, agradeço cada demonstração das bênçãos divinas, reconheço que ele está no controle de tudo. Adorar é deixar que na minha vida Deus seja verdadeiramente Deus. É mostrar com minhas ações e palavras que Deus é o Senhor de todo o meu viver.
Ao chegar ao trono, a preocupação com o culto ao Senhor foi prioridade na administração de Davi, e fez o que pode para restaurar a adoração ao Senhor, e isto na capital do reino, Jerusalém. “Ele o fez estabelecendo a adoração do povo de Israel de acordo com a Lei Mosaica, como se pode ver no ritual da Arca. Colocando a Arca, símbolo do Deus invisível, no centro do país, Davi centralizou a adoração em Jerusalém e preparou o caminho para o templo”(Dicionário Vine, CPAD, pg 528). Ele estabeleceu um programa elaborado para os levitas, os quais estavam espalhados por toda a nação, fazendo com que sua participação nos cânticos, na adoração e no ensino fosse mais efetiva.
Agora, a Arca do Concerto e o Tabernáculo estavam inseparáveis na magnífica cidade de Jerusalém. Consequentemente, o sacerdócio, as festas sagradas, os sacrifícios, todos os ritos mosaicos referentes ao culto foram centralizados. Jerusalém tornara-se a capital política e religiosa de Israel. De um lado estava o trono do rei Davi, símbolo das conquistas políticas da nação; de outro, o trono do Senhor, símbolo da presença de Deus entre o povo. Jerusalém tornou-se o centro da adoração e do culto ao Senhor Jeová, ao mesmo tempo em que era o coração político do reino.
O perigo da inovação. A Arca representava a presença de Deus entre o seu povo: "E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do Testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel" (Êx 25:22). E no transporte da Arca para Jerusalém, os levitas encarregados disso descumpriram preceitos da Lei de Deus sobre o assunto e houve castigo divino com a morte de um levita. Com esse episódio aprendemos duas advertências: o perigo de querer fazer as coisas sagradas conforme os modismos, e o perigo da modernização ministerial.
a) A síndrome do "carro novo" (2 Sm 6:1-3). Ao trazer a Arca do Senhor para Jerusalém, Davi não atentou para um detalhe importante: nada poderia ser modificado ou inovado em relação ao modo de lidar com aquele objeto sagrado. A despeito disso, a Arca foi colocada sobre um carro de bois em vez de ser conduzida nos ombros dos sacerdotes. Por que essa atitude, aparentemente normal, não teve a aprovação de Deus?
· Porque a Arca fora conduzida por pessoas não autorizadas. Os que transportavam a Arca do Senhor não eram divinamente chamados para esse ofício (Nm 1:47-52; 4:1-49). Eleazar, filho de Abinadabe, é que havia sido separado para esse ministério (1 Sm 7.1b).
· Porque a Arca fora conduzida de forma errada. De acordo com a orientação divina, a Arca deveria ser transportada pelos levitas (Êx 25:14; Dt 31:25; Js 3:3), e não por meio de carros puxados por bois. Aquele carro de bois não deveria fazer parte do cortejo sagrado (2 Sm 6:6,7).
b) O ministério modernizado. Hoje, em muitos lugares, há aqueles que pregam o evangelho, utilizando-se de "carros de bois", inserindo inovações e modismos contrários aos ensinos da Palavra de Deus. Tais pessoas têm até boas intenções. Todavia, o que elas realmente desejam é adequar o evangelho à cultura secular. Às vezes, não percebem que estão misturando o sagrado com o profano.
Portanto, na adoração ao Senhor, devemos obedecer aos mandamentos das Escrituras de modo irrestrito, sem as muletas da inovação e dos modismos. Os meios de adoração não se concentram muito nos meios, mas sim na grandeza da alma humana.
2. Um projeto de construção(1 Cr 22 – 26;28 – 29). Davi desejava muito construir o Templo, mas havia sido rejeitado por Deus para essa tarefa. Contudo, o Senhor lhe disse que seu desejo fora aceito, e que seu filho, Salomão, construiria o Templo (1Cr 22:6-10). Como Salomão ainda era jovem e inexperiente, Davi deu conselhos a ele e também tomou todas as providências para que o seu filho não cometesse erros na construção do Templo, depois que ele, Davi, partisse. O rei ajuntou e organizou cuidadosamente (cf. 1Cr 22:14-16): 3.750 toneladas de ouro; 37.500 toneladas de prata; Madeira; Pedras preciosas; Metais em grande quantidade; Homens habilitados para as diversas funções da construção; Turnos de levitas responsáveis pelo serviço no Templo; Projetos detalhados para a estrutura do Templo; e Instruções por escrito e o desenho de cada móvel.
Apesar de o grande Templo ter sido construído em Jerusalém, durante o reinado de Salomão, a visão e os planos foram de Davi, conforme aquilo que o próprio Senhor havia revelado a ele (1Cr 28:19). Davi não pode assistir a sua grande visão se concretizar. Mas isso não o impediu de se dedicar inteiramente a ela, deixando tudo preparado para que a construção fosse realizada. Com tudo pronto, Davi proferiu uma das mais belas orações registradas em toda a Bíblia. Suas palavras provocam profunda inspiração e servem de estímulo àqueles que se dedicam à obra do Senhor (1Cr 29:10-19).
Nesta era da Igreja, cada crente é santuário de Deus e, por isso, pode adorá-lo pelo Espírito Santo, que no crente habita, em qualquer lugar. O salvo em Cristo é o templo do Espírito Santo – “ Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”(1Co 3:16). Jesus assim falou: ” ... os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”(João 4:23,24).
O aprofundamento da vida espiritual de Davi no deserto e sua dependência do Senhor ali, lhe foi muito proveitoso em seu desempenho como chefe nacional do povo de Deus. A expansão territorial e os ideais religiosos, conforme são contemplados por Moisés, se concretizaram em grau maior do que jamais antes ou depois, na história de Israel. Nos séculos seguintes, as esperanças proféticas acerca da restauração da sorte de Israel são repetidamente alusivas ao reino davídico como um ideal.
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de estudo DAKE. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1º e 2º Samuel. Davi – vitórias e as derrotas de um homem de Deus – CPAD/2009. A História de Israel no Antigo Testamento, Samuel - J. Shultz, Edições Vida Nova.