No terceiro domingo do mês de setembro, comemora-se o Dia Nacional da EBD. Uma série de comemorações deverá acontecer em muitas igrejas evangélicas em todo o país.
Lendo tantos textos a cerca da EBD, aos poucos fui me sentindo privilegiada de ser professora e aprendiz nessa escola. Entretanto, por um momento, lembrei-me de um programa de TV que discutia a fase crítica por que passa EBD nas igrejas tendo como entrevistados, pastores de quatro denominações diferentes, incluindo a participação interativa de telespectadores dos mais distintos lugares do Brasil.
Alguns falavam das dificuldades que as igrejas vêm enfrentando na atualidade para manter as EBDs em suas igrejas. Outros relatavam já não haver a prática de ensino bíblico em suas igrejas o que me levou à conclusão, infelizmente, de que há menos a comemorar e muito a trabalhar em prol do resgate e fortalecimento da EBD.
Enquanto organizamos festas para comemorar tão memorável data, o inimigo também festeja neste dia, pois a EBD vem ao longo dos anos diminuindo na freqüência dos alunos, fato esse que leva muitas igrejas a acabarem com a prática do ensino bíblico em suas congregações.
Sim, o inimigo deve realmente estar contente… Nesse dia que deveria ser de comemorações por uma Escola Dominical que está a cumprir sua missão, como agência formadora da Igreja, como espaço de reflexão bíblica e preparação para o ministério para o qual Deus tem chamado cada cristão, o que vemos, de um modo geral, é que ela está cada vez mais fragilizada, mais desassistida, necessitando o empenho e o compromisso de todos: direção, professores e alunos, para que a possa realmente cumprir sua missão.
A EBD é uma necessidade básica para que haja vida. Mediante o conhecimento das verdades bíblicas há regeneração e santificação na igreja. A Bíblia adverte: O povo perece por falta de conhecimento (Os 4.6). O homem regenerado fundamenta uma nova natureza. Quanto mais cresce espiritualmente, mais útil será para o trabalho na seara do Senhor. Contudo, a EBD requer a cooperação da igreja, da família e do professor. Como servo do Senhor, o professor precisa ter, além da responsabilidade, o privilégio e o prazer de fazer aquilo que Deus requer dele.
Os pais e os filhos necessitam ser instruídos sistematicamente no conhecimento e entendimento da Palavra. Há muitos textos excelentes na Escritura que exortam sobre o tema, sendo o de Provérbios 22:6 o mais verbalizado: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Porém grande parte dos congregados demonstra uma óbvia falta de conhecimento bíblico. O profeta Oséias, nos seus dias, disse ao povo de Israel: “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor”. Ele exortou não apenas àquele povo, mas a toda a Igreja, “Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm. 15:4).
A vida cristã exige de nós conhecimento perfeito da parte de Deus. Todo crente deve ser aprendiz para também ensinar a Palavra de Deus, assim, a EBD que legítima o ministério do ensino é uma atividade que nunca deve faltar nas igrejas. O aprendizado da Palavra de Deus não é opcional, mas necessário ao crescimento do crente na vida espiritual. Sem o conhecimento de Deus através da sua Palavra, não há como servi-lO. Ela é a única arma com a qual o cristão pode contra-atacar o inimigo para que ele bata em retirada. Portanto, além de necessária é fundamental saber manejá-la bem.
A Escola Bíblica Dominical, é um espaço em que toda a Igreja pode ser envolvida, o único espaço onde é possível se tirar dúvidas, e se controlar a qualidade de doutrina que está sendo ministrada aos crentes. Sendo também, a mais antiga forma de ministrar a vontade de Deus ao povo, como por exemplo, a passagem em que Esdras ministra ao povo de Israel “Então todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel. E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês. E leu nela diante da praça que está fronteira à porta das águas, desde a alva até o meio-dia, na presença dos homens e das mulheres, e dos que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei. (Ne. 8:1-3).
Diante do exposto, posso afirmar, sem medo de errar, que o ensino sempre aconteceu em obediência a Deus para cumprimento dos Seus estatutos. Então, “ Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor" (Os 6:3ª).
Que Deus nos Abençoe!