A palavra "apologética" vem da palavra grega "apologia", que se pronuncia "ap-ol-og-ee'-ah." Significa, "uma defesa verbal." É usada oito vezes no Novo Testamento: At. 22:1; 25:16; 1 Cor. 9:3; 2 Cor. 7:11; Fl. 1;7,17; 2 Tim. 4:16, e 1 Pe. 3:15. Mas é este último versículo que é associado com a apologética cristã.
"e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós;" (1Pe. 3:15)
Então, a apologética cristã é o ramo da cristandade que trata de contestar a toda e qualquer crítica que se opõe a revelação de Deus em Cristo e a Bíblia. Por conseguinte, podem incluir estudos como manuscritos da Bíblia, filosofia, biologia, matemática, evolução e lógica. Mas também pode consistir em dar uma simples resposta a uma pergunta sobre Jesus ou uma passagem da Bíblia. Este útltimo caso é o mais comum e você não precisa ler toneladas de livros para fazer isso.
A Palavra é poderosa para trazer os frutos desejados. Ela é eficaz em si mesma.
Hb 4.12 – Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
A apologética pode ser defensiva ou ofensiva. O apologista pode e deve defender suas razões de crer (1Pe. 3:15). Mas, ele também pode atacar. Ele pode procurar aqueles que opõem e propõe perguntas, problemas, e repostas (2Co.10:5). Claro, ele deve preparar-se para fazer isto antes e assim toda a apologética será feita com amor.
Responsabilidade de todo cristão está preparado e desejoso ( com amor) para defender sua fé
A apologética pode ser, basicamente, evidencial ou pressuposicional. A apologética evidencial trata da evidência para a cristandade: a ressurreição de Jesus, os manuscritos bíblicos, a profecia cumprida, milagres, etc. A apologia pressuposicional é aquela que trata das pressuposições daqueles que se opõe ao cristianismo porque as pressuposições afetam o modo como uma pessoa utiliza a evidência e razão.
Evolucionismo:
Formas de vidas menos complexas mais antigas do que formas de vidas mais complexas
O Homem de Neanderthal sofria de raquitismo:
Uma das principais autoridades mundiais sobre o homem neandertal, Erik Trinkaus, conclui: "Comparações detalhadas de restos de esqueletos neandertais com esqueletos humanos modernos mostraram que não há nada na anatomia neandertal que conclusivamente indique habilidade locomotiva, manipulativa, intelectual ou linguística inferior às habilidades dos humanos modernos."(3)
*Fizeram comparações com os genomas do chimpanzé, que serviu de referência, e o dos humanos modernos, incluindo um catálogo de semelhanças e diferenças genéticas da nossa espécie. Uma das conclusões é que o genoma dos neandertais é muito idêntico ao do homem moderno. Assemelham-se em 99,5 por cento, senão mesmo em 99,9 por cento, referiu Rubin na conferência conjunta que deu com Pääbo nos Estados Unidos. Afinal, ambos pertencem ao género Homo.
Algumas áreas do debate dentro da apologética cristã tratam do uso da evidência, razão, filosofia, etc. Deve o apologista usar só os critérios aceitáveis para os incrédulos? Podemos usar a Bíblia como defesa de nossa posição ou devemos demonstrar a cristandade sem ela? A razão é suficiente para demonstrar a existência de Deus ou a verdade bíblica? Quanta razão e evidência são usadas à luz das Escrituras para mostrar que é Deus quem abre a mente para entender? Que parte mostra a oração, usando a Bíblia e a natureza pecadora do incrédulo? Como estes fatores se inter-relacionam para trazer um incrédulo à fé? As perguntas são fáceis. As respostas não são.
Jesus escolheu uma pessoa muito religiosa e educada para ser apóstolo. Era Paulo. Os outros eram pescadores, coletor de imposto, médico, etc. Eles eram pessoas normais da época e estavam disponíveis e desejosos de serem usados pelo Senhor. Eles estavam cheios do Espírito de Deus e foram usados como vasos de Deus. Deus usa todas as coisas para Sua glória. Por isso, nós fazemos apologética através da fé.
Não existem pessoas específicas para fazer uso da Apologética.
O Senhor tem chamado cada cristão para fazer uma defesa da fé. Isto significa
que você é chamado para dar respostas razoáveis as perguntas com respeito a cristandade. Agora, isto não significa que você deve ter um Ph.D ou que você tem que ir ao seminário. Mas significa que você deve estar desejoso de dar pelo menos uma resposta para suas crenças. Se você acha que não pode, então ore a Deus e comece a estudar.
Tipos de abordagens Apologéticas
Apologética clássica
Este tipo de abordagem trabalha com o principal pressuposto teológico, isto é, a existência de Deus. É essa linha apologética que vai explorar os argumentos comprobatórios da existência divina. Os principais argumentos são:
a.) Cosmológico: uma vez que cada coisa existente no Universo, deve ter uma causa, deve haver um Deus, que é a última causa de tudo.
b.) Teleológico: existe um objetivo, um propósito para a criação do Universo e do ser humano.
c.) Ontológico: Deus é maior do que todos os seres concebidos porque existe na mente do homem um conhecimento básico da existência de Deus.
Os teólogos que se destacaram como apologistas clássicos foram: Agostinho, Anselmo de Cantuária e Tomás de Aquino.
Apologética evidencial
Como já podemos inferir do próprio nome, esta linha apologética procura defender as doutrinas teológicas ressaltando as evidências que as envolvem, tais como: a infalibilidade da Bíblia, a veracidade da divindade de Cristo e sua ressurreição, entre outras. Um teólogo que representa bem esta classe de apologistas em nossos dias é Josh McDowell, autor do livro (um best seller) Evidências que exigem um veredicto.
Apologética histórica
Esta classe de apologética enfatiza as evidências históricas. Seus representantes acreditam que a existência de Deus pode ser provada com base apenas na evidência histórica, porém, isso não significa que não lancem mão de outros artifícios. Geralmente, o fundamento deste tipo de abordagem são os documentos do Novo Testamento e a confiabilidade de suas testemunhas. Podemos encontrar teólogos expoentes da apologética histórica nos primórdios da igreja, como Justino Mártir e Tertuliano.
Apologética experimental
Este tipo de apologética, geralmente, é apresentada por fiéis que arrogam para si experiências religiosas pessoais e, às vezes, exclusivas. Assim, alguns apologistas rejeitam este tipo de abordagem por seu caráter excessivamente místico e alegam que tais experiências são comprobatórias apenas para os que nelas crêem ou delas compartilham. Em suma, a apologética experimental se apóia na experiência cristã como evidência do cristianismo e está relacionada à teologia do leigo; ou seja, à teologia que não é acadêmica, mas popular.
Um ponto negativo desta abordagem é que ela se apresenta de forma um tanto quanto subjetiva. Ou seja, é difícil sentenciá-la como verdade ou fraude. O seu ponto positivo, porém, é que a nossa crença precisa, de fato, ser vivida, experimentada, do contrário não passará de teoria.
Apologética pressuposicional
Esta abordagem é chamada assim porque parte de uma pressuposição para construir sua defesa... O “pressuposicionalismo” pode ser assim classificado:
a.) Revelacional: todo o entendimento da verdade parte da pressuposição da revelação de Deus e da legitimidade da Bíblia em expor esta revelação.
b.) Racional: a pressuposição básica gira em torno da coerência do argumento. Se o cristianismo arroga para si a posição de única verdade, então isso implica em dizer e provar que todos os demais sistemas são falsos.
c.) Prático: a pressuposição aqui é a de que somente as verdades cristãs podem ser vividas.
Os teólogos que se destacaram como apologistas “pressuposicionalistas” foram: Cornelius Van Till e John Carnell.
O que você estuda?
Você poderia orar e pedir ao Senhor para ensinar-lhe aquilo que Ele quer que você saiba. Peça a Ele que lhe dê a responsabilidade para aprender algo. Não importa o que seja. Só pergunte. Qualquer coisa que você se interessar é algo que você irá aprender. O que você está estudando é algo que Deus vai usá-lo depois. É igual as ferramentas num porta-ferramentas. Quanto mais você tem, mais você pode fazer.
Outra maneira de saber o que Deus quer que
você estude é aprender por circunstância. Digamos que uma Testemunha de Jeová
venha a sua porta e debate a divindade de Cristo com você e você não sabe
defendê-lo biblicamente. Nesse caso, você sabe que necessita estudar versos
bíblicos que ensinam que Jesus era Deus
Ou talvez você está lendo a Bíblia e um verso o chama a atenção. Você poderia conseguir um comentário e entendê-lo. Poderia perguntar a outros sobre isso.
Tenha um caderno de notas
O caderno de notas é algo que começou a ajudar-me a estudar há quase 20 anos. Você pode fazer um. É simples. Consiga uma agenda e pergunte a Deus o que você precisa saber.
No exemplo acima, Deus porá responsabilidade em seu coração, mostrará lugares onde falta conhecimento ou um verso da Bíblia o chamará a atenção. Anote o que você aprende em seu caderno. Coloque datas nas páginas. Você se assombrará com o que você aprende.
Basicamente, apologética é equivalente a teologia com tênis. Significa pegar o feno do sótão e levar até onde as vacas podem comer. Qualquer um pode 'fazer' apologética. Tudo depende da vontade.
Matthew J. Slick
Tradução de Emerson de Oliveira