Aula 06

O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 5.14,15,17-21

07 DE  FEVEREIRO DE 2010

 

"E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação"  (2 Co 5.18).

INTRODUÇÃO

Estudamos na aula anterior sobre a opção de Deus em oferecer a sua mensagem(o Evangelho – o grande tesouro) por meio de receptáculos frágeis(vasos de barro), cujo texto base foi 2Corintios 4:7-18. Nesta  aula, estudaremos sobre o ministério da reconciliação. Mas antes, destacaremos a continuidade, nos versículos 5 a 10, a defesa do ministério de Paulo, o qual argumenta acerca de seus sofrimentos e das consolações do Senhor. No contexto destes versículos, Paulo explica o contraste entre a vida terrena - mortal e limitada, e a imortal - eterna e espiritual. Do versículo 11 até o 21, Paulo trata do ministério da reconciliação propriamente dito. Reconciliar, na definição do Dicionário Aurélio, é estabelecer paz entre inimigos ou adversários, ou ainda tornar amigos pessoas que se malquistaram. No aspecto relacionado à salvação, a reconciliação é o ato pelo qual Deus oferece a redenção à humanidade por meio de seu Filho Jesus Cristo, apagando a inimizade existente entre o homem caído e o Deus Santo. Deus trata o homem que recebe Jesus como uma pessoa justa e amiga. Essa mensagem de reconciliação está de acordo com o que o apóstolo Paulo vive, demonstrando que como ministro do Senhor, ele buscava a reconciliação com os coríntios tanto quanto Deus buscava.

I. A VIDA PRESENTE E A FUTURA (5.1-10)

Paulo contrasta nosso corpo terreno com o nosso futuro corpo da ressurreição. Ele declara claramente que nosso corpo presente nos faz gemer e que quando morremos e formos ressuscitados na vinda do Senhor, teremos novos corpos que serão perfeitos para a nossa vida eterna.

Paulo escreveu desse modo porque a igreja em Corinto estava cercada pela cultura grega, e muitos crentes tinham dificuldades com o conceito da ressurreição do corpo porque os gregos não criam nisso. A maioria deles via a vida após a morte como algo que acontecia somente com a alma, com o verdadeiro ser que está preso a um corpo físico. Acreditavam que, com a morte, a alma era libertada; não existia imortalidade alguma para o corpo, e a alma entrava em um estado eterno. Mas a Bíblia ensina que o corpo e a alma não estão permanentemente separados. Há uma promessa que o nosso corpo será ressuscitado, o qual se unirá novamente a alma e ao espírito. Paulo descreve nosso corpo ressuscitado com maiores detalhes em 1Corintios 15:46-58.

O futuro corpo do cristão é descrito no versículo 1 do capítulo 5 como eterno, nos céus, não mais sujeito a doença, decomposição e morte(ver Fp 3:21; Ap 21:4). O corpo glorificado durará para sempre no lar celestial. Os salvos só receberão o corpo glorificado quando Cristo voltar para buscar sua igreja(1Ts 4:13-18). Quando o cristão falece, sua alma vai para junto de Cristo, onde desfruta conscientemente as glórias do Céu. O corpo fica na sepultura. Quando o Senhor voltar, o pó será ressuscitado da sepultura, e Deus o transformará em um corpo novo e glorificado que será reunido ao espírito e à alma. Entre a morte dos santos e a vinda de Cristo para buscá-los, pode-se dizer que os cristãos permanecem em um estado desencarnado. Isso não significa, porém, que eles não tem consciência plena da alegria do Céu. Pelo contrário!

1. A confiança doutrinária de Paulo (5:1). “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus”.

Paulo está usando uma figura de linguagem para retratar a morte e a ressurreição. Ele menciona o tabernáculo para falar do corpo físico, transitório, temporário,que se debilita, enfraquece, adoece e morre; e menciona a casa não feita por mãos, para falar do corpo glorioso da ressurreição, que é permanente e eterno.

Enquanto a tenda(“tabernáculo”), é apenas uma moradia transitória para um viajante ou peregrino, a casa, ou edifício, é uma residência permanente. A tenda(“tabernáculo”), que é o corpo físico, é apenas um lugar de habitação, e não o ser humano essencial. Agora caminhamos pelo  deserto numa tenda provisória, mas há uma casa ou um templo permanente preparado para a alma, onde haverá estabilidade, poder e beleza.

Paulo não olha para essa verdade, como se fosse uma tênua esperança. Ele não lida com essa questão com a linguagem da conjectura hipotética, mas com a convicção da certeza experimental:”sabemos”. 

Um dia precisaremos afrouxar as estacas dessa tenda e levantar acampamento. Para Paulo, a morte é uma mudança de endereço(2Tm 4:6-8). É deixar uma tenda frágil e temporária e mudar-se para uma casa permanente, uma mansão feita não por mãos, eterna nos céus.

Nos dias de Paulo, tanto a filosofia grega como a romana desprezava o corpo. Para eles, o corpo era apenas uma prisão, uma tumba. Paulo, porém, se distancia, aqui, dessas filosofias e ensina que a morte não é a libertação da alma da prisão do corpo, mas uma mudança de um corpo de  fraqueza para um corpo de poder; de um corpo temporário para um corpo permanente; de um corpo terreno para um corpo celestial; de um corpo mortal para um imortal; de um corpo corruptível para um corpo incorruptível. Paulo descreve o corpo ressurreto assim: “Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”(1Co 15:53,54).

2. O anelo de Paulo pela vida além-túmulo (5:1-5). Paulo em muitas partes de  suas epístolas expressou o desejo do além-túmulo. Para ele, a morte não era uma tragédia. Ele chegou a dizer:”Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”(Fp 1:21). Para ele, morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor(Fp 1:23). Ele desejava, preferencialmente, estar com o Senhor: “Desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor”(2Co5:8). Somente aqueles que têm o Espírito Santo como penhor(2Co5:5) podem ter essa confiança do além-túmulo. O penhor do Espírito é uma garantia de que caminhamos não para um fim tenebroso, mas para um alvorecer glorioso. Caminhamos não para a morte, mas para a vida eterna. Caminhamos não para o desmoronamento de uma tenda(“tabernáculo”) rota, mas para habitação de uma mansão permanente.

Mas, enquanto estivermos aqui, neste corpo mortal, muitas vezes somos levados a gemer(5:2) devido à forma pela qual ele nos limita e dificulta nossa vida espiritual. Nosso grande anseio é ser revestidos da nossa habitação celestial.

Aqueles que vivem sem essa garantia se desesperam na hora da morte. Na verdade, eles caminham para um lugar de trevas, e não para a cidade iluminada; caminham para um lugar de choro e ranger de dentes, e não para a festa das bodas do Cordeiro; caminham para o banimento eterno da presença de Deus, e não para o bendito lugar onde Deus armará seu “tabernáculo” para sempre conosco.

3. O Tribunal de Cristo para todos os crentes (5:7-10).Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal”(5:10).

O julgamento da Igreja é o chamado “Tribunal de Cristo”, que ocorrerá logo após o arrebatamento, antes das bodas do Cordeiro. Acontecerá nas regiões celestiais. Neste tribunal, os crentes serão julgados pelas obras que tiverem feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (Rm.14:10; 2Co.5:10). Este julgamento não envolve salvação ou perdição, pois todos os crentes que forem arrebatados estarão salvos, mas serão julgadas as obras com vistas à entrega de recompensas, do “galardão”. Nesta oportunidade, muitos serão surpreendidos, pois Deus conhece o coração do homem (1Sm.16:7) e sabe a qualidade de tudo o que está sendo feito em Sua obra, não atentando para a aparência. Diante disto, muitos que, aparentemente, terão feito muito pela obra do Senhor, nada receberão, porquanto suas obras serão consideradas como palha, como madeira, sem condição de resistir ao crivo divino e outros, que, aparentemente, nada teriam feito pelo Senhor, receberão galardões, pois trabalharam em silêncio, sem alarde, mas com dedicação e real devoção. Os critérios do julgamento e o seu tratamento são descritos em 1Co.3:12-15.

O Tribunal de Cristo será revelador. Ele revelará com precisão como foi a nossa vida de serviço a Cristo. Avaliará não apenas a quantidade de serviço, mas também a qualidade e até as motivações para realizá-los. O termo traduzido por “comparecer” também pode ser traduzido por “ser revelado”. O verdadeiro caráter de nossas obras será exposto diante dos olhos perscrutadores do Salvador. A revelação envolverá tanto o caráter de nosso serviço (1Co3:13) quando as motivações que nos impeliram (1Co4:5). O tribunal dos homens julga apenas as ações, mas o Tribunal de Cristo julgará as intenções (1Co 4:5).

É bom ressaltar que, apesar de os pecados cometidos depois da conversão afetarem o serviço cristão, não serão julgados nessa ocasião solene. O julgamento dos nossos pecados ocorreu há mais de dois mil anos, quando o Senhor Jesus levou nossos pecados sobre si na cruz. Cristo pagou o valor total da dívida resultante de nossas ofensas e Deus não as julgará novamente (João 5:24).

O Juiz desse julgamento é Cristo(João 5:22). Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade: (a) nossos atos secretos(Mt 4:22; Rm 2:16); b) nosso caráter(Rm 2:5-11); c) nossas palavras(Mt 12:36,37); d) nossas boas obras(Ef 6:8); e) nossas atitudes(Mt 5:22); f) nossos motivos(1Co 4:5); g) nossa falta de amor(Cl 3:23 – 4:1) e h) nosso trabalho e ministério(1Co 3:13). Em fim, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus (Mt 25:21,23; 1Co 4:2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12:48; João 5:24; Rm 8:1).

II. O AMOR DE CRISTO CONSTRANGE E TRANSFORMA (5.11-17)

O texto deste tópico indica que Paulo ainda estava se defendendo dos ataques dos falsos apóstolos. Eles o acusavam de pregar a mensagem errada e com a motivação errada. A resposta do veterano apóstolo é que dois fatores basilares governavam suas motivações no ministério: o temor a Deus(5:11) e o amor de Cristo(5:14).

1. A força da persuasão à fé em Cristo (5:11). “Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a Deus; e espero que, na vossa consciência, sejamos também manifestos”. Aqui, Paulo destaca o "temor ao Senhor" como um modo de convencer as pessoas acerca da fé recebida. Paulo não está enfatizando o terror de Deus para os incrédulos, mas, sim,  o temor reverente com o qual devemos procurar servir e agradar ao Senhor. O apóstolo sabe que sua vida é um livro aberto para Deus. Ainda assim, gostaria que os coríntos não tivessem dúvida de sua integridade e fidelidade no ministério do evangelho. Dessa forma, em outras palavras, ele está dizendo: Uma vez que conhecemos o temor do Senhor, procuramos persuadir os homens quanto à nossa integridade e sinceridade como ministros de Cristo. No entanto, sejamos ou não bem-sucedidos nisso, Deus sabe tudo sobre nós. Esperamos que nosso verdadeiro caráter também fique claro na consciência dos corintios.

Somente aqueles que temem ao Senhor podem manter a consciência limpa diante dos homens. Paulo andava de forma íntegra com Deus e com os homens. Ele temia a Deus, por isso, nada tinham a esconder dos homens. Seus motivos e suas ações estavam abertos diante de Deus. Não existia nenhum engano embutido em suas tentativas de persuadir os homens.

2. A grande motivação do ministério de Paulo: o amor de Cristo (vv.12,13). Porque não nos recomendamos outra vez a vós; mas damo-vos ocasião de vos gloriardes de nós, para que tenhais que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração. Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós”.

O apóstolo Paulo descreve seus críticos como homens que se gloriam na aparência e não no coração. Em outras palavras, eles estavam interessados na aparência, e não na realidade, na integridade e na honestidade interiores. Consideravam apenas a aparência física, eloqüência ou suposto zelo. Eles estavam centrados em si mesmos, e não centrados em Deus. Eles valorizavam cartas de recomendação(3:1), eloqüência(10:10; 11:6), nascimento e herança judaica(11:22), visões e revelações(12:1) e a realização de milagres(12:12). Eles se gloriavam em possuir essas coisas externas. Visões e revelações faziam parte da vida de Paulo, mas ele nunca exibiu essas experiências como distintivos de autoridade apostólica. Paulo estava interessado não em se promover, mas em expandir a igreja de Cristo. Ele fazia isso motivado pelo amor de Cristo.

Você pode identificar os falsos mestres, os falsos pregadores, descobrindo o que realmente os motiva. Se estiverem mais preocupados consigo mesmo do que com a causa de Cristo, evite tanto a eles quanto a mensagem que pregam.

3. Um amor que nos constrange a viver integralmente para Cristo (vv.14-17). “ Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram”(5:14).

O que levava o apóstolo Paulo a servir de forma tão incansável e abnegada na pregação do Evangelho? Neste versículo, uma das mais importantes, da carta de 2Corintios, Paulo revela sua motivação: o amor de Cristo. Aqui, o amor de Cristo é o seu amor por nós ou o nosso amor por ele? Sem dúvida, é o amor de Cristo por nós. Nós o amamos apenas porque ele nos amou primeiro. É o seu amor que nos constrange, nos impele, como uma pessoa é impelida em uma multidão. Ao contemplar o amor extraordinário que Cristo havia demonstrado por ele, Paulo não podia deixar de ser impelido a servir a esse Senhor maravilhoso.

Ao morrer por  todos nós, Jesus agiu  como nosso Representante. Quando Ele morreu, todos morreram nele. Assim como o pecado de Adão se tornou o pecado de seus descendentes, também a morte de Cristo se tornou a morte daqueles que nele creem(Rm 5:12-21; 1Co 15:21,22). Por causa de seu sacrifício vicário somos agora nova criatura(5:17), ou seja, temos uma nova posição em relação a Deus e ao mundo. Temos agora uma nova forma de viver, na qual desaparece a vida pregressa e os velhos costumes. Por ocasião da conversão, não apenas viramos uma página de nossa vida velha, começamos um novo estilo de vida sob o controle do Espírito Santo. Esse novo estilo de vida é consequência lógica da conversão, pois o amor de Deus pela humanidade (Jo 3.16) constrange-nos a viver integralmente para Ele.

III.  O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO (5.18-21)

Muitos desastres de proporções gigantescas a história já registrou. Mas o maior desastre cósmico foi a queda de nossos primeiros pais. Ela afetou toda a criação e jogou toda a raça humana no abismo do pecado. O pecado divide, desintegra e separa. O pecado provocou um abismo espiritual, pois separou o homem de Deus. Provou um abismo social, pois separou o homem de seu próximo. Provocou um abismo psicológico, pois separou o homem de si mesmo, e provocou também um abismo ecológico, pois separou o homem da natureza, fazendo dele um depredador ou um adorador dessa mesma natureza.

O mundo está profundamente marcado pelas tensões do pecado. O homem é um ser em guerra com Deus, consigo, com o próximo e com a natureza. Nesse mundo cheio de ódio, ferido pelo pecado e distante de Deus, a reconciliação é uma necessidade imperiosa.

A Bíblia não fala de Deus tendo necessidade de reconciliar-se com o homem. É o homem que precisa se reconciliar com Deus. Nós mudamos; Deus nunca mudou(Ml 3:6). Seu amou por nós é eterno e incessante.

Deus poderia ter nos tratado como tratou os anjos rebeldes. Eles foram conservados em prisões(Jd 6:13) e em permanente estado de perdição. Mas Deus providenciou, para nós, um caminho de volta para Ele. Cristo é esse caminho(João 14:6).

 

Antes da Reconciliação

Bênçãos Decorrentes da reconciliação

Referências

Ruína

Salvação

Rm 5.8,9

Pecado

Justiça

Rm 5.12,15,18,21

Morte

Vida Eterna

Rm 5.12,16,17,21

Separação de Deus

Relacionamento com Deus

Rm 5.11,19

Desobediência

Obediência

Rm 5.12,19

Morte do corpo e da alma

Corpo incorruptível, vida eterna

1 Co 15.42-52

 

1. Reconciliação, palavra-chave da nova criação (5:18,19). “E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação”.

A palavra “reconciliação”,do grego katallagē, é caracteristicamente a palavra que expressa a idéia de unir duas partes que estavam em conflito. A palavra katallagē é usada no Novo Testamento especialmente para descrever o restabelecimento das relações entre o homem e Deus. Paulo diz: ”[...] Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo[...]”(5:19).

A reconciliação é iniciativa divina - “ E tudo isso provém de Deus[...]”(5:18). O homem é o ofensor, e Deus é o ofendido. A reconciliação deveria ter partido de nós, a parte ofensora, mas partiu de Deus, a parte ofendida. É a parte ofendida que toma a iniciativa da reconciliação. Deus restaurou o relacionamento entre si mesmo e nós. O Evangelho não é o homem buscando a Deus, mas Deus buscando o homem. Foi o homem quem caiu, afastou-se e rebelou-se. Mas é Deus quem o busca. É Deus quem corre para abraçar. “Com amor eterno eu te amei e com benignidade eu te atraí”(Jr 31:3).

A cruz de Cristo foi o preço que Deus pagou para nos reconciliar consigo. A cruz de Cristo é a ponte entre a terra e o Céu. Nenhuma pessoa pode chegar até Deus a não ser por meio dessa ponte. Deus nos amou e nos deu seu Filho(João 3:16). Deus nos amou, e Cristo sofreu em nosso lugar. Deus nos amou e Cristo morreu por nós. Na verdade, não foi a cruz de Cristo que gerou o amor de Deus; foi o amor de Deus que gerou a cruz(Rm 5:8;8:32). A cruz é o maior arauto do amor de Deus por nós. A cruz é a prova cabal de que Deus está de braços abertos para nos receber de volta ao lar.

A nossa reconciliação com Deus custou-lhe um preço infinito: a morte do seu próprio Filho. Ele nos comprou não com coisas corruptíveis como prata e ouro, mas com o sangue do seu Filho bendito(1Pe 1:18,19).

2. O ministério da reconciliação. “[...]e nos deu o ministério da reconciliação”. Por sermos  reconciliados com Deus, temos o privilégio de encorajar outros a fazerem o mesmo. Temos o privilégio maravilhoso de levar essa mensagem gloriosa a todas as pessoas, em toda parte. Não foi dada essa incumbência aos anjos, mas a pessoas frágeis e insignificantes. Deste modo, temos “o ministério da reconciliação”.

3. Embaixadores de Deus (5:20). “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus”.

Um embaixador é um ministro de Estado, um representante de seu governante em um terra estrangeira. Paulo sempre fala do ministério do cristão  como um chamado nobre e digno. Aqui, ele se compara a um enviado de Cristo ao mundo. Ele era um porta-voz de Deus por intermédio do qual Deus exortava a outros.

Como crentes, somos embaixadores de Cristo, enviados a pregar sua mensagem de reconciliação ao mundo. Antes, inimigos; agora, somos seus representantes neste mundo pecaminoso. Zelamos pelos interesses do Seu Reino, além de sermos seus porta-vozes às nações em todos os aspectos. Prestamos assistência neste mundo aos nascidos de novo, e convidamos outros para que, pelo novo nascimento, partilhem das bênçãos que Deus tem preparado a todos aqueles que o aceitarem como Senhor e Salvador.

CONCLUSÃO

Deus não só reconciliou o mundo consigo mesmo, através da morte vicária de Jesus Cristo na cruz do calvário, mas também comissionou mensageiros para proclamar essas boas novas. Todos quantos derem ouvidos ao chamado para o arrependimento e a fé, experimentarão a alegria da reconciliação com Deus.  Antes nós éramos inimigos de Deus, agora, somos embaixadores da reconciliação. Antes estávamos perdidos; agora, buscamos os perdidos. Neste mundo marcado pelo ódio, pela guerra e por relacionamentos quebrados entre o homem e Deus, e entre o homem e seu próximo, temos um gloriosos ministério: o ministério da reconciliação.

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br, e no Blog: luloure.blogspot.com

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de estudo DAKE. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 2Corintios. 2Corintios – Rev. Hernandes Dias Lopes. Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdnald.